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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Rússia 2018#16 Os melhores

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Os melhores da FIFA:

Melhor guarda-redes: Courtois

Melhor jogador: Modric

Melhor jóvem: Mbappé

Melhor marcador: Kane (6 golos)

 

O meu onze - uma equipa sem Ronaldo, sem Messi, sem Neymar, sem Lewandowsky...

Estranho!

 

 Courtois

      

         Trippier

 

     Varane

        Godin

 

                        L.Hernandez

  

 

 

   
  

      Witsel        

  

        

          Mbappé

  De Bruyne 

    Hazard

  

 

 Modric

  
      
 

           

Lukaku              

 

Rússia 2018#15 - A França, mas...

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A França é campeã mundial de futebol, vinte anos depois. Os franceses vieram à Rússia para ganhar e... ganharam!

O jogo da final de Moscovo confirmou isso mesmo, o pragmatismo do futebol da selecção francesa, cheia de grandes jogadores, dos melhores para cada posição, simplesmente programados para ganhar. Foi isso que mais se notou nesta final, num jogo disputado entre uma equipa preparada para jogar futebol, do bom, e outra para ganhar. Entre o futebol cínico e o futebol sexy,

Ganhou o futebol cínico. Ganha muitas vezes, ganha mais vezes ainda quando é servido por grandes jogadores. Pelos melhores!

 Ao intervalo a França ganhava por 2-1. Com um remate à baliza. Um único, e mesmo esse num pontapé de penalti. E com 31% de posse de bola. Na segunda parte não melhorou a posse de bola, mas rematou um pouco mais: fez quatro remates. Que lhe renderam mais dois golos.

Poderia dizer-se que foi esta a história do jogo, uma história de eficácia. E que, dito isto, fica a estória contada. Fica tudo dito sobre o jogo. Mas não, há mais qualquer coisa a dizer.

A Croácia surgia mais desgastada que a França. Porque se desgasta mais - o seu futebol de construção é mais desgastante - e porque, obrigada a jogar o prolongamento de 30 minutos em todos os jogos a eliminar, jogou mais 90 minutos, mais um jogo completo. E porque teve menos um dia de descanso. Mas isso não se notou, e os jogadores croatas depressa tomaram conta do jogo, com o seu futebol envolvente, de circulação pelos flancos e de cruzamentos a pedir conclusão na zona de golo.

Não lhe valeu de muito. Na primeira invasão francesa aos terrenos defensivos da Croácia, Griezmann fez uma das suas fitas e sacou um falta já próximo da área adversária, sobre a esquerda. Encarregou-se ele próprio da cobrança, e Mandzukic voltou a marcar. Só que desta vez na própria baliza, no décimo segundo auto-golo deste mundial - recordista na especialidade - mas o primeiro numa final do campeonato do mundo.

Sem rematar à baliza, pouco depois de esgotado o primeiro quarto de hora, a França já ganhava. E sabe-se no que isso costuma dar...

Mas não deu. A Croácia, qual formiguinha, não se deixou impressionar e voltou ao trabalhinho, como se nada se tivesse passado. Estava bem habituada a isso - em todos os jogos tinha começado a perder, e no entanto estava ali, na final a discutir o título mundial. Continuou a dominar o jogo, a jogar melhor, a mandar no ritmo e a ter a bola só para si. E apenas 10 minutos depois repunha o empate, num excelente golo de Perisic. A bola veio de um canto, é certo, mas não é justo dizer que foi mais um golo de bola parada...

Só que, mais 10 minutos, e um penalti do VAR voltaria a colocar a França na frente do marcador. Penalti de Perisic, na sequência de um canto, mas tão falso como o livre do primeiro golo. O VAR... tem destas coisas.

E lá voltou de novo a Croácia ao trabalhinho... Até ao intervalo, a deixar  incólume um resultado cheio de mentiras...

No início da segunda parte LLoris negou o golo do empate, e percebeu-se a importância do momento. Até porque a equipa francesa subia as linhas e o desgaste croata começava a vir ao de cima. Até chegarem aqueles cinco minutos fatais, depois de fechado o primeiro quarto de hora. Primeiro foi Pogba, aos 60 minutos, num contra ataque que acabaria no aproveitamento de um ressalto, em que Modric acabou ainda por perder a noção do espaço e da bola, a desferir um golpe decisivo no melhor futebol desta final. E aí acabou a resistência da Croácia, já sem capacidade física e mental para voltar mais uma vez ao trabalhinho.

Cinco minutos depois Mbappé, já em compelto aproveitamento das circunstâncias, desferia o golpe de misericórdia numa Croácia finalmente derrotada. O caricato golo de Mandzukic, 4 minutos depois (três golos em 14 minutos numa final de um mundial, é obra!) teve apenas o condão de pôr algum gelo na arrogância francesa.

A França sempre foi uma das favoritas, e não surpreende que tenha sido campeã. Mas, com os jogadores que tem, francamente... Tem que jogar muito mais.

 

 

 

Rússia 2018#14 - Bélgica: um monumento ao contra-ataque!

