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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Voltas trocadas

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Quando Lula vê abrirem-se as portas da prisão para entrar, Carles Puidgemont vê-as abrirem-se para sair. A absurda acusação de rebelião que o Estado espanhol utilizou foi considerada “inadmissível” pelo tribunal  alemão por, como era evidente, se não cumprir o requisito de violência.

Acabou, mesmo assim, por aceitar a acusação de desvio de fundos, fixando-lhe por isso a fiança de 75 mil euros para o deixar sair em liberdade. Talvez para minimizar os danos no governo de Madrid...

Ponto final.

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O Supremo Tribunal Federal, do Brasil, rejeitou o pedido de "habeas corpus" de Lula, abrindo-lhe a porta de entrada da prisão e a de saída da corrida eleitoral.

As serpentes, mesmo as maiores jiboias do Brasil, matam-se pela cabeça. Até porque consta que não têm coração. Lula não matou a serpente, a gigante serpente brasileira, e deixou-se embrulhar nela, traindo todo um Brasil. Mas não foi esse, não foi o Brasil traído que o acusou, julgou e condenou. Foi o outro!

"Muito culpado"

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No Brasil, o Tribunal da Relação Federal, em segunda instância, confirmou a culpa de Lula da Silva e reforçou ainda a condenação dada em primeira instância. No recurso, a pena passou dos nove anos e meio de prisão para 12 anos e um mês.

Não sei se Lula é ou não culpado na acusação de corrupção. Sei que as opiniões se dividem conforme o posicionamento político de quem as emite, mesmo que umas pareçam mais fundamentadas que outras. E nesse aspecto confesso que me sinto bem mais convencido pela argumentação da defesa do que da acusação.

Talvez isso, a maior solidez da argumentação, me faça inclinar para a tese do golpe. Mas nunca me conseguirei esquecer da deprimência das declarações dos deputados que ditaram o impeachement de Dilma, do que foi a tomada do poder de Michel Temer, e da forma como o tem exercido. Nem do insólito das declarações dos mais variados juízes, incluindo um dos que, ontem, fez parte da unânime decisão de agravar a pena, que esqueceu a dicotomia básica do "culpado" ou "não culpado" para passar à graduação da culpa. Para esse juiz, Lula é "muito culpado"!

Talvez por tudo isso eu tenha ficado muito convencido que é a consumação de um golpe. Que de nada valerão recursos superiores - e ainda tem mais quatro instâncias de recurso - e que Lula será mesmo preso antes ainda de apresentar o próximo recurso, para que seja definitivamente afastado do processo das eleições de Outubro.

Ah... a fotografia? Pois...

 

 

Choques

Capa do i

 

A notícia da condenação de Lula da Silva a mais de nove anos de prisão não deixou toda a gente surpreendida. Mas deixou muita a gente chocada.

Confesso que admitia que me tinha ido habituando à ideia. Mas não. O choque não me deixou dúvidas, ainda esperava secretamente que nada daquilo fosse bem assim. Não é por nada, é que eu tive a oportunidade de ver, "com estes dois que a terra há-de comer", o que Lula mudou o Brasil. E não tolero o "rouba, mas faz"... 

Se calhar é por também ter ficado chocado que o jornal i fez esta capa. Se há coisa em que o i se tem distinguido é pelas suas primeiras páginas. Esta é má de mais. Choca também, mas pelo mau gosto!

 

Matar o futuro

Brasil

(Foto roubada daqui)

 

As escutas telefónicas entre Dilma e Lula, hoje reveladas, são o golpe final na sua credibilidade política, o golpe final no regime e, muito provavelmente, o golpe final na democracia no Brasil, que não irá conseguir resistir à mistura explosiva de uma crise económica sem precedentes com a maior crise institucional e de representação dos últimos 70 ou 80 anos.

Nunca o Brasil enfrentou um quadro político e económico de dimensão tão catastrófica. Nunca o Brasil sonhara  tão alto, para depois cair tão fundo, numa real tão dramática. Lula tirou o Brasil da miséria e acrescentou-lhe futuro, o futuro que parecia estar ali à mão mas que sempre fugia, cada vez mais inalcansável. Prometido, mas também sempre adiado. E agora negado...

