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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Mantendo a ponte

 

 

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Parece-me que, como já é costume, se empolou a questão das obras de conservação na Ponte 25 de Abril. Sabe-se como a imprensa gosta destas coisas, de criar alarme. Mas isso não me impede de achar que nos cortes do investimento e da despesa pública já se estão a pisar todas linhas vermelhas, e a correr sérios riscos de muitas coisas começarem a correr muito mal.

Também me parece que em qualquer tipo de actividade económica o normal será que quem recolhe as receitas pague os custos. Mas estamos fartos de saber que, nas famosas parcerias público-privadas que não se podem reverter, as coisas não são bem assim. Se calhar os custos da Lusoponte são os salários dos portageiros e umas comissões á Brisa...

O que é preciso é manter a ponte. Essa e a outra, a que liga o Estado aos interesses de alguns. Ou a alguns interesses, o que vai dar no mesmo... Na outra margem.

 

FILHOS E ENTEADOS

Por Eduardo Louro

 

O governo, porque a austeridade oblige, acabou com a velha isenção de portagens na Ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto. O pessoal não gostou mas pagou! À Lusoponte, essa empresa com quem o Estado gosta muito de negociar, presidida por Ferreira do Amaral, o antigo ministro que negociou a concessão antes de para lá se transferir.

E depois de lá termos deixado o dinheirinho da portagem, o governo voltou a pagar. Como se os utilizadores lá tivessem passado à borla!

O governo, porque o dinheiro faz muita falta e a vida custa a todos, tomou a decisão de acabar com essa borla. Mas logo se esqueceu e pagou à Lusoponte, como se não tivesse tomado essa decisão.

A Lusoponte recebeu duas vezes e agradeceu. E, de tão habituada que está a receber gorjetas do Estado, nem deve ter achado estranho. Agora diz que fica por conta…

Que o primeiro-ministro nem soubesse disto, não é grave. Que tenha sido desmentido, não é agradável mas também não tem uma gravidade por aí além. Grave é que a ordem de transferência tenha sido assinada, sabendo-se exactamente o que estava a ser pago. Grave é que a máquina seja tão lenta a pagar o que deve e tão rápida a pagar o que não deve. E grave é que este Estado que não paga a ninguém, pague tão rapidamente - mesmo o que não deve – às Lusopontes que amamenta com todo o carinho

Filhos (do regime) e enteados... E muita falta de vergonha!

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