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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

E agora, Rui Costa?

Roger Schmidt depois da queda europeia diante do Marselha:

O Benfica procurou o azar, e encontrou-o. Merecidamente!

Demonstrara em Lisboa que tem melhor equipa, que tem melhores jogadores que o Marselha, o 9º classificado da Liga francesa. Podia ter então arrumado com a eliminatória, mas falhou. Por falta de ambição e de competência. Voltou a mostrá-lo nos cinco ou seis minutos iniciais do jogo desta noite em Marselha. Depois, sem se perceber por quê, desistiu de jogar e preferiu esconder-se, com medo. E só reapareceu depois de já ter sofrido o golo que empatava a eliminatória, e durante o prolongamento. Mesmo que do banco apenas se visse um treinador paralisado, de mãos nos bolsos.

Schmidt fez tudo para que tudo acabasse assim, eliminado pelo adversário mais fraco que o sorteio tinha para dar nestes quartos de final da Liga Europa. Apostou em defender o 0-0. Apostou em deixar Di Maria a arrastar-se mais de duas longas horas pelo relvado porque, falhado o 0-0, passou a apostar nos penáltis. Como se não viesse de duas eliminações por essa via. 

O Benfica (António Silva) teve azar no golo sofrido em Lisboa. Voltou esta noite a ter azar no golo (Trubin). Como já tinha tido azar naquela bola que lhe saltou das mãos quando, na descida, encontrou a cabeça do António Silva. Teve azar de Di Maria mandar a bola ao poste, no primeiro dos penáltis. 

O Benfica teve azar. Mas só teve o que procurou. Procurar a sorte dá muito trabalho. O azar é muito mais fácil de encontrar. Por isso já nem há jogadores para marcar penáltis. E não é preciso sorte para marcar um penálti, basta a cabeça limpa.

E agora, Rui Costa? 

 

Aplausos e assobios

Cinquenta e quatro mil na Luz, entre os quais os três mil adeptos do Marselha, "trocados" em última hora com as autoridades francesas (que tinham partido da proibição da presença de adeptos benfiquistas em Marselha) para assistir ao jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga Europa e, simultaneamente, homenagear e aplaudir - infelizmente pela última vez - Sven-Goran Eriksson. 

Bonita, sentida e comovente homenagem, como aqui havia "reclamado" logo que se conheceu o seu estado de saúde. Abraçamo-lo, e ele abraçou-nos. "Eriksson de 1982 até ao fim" - como dizia uma das faixas na bancada.

Antes, na primeira parte, o Benfica, repetindo pela terceira vez o onze, depois dos dois jogos de má memória com o Sporting, não se afastou do patamar exibicional atingido naqueles dois últimos jogos. Não foi por acaso que todos tínhamos achado que o sorteio fora simpático, mas foi tão clara a superioridade do Benfica que ficou até a ideia que o Marselha era inferior ao que se esperava. O Benfica podia ter resolvido a eliminatória, até porque marcou ainda cedo, logo à passagem do primeiro quarto de hora, em mais uma bela jogada de ... transição, que Rafa concluiu como só ele (ou Di Maria) sabe fazer. Mas, na linha do que tem vindo a acontecer, voltou a falhar na última decisão. Fosse no passe, fosse na finalização. Tengstedt trabalha para a equipa, e por isso continua a convencer Schmidt, mas não tem (ainda?) capacidade técnica executar no espaço e no tempo que (não) há na grande área adversária. E o intervalo, para abraçar Eriksson, chegou com um magro 1-0.

A segunda parte abriu com o jogo no mesmo tom. O Benfica a jogar bem, a dominar em todas as dimensões do jogo. E a voltar a marcar cedo, apenas sete minutos depois do reinício. De novo - de outra forma só de bola parada - em mais uma bela jogada de ... transição, concluída com sucesso por Di Maria. 

Com o segundo golo, naquela altura, o Benfica passou a ter tudo para construir um resultado que deixasse a eliminatória resolvida. Nos cinco minutos seguintes construiu e desperdiçou mais duas oportunidades de aumentar o resultado. Que era já tranquilo, e que o domínio do jogo dava por seguro. 

A partir dos 65 minutos era natural que os jogadores começassem a acusar fadiga. Que começou a ser demasiado evidente no quarteto da frente. Quando Di Maria, Rafa e Neres já não têm condição para vir atrás e acompanhar adversários criam-se buracos. Quando Tengstedt já não consegue correr mais fica sem ter nada para fazer.

Foi assim, mesmo que se tenha tratado de um erro inadmissível de António Silva (nesta altura em deficiente estado de forma, técnica e mental) que, ao tentar cortar a bola e sair a jogar, permitiu que Aubameyang (ainda craque) se isolasse e, só com Trubin pela frente, marcasse como quis. Faltavam pouco mais de 20 minutos e, de repente, um potencial resultado de quatro ou cinco a zero passava a 2-1.

Shmidt demorou ainda uns "eternos" três minutos a fazer as duas substituições. E únicas. Tirou Tengstedt e Neres, mas deixou os outros dois. E - pior - se entrada de Marcos Leonardo é natural, a de João Mário transmitia aos que lá estavam dentro, no relvado, e nas bancadas, que o que importava era segurar o resultado. 

E foi por isso que as bancadas, que tão fortemente tinham aplaudido Eriksson, acabaram em assobios. Que Schmidt não percebe. Pode ser que, ouvindo o treinador do Marselha - "os últimos minutos e o golo dão-nos muitas esperanças para a segunda mão" - os perceba. 

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