Admitíamos que em dez anos Lula tivesse mudado o Brasil. Percebemos hoje que dez anos não chegaram para mudar o Brasil, mas que chegaram para mudar Lula. E é esse hoje o drama do Brasil, um país que não muda, mas que muda quem o quer mudar. Que mata a mudança pela raiz, para que a velha agenda nunca desapareça, e esteja sempre pronta a regressar às primeira filas...

 

Cada um é para o que nasce

Por Eduardo Louro

 

O Ministério Público está a investigar o(s) negócio(s) da PT que a levaram à ruína. Tudo começou com a venda da VIVO à Telefonica, se bem se lembram. E depois veio a OI, e o descalabro. Pelo meio, tudo o que serviu para a classe política se prostituir nos negócios... Nesses e noutros, ainda sem investigação...

Mas nesses sabe-se que houve envolvimento pessoal de Sócrates - e nos outros também, Sócrates estava em todas - e de Lula da Silva. Por cá, Sócrates está preso. Por lá , sabe-se que Lula da Silva não está nos seus melhores dias, e que está presa gente que lhe é muito próxima, como  José Dirceu e Octávio Azevedo, já detidos  no âmbito do escândalo “Lava Jato”.

Quem está fora disto é Passos Coelho, que garante que Lula nunca lhe meteu cunha nenhuma. E que, da sua parte, se limitou a manifestar-lhe a estranheza por nenhuma empresa brasileira surgir interessada nas privatizações em Portugal.

Está visto que cada um é para o que nasce. E Passos nasceu para isto: o seu negócio é privatizações!

 

 

Foi convidado ...não...

Por Eduardo Louro

 

 

Como constava do alinhamento todos apareceram, ninguém faltou ao chamamento. E o chamamento também não faltou, veio de todos os lados, até da mais alta voz do lado de lá do Atlântico: “tem que voltar a politicar”!

Vieram todos? Seguramente que não. Houve quem achasse mais seguro ficar em casa: por causa da chuva!

Como se diz do lado de lá do Atlântico: foi convidado... não!

Político é que atrapalha...

Por Eduardo Louro

 

Os resultados das eleições presidenciais de ontem no Brasil determinaram uma poucas vezes prevista segunda volta. Confirmaram no entanto a ideia que eu de lá trouxera há duas semanas.

As eleições no Brasil começam a ter, na Europa e em particular em Portugal, alguns pontos de contacto com as americanas. Se fossem os europeus a votar nas eleições americanas provavelmente George W Bush nunca teria sido presidente dos Estados Unidos. No entanto foi eleito e reeleito!

Ora aqui está um desses pontos de contacto. Se fossem os europeus, ou no caso mesmo o resto do mundo, a votar nas eleições presidenciais de ontem a candidata de Lula – Dilma Roussef – teria vencido claramente e arrumado a questão. Mas foram, como não poderia deixar de ser, os brasileiros. E esses, apesar de tudo o que o Brasil conquistou nos últimos quinze anos, foram mais comedidos na hora de atribuir o crédito a Lula.

O Brasil é hoje uma grande potência com uma influência decisiva no xadrez mundial: estratégica, política, económica e, evidentemente, cultural. É uma potência eclética, e não meramente económica!

É, como hoje se diz, um player global. Um mero exemplo: enquanto, há duas ou três semanas atrás, no Rio de Janeiro se abriam as portas da Rio Oil & Gás, já com o estatuto de maior feira mundial do sector, no mesmo dia – evidentemente que não foi por acaso – em S. Paulo, abria na Bolsa o período de subscrição do aumento de capital da Petrobrás, a maior operação de capitalização de sempre em todo o mundo.

O Brasil eliminou uma enorme parte da imensa pobreza que lhe minava o desenvolvimento e criou uma classe média que integra hoje metade da população. Uma classe média que nunca teve e que hoje tem um papel na economia brasileira ao nível do das economias desenvolvidas. Uma classe média que não se vê apenas nas estatísticas mas que se sente na rua, nos restaurantes e nos hotéis!

Tudo isto em quinze anos e em duas presidências: Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Lula da Silva. Sim, há méritos a distribuir também por FHC, que iniciou este percurso.

No entanto, chegada a hora de substituir Lula, a campanha eleitoral encarregou-se de esquecer FHC para transformar Lula no credor único deste sucesso. E Lula tomou conta da campanha: a sua participação foi inclusive superior à da sua candidata, numa atitude de intervenção directa sem paralelo. Parafraseando todos os seus discursos, nunca antes um presidente em exercício tinha intervindo tão activamente numa campanha.

