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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Tristes jornais

APCT: Jornais continuam a perder expressão em banca - Meios ...

 

Numa viagem pelos jornais do dia encontramos o Benfica e Luís Filipe Vieira em praticamente todas as primeiras páginas. Com duas únicas excepções: o Jornal de Negócios, e o jornal i, este particularmente interessado em continuar a bater no Costa e a promover o Ventura.

Nos generalistas, o "CM" diz que "Vieira admite demitir-se da presidência". O "JN" que "Vieira assume  responsabilidade e admite sair". E para  o "DN" a "crise faz cair Bruno Lage e deixa Vieira a pensar no futuro".

Nos diários desportivos apenas o "Jogo" não vai no jogo de Vieira. "A Bola" diz que "o presidente vai pensar sobre o seu próprio futuro" e o "Record" diz que "Presidente assume a responsabilidade e vai conversar com a família

É impressionante. Sobre a inconsistência e a propaganda das declarações de Vieira, nada. Sobre a sessão de campanha eleitoral para as eleições que vai antecipar, para retirar tempo a quaisquer novas iniciativas, e fixar a concorrência na que já é conhecida, coisa nenhuma. Nem uma palavra.

E no entanto tudo está tão à vista... Tristes jornais, triste jornalismo!

 

 

Mais uma vez...

capa Jornal Marca

 

Benfica e Atlético de Madrid oficializaram finalmente a transferência de João Félix, logo depois de, em Portugal e em Espanha, os jornais terem dado conta que os madrilenos estavam a perder a paciência.

Num dia, o Atlético de Madrid ameaça perder a paciência; no outro, está tudo tratado. Pode ser mera coincidência mas, à luz de tudo o que foi o processo, não parece.

Bem sei que nos dias que correm não fica bem questionar o que quer que seja deste negócio, sabendo-se que quem o faça corre o risco de ser até acusado de estar ao serviço do outro. Mas não posso deixar de notar que, mais uma vez, o Atlético de Madrid não faltou apenas ao respeito ao Benfica, achincalhou mesmo.

Teria apenas faltado ao respeito se se tivesse ficado pela abordagem ao jogador sem passar cavaco a ninguém. Ou pela pressão nos jornais, à revelia ou não dos canais de comunicação entre as partes. Mas, ao mostrar publicamente, precisamente no mesmo dia, o que é accionar uma cláusula de rescisão (nesta mesma capa da Marca: "Rodrigo paga su cláusula para irse al City"), o Atlético de Madrid achincalhou e deixou, mais uma vez, Luís Filipe Vieira muito mal na fotografia.

Por muito que muitos não queiram ver...

Trapalhices

capa Jornal A Bola

 

 

Olha-se para esta primeira página deste jornal e, cá em baixo, a letras mais pequenas, ficamos a saber que Luís Filipe Vieira pretende subir a cláusula (de rescisão do contrato) de João Félix (já fixada em 120 milhões de euros) para 200 milhões. No entanto já tínhamos visto, porque está lá em cima, a letras muito maiores, que 100 milhões, é o valor mínimo que Benfica admite encaixar.

Jorge Mendes e milhões à parte, quem tiver acabado de chegar de Marte pode achar que Luís Filipe Vieira, o tal que quer subir o valor por que será obrigado a ceder os direitos desportivos do jogador, não tem nada a ver com o Benfica, a quem basta metade desse valor. E achar que é uma primeira página aceitável para capa de jornal.

Como não consta que andem por aí marcianos, é bem provável que haja quem ache que Luís Filipe Vieira não anda bem da cabeça. Ou, sei lá, até que a eurodeputada Ana Gomes é bem capaz de dizer umas coisas acertadas... E que Luís Filipe Vieira é um intrujão e um trapaceiro... 

Pode ser. Mas eu não descartaria a hipótese de, intrujão e trapaceiro, ser mesmo o jornalismo que é capaz de fazer uma primeira página destas, a chamar estúpido a toda a gente. Não é apenas a Luís Filipe Vieira que está a chamar estúpido. É mesmo mais aos leitores.

