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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quando Messi...

Por Eduardo Louro

 

Quando de um lado estão Neymar e Messi, no outro nota-se mais a falta de Alaba, Ribery e Roben...

Quando Messi aparece e faz dois golos em três minutos... Quando Messi deita Boateng em plena grande área e oferece um chapéu daqueles a Neuer... Quando o Bayern de Guardiola perde o norte e se expõe aos erros a que sempre obriga os outros...

Quando vemos Guardiola em Camp Nou e temos a sensação que nunca dali saiu, que sempre ali esteve, naquela mesma posição... Quando em apenas 15 minutos tudo aquilo lhe cai em cima, e o céu passa a inferno...

Quando o Barcelona perde na posse de bola para o adversário... Quando o Bayern não acerta com um único remate à baliza... Quando - isto sim - é champions... 

Quando este grande jogo de futebol deveria ser o da final!

 

 

Uma vitória que ninguém sabe donde caiu

Por Eduardo Louro

 

Nada como enfatizar o duelo Ronaldo/Messi para esconder que a selecção não joga nada. Não joga nada, não tem rotinas, os jogadores não sabem muito bem o que ali andam a fazer... Se isto é assim com o seleccionador no banco, como seria se estivesse a cumprir o castigo?

A selecção fez dois remates no jogo todo: o primeiro por Cristiano Ronaldo, e sem ponta de nexo,  a meio da primeira parte; o segundo foi na última jogada, e deu o golo do miúdo. Do Raphael Guerreiro, o mais baixo em campo, de cabeça, no único movimento intencional - e desempoeirado - em toda a jogada. O que é ainda mais extraordinário se tivermos em conta que a equipa dispôs de quatro ou cinco livres próximos da área argentina. E de outros tantos cantos, tudo sem resultar um único remate... Claro que, com um ponta de lança como Éder, essa coisa do remate é muito complicada. Isso não é bem para ele...

Mas pronto. Na história lá fica mais um desses duelos que pôem os media em delírio. E uma vitória portuguesa, que ninguém sabe donde caiu!

Brasil 2014 IV

Por Eduardo Louro

 

 

O primeiro jogo do grupo E - o tal, feito por encomenda - entre a Suiça e o Equador, terá sido o mais morno de todos, a convidar mesmo a uma soneca, mesmo ao jeito da hora do jogo, a que nem mesmo os fusos horários trocaram muito as voltas. Ia mesmo dando o primeiro empate da competição, o resultado normal destes jogos que dão sono… Mas acabou por não dar, a quinze segundos do final do jogo que teve três minutos de compensação a Suiça, que ao intervalo perdia por 0-1, marcou o segundo golo e desfez o empate, provavelmente o resultado que mais se ajustava ao jogo. Fraco, repito!

Curioso é que a Suiça, sem que aí nunca atinja prestações dignas de qualquer realce, está quase sempre presente nas fases finais das grandes competições. Quase sempre em razão de sorteios muito simpáticos, como aconteceu na fase de apuramento (com a Islândia, Chipre, Albânia, Eslovénia e Noruega) e se repetiu agora. Depois desta vitória, caída do céu nos últimos segundos, sobre um adversário acessível como é o Equador, restando-lhe as Honduras e a França, tem praticamente garantida a presença nos oitavos de final. O facto da FIFA estar sedeada na Suiça e de Blatter ser um cidadão suíço – e Platini, francês – não são mais que simples coincidências. Nem a tragédia que foi a participação francesa no último mundial – e no antepenúltimo – tem nada a ver com a constituição deste grupo. É apenas sorteio!

A França, de Platini, mas também, lá dentro, de jovens como Varane, Pogba, Matuidi, Cabayé, Valbuena, Griezmann... tudo de primeira água, ganhou facilmente às Honduras, uma selecção assim para o fraquinho, mas das rijas. Durinha, mesmo. Talvez por isso tivessem sido dispensados os hinos… Para evitar que os hondurenhos, que aguentaram até mesmo à beira do intervalo, levassem a coisa ainda mais a sério!

