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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Sacudir culpas

O Benfica ganhou, finalmente. Depois de quatro jogos sem ganhar, que valeram o afastamento da luta pelo título, ganhou. Ao Famalicão, penúltimo classificado, com a pior defesa do campeonato.

Ganhou, mas não foi melhor do que tem sido. Não ganhou por ter sido melhor do que tem sido; ganhou por ter tido a pontinha de sorte que lhe tem faltado. Ganhou porque nos dois primeiros ataques fez três remates e dois golos, o segundo na recarga ao segundo remate, depois de uma grande defesa do guarda-redes do Famalicão. Tudo isto com pouco mais de um minuto de jogo jogado.

Aos seis minutos o Benfica ganhava por dois a zero, mas cinco desses seis minutos foram gastos pelo VAR a validar os golos. Nunca me tinha passado pela cabeça que o VAR também pudesse servir para isso, para uma espécie de pausa técnica a que os treinadores do futebol não podem recorrer. O que pareceu foi que Hugo Miguel, um árbitro com currículo, quis quebrar a avalanche do Benfica e dar oxigénio ao Famalicão.

Não se sabe o que teria acontecido se com aqueles dois golos tivesse acontecido o que seria normal acontecer - bola ao centro, e segue jogo. Sabe-se o que aconteceu. E o que aconteceu foi que os golos não empolgaram os jogadores. Fosse pelo gelo que VAR lhes despejou em cima, fosse porque já nada os empolga.

Porque o jogo acabou por ser o que foi, e não o que eventualmente poderia ter sido sem o saco de gelo despejado pelo VAR, acabam por não ficar grandes dúvidas que o Benfica ganhou porque teve a sorte que não tem tido. Desde logo a sorte de fazer os dois golos do jogo nos três primeiros remates. Ou, na prática, nos dois primeiros remates, dos dois primeiros ataques, nos dois primeiros minutos de jogo jogado.

Mas também porque, depois, a equipa voltou a cair na mediocridade do seu futebol, onde se foi afundando à medida que o tempo ia passando. Passes falhados, incapacidade de ligar as jogadas, perdas de bola, faltas...

Foi sendo assim, e foi mais gritantemente assim na segunda parte. O Famalicão começou a subir no terreno e a discutir o jogo a partir dos vinte minutos no relógio do jogo, e na segunda parte passou mesmo a estar por cima do jogo. E foi então, como já tinha sido nos últimos jogos, que se viu a mediocridade do futebol desta equipa do Benfica. 

Jogando no campo todo, o Famalicão - penúltimo classificado e a pior defesa do campeonato, repito - deixava espaço para os jogadores do Benfica imporem a sua suposta superioridade técnica. Mas o que se viu foi uma completa incapacidade para aproveitar esses espaços, falhando sucessivamente as transições ofensivas. Uma, apenas uma, foi concluída. Mas mais valia que o não tivesse sido - Darwin, numa chocante falta de classe (ou será apenas de confiança?), a dois metros da baliza, completamente escancarada, atirou para as nuvens.

E só não foi a única oportunidade de golo do Benfica na segunda parte porque, já mesmo no fim, o guarda-redes famalicense fez uma grande defesa, a remate de Everton. O cheiro a golo morou sempre na baliza de Vlachodimos, onde o golo não surgiu porque - lá está - a sorte desta vez, ao contrário das outras, não virou costas. Foram cinco as oportunidades que o Famalicão construiu. Quatro na segunda parte. A primeira tinha levado a bola ao poste, ainda antes da meia hora de jogo. 

Cinco oportunidades. Cinco! Ainda se não tinha visto tal coisa na Luz . 

Jorge Jesus resume tudo isto ao covid. Claro que não se pode ignorar o seu efeito devastador na equipa. E menos se pode ignorar que aconteceu, e a dimensão com que aconteceu, depois do jogo no Dragão. É um facto, e factos são factos. Não se pode é justificar o estado a que o futebol do Benfica chegou dessa maneira, até porque o eclipse da equipa já vinha de trás.

Já Otamendi, o capitão e que até marcou hoje o seu primeiro golo de águia ao peito, tem outra opinião. E falou de compromisso, de empenho e de partir para outra, mudar de rumo.

Não, mister. Não é tudo culpa da covid. A catástrofe que se abateu dobre o Benfica é mais da sua responsabilidade do que da covid. E mais ainda de Vieira e de Rui Costa do que sua.