 

 

 

Pântano

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Demitido, e readmitido num par de horas, Rui Vitória é o rosto de Luís Filipe Vieira no pântano que criou na Luz, e onde enfiou o Benfica. Um pântano fatal, donde ninguém sai com vida. Um pântano de interesses e mentiras, onde tudo conta menos o próprio Benfica.  

Neste momento não resta a Luís Filipe Vieira outra saída que não seja apresentar a sua própria demissão. Noutro caso, ficam os benfiquistas obrigados a impor-lha!

A entrevista do Presidente

Capa do O JogoCapa do RecordCapa do A Bola

 

Uma entrevista do Presidente do Benfica é sempre notícia. Uma entrevista do presidente com mais longevidade no Benfica, em directo na televisão, é notícia incontornável. Tão incontornável que "O Jogo" teve de encher a primeira página com Pinto da Costa, sem que ninguém percebesse por quê.

Pelo que já vi, a nação benfiquista apreciou do desempenho televisivo de Luís Filipe Vieira. E aplaudiu.

A entrevista é cirúrgica, a um mês das eleições. E isso deixa-me logo de pé atrás. Depois, parece-me que Vieira falou de mais do que não devia e de menos do que devia: falou de mais de Jorge Jesus (até em função dos processos judiciais em curso, se deles for para tirar alguma coisa) e de menos das relações com o Real Madrid. E nada das relações com o Atlético de Madrid. 

De resto foi igual a ele próprio, cada vez mais solto e cada vez a dominar melhor a comunicação, mesmo quando não evita algumas contradições, como aconteceu no mal explicado negócio dos direitos televisivos com a NOS. Se, como referiu, há "questões claras para clarificar", o que será das que não são claras? Como, por exemplo, se ainda está por agendar a reunião com a NOS que anunciou (para Janeiro, já lá vão 8 meses) logo que foi conhecido o contrato que o mesmo operador negociou com o Sporting.

E quando o painel de benfiquistas - o ex-jogador Diamantino, o Domingos Amaral e o Pedro Ribeiro - colocou, especialmente o Domingos, questões mais incómodas, sentiu-se acossado e não teve dúvidas em responder-lhe como a um adversário. Como se estivesse a responder à oposição, que que não tem, e não às interrogações de um adepto benfiquista.

Confesso que gostaria de ter gostado um bocadinho mais. Mas isso sou eu, que sou assim...

Preocupante

Por Eduardo Louro

 

Imagem relacionada

 

Não acho piada nenhuma que chamem porta 18 a uma operação policial. Pior ainda quando essa é a porta da minha Catedral... Por onde, dizem, entrariam diariamente bandos de colombianos para fazer negócio... 

Não acho grande piada a que funcionários do meu clube andem envolvidos em negócios com colombianos. Até achava, se não tivessemos a experiência de os ver fugir todos lá mais para cima...

Mas também - confesso - não seria a coisa que mais me preocupasse. Afinal ninguém nunca poderá dizer que está livre de ter um empregado qualquer que se possa dedicar a negócios com colombianos. Também - se calhar, digo eu - ninguém poderá dizer que consegue controlar todas as portas de todas as instalações, mais a mais  quando se trata de uma catedral aberta a tantos fiéis. E infiéis...

Não me choca que só tenhamos tido conta da notícia um mês depois, mesmo que não tenha achado piada nenhuma às primeiras reacções. Um pecado desses, numa catedral destas, deveria chegar de imediato ao conhecimento dos fiéis, mas concedo que até se possam levantar valores mais altos.

O que me choca é que, um mês depois, quando se soube, o presidente do meu clube se venha dizer chocado. Deve ter sido um choque daqueles: um mês depois ainda está em choque... Não admira, conforme ele próprio explica, conhecia o José Carriço - assim se chama o sujeito do negócio colombiano - há muito. Era pessoa de sua confiança, foi o seu motorista durante muito tempo!

E o que verdadeiramente me preocupa é que, no meu clube, um tipo qualquer passe directamente de motorista do presidente a diretor. Aprecio e defendo a mobilidade social, tanto na sociedade como nas organizações. Acho fantásticas aquelas histórias do antigamente, de gente que chegava paquete aos 14 anos e saía presidente da empresa, aos 70.  

