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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Miserável. Outra palavra seria tretas...

 

Nova derrota - a quarta, em quatro jogos na Champions. Miserável campanha!

Esta noite, em Old Trafford, até se poderá invocar essa coisa da sorte e do azar. E a arbitragem. Que foi deplorável, negando um penalti claro ao Benfica para, no minuto seguinte, assinalar um, inexistente, a favor do Manchester United. Que o miúdo defendeu. 

A sorte e o azar de uma bola no poste. Que sai pela linha de fundo, quando o remate foi do Raul Jimenez. Ou vai contra as costas do guarda-redes, e daí para a baliza, quando foi Matic, agora na equipa de José Mourinho, a rematar. É certo que que foi assim. Que a equipa não tem sorte, mas também parece que não faz por a merecer. Também tem que haver revolta contra a falta de sorte. E revolta é coisa que não se vê no Benfica. Não faz parte do discurso, não se sente em ocasião nenhuma...

Pelo capricho dos resultados, os 6 pontos que ainda estão em disputa poderiam chegar para o segundo lugar, e o consequente apuramento para os oitavos. Seria inédito, mas não deixa de ser uma hipótese. Também poderão dar para a Liga Europa. E também poderão não dar para coisa nenhuma, o mais provável do improvável cenário. Não ter conseguido um único ponto em quatro jogos, e achar que consegue todos os pontos dos dois jogos que faltam, é pouco credível.

Mesmo assim, mesmo que desse para acreditar, era ainda preciso que, quem em quatro jogos marcou apenas um golo, e sofreu dez, marcasse agora um mínimo de seis, sem sofrer nenhum. Deixemo-nos de tretas!

Jogos de sorte e azar

Por Eduardo Louro

 

O futebol não é um jogo de sorte e azar… Não era, até surgir este Manchester United de Van Gaal, onde não cabe um jogador como Falcão. Ou cabe, para entrar nos últimos cinco minutos, já com o resultado da lotaria conhecido…

Até há seis jornadas atrás, este colosso mundial do futebol às mãos do holandês, arrastava-se pelos relvados ingleses, a que esta época ficou confinado, ameaçando repetir a classificação do ano passado, ali pelo meio da tabela. De repente, em Londres saiu-lhe a taluda: levando um monumental banho de bola do Arsenal, consegue ganhar por 3-1. E nunca mais parou. Nem de levar banhos de bola, nem de ganhar!

Hoje, nos Teatro dos Sonhos e frente ao Liverpool, a saga prosseguiu. Foi três vezes à baliza dos rapazes da cidade dos Beatles e fez três golos: um logo a abrir, como convém, outro a fechar a primeira parte, como é dos livros, e em fora de jogo descaradíssimo, e o último à entrada do quarto de hora final. Pelo meio, os coitados jogadores do Liverpool encontravam sempre pela frente mais uma perna. Quando se livravam dessa perna incómoda surgia-lhes um De Gea intransponível, a defender tudo… E quando o guarda-redes espanhol – em grande forma – não fazia tudo, lá estava o poste para fazer o resto…

Já lá vão seis jogos… De sorte para Van Gaal e azar para todos os outros que lhe surgiram pela frente!

Dificuldades

Por Eduardo Louro

 

O United perdeu os seus dois centrais -Vidic e Ferdinand -, que não eram nada fáceis de substituir. Para dificultar ainda mais as coisas, Van Gaal - que, a continuar assim, há-de arranjar muitos amigos em Manchester - usa três centrais na equipa, como fazia com a selecção holandesa. Se já era difícil arranjar dois, mais difícil, evidentemente, é encontrar três.

Isto explica Rojo. Mas torna muito mais difícil de perceber Garay... É mesmo complicado este Van Gaal. Muito ele gosta de dificultar as coisas...

 

BEAUTIFUL

Por Eduardo Louro

 

Um estádio a aplaudir um adversário - Di Maria - que sai lesionado. Um estádio a cantar José Mourinho…José Mourinho… José Mourinho…

Um estádio a receber Cristiano Ronaldo como um rei. A real king. Cartazes de boas vindas por todo o lado. Welcome home, Ronaldo!

Isto é Old Trafford. Isto é o Teatro dos Sonhos. Isto é o futebol inglês e isto deveria ser o futebol. Em qualquer parte do mundo!

Depois foi um jogo de futebol. Sensacional, com tudo – mesmo tudo – o que o beautiful game tem para dar!

Com duas grandes equipas, mas com a equipa inglesa ainda maior. Com grandes jogadores, um já com 39 anos, a cumprir o jogo mil da carreira. Com dois grandes treinadores, mas com Mourinho ainda maior. Decisivo!

Decisiva a forma como percebeu o momento do jogo – a expulsão de Nani – e como decidiu: de imediato, sem um segundo de hesitação, retira o lateral direito – não estava lá a fazer nada depois da expulsão de Nani –, lança um médio de ataque criativo (Modric) e manda a equipa asfixiar o adversário junto à sua baliza. Preparava-se para esgotar as substituições e fazer entrar outro ponta de lança – Benzema – quando, sete minutos depois de entrar, Modric empatava. Para, apenas três minutos depois, Cristiano Ronaldo, sem festejar e a pedir desculpa aos adeptos, consumar a viragem no jogo e na eliminatória. Voltou atrás, em dez minutos tudo ficara resolvido. Que não acabado!

Com menos um, e a perder, o Manchester ainda fez do guarda-redes espanhol o melhor jogador em campo. E do árbitro um elemento decisivo no jogo!

Ele que fora decisivo no ritmo do jogo, deixando jogar e interpretando-o na perfeição. Que fora decisivo no momento do jogo, expulsando mal – sem qualquer justificação, embora se possa encontrar atenuantes - o Nani, e que voltaria a evidenciar-se ao perdoar duas grandes penalidades ao Sergio Ramos.

Tudo o que o jogo tem… num só jogo. Apaixonante!

 

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