Ontem estava a ver o banho de bola do City ao Liverpool e, extasiado com a classe de João Cancelo e Bernardo Silva, com a imponência de Rúben Dias e com a categoria e segurança de Ederson, via que, ali, numa das duas ou três melhores equipas do mundo, estavam quatro que saíram do Seixal. Quase meia equipa. Daí o pensamento saltou-me para a selecção nacional, e numa das melhores selecções do mundo, conto mais três ou quatro - João Felix, Gonçalo Guedes, Nelson Semedo, André Gomes... Espreitou para grandes equipas europeias - nisto do futebol a Europa é o mundo, o resto é paisagem - e lá estavam Oblak, Witsel, Cristante, Lindelof, Matic, Raúl Jimenez, Di Maria...

Só aqui estão quinze. só nos últimos anos. Dir-me-ão: pois, mas era impossível segurá-los. Não seria possível segurá-los todos, admito, mas não era impossível segurar boa parte deles. Não ter jogadores deste nível, nem os largos  milhares de milhões de euros que eles renderam, é que não deveria ser possível. Mas é a realidade.

Pior só olhar para essa realidade e perceber que disso já não há mais. Já não há no Seixal, nem há já departamento de scouting para os ir buscar fora. 

Sim, é esta a obra feita de Vieira. É este o legado de Vieira, Rui Costa, Jesus e Jorge Mendes... Sem jogadores, sem dinheiro, sem rumo. E sem honra!

Hoje é dia de eleições

Guia para as Eleições do Benfica: Tudo o que precisa de saber

 

Hoje é dia de eleições no Benfica. Marcadas para a próxima sexta-feira, foram antecipadas para hoje em função das restrições à mobilidade impostas para o fim de semana. Mais normal seria que fossem adiadas, mas foram antecipadas. Como natural seria que se prolongassem por dois, ou mesmo três dias, para reduzir os riscos de grandes ajuntamentos nestes tempos severos da pandemia.

Natural teria sido também que os benfiquistas tivessem encontrado um candidato que federasse toda a oposição, para seriamente poder desafiar o poder instalado. Há quatro meses, e na única vez que me pronunciei sobre as eleições que se realizam hoje, deixei aqui um manifesto nesse sentido, chamando-lhe "Uma missão para os benfiquistas".

Não aconteceu o que acho que deveria ter acontecido, e hoje são três candidaturas que vão a votos, depois da desistência de mais duas, uma das quais precisamente ontem. A de Bruno Costa Carvalho, por interposta pessoa por não ser candidatável à luz das condições estatutárias inventadas pelo actual poder.  E assim, evidentemente, não se conquista o poder a ninguém. 

Quando eu propunha alguém como Humberto Coelho para congregar a alternativa a LFV era exactamente para evitar que proliferassem candidaturas, todas elas bem abastecidas de egos, que dispersassem votos e favorecessem quem está no poder. E isso só seria evitado com uma personalidade incontroversa, agregadora, prestigiada e com História. 

Mais que os seus deméritos pessoais, Rui Gomes da Silva e de João Noronha Lopes têm o imenso demérito de não terem utilizado o espaço que lhes permitiu as respectivas candidaturas para promoverem uma candidatura vencedora, à volta de uma personalidade unificadora e acima de qualquer suspeita. Não perdem pelos defeitos ou limitações de cada um, pela estratégia que cada um seguiu, ou pelo programa que cada um apresentou. Perdem porque eventualmente qualquer um dos dois perderia. Mas perdem seguramente por serem dois.

 

Sem honra nem glória

Costa debaixo de fogo por integrar comissão de honra de Luís Filipe Vieira

 

Soube-se no sábado que o primeiro-ministro, António Costa, e Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, integravam a comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica. E ficou notícia, como não poderia deixar de ser.

É mais, bem mais, que apenas mais um caso de promiscuidade entre política e futebol.  Percebe-se que os dois juntos fazem um pacote, mas são obviamente diferentes as responsabilidades de cada um. Desde logo porque são diferentes as responsabilidades políticas de cada um.  Mas também porque, se é frequente ver os autarcas envolvidos com os clubes dos respectivos municípios, e encontrar até aí o paradigma daquela promiscuidade, como acontece no Porto com Rui Moreira, é raríssimo um envolvimento como este de um chefe de governo. Não me ocorre sequer  qualquer um.

