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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

AINDA (N)A PONTE


Por Eduardo Louro

 

Os dados da execução orçamental dos dois primeiros meses do ano vêm cheios de más notícias. Relativamente ao mesmo período do ano passado a receita caiu em 4,3% e a despesa cresceu em 3,5%, o que significa que o défice aumentou quando deveria diminuir. Quase triplicou e a meta dos 4,5% para o ano é cada vez mais uma miragem.

Não há razões para grandes surpresas nestes dados. A quebra nas receitas era esperada: pela recessão, maior que a que o governo quis pôr no orçamento, e porque a política de saque fiscal dá nisto. O aumento na despesa é mais surpreendente, e tanto mais quanto se sabe que as transferências para os principais serviços sociais que cabem ao Estado, principalmente saúde e educação, caíram significativamente.

Com estes resultados temos cada vez mais dificuldade em compreender as últimas declarações do ministro das finanças, em contra ciclo com a realidade. Apenas compreendemos que ele tenha a percepção de estar a meio da ponte, onde já não há apenas duas alternativas. Há uma terceira: mandarmo-nos da ponte abaixo!

A MEIO DA PONTE

Por Eduardo Louro

 

Quando Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo e Poul Thomsen, até há pouco chefe da delegação do FMI, reconhecem - depois de toda a gente - os erros estratégicos do plano de resgate à Grécia (igualzinho ao nosso), em visita pelos Estados Unidos, o ministro das finanças, Vítor Gaspar, apostado em contrariar essas declarações, quis mostrar a luz ao fundo túnel e afirmou acreditar que Portugal pode sair da crise mais depressa que o previsto. Garantiu “que estamos a aproximar-nos do meio da ponte.

Aqui, acho que tem razão: estamos exactamente aí. No ponto onde não sabemos se seguir em frente ou voltar para trás. No sítio onde voltar para trás é muito complicado - já andamos muito, temos outro tanto para andar e desperdiçamos o esforço de duas viagens, o que sempre nos aterroriza – e onde questionamos o destino. Será que vale a pena continuar em frente?

Vítor Gaspar não poderia ter encontrado melhor frase para expressar o seu insuspeitável optimismo…

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