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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Checks and balances

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A eleição de Trump para o topo do poder na maior potência mundial foi vista com preocupação em grande parte do planeta, mas nunca como uma irremediável catástrofe. É que a opinião pública mundial acreditava na rede de checks & balances do sistema político americano, uma democracia institucionalmente bem dotada, ao contrário, por exemplo, do que aconteceria depois no Brasil, com a eleição de Bolsonaro.

À entrada do último ano do mandato, e mesmo com um processo de empeachement em curso, haveria certamente quem pudesse duvidar desta fé no funcionamento das instituições americanas, e quem achasse que Trump fez, e fará, tudo o que lhe apeteceu, e lhe apetecer, e ainda lhe sobrou, e sobrará, tempo. 

Oito minutos bastaram para convencer os últimos resistentes. Foi quanto durou o discurso de Trump de ontem. Um discurso - ninguém terá dúvidas - que não escreveu. Um discurso que lhe mandaram ler, e que leu a preceito e com inatacável pose de Estado. Oito minutos em que saíram da boca de Trump palavras que ninguém acreditaria vir a ouvir, numa postura de todo incomportável com a figura.

Depois dos ataques de anteontem à noite, à hora a que fora assassinado o general Soleimani, às bases americanas no Iraque, esperava-se que tivesse sido dado o mote para a retaliação que Trump desejaria, e para a uma escalada de violência no Médio Oriente de limites incontroláveis. Inesperadamente, em vez de um Trump furioso a confirmar os 52 alvos iranianos a atingir, incluindo as relíquias históricas e de património da humanidade, que anunciara na véspera, surge um presidente americano a dizer que os Estados Unidos "estão disponíveis para abraçar a paz com aqueles que a procuram", a desejar um "óptimo futuro" para o Irão, e até a falar num regresso ao acordo nuclear que unilateralmente rasgou.

Poderão dizer que nada disto passa da mais profunda hipocrisia. Mas não é isso que está em causa, e a hipocrisia é parte integrante da política. Em causa está apenas que a intensa pressão interna e internacional obrigaram Trump, num Momento Histórico decisivo, a fazer tudo ao contrário do que naturalmente, por si só, faria.

Desta vez os checks & balances levaram o presidente americano a evitar a guerra que Donald Trump irresponsavelmente precipitara. Não é coisa pouca!

 

 

Irresponsabilidade premiada

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Como facilmente se previa Trump incendiou o Médio Oriente e colocou o mundo ocidental sob novas ameaças com enorme potencial devastador, tanto mais graves quanto mais evidente se torna a irresponsabilidade que sustenta a escalada de ameaças do presidente americano.

Trump nunca teve a noção da responsabilidade de presidir à maior potência mundial. Sempre achou que a Casa Branca seria um brinquedo com que gostaria de brincar. Por isso a sua relação com a mentira nunca foi nada que verdadeiramente o incomodasse, e revelou-se um mentiroso compulsivo. Por isso a sua relação com as instituições foi sempre secundarizada e o seu sentido do dever uma simples miragem. Por isso Trump acha que não precisa da aprovação do Congresso para desencadear operações de guerra, bastando-lhe anunciá-las no seu Twitter.

E é este homem que a América vai voltar a eleger lá mais para o final do ano. Ou, mais dramático ainda, é assim, é por fazer tudo isto assim, que Trump conta que a América o reconduza para novo mandato na Casa Branca!

 

GENTE EXTRAORDINÁRIA III

Por Eduardo Louro

 

O Secretário de Estado do Turismo – Bernardo Trindade – declarou acreditar que Portugal ganha com a situação que se vive no Médio Oriente. Em entrevista ao Jornal de Negócios, mais tarde confirmada pelo menos a uma televisão, este membro do governo não tem dúvidas em afirmar que a instabilidade naquela zona é vantajosa para Portugal. Porque atinge os nossos concorrentes directos...

Com gente extraordinária como esta no governo, com este sentido de oportunidade – o verdadeiro killer instinct empresarial de gente extraordinária com olho para o negócio – difícil é perceber o estado a que este governo deixou que o país chegasse!

 

 

EGIPTO: O CENTRO DO MUNDO

Por Eduardo Louro

 Comissária da ONU fala em 300 mortos nos protestos (SIC)Escudo de Egipto

 

A revolução iniciada na Tunísia alastrou ao Egipto? É o que se diz!

Até pode ser que seja assim, que tenha alastrado… mas, não é a mesma coisa. Nem mais ou menos!

O Egipto não é o Magreb. Em comum pouco mais têm que o facto de serem governados pelos nossos filhos da puta (a expressão não é minha; é de Kissinger quando, referindo-se a Pinochet, dizia: é um filho da puta, mas é dos nossos)!

O papel do Egipto nos equilíbrios da mais instável região do mundo dos últimos 50 anos é único e decisivo. Como único e decisivo é o papel do Egipto no futuro do radicalismo Islão. No seu incontrolável avanço ou na sua contenção…

O Egipto é o único aliado árabe de Israel e um forte parceiro nos acordos de paz. O Egipto é dos maiores países árabes e a biblioteca do mundo árabe, o seu maior centro cultural. E o principal berço da Al Qaeda…

Joga-se neste momento no Egipto mais que o seu futuro. Mais do que o futuro do Médio Oriente: o futuro do mundo e de uma certa forma de olhar para ele a que chamamos civilização!

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