Evidentemente que a esfarrapada desculpa de que estes são actos da esfera pessoal de cada um, que nada têm a ver com o exercício dos respectivos cargos públicos, não colhe. Desde logo porque é o exercício  desses cargos que lhes dá a notoriedade que lhes confere peso e a notabilidade que lhes dá a honra para uma comissão de honra.

Acresce a tudo isto Luís Filipe Vieira e as suas circunstâncias, suficientemente conhecidas para me dispensar de as enumerar. Enquanto não for condenado por coisa alguma, Vieira é inocente de tudo o que é suspeito e/ou acusado. Mas as suas circunstâncias vão hoje muito para além do quadro criminal, como também se sabe. E aí não há julgamentos, há factos. Que não abonam a honorabilidade de ninguém e objectos de forte condenação moral.

Só uma total falta de apurado sentido político justificaria esta decisão de António Costa se empenhar desta forma na candidatura de Luís Filipe Vieira. Não é por falta de faro político que António Costa é conhecido. É reconhecidamente o mais astuto dos políticos na praça, e não é fácil cair em lapsos comprometedores. 

Resta então outra hipótese: sensação de impunidade. António Costa terá entendido que a forma como joga o jogo político lhe deu um estatuto que o coloca acima de tudo e de todos. E não é a primeira vez que se lhe nota essa soberba. Começa até a ser recorrente...

Diz-se que que o Presidente Marcelo quer que o primeiro-ministro lhe explique. Poderia começar assim: "Ó  António explique-me lá, como se eu fosse muito burro, como é que se meteu nesta alhada"!

 

 

 

Paulo Gonçalves e a cereja no topo do bolo

O apoio 'indireto' de Vieira e Paulo Gonçalves: «Este clube nunca deixa  ninguém para trás» - Benfica - Jornal Record

 

O Benfica tem passado estes últimos tempos em complexos exercícios de equilibrismo, aparentemente sem rede, entre a necessidade de reforçar a sua equipa principal de futebol, e a necessidade de Luís Filipe Vieira assegurar a sua perpetuação no poder. 

Reforçar a equipa não seria, apesar de tudo, tarefa de grande grau de dificuldade. Reforçar a posição de LFV, deixando a ideia de reforçar a equipa para grandes proezas e conquistas, é que tem trazido grandes problemas.

Tudo tem corrido mal. O ponto alto foi, evidentemente, Cavani. Uma contratação que nunca teve em vista reforçar a equipa - nem poderia ter, independentemente da sua valia, pese a idade, um jogador daquele estatuto, que manda os outros correr enquanto ganha mais que todos eles juntos (há exagero, mas nem é assim tão grande) mina o espírito de grupo e não reforça equipa nenhuma - mas apenas reforçar LFV.

E por isso, na ânsia de não perder esse reforço, a sofreguidão deixou que a incompetência tomasse conta da condução do processo, que acabou em chacota nacional.

Depois de mais uns quantos nomes, diariamente alimentados nos jornais e televisões por especialistas que mais não têm sido que bobos da corte de LFV surgiu, como cereja no topo do bolo, o folhetim Darwin Nunez. Tinha falhado o "velho" mas aí estava o novo Cavani!

Os bobos da corte fizeram o seu trabalho, e fizeram do jovem uruguaio a estrela mais cintilante da galáxia da bola. Era sucesso desportivo imediato e estrondoso êxito financeiro a curto prazo. Das sucessivas lesões que vêm afectando o jovem jogador, com três intervenções aos joelhos em pouco tempo, uma das quais a uma ruptura de ligamentos, nada foi dito. Está tudo ultrapassado, e os maus tempos já ficaram para trás...

Finalmente Darwin Nunez chegou a Lisboa, pelo braço de Rui Costa. A contratação mais cara do futebol português - que afinal apenas igualava a de Nakagima pelo Porto, no último defeso - estava confirmada e o jogador seria apresentado no dia seguinte. Marcada a hora da apresentação ... nada. Fica adiada.

Nada de grave, justificaria de imediato a estrutura de comunicação de Vieira: apenas não tinha dado para concluir os testes médicos. 

Claro que não era nada disso. Era de dinheiro que se tratava. O Benfica teria que abrir ainda mais os cordões à bolsa, e bater claramente o recorde do jogador japonês do Porto. Parece que alguém se esquecera de avisar o Rui Costa e o Almeria, que o Paulo Gonçalves, o tal, esse que nos enche de vergonha alheia, tinha também umas comissões a receber. Diz agora que representa o jogador e o seu empresário e, ao saber da contratação, em que não foi tido nem achado, chegou e apresentou a factura. 