 

Confirmando o seu estatuto de grande equipa, de uma das melhores selecções do mundo na actualidade, a Bélgica concluiu a sua participação no mundial da Rússia no terceiro lugar, com a medalha de bronze, depois de vencer a Inglaterra, outras das melhores selecções da actualidade. E com grande futuro, a próxima década será certamente de grandes feitos para a selecção inglesa!

Foi mais um bom jogo. Passada que foi a primeira fase, feita a primeira selecção natural, o campeonato do mundo foi outro. Não é novidade nenhuma, é (quase) sempre assim, e faz por isso alguma impressão que a FIFA esteja a anunciar a possibilidade de alargar a 48 selecções o próximo mundial, no Qatar e no inverno. Foi outro porque ficaram as melhores equipas e os melhores jogadores, mas também porque ficaram os melhores árbitros: acabaram-se as macacadas do VAR, não mais se deu por ele, mesmo que lá tenha continuado. E acabaram-se e os penaltis!

Mesmo que na primeira parte tenha havido alguns períodos de menor interesse, mesmo que o golo da Bélgica tenha surgido logo no início, o jogo nunca desceu do nível de qualidade exigido a estas equipas. E na segunda parte foi quase sempre espectacular, com a Inglaterra à procura do golo do empate, e com a Bélgica a dar um recital de futebol de contra-ataque.

Esta selecção belga é um monumento ao contra-ataque. Não só porque o usa como mais ninguém mas, acima de tudo, porque lhe introduz uma espectacularidade nunca vista. Há muito que há muito futebol a viver do contra-ataque, há muito que muitas equipas fazem do contra-ataque plano de jogo. Mas nunca nenhuma o elevou ao nível que Witsel, De Bruyne, Hazard e Lukaku fizeram. Os melhores jogadores fazem sempre tudo melhor que os outros, e estes são mesmo do melhor que anda por aí...

E foi - tinha de ser - em mais uma fantástica jogada de contra-ataque que, quando a Inglaterra estava por cima na procura do empate, Hazard fez o segundo golo da Bélgica, a cerca de 10 minutos do fim. Acabando com o jogo e garantindo, pela melhor selecção de sempre, a melhor classificação de sempre da Bélgica.

Rússia 2018#9 - Momento kamikaze

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Uma segunda parte verdadeiramente espectacular fez deste Bélgica-Japão provavelmente o melhor jogo deste mundial da Rússia. 

O Japão, tido pela mais fraca equipa destes oitavos de final, era dado por presa fácil para as grandes garras belgas. Um rótulo de fragilidade agravado ainda por aquela imagem deixada no jogo com a Polónia, o último da primeira fase, em que garantiu o apuramento pelo irónico critério do fair play através da mais lamentável falta de atitude desportiva. 

Pois... Vá lá entender-se este futebol deste campeonato do mundo. O que se viu foi uma selecção do Japão com uma superior organização de jogo, com grande maturidade e enorme disciplina táctica secar o futebol da Bélgica. Como que a pedir desculpa ao futebol pelo que fizera há poucos dias.

Ironicamente acabou por perder o jogo no último lance da partida quando, numa irresistível tentação kamikaze, perdeu a sua organização e permitiu a mais notável jogada de contra-ataque que este campeonato do mundo - arrisco - tinha para mostrar.

Rússia 2018#5 Nos oitavos... mas, mau de mais!

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A selecção nacional segue para os oitavos de final do mundial, na Rússia. Imerecidamente, sem qualquer dúvida!

Portugal foi claramente a pior equipa do grupo, sempre, em qualquer dos três jogos, claramente inferior a todos os adversários. Dir-se ia que este último jogo, com o Irão, não fez mais que confirmar os primeiros dois, e especialmente o segundo, o único que ganhou, com Marrocos. Mas fez. Confirmou também muita da "porcaria" do futebol português... Da velha.

Fernando Santos introduziu três alterações na equipa, com Adrien no lugar de Moutinho, Quaresma no de Bernardo, e André Silva no de Gonçalo Guedes. Manteve os laterais, e provou-se que mal. Manteve Fonte e Wlliam, incumbido de sair com a bola, coisa que tinha flagrantemente falhado nos jogos anteriores.

Comecemos por aí, por onde o jogo começa. E por onde o jogo de hoje começou por funcionar, enquanto os jogadores do Irão ainda só queriam defender e deixavam aquele espaço todo sem incomodar ninguém. Depois, bem... depois foi outra música, os iranianos subiram e William desapareceu. 

Dizia-se que era necessário alguém no meio campo que segurasse a bola. Pois... se calhar não seria Adrien o jogador mais indicado para esse desiderato. Também a reclamada entrada de André Silva tinha por objectivo - dizia-se - ter um jogador na área, num jogo - dizia-se - em que a selecção portuguesa teria sempre bola, e massacraria em ataque continuado. Nem foi nada disso, nem André Silva nunca esteve na área, acabando até na ala esquerda. Falhou tudo. Em toda a linha...

Resultou a entrada de Quaresma. Resultou porque marcou o golo - e que golo! - mas porque foi o único a jogar, a cruzar e até a rematar. Na primeira parte, porque, depois, viria a ser o primeiro a perder as estribeiras, o que também não surpreende ