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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Respeito político

Mariana Mortágua acusa Chega de perseguição por ser mulher de esquerda e  homossexual - SIC Notícias

Não sei se a Mariana Mortágua vai ser, ou não, bem sucedida na liderança do BE, em especial na tarefa de o recolocar no lugar de terceira força partidária do país. Parece-me uma missão difícil, mas também me parece não haver no partido outra figura mais capaz para o tentar.

Do que não tenho dúvida é do respeito que conquistou. Sim, que conquistou através de determinação, frontalidade e competência. O respeito é o maior activo de um político. Sabe-se como é escasso, e valioso, nos dias que correm, em que são cada vez mais raros os protagonistas que o merecem.

Esse respeito, traduzido em elogios oriundos de todo o espectro partidário, e em particular de respeitável e respeitada gente da direita conservadora como, por exemplo, Lobo Xavier e Cecília Meireles, é tão mais notável quanto, ainda há bem pouco tempo, era alvo de chacota dessa esfera política. 

Ontem, na entrevista ao Paulo Magalhães, na CNN, deixou mais uma notável demonstração de como sabe dar-se ao respeito, para ser respeitada. Questionada sobre se, ao divulgar a sua orientação sexual, não estava a expor a sua intimidade, respondeu que a sua intimidade não isso. Era apenas a sua liberdade!

Podemos concordar, ou discordar, das suas ideias políticas. No todo, ou em parte. Não podemos é deixar de saudar aparecimento de novos quadros políticos que, em vez de gente nova para a velha classe política, verdadeiramente projectem uma nova geração para uma política nova. 

A vez de Mariana Mortágua

Mariana Mortágua é a nova coordenadora do Bloco de Esquerda:

Já se sabia que seria Mariana Mortágua a pegar no testemunho de Catarina Martins. Em convenção, Bloco de Esquerda confirmou-o!

Mariana Mortágua pegou no testemunho, e advinha-se a continuidade da linha política do Bloco dos últimos anos, mesmo que a personalidade seja diferente, bastante até. E sabe-se como os traços de personalidade, e especialmente o carisma e a empatia fazem, em política, a diferença que as opções estratégicas muitas vezes não fazem. 

 

No dia dos namorados ...

Expresso | E depois de Catarina? Mariana Mortágua é o nome mais provável  para liderar o novo Bloco

No dia dos namorados ficou a saber-se que o Bloco de Esquerda vai mudar de liderança. De Catarina para Mariana.

Não tem nada a ver com o dia que celebra essa coisa bonita - nem sempre, alguns jornais aproveitaram o dia para dar notícias sobre a violência no namoro, dizendo um deles que a PSP regista 10 queixas diárias desses actos indecorosos - que é namorar, mas terá certamente alguma coisa a ver com um namoro que se vê a olhos vistos por mau caminho. O namoro de António Costa com o eleitorado leva desavença a mais e amor a menos, e isso não passa despercebido ao Bloco. 

Tratando-se (o eleitorado) de alguém com muitos pretendentes, é natural que o Bloco se aperalte a preceito para tentar seduzir um namorado traído. E que já teve nos braços.

Catarina Martins, que até foi a mais bem sucedida em flirts antigos, percebeu que a "mudança (política) já aí está", e que, ao fim de dez anos, em que o melhor já ficou para trás, seria tempo de sair de cena. E deixar a outros esta nova oportunidade. 

Mariana Mortágua entende que esta é a sua vez. E é capaz de estar certa. Tão certa que ninguém se lhe atravessa à frente. É nova, tem notoriedade como ninguém mais, e jeitinho para a sedução também não lhe falta.

 

 

Excessos de entusiasmo

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Foi o anúncio do dito imposto sobre o património. Depois, os aplausos dos socialistas em Coimbra... No meio disto tudo uma pessoa entusiasma-se... Mariana Mortágua entusiasmou-se e agora aí está, exposta, na rua, a levar pancada sem dó nem piedade.