Terá certamente muitas mais para apresentar. É assim que as coisas funcionam.

E é assim que se vai reforçando a equipa, a poucos dias de se começar a decidir o acesso à Champions. E é assim, com pouca vergonha em cima de pouca vergonha, que Vieira faz do Benfica o seu bunker pessoal. 

 

 

 

Tristes jornais

APCT: Jornais continuam a perder expressão em banca - Meios ...

 

Numa viagem pelos jornais do dia encontramos o Benfica e Luís Filipe Vieira em praticamente todas as primeiras páginas. Com duas únicas excepções: o Jornal de Negócios, e o jornal i, este particularmente interessado em continuar a bater no Costa e a promover o Ventura.

Nos generalistas, o "CM" diz que "Vieira admite demitir-se da presidência". O "JN" que "Vieira assume  responsabilidade e admite sair". E para  o "DN" a "crise faz cair Bruno Lage e deixa Vieira a pensar no futuro".

Nos diários desportivos apenas o "Jogo" não vai no jogo de Vieira. "A Bola" diz que "o presidente vai pensar sobre o seu próprio futuro" e o "Record" diz que "Presidente assume a responsabilidade e vai conversar com a família

É impressionante. Sobre a inconsistência e a propaganda das declarações de Vieira, nada. Sobre a sessão de campanha eleitoral para as eleições que vai antecipar, para retirar tempo a quaisquer novas iniciativas, e fixar a concorrência na que já é conhecida, coisa nenhuma. Nem uma palavra.

E no entanto tudo está tão à vista... Tristes jornais, triste jornalismo!

 

 

Mais uma vez...

capa Jornal Marca

 

Benfica e Atlético de Madrid oficializaram finalmente a transferência de João Félix, logo depois de, em Portugal e em Espanha, os jornais terem dado conta que os madrilenos estavam a perder a paciência.

Num dia, o Atlético de Madrid ameaça perder a paciência; no outro, está tudo tratado. Pode ser mera coincidência mas, à luz de tudo o que foi o processo, não parece.

Bem sei que nos dias que correm não fica bem questionar o que quer que seja deste negócio, sabendo-se que quem o faça corre o risco de ser até acusado de estar ao serviço do outro. Mas não posso deixar de notar que, mais uma vez, o Atlético de Madrid não faltou apenas ao respeito ao Benfica, achincalhou mesmo.

Teria apenas faltado ao respeito se se tivesse ficado pela abordagem ao jogador sem passar cavaco a ninguém. Ou pela pressão nos jornais, à revelia ou não dos canais de comunicação entre as partes. Mas, ao mostrar publicamente, precisamente no mesmo dia, o que é accionar uma cláusula de rescisão (nesta mesma capa da Marca: "Rodrigo paga su cláusula para irse al City"), o Atlético de Madrid achincalhou e deixou, mais uma vez, Luís Filipe Vieira muito mal na fotografia.

Por muito que muitos não queiram ver...

Trapalhices

capa Jornal A Bola

 

 

Olha-se para esta primeira página deste jornal e, cá em baixo, a letras mais pequenas, ficamos a saber que Luís Filipe Vieira pretende subir a cláusula (de rescisão do contrato) de João Félix (já fixada em 120 milhões de euros) para 200 milhões. No entanto já tínhamos visto, porque está lá em cima, a letras muito maiores, que 100 milhões, é o valor mínimo que Benfica admite encaixar.

Jorge Mendes e milhões à parte, quem tiver acabado de chegar de Marte pode achar que Luís Filipe Vieira, o tal que quer subir o valor por que será obrigado a ceder os direitos desportivos do jogador, não tem nada a ver com o Benfica, a quem basta metade desse valor. E achar que é uma primeira página aceitável para capa de jornal.

Como não consta que andem por aí marcianos, é bem provável que haja quem ache que Luís Filipe Vieira não anda bem da cabeça. Ou, sei lá, até que a eurodeputada Ana Gomes é bem capaz de dizer umas coisas acertadas... E que Luís Filipe Vieira é um intrujão e um trapaceiro... 

Pode ser. Mas eu não descartaria a hipótese de, intrujão e trapaceiro, ser mesmo o jornalismo que é capaz de fazer uma primeira página destas, a chamar estúpido a toda a gente. Não é apenas a Luís Filipe Vieira que está a chamar estúpido. É mesmo mais aos leitores.