Resistiram até onde puderam, e a sorte – duas bolas na trave da sua baliza – ajudou. Depois, já com a praia ali tão perto, foi o penalti e a expulsão de Palácios. Porque um azar nunca vem só, o segundo golo surgiu logo no arranque da segunda parte, quando a sorte de uma bola do poste vira logo azar, ao bater no guarda-redes hondurenho e entrar. Sem dúvidas, porque agora já há chip na bola!

A segunda parte foi, por isso, um treino de ataque da equipa francesa. Os hondurenhos aproveitaram também para treinar… mas foi mais afinar a pontaria às pernas dos adversários. No fim, a França com 3-0 e Benzema em grande, entrou bem no Mundial. Como se pretendia, e não acontecia desde 1998, em França!

Mas o momento alto do dia foi a estreia de duas entidades míticas. O momento M, de Maracanã e Messi, juntos pela primeira vez! 

Messi chegou tarde ao encontro, com mais de uma hora de atraso, e valeu à Argentina a estranha generosidade que se abateu sobre os defesas neste mundial. Mais um auto-golo, logo aos dois minutos, ditou a vantagem imerecida da selecção das Pampas ao intervalo. Porque surpreendentemente a Bósnia foi melhor, e foi mesmo a única equipa a criar oportunidades de golo. Dos dois guarda-redes, apenas o argentino teve trabalho!

Não se sabe muito bem o que terá passado pela cabeça do seleccionador argentino quando escalou a equipa inicial. Apresentou-se com três centrais, um dos quais o Garay, que vale por dois. Mas, com Mascherano à frente deles, e com o Rojo na esquerda, passam a ser cinco. Com Zabaleta, na direita, passam a ser seis os defesas. Como inventou ainda o regresso do velho Maxi Rodriguez, que apenas andou por lá, nada mais, sobravam Messi, Di Maria e Aguero para agarrar no jogo. Não dava. Nem estavam para isso!

Ao intervalo o treinador argentino mudou, e nem precisou de reparar que tem lá um rapaz no banco chamado Enzo Perez. Bastou passar para quatro defesas, meter um jogador no meio campo e outro na frente. Para que o jogo mudasse e aparecessem as estrelas... E chegasse Messi ao jogo, para fazer o segundo golo. Que só não arrumou com a questão porque a Bósnia, se bem que em circunstâncias mais esporádicas que as da primeira parte, ainda marcou, a pouco mais de cinco minutos do fim.

O SUPER CLÁSSICO

Por Eduardo Louro

 

O jogo que de há uns anos a esta parte se transformou num clássico planetário, mobilizando paixões por todo o mundo, teve hoje mais uma edição. Desta vez em Barcelona, e servia para apurar um dos finalistas da Taça de Espanha, por lá chamada de copa do Rei. Mas isso é sempre o que menos importa!

Importa o jogo e as emoções que desperta, importa o resultado e …importam Cristiano Ronaldo e Messi!

O Real Madrid ganhou por 3-1, e porque tinha empatado em Madrid (1-1), há cerca de um mês, irá disputar a final. O Barcelona continua sem conseguir ganhar ao rival de Madrid, nesta que é claramente a pior do Real de Mourinho: não deixa de ser curioso que é na sua pior época que a equipa de Mourinho se superioriza claramente ao Barcelona.

E se o jogo acabou em 3-1, o duelo especial entre C. Ronaldo e Messi acabou em goleada. Das antigas: dez a zero para o CR7!

O Cristiano Ronaldo, o único jogador a marcar sempre em Camp Nou, marcou dois golos – os decisivos primeiros dois (Varane, o francês de 19 anos que é já um dos melhores centrais do mundo, e que já fora decisivo no jogo de Madrid, marcou o terceiro) –, manteve sempre a defesa catalã em pânico, atacou, defendeu, construiu e marcou… Messi, não fez nada. Rigorosamente!

E sábado há mais. Dizer que será um jogo diferente não é mais que um lugar-comum. Dizer que será um jogo sem história, é blasfémia. É um jogo para o campeonato, que o Barça tem no bolso e que para o Real já não conta. Surge na véspera de dois jogos decisivos para ambos na Champions – se o Real se desloca a Manchester com necessidade absoluta de ganhar, parte com um empate a um golo, tal e qual como no jogo de hoje, o Barcelona recebe o Milan obrigado a recuperar de uma derrota de 0-2 – mas pensar  que as duas equipas o abordem em regime de poupança, é desconhecer o que é este super clássico.

