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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Coisas dos dias que correm

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Enquanto por cá, entretidos a fazer (de) conta(s) à geringonça, vemos ressurgir Miguel Relvas, e logo a reclamar ar fresco para o partido - ao contrário do que poderia à primeira vista parecer, faz todo o sentido: os mais bafientos são os que mais precisam de ar fresco - no outro lado do Atlântico, Trump continua na  sua espiral de loucura, ao ritmo da sua profunda ignorância e da sua ilimitada imbecilidade.

Depois de decidir retirar as tropas da Síria, abrindo espaço a Ancara para avançar sobre a minoria curda no território, isto é, de abandonar os curdos, que usou para derrotar o daesh e que deram a única vitória militar aos americanos dos últimos anos, à sua sorte e às mãos de Erdogan, Trump surge no Twitter - of course - a ameaçar que, se a Turquia intervier militarmente na Síria para além dos limites definidos pela sua própria, enorme e incomparável sabedoria, destruirá e aniquilará completamente a sua economia.

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Quem primeiro alça...

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A História do PSD não foge disto: ou está confortavelmente sentado à mesa do poder, e vive na paz dos anjos, com toda a gente feliz e contente como uma família em completa harmonia  (a excepção de Pacheco Pereira é só para confirmar a regra); ou, caso contrário, se tem que cheirar de longe a mesa ocupada pelo rival, revela-se no saco de gatos que nunca deixou de ser.

Sem poder, não há líder que resista, venha de onde vier, acabando todos a provar do seu próprio veneno. Rui Rio esperou anos a fio para lá chegar, numa sólida estratégia de conquista do poder. Começou por criar uma aura messiânica para, a partir dela, construir pacientemente, gerindo aproximações e afastamentos, o mito do desejado que, numa qualquer manhã de nevoeiro, lhe haveria de garantir a unanimidade, dentro e fora do partido. E manhãs de nevoeiro, sabia bem, não faltam neste nosso cantinho... Mas nem assim resultou!

E lá está de novo o PSD em guerra civil, na sua História de autofagia onde tudo faz lembrar o Sporting... Até a convocação de um Conselho Nacional destitutivo, no primeiro passo de Luís Montenegro, o rosto do intocável aparelho do sportinguista Miguel Relvas. Porque nestas histórias "quem primeiro alça, primeiro calça"!

Como Frederico Varandas mostrou, há poucos meses ...

 

É só boas notícias

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As notícias de hoje não são apenas sobre Bruno de Carvalho e o Sporting. Passam-se  mais coisas e há mais notícias. 

Sabe-se que Miguel Relvas foi contratado por uma empresa americana, de Silicon Valley. 

A empresa - Dorae, assim se chama - start up que trabalha com inteligência artificial e outras tecnologias de ponta na exploração de minas e matérias primas, e quer e precisa de entrar em África e no Brasil. E para isso, lembrou-se de quem? 

De Relvas, evidentemente. E não fez a coisa por menos: recrutou-o e nomeou-o responsável máximo para as áreas de política pública e sustentabilidade.

Há um ou dois dias atrás os jornais divulgaram amplamente uma nota do governo dando conta da recusa do braço direito de António Costa, o ministro Pedro Siza Vieira, em intervir em decisões que dissessem respeito à OPA dos chineses à EDP, que aqui trouxemos recentemente. Porque - como bem sabemos, ética é ética - a sociedade de advogados que ele integrava antes de chegar ao governo, e para onde regressará quando de lá sair, é exactamente a representante daqueles accionistas.

Noticia hoje o Público que a OPA dos chineses foi facilitada pela legislação criada em Junho passado, há menos de um ano, no âmbito do Programa Capitalizar, impulsionado pelo ministro ... Siza Vieira!

É só boas notícias...

 

 

 

Mais contos de criança

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Ao mesmo tempo que, pela calada da noite - perdão: pelo meio do ruído da campanha eleitoral, no Verão - triplicava o vencimento dos gestores do orgão regulador da navegação aérea, que teria de dar parecer positivo à privatização da TAP, o governo de Passos Coelho vendia a Efisa por 38 milhões de euros, depois de lhe entregar 90 milhões para aumento de capital.

No meio do barulho eleitoral, enquanto anunciava a devolução da sobretaxa, o crescimento imparável da economia e do emprego, e anunciava o fim dos cortes extraordinários, que em Bruxelas garantia serem estruturais, o governo de Passos, Portas e Maria Luís entregava 52 milhões de euros a Miguel Relvas para este lhe fazer o favor de ficar com o antigo banco de investimentos do BPN.

Este é  mais um dos muitos contos de criança de Passos Coelho. A Mariana Mortágua conta-lho com mais - e interessantes - pormenores... Um deles é que Relvas está a pedir ao Banco de Portugal que lhe ateste a sua idoneidade para ser dono de um banco.

Adubos, soporíferos e ressurreições

Por Eduardo Louro

 

 

Miguel Relvas ressuscitou. Estamos de resto a atravessar um extraordinário período de Páscoa… Com a aproximação das eleições, e com o terreno bem adubado pelo efeito grego, o campo do governo tornou-se num espaço de alta fertilidade. De repente, o governo passou da Idade Média para o Renascimento. Mas sem nunca largar o obscurantismo!

Estas coisas agora fazem-se com livros. Até Relvas – “vai estudar malandro”, veja-se a ironia – ressuscita num livro. E à volta do livro – como se da gruta tumular se tratasse – reúnem-se as várias testemunhas da ressurreição, que hão-de partir mundo fora a anunciar a boa nova. Na circunstância: Relvas voltou. Está vivo e anda por aí!

O apóstolo principal não era Pedro. Nem Simão, nem Tomé. Chama-se José Manuel: José Manuel Durão Barroso, como se sabe um dos grandes responsáveis pelo inferno em que estamos metidos, mas que anda por aí como se nada tenha nada a ver com isso. Que não teve pejo em, também ele, meter as mãos – sujas, sujas até ao pescoço – no saco do adubo grego para alarvemente alimentar a revegetação do seco e árido campo do governo

E vai daí, o ex-presidente da Comissão Europeia, sem se perceber o que é que o cu tem a ver com as calças - que é como quem diz: o que o livro tem a ver com a coisa? - desata a aconselhar os portugueses a olharem para a Grécia, e a concluir que Portugal só não está na mesma situação graças à determinação do governo e de Pedro Passos Coelho. Ainda se fosse graças a Miguel Relvas… Ou ao "O outro lado da governação"…

Coitados dos gregos. Servem a esta gente para tudo. Até para que ninguém fale dos escândalos das privatizações que o Tribunal de Contas denunciou no início da semana. Até parece que não se passou nada… Até parece que em qualquer país a sério, um governo que tivesse sido acusado do que este foi, não estava já no olho da rua!

Ah! Afinal o efeito grego é mais soporífero que adubo...

 

Como eles se seguem...

Por Eduardo Louro

 

Capa do Correio da Manhã

Pois... Por causa de Relvas 151 perderam a licenciatura. Mas o próprio, lui même, himself, não. Nem vai perder, garante: já prescreveu!

Na altura a Lusófona recusou cumprir a ordem do Ministério de lhe anular o diploma, e o processo seguiu para tribunal. Quando, agora, a Universidade que Crato não fecha porque há eleições por aí, lhe pediu o diploma de volta, foi Relvas quem o recusou: há que esperar pela decisão do Tribunal, argumentou.  Há que esperar ainda mais... Em três anos o processo simplesmente não se mexeu no tribunal: parece que está exactamente no mesmo sítio onde foi deixado!

Já não vão a tempo... É assim: safam-se sempre. O crime compensa, mas só e sempre aos mesmos. Os outros ainda têm vergonha, e no limite são apanhados por aí. 