 

 

 

Pântano

Resultado de imagem para pântano kuis filipe vieira benfica

 

Demitido, e readmitido num par de horas, Rui Vitória é o rosto de Luís Filipe Vieira no pântano que criou na Luz, e onde enfiou o Benfica. Um pântano fatal, donde ninguém sai com vida. Um pântano de interesses e mentiras, onde tudo conta menos o próprio Benfica.  

Neste momento não resta a Luís Filipe Vieira outra saída que não seja apresentar a sua própria demissão. Noutro caso, ficam os benfiquistas obrigados a impor-lha!

A entrevista do Presidente

Capa do O JogoCapa do RecordCapa do A Bola

 

Uma entrevista do Presidente do Benfica é sempre notícia. Uma entrevista do presidente com mais longevidade no Benfica, em directo na televisão, é notícia incontornável. Tão incontornável que "O Jogo" teve de encher a primeira página com Pinto da Costa, sem que ninguém percebesse por quê.

Pelo que já vi, a nação benfiquista apreciou do desempenho televisivo de Luís Filipe Vieira. E aplaudiu.

A entrevista é cirúrgica, a um mês das eleições. E isso deixa-me logo de pé atrás. Depois, parece-me que Vieira falou de mais do que não devia e de menos do que devia: falou de mais de Jorge Jesus (até em função dos processos judiciais em curso, se deles for para tirar alguma coisa) e de menos das relações com o Real Madrid. E nada das relações com o Atlético de Madrid. 

De resto foi igual a ele próprio, cada vez mais solto e cada vez a dominar melhor a comunicação, mesmo quando não evita algumas contradições, como aconteceu no mal explicado negócio dos direitos televisivos com a NOS. Se, como referiu, há "questões claras para clarificar", o que será das que não são claras? Como, por exemplo, se ainda está por agendar a reunião com a NOS que anunciou (para Janeiro, já lá vão 8 meses) logo que foi conhecido o contrato que o mesmo operador negociou com o Sporting.

E quando o painel de benfiquistas - o ex-jogador Diamantino, o Domingos Amaral e o Pedro Ribeiro - colocou, especialmente o Domingos, questões mais incómodas, sentiu-se acossado e não teve dúvidas em responder-lhe como a um adversário. Como se estivesse a responder à oposição, que que não tem, e não às interrogações de um adepto benfiquista.

Confesso que gostaria de ter gostado um bocadinho mais. Mas isso sou eu, que sou assim...

Preocupante

Por Eduardo Louro

 

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Não acho piada nenhuma que chamem porta 18 a uma operação policial. Pior ainda quando essa é a porta da minha Catedral... Por onde, dizem, entrariam diariamente bandos de colombianos para fazer negócio... 

Não acho grande piada a que funcionários do meu clube andem envolvidos em negócios com colombianos. Até achava, se não tivessemos a experiência de os ver fugir todos lá mais para cima...

Mas também - confesso - não seria a coisa que mais me preocupasse. Afinal ninguém nunca poderá dizer que está livre de ter um empregado qualquer que se possa dedicar a negócios com colombianos. Também - se calhar, digo eu - ninguém poderá dizer que consegue controlar todas as portas de todas as instalações, mais a mais  quando se trata de uma catedral aberta a tantos fiéis. E infiéis...

Não me choca que só tenhamos tido conta da notícia um mês depois, mesmo que não tenha achado piada nenhuma às primeiras reacções. Um pecado desses, numa catedral destas, deveria chegar de imediato ao conhecimento dos fiéis, mas concedo que até se possam levantar valores mais altos.

O que me choca é que, um mês depois, quando se soube, o presidente do meu clube se venha dizer chocado. Deve ter sido um choque daqueles: um mês depois ainda está em choque... Não admira, conforme ele próprio explica, conhecia o José Carriço - assim se chama o sujeito do negócio colombiano - há muito. Era pessoa de sua confiança, foi o seu motorista durante muito tempo!

E o que verdadeiramente me preocupa é que, no meu clube, um tipo qualquer passe directamente de motorista do presidente a diretor. Aprecio e defendo a mobilidade social, tanto na sociedade como nas organizações. Acho fantásticas aquelas histórias do antigamente, de gente que chegava paquete aos 14 anos e saía presidente da empresa, aos 70.  

Mas, francamente: de motorista do presidente a director do Departamento de Apoio aos Jogadores, faz-me alguma impressão. Preocupa-me mesmo! 

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