São jogos que cansam só de ver. Não há volta a dar-lhe!

E O MELHOR DO MUNDO É...

Por Eduardo Louro

 

...É... Não: continua a ser... MESSI!

Injusto. Injusto em especial para o Cristiano Ronaldo.

Como pode ser Messi o melhor do mundo, se simplesmente não é deste mundo?

Quando é que esta gente percebe isto? Já são quatro e ainda só tem 25 anos...

Ah... Mourinho... Esse tem mau feitio. Faz tudo para não ganhar estes prémios. Nem lá pôs os pés: sabia que não ganhava...

OS DEUSES JÁ ESCOLHERAM*

Por Eduardo Louro

 

Os deuses já escolheram. Independentemente do que se passe amanhã na outra meia-final, no Real Madrid – Bayern, os deuses já escolheram o campeão europeu: o Chelsea!

Depois da forma como afastaram o Benfica, e acabam agora de eliminar o Barcelona, não há volta a dar. Nem o facto de irem jogar a final desfalcados de Ramires, Terry e Raúl Meireles constituirá obstáculo a essa vontade dos deuses. Quem, depois de reduzida a dez jogadores (expulsão de Terry) ainda na primeira parte, depois de, logo no início do jogo ter perdido por lesão o outro defesa central (Cahill), a perder por dois a zero e eliminada, consegue no último dos minutos de compensação da primeira parte marcar e inverter a sorte da eliminatória está, abençoado pelos deuses. Quem aguenta toda a segunda parte a defender em frente à baliza, tem a sorte de duas bolas nos ferros e a rara felicidade de ver Messi falhar um penalti, está abençoado pelos deuses. Já o golo do empate, obra do mesmo Fernando Torres que não marca há não sei quantos meses, é apenas … futebol. Como o do Raúl Meireles ao Benfica. Mas abençoado pelos deuses!

O que já não será tanto obra dos deuses é a forma como o futebol que há poucos meses apaixonava o mundo, arrebatava corações e arrasava, um a um, todos os adversários, perdendo velocidade e espontaneidade, se transforma no futebol mais entediante, previsível, aborrecido e, pior que tudo, pouco mais que inofensivo. De repente o Barça perdeu o encanto e até Messi parece resignado ao regresso do título de melhor do mundo às mãos de Cristiano Ronaldo. Que agora tem tudo para se desforrar deste dois últimos anos: uma final da champions e um campeonato da Europa. Tudo o que Messi não tem!

 

*Também aqui

OS MELHORES DO MUNDO (JÁ NÃO FALAM PORTUGUÊS)

Por Eduardo Louro 

 

Messi continua a ser o melhor do mundo. Pela terceira vez consecutiva, igualando o Platini de outros tempos, quando o galardão não vinha da FIFA, mas da revista France Football!

Só que Messi não é deste mundo e, com apenas 24 anos, impedirá, nos anos mais próximos, que os melhores jogadores deste mundo cheguem a este título.

Não há dúvidas que Cristiano Ronaldo tem azar nesta contemporaneidade. Parece-me que se justificaria atribuir um prémio a Messi – talvez se lhe pudesse chamar o melhor jogador daquém e dalém galáxia – mas afastá-lo deste processo de eleição do simplesmente melhor jogador de futebol do mundo!

Guardiola sucede a Mourinho como melhor treinador do mundo. Naturalmente… O homem que comanda a melhor equipa futebol de todos os tempos só podia ser considerado o melhor treinador do mundo, seja lá isso o que for! 

Futebolês #93 VAGABUNDO

Por Eduardo Louro

  

Vagabundo é alguém que não leva uma vida certinha claramente sedeada e centrada na sua casa. É alguém que vagueia de rua em rua ou de lugar em lugar. Um nómada, sem casa e sem abrigo, que vive de pequenos trabalhos que encontra. Ou de esmolas, variante então conhecida por mendigo, mais fixo e menos itinerante.

Pelo que se vê a condição de vagabundo não será das mais lisonjeiras. Mas piora bastante quando se passa da dimensão mais ou menos objectiva do dicionário para uma dimensão conceptual mais alargada. Aí o termo ganha contornos de verdadeiro insulto, atingindo o seu apogeu no Brasil, onde vagabundo é mesmo do piorio!

Por cá, mesmo não sendo tão chocante, não é epíteto recomendável: não deixa de ser um vadio que passa pelo lado de fora da sociedade, um marginal! Nem mesmo indo procurar um sentido romântico – o gosto pela aventura, pelo risco e por experiências novas ou a ânsia de viajar e conhecer mundo – se consegue esconder, ou mesmo disfarçar, o lado sombrio do vagabundo. Sempre ligado à exclusão e à pobreza muito antes de lhe descobrir qualquer lado romântico!

Precisamente o inverso do que acontece no futebolês, onde os vagabundos são normalmente os mais fascinantes, os mais interessantes, os mais românticos e até os mais ricos. Quase sempre ricos, eventualmente bonitos e, sempre, grandes jogadores, precisamente os atributos que Cristiano Ronaldo reivindicou para si próprio esta semana, dentro da sua já habitual modéstia.

Uma equipa de futebol obedece, cada vez mais, a uma forte cadeia de comando assente numa disciplina forte, mesmo espartana. Os treinadores exigem que os jogadores cumpram as instruções que lhes fornecem, aquilo a que gostam de chamar disciplina táctica. Não se cansam de exaltar a disciplina da equipa e de invariavelmente lhe atribuir os louros do sucesso. Não admira, porque com isso estão a valorizar-se a si próprios. Ninguém está disposto a deixar os seus créditos por mãos alheias, a deixar para os outros aquilo que quer fazer seu, e os treinadores não fogem a essa regra. Se os objectivos foram atingidos o mérito é seu: os jogadores cumpriram à risca as instruções que levaram para dentro do campo - dizem invariavelmente! Ou fomos rigorosos e disciplinados.

Esta disciplina corresponde à antítese do vagabundo.  Agarra o jogador à sua casa, na circunstância a sua casa táctica, o espaço natural onde o treinador o obriga a viver. Mas há sempre espaço para o vagabundo, o jogador que tem um estatuto que obriga o treinador a libertar-lhe as amarras. O jogador que não quer nem precisa de casa, de que conhece apenas a porta de saída!

A condição de vagabundo é genética, e a mais apetecida. Nasce com o jogador, quando se vê jogador já se sente vagabundo. Depois há os que justificam essa condição e a impõem a quem quer que seja e os que, pelo contrário, se querem vingar naquela vida têm que abandonar aquele lado rebelde e tornarem-se autênticos meninos de coro. Nem pensar em xixi fora do penico!

Mesmo assim ainda são muitos os que ousam explorar os caminhos da rebeldia – a maioria das vezes mal sucedidos - e poucos os verdadeiros e consequentes vagabundos. As grandes equipas têm naturalmente lugar para um vagabundo, daqueles mesmo à séria. As médias, mais porque querem imitar as grandes que por outra razão, entregam esse estatuto a um ou outro mais rebelde. Só as pequenas, os mais humildes, é que, ironicamente, não têm vagabundos: não se podem dar a esses luxos, ali é mesmo para cada um cumprir rigorosamente o que lhe está destinado pelo treinador.

Rebeldes, ou simples atrevidos, há muitos. Vagabundos é que não! Vemos um em Barcelona – Messi, pois claro – que até parece rodeado de alguns rebeldes. Pura ilusão, apenas habitam casas maiores. Não saem de casa, não senhor! E vemos outro em Manchester, Rooney, que acaba precisamente de conquistar esse estatuto. E está a levar isso tão a sério que até já tem cabelo, pronto a crescer para lhe dar style! Em Madrid, onde ainda há poucos anos morava um dos maiores (Zidane, evidentemente), Cristiano Ronaldo não é exactamente um vagabundo, não que alguém lhe negue esse estatuto. É mesmo ele que, de tão disciplinado que é, tem dificuldade em adaptar-se ao papel.

A verdade é que estas são as três melhores equipas do mundo. E teremos muita dificuldade em encontrar mais vagabundos.

 

 

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