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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Mimetismo*

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Esta semana fica assinalada pela presença entre nós da pequena Greta Thunberg, marcada por grande agitação e espectáculo à chegada, e por invulgar descrição nos dias seguintes. Mais do que os inicialmente previstos. De passagem para Madrid, para participar numa manifestação à margem de mais uma cimeira do clima, a COP 25, iniciada na passada segunda-feira e a decorrer até ao fim da próxima semana, a jovem activista sueca acabou por ficar mais uns dias em Portugal. E acabou por apenas partir na noite de ontem, momento que inevitavelmente voltaria a merecer grande destaque mediático.

Mas não foi por nada disso que as redes sociais se voltaram a agitar. Foi mesmo por ela, e pelo que representa.

O palco de eleição do escárnio e do mal dizer voltou a erguer-se para bater na pequena Greta. Não acolheu no entanto todos os que, com mais ódio do que o que lhe apontam, saem à rua para lhe atirar pedras. Outros, que dizem abominar as redes sociais e tudo o que por lá se passa, subiram a palcos mais exclusivos para, dai, fazerem exactamente o mesmo. Quiçá com mais violência ainda.

Já não é grande a imaginação, pelo que se limitam a repetir-se uns aos outros. Que” devia era estar na escola”. Que só por isso que a juventude a segue, que tudo o que seja faltar às aulas tem adesão e popularidade garantidas entre os jovens. Que vive do espectáculo. Que é instrumentalizada. Que destila ódio, como se eles próprios fizessem outra coisa. Que é doente. Que precisa de ser internada numa unidade de psiquiatria…

Ouvimos e lemos tudo isto e perguntamo-nos: porquê?

Por acaso é falso o que ela denuncia?

Não é verdade que não há planeta B?

Não está em causa o futuro das gerações, e designadamente daquela a que pertence?

Não é mesmo imperioso repensar e reformular todo um modo de vida que se esgota no horizonte dos que o vivem?

Não me parece muito difícil encontrar uma resposta afirmativa para todas estas interrogações.

Se assim é, por que reage assim tanta gente?

Porque a pequena Greta se tornou numa celebridade?

Porque se tornou numa referência para as novas gerações?

Talvez também por isso. Mas isso é o mensageiro que se quer matar para acabar com a mensagem. O que, acima de tudo, está em causa é a mensagem. Essa é que está a colocar em causa os mais poderosos interesses instalados no planeta. Que uns, poucos, têm por missão defender, e outros, muitos, se limitam simplesmente a imitar. Porventura por mimetismo!

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

A explosão do mimetismo terrorista*

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Assistimos a uma escalada de terror, com o medo a invadir os cidadãos europeus onde quer que estejam, numa das mais sérias ameaças de destruição da Europa. Já não bastava o processo de autodestruição em que se lançara…

O jihadismo islâmico conseguiu o que provavelmente nunca ninguém imaginou que pudesse atingir: instalar o medo no mundo ocidental sem ter que mexer uma palha, limitando-se a, algures, a partir de um qualquer servidor, emitir comunicados a reivindicar ou a saudar massacres terroristas.

Esta espécie de franchising de terrorismo internacional, lançado há uns anos pela Al-Qaeda, atingiu agora uma outra dimensão com o Daesh. Que, quanto menos poder operacional tem, maior capacidade de destruição atinge.

Não que não destrua e mate mais, directamente, no seu terreno e com a sua operação, militar e terrorista. Os atentados no Iraque, na Síria, e até na Turquia, têm destruído muito mais vidas que os dos terroristas por conta própria na Europa. Mas estes têm muito mais impacto nos objectivos globais do terrorismo islâmico.

O que tem acontecido depois de NIce, a um ritmo alucinante em França e na Alemanha, é o tecto do medo enquanto objectivo central dos terroristas.

Os europeus começam a ter medo de sair à rua, de ir a um concerto, de entrar num shoping, num restaurante, e até numa igreja. E a ter medo de toda a gente. Qualquer distúrbio, qualquer desequilíbrio mental ou psíquico, transforma um pacato e insuspeito cidadão num terrorista por conta própria.

Este terrível fenómeno de mimetismo que esta semana explodiu no mundo civilizado – a que nem o Japão escapou – tem o seu epicentro em NIce. Quando Hollande – o mais desastrado dos líderes europeus – contra todas as evidências, a mais elementar prudência e o mínimo de inteligência, se apressou a atribuir o atentado de Nice ao Daesh, abriu esta porta. Muito difícil de fechar…

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

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