Mas, francamente: de motorista do presidente a director do Departamento de Apoio aos Jogadores, faz-me alguma impressão. Preocupa-me mesmo! 

Uma questão de tempo

Por Eduardo Louro

 

 

Posso estar enganado, mas creio bem que era mais aguardada a entrevista de Luís Filipe Vieira que a decisão do Tribunal Constitucional, os dois happenings do dia.

E Luís Filipe Vieira não desiludiu, não frustrou as expectativas e foi igual a ele próprio. O que quer dizer que disse o mesmo de sempre – mesmo quando o que há para dizer é diferente – e convenceu os mesmos de sempre, que era aliás o seu objectivo. O tempo se encarregará de o desmentir, mas isso depois já não conta para nada. Porque a memória é sempre curta, e quando o não for é sempre possível um refresh: voltar a tirar o mesmo coelho da cartola!

O entrevistador - Hélder Conduto - foi, como sempre, sério e a entrevista foi profissional, o que tanto o honra a ele como à BTV. A entrevista correu como têm corrido todas as que o presidente do Benfica tem dado a todas as outras estações. O Helder Conduto aceitou as explicações das saídas de Oblak e de Garay, e não questionou a inevitabilidade subjacente. Não perguntou, por exemplo, por que o contrato de Oblak não foi revisto logo no final da época, com a consequente revisão da cláusula de rescisão. Nem por que carga de água, estava tão zangado com o jogador, que elevou à categoria de vilão, e nada incomodado com a atitude do Atlético de Madrid, ao ponto de, quando tinha tanto por onde, lhe não colocar nenhuma dificuldade. Nem se não teria sido um bom negócio para o Benfica renovar atempadamente com o Garay, ou mesmo em última instância no início do ano, então já mesmo que à custa de um salário proibitivo. Mas temporário e perfeitamente justificável... Mas também nunca vi nenhum outro jornalista esmiuçar coisas deste tipo. Ao presidente do Benfica ou a qualquer outro!

O resto é coisa de tempo. De pouco, ou mesmo de muito pouco tempo!

Gestão ruinosa

Por Eduardo Louro

 

A pré-época de 2014/15 não ficará apenas como aquela em que no Benfica se destruiu um plantel ganhador e capaz de mudar um ciclo do futebol nacional. Não ficará apenas como aquela em que Luís Filipe Vieira, a troco não se sabe de quê, matou o projecto de ilusões que andou a vender aos benfiquistas…

Ficará ainda, e ainda mais incompreensivelmente, como aquela em que no Benfica se matou a formação, e com ela o sonho de dezenas ou centenas miúdos... Mas também o de milhões de benfiquistas voltarem a ver novos Ruis Costas! E aí não é o rosto de Vieira, que a BTV promove à norte-coreana, o mais nítido da fotografia…É o de Jorge Jesus!

Que em vez de ser lembrado como o treinador que, com alguns dos melhores plantéis de sempre, ganhou dois campeonatos em 5 anos, ficará na História do Benfica como o treinador que em dois dias deitou fora Nelson Oliveira, Bernardo Silva, João Cancelo, Ivan Cavaleiro, Rafael Ramos e Estrela. Sem tempo para nascerem dez vezes…

Não sei se a isto se pode chamar gestão danosa. Por isso chamo-lhe ruinosa!

 

A partir de agora é que é a sério...

Por Eduardo Louro

 

Tal como ontem, frente ao Arsenal, o Benfica sofreu três golos em dez minutos e afundou. Depois de uma primeira parte que nem foi má de todo, e donde, através de um golo logo aos dois minutos – o primeiro de Derley –, até saiu a ganhar.

Logo no arranque da segunda parte entraram Rodrigo e André Gomes…para o Valência. Para o Benfica entrou uma invenção chamada Luís Filipe, e saiu João Cancelo. Pode parecer um pormenor, mas não é. O Valência começou a jogar à bola e o Benfica sem ninguém a defender o flanco direito. E o Artur regressou à sua verdadeira condição de guarda-redes sem ponta por onde se pegue, com dois frangos monumentais…

Para que a equipa voltasse minimamente a estabilizar e limitar os danos, Jesus teve de retirar do campo esse tal de Luís Filipe, uma contratação que é um verdadeiro atentado à inteligência dos benfiquistas, e de chamar André Almeida, que jogava a trinco, para o lado direito da defesa.