A jovem deputada que tanta gente tem entusiasmado é agora vítima do seu entusiasmo. E do entusiasmo de tantos que entusiasmou.

Dizer que "do ponto de vista prático, a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro", é uma coisa. Soa um bocado a venezuelano, que não é neste momento o melhor dos atributos, mas ...enfim, ainda passa. Lançar ao PS o desafio de "constituir uma alternativa global ao sistema capitalista" é que não. Isso é desaforo. Só por cima do cadáver do Sérgio Sousa Pinto...  

E passou a haver coisas para contar na comissão parlamentar de inquérito (XI) - FIM

Por Eduardo Louro

 

 

Chegaram ao fim as audições, que não os trabalhos, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao BES. Ao longo de quatro meses passou pelo Parlamento muita da até há pouco incontestada elite nacional que, entre omissões, mentiras e verdades, permitiu aos portugueses perceber muito do que foi a queda de um dos maiores, e provavelmente do mais emblemático, dos bancos nacionais.

Sempre muito desconfiados – e com muitas razões para isso – desta vez os portugueses foram acreditando nesta CPI. O bom desempenho de muitos dos deputados ia entrando pelas casas dos portugueses; e os media faziam o resto, dando nota da manifesta competência e seriedade do trabalho dos deputados, geralmente bem preparados. Os próprios membros da comissão mais pareciam isso mesmo, membros, juntos por uma causa, que deputados empenhados na luta política, adversários de todos os dias.

Só que, acabadas as audições, segue-se o Relatório que terá de apurar responsabilidades. E aí tudo muda. A causa deixa de ser uma para que cada um passe a ter a sua. Para os deputados da maioria a responsabilidade esgota-se em Ricardo Salgado; governo e Banco de Portugal só fizeram o bem. E nada mais!

Para a oposição, governo e Banco de Portugal até poderão não ter tanta responsabilidade quanto Ricardo Salgado, mas andará por lá perto!

E lá se vão os méritos da comissão. E lá vai esta CPI para o mesmo saco de toda as outras, subvertendo a realidade, truncando verdades e confundindo em vez de esclarecer. E no entanto, por tudo o que vimos e ouvimos, nenhum de nós, comuns mortais, tem qualquer dificuldade em perceber o óbvio. E se é óbvio que na destruição do GES a responsabilidade cabe exclusivamente a Ricardo Salgado, e na sua pessoa á família que dominava o grupo, não é menos óbvio que, no colapso do BES, as responsabilidades têm que ser partilhadas entre Ricardo Salgado, o Banco de Portugal, o governo e até a troika.

Para chegar e essa conclusão não é sequer indispensável o testemunho de Fernando Ulrich, se calhar, entre todos os que por lá passaram, o único a dizer a verdade e só a verdade. Mas ajudou a perceber que durante um ano inteiro fora possível ao Banco de Portugal, ao Governo e à troika salvar o BES. Ao permitirem que Ricardo Salgado continuasse à frente do BES, a somar incumprimentos e alargar os danos, tornaram-se obviamente responsáveis pelo que sucedeu. Mas ao aprovar aquele aumento de capital, ao prometer que não iam deixar cair o banco, incluindo ao próprio Salgado, como agora se provou, e ao anunciar que o BES não era o GES, que estava protegido e que tinha almofadas, o Banco de Portugal e o governo deixam as suas impressões digitais bem marcadas na responsabilidade pela destruição que o BES arrastou.

Isto toda a gente percebeu. É inegável, e não se vê como possa ser apagado do Relatório final sem ferir de morte mais uma CPI!

Vá lá que não se refira à medida de resolução, imposta pelo BCE. E que não refira que vem na linha de abdicação da soberania nacional que constitui a matriz do governo… Mais, não!

Claro que não poderia encerrar este tema sem uma referência a Mariana Mortágua, a deputada do BE elevada à categoria de estrela. Hoje mesmo apresentada assim, como uma estrela, no Bloomberg... Por mim, sem lhe negar os méritos, fico-me pela fotografia!

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