Surpreendente foi a reacção de José Serra que, em vez de salientar o papel de FHC – seu companheiro de partido, o PSDB – e de o puxar também para a campanha, adoptou uma atitude que mais parecia de ciúme. Muitas das vezes ficou mais a ideia de que tinha ciúmes de Vilma por ser ela, e não ele, a receber o apoio do presidente feito Deus, do que propriamente a denunciar os excessos do empenho do presidente numa sucessão dinástica.

A campanha de Vilma Roussef foi de facto a campanha de Lula da Silva. Com tudo a favor, incluindo os erros do seu principal adversário. Mas não foi suficiente para ganhar (46,88%) e agora tudo fica a depender do que vier a acontecer na segunda volta com os votos (quase 20%) de Marina Silva, a ecologista saída também não só do PT de Lula como do seu governo.

Aos nossos olhos europeus parece difícil de entender como é que, nestas circunstâncias, Lula – é claro que este resultado de Vilma é um resultado de Lula – não consegue ganhar as eleições. Mas quem olhar com atenção para o Brasil percebe a debilidade do sistema político brasileiro e percebe que Lula não conseguiu passar entre os pingos da chuva.

Não me esqueço da resposta de um taxista quando eu lhe manifestava o meu entusiasmo por ver o país entre as maiores potências mundiais: “É… o Brasil tem tudo, político é que atrapalha”!

Nunca antes

Por Eduardo Louro

 

 

Acabei de regressar do Brasil, onde voltei precisamente dez anos depois. Por mera coincidência, de novo em tempo de campanha eleitoral!

Voltei pois a encontrar um país em campanha eleitoral. Encontrei um país com algumas diferenças mas uma campanha eleitoral bem diferente.

Sempre um Brasil de dupla face – sinais de desenvolvimento próprios de uma potência mundial convivem, lado a lado, com os mais evidentes sinais de terceiro-mundismo –, mas agora um país que todo o mundo cobiça. Qual garota de Ipanema, filha adoptiva do talento de Vinícius (…olha que coisa mais linda, mais cheia de graça…) que todos querem para namoradinha!

Nunca antes o mundo olhou para o Brasil deste jeito!

Um país que todos os dias atinge novos máximos nos mais diversos índices, a fazer lembrar aquelas semanas loucas das bolsas. Batem-se sucessivos recordes e cria-se a ideia que o limite é o céu. Depois cai tudo, mas isso é outra estória! Esperemos que seja!

Foi este país que vim encontrar, mas … em campanha eleitoral.

A primeira sensação foi que não tinha chegado a sair de Portugal. Sucesso atrás de sucesso, cada indicador melhor que o outro. Os milagres do Estado Social… Estava ali tudo, não faltava nada: aquilo era o discurso que eu ainda levava nos ouvidos. E, no entanto, estava do outro lado do oceano! O país era outro mas o discurso era o mesmo. Fantástico! Nunca antes tinha visto uma coisa assim!

Depois do choque inicial comecei então a perceber as nuances do discurso. Comecei por perceber que os dados e os indicadores que sustentavam o discurso faziam sentido. São produzidos pelo INE lá do sítio – o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – variam a sério, não em cagésimos, são lidos correctamente e impressionam mesmo!

Mas era um discurso cheio de “nunca antes”. Nunca antes de Lula, claro!

Todos aqueles dados e indicadores impressionantes têm uma única referência: o Presidente Lula. O mérito por tudo o que de bom se passa hoje no país é dele. E só dele! Há já quem diga que se eliminará Pedro Álvares Cabral para entregar a Lula o mérito do descobrimento do Brasil!

É este o registo de uma campanha eleitoral onde o presidente se sobrepõe ao candidato. Destinada a assegurar uma continuidade dinástica, bem mais própria da velha linha latino-americana que das democracias modernas do mundo que hoje namora o Brasil, e onde o presidente não se comporta de forma condizente com o seu prestígio pessoal. Bem maior no exterior do que internamente!

É preocupante, e bastante questionado em sectores insuspeitos da sociedade brasileira, este envolvimento e esta personalização meio chavista da campanha. Tão mais preocupante quanto se sabe que nunca foi desmantelada a rede de corrupção com epicentro na sua Casa Civil. Que todos os dias faz prova de vida.

Parece-me que nem o Brasil nem a senhora Dilma Roussef mereciam isto. Nem, acima de tudo, Lula!

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