E assim se junta à destruição da equipa, a destruição de qualquer réstia de equilíbrio emocional aos jogadores, que saem da pré-época completamente de rastos. E de repente se dá cabo do prestígio internacional que tanto custou a recuperar…

Ah... E o Jara lá vai continuando a sua saga... E o Jesus o seu festival de comunicação!

E no meio disto tudo a BTV lá vai tentando lavar o cérebro a quem gosta de se deixar lavar… Ou levar!

E pronto, a partir de agora é a sério. Mesmo que até agora também devesse ter sido...

 

Não dá para entender

Por Eduardo Louro

 

Acabado de chegar ao primeiro lugar, isolado no topo da classificação quando o campeonato dá a volta, o Benfica abre mão do seu mais influente jogador, considerado pela crítica o melhor jogador do último campeonato onde, entre outros, pontificavam valores como Moutinho, James, Jackson, Gaitan, Cardozo, Enzo Perez… E, diz-se – o que vale o que vale (que expressão irritante!), porque o que no Benfica nunca falta, com o mercado aberto ou fechado, tanto faz, é notícias de jogadores a chegar e a partir - na calha de saída estarão ainda Rodrigo, Garay e até Gaitan…

Não dá para entender!

Não dá para entender que, depois de um início de época traumatizante, mesmo miserável, quando a equipa atinge estabilidade emocional e competitiva, e chega ao primeiro lugar, de que durante tanto tempo esteve distante, se deite tudo abaixo. Não dá para entender que, quando se entra numa fase decisiva de um campeonato que não pode deixar de ser ganho, quando a equipa acaba de dar um golpe profundo nas aspirações do seu principal rival, deixando-o estendido no tapete, em vez de forçar o KO lhe vá entregar de bandeja os espinafres do Popey.

Não dá para entender que o melhor e o mais influente jogador da equipa seja vendido por metade da cláusula de rescisão. Embora se perceba que, quando o presidente do Benfica anuncia que precisa de vender, está exactamente a expor-se a isso mesmo: a vender em saldos. E então não daria para entender que um negociante experimentado e de sucesso, como é o presidente do Benfica, desse tal tiro no pé, que se expusesse da forma que o fez. Embora se perceba que o tenha feito para defender a pele. Quando LFV anunciou que teria de vender não ignorava que isso fragilizava a posição negocial do Benfica, simplesmente falou mais alto a necessidade de se proteger a si próprio!

E aqui está o grande problema do Benfica. Um problema de liderança, que não é de facto o ponto forte de LFV: um líder forte e consistente, sem flancos desprotegidos ou sem telhas de vidro, toma as decisões que tem de tomar, pondo as convicções em primeiro lugar, nunca outras preocupações. Se o Benfica tinha de vender jogadores para responder às suas responsabilidades financeiras, a LFV competia optimizar esses negócios, mesmo que em contra-mão com a popularidade. Só que, para isso, não poderia ter dito que não vendera no mercado do Verão para construir uma equipa capaz de ganhar tudo, e de sonhar com a final da Champions na Luz, quando era claro que, simplesmente, do mercado não chegara qualquer proposta minimamente aceitável para qualquer jogador.  

Como não pode dizer que a necessidade de vender decorre do afastamento do Champions que, mesmo desconhecendo o que representaria no budget para esta época, não poderá representar um prejuízo superior a 7 ou 8 milhões de euros. Que, como toda a gente percebe, nada têm a ver com, sequer, a venda de Matic.

É por tudo isto não dar para entender que dá para entender que todos os jornais façam hoje eco da mágoa de Vieria com Matic… Mesmo que, mais uma vez, não dê para entender que recorra à pressão do sérvio para justificar a sua venda. Nesta altura, por metade do valor da cláusula de rescisão contratualizada, pondo em risco a conquista do campeonato e correndo o risco de oferecer mais um tetra ao Porto. Pela primeira vez um tetra todo ele oferecido por LFV, laçarotes incluídos!

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