 

História desconhecida de Marco António CostaEstes, os mesmos de sempre, como não têm vergonha, nem por aí os agarram. 

E como eles se sucedem... Ou se seguem... Não sei se vem a propósito, mas parece que finalmente alguém se interessou pela "estória" do alpinista político!

Construir moinhos a pontapé

Por Eduardo Louro

 

Miguel Relvas regressou, porque “quando os ventos sopram fortes, alguns abrigam-se, outros constroem moinhos”. E ele “escolheu sempre construir moinhos”… Nenhum mistério, portanto!

O “único mistério que existe é estar ao serviço do PSD”. Ao serviço do PSD, como há muito anos está essa figura incontornável que se dá pelo nome de Zeca Mendonça que, quando alguns se abrigam, não se encolhe nem se esconde. Desata ao pontapé e … assunto arrumado!

Porque importante é arrumar com os assuntos… Até porque estar ao serviço do PSD – e do PS, aí não há linha que os separe – é construir moinhos. E de moinhos, e da maneira de para lá levar a água, sabem eles. Ocupam funções em cerca de 90% das vinte maiores empresas nacionais (PSI 20). Em 31 das 50 empresas cotadas na Bolsa encontramos 51 políticos em cargos de gestão, administração e fiscalização, e ainda mais 70 com outros e diferentes graus de envolvimento. Metade deles são ou foram ministros!

Estes são dados analisados e revelados por um estudo de Maria Teresa Bianchi, doutorada em Ciências Empresariais pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, que conclui que 60% das empresas cotadas estão repletas de políticos bem distribuídos pelo PS e pelo PSD.

Tanta gente a construir moinhos... A pontapé!

 

Embaixador despedido

Por Eduardo Louro

 

 

O governo despediu – muito gosta de despedimentos, este governo – aquele tipo que o Miguel Relvas tinha escolhido no YouTube para embaixador do Impulso Jovem. O Miguel Gonçalves, “a pessoa certa na hora certa”, nas últimas palavras públicas de Miguel Relvas enquanto ministro e doutor – sairia do governo dois dias depois -, foi despedido logo um mês depois. Mas continua sem saber!

"Ninguém me disse nada", garantiu ao i. "A mim não me foi comunicado isso, ninguém me disse nada", refere o jovem Miguel, uma das mais intensas estrelas do empreendedorismo nacional.

Fonte oficial da Presidência do Conselho de Ministros admite que a decisão não terá passado do gabinete ministerial. Porque não foi possível contactá-lo, e como o cargo era simbólico… e como não houve nomeação…

Isto não acrescenta muito à desorientação, ao improviso e à incompetência do governo. Mas acrescenta bastante a este exemplar empreendedor e especialista na arte de bater punho. Às razões com que justifica o desemprego, acrescenta-lhe mais uma. Dizia ele, se bem se recordam, que "muitos dos que estão desempregados estão desempregados porque: ponto número um, não querem trabalhar e, ponto número dois, são maus a fazê-lo". Acrescenta-lhe agora o ponto número três: porque não sabem, nem deram por isso!

 

 

 

Uma solução única, um só caminho...

Por Eduardo Louro

 

Não há dúvida que o governo só conhece uma receita. Tem sempre um único caminho, nunca tem - nem precisa - de plano B. Seja qual for o problema o governo resolve-o sempre da mesma e da única maneira que conhece: indo ao bolso dos cidadãos!

Anda há este tempo todo às voltas com a RTP: ora se privatiza, ora se cede exploração, ora se fecham não sei quantos canais… Ora sai mais uma comissão para estudar o serviço público, ora sai mais um plano de reestruturação…

No fim, com Relvas ou com Maduro, tudo se resolve como sempre tudo se resolve: aumenta-se a taxa audiovisual e pronto, não se fala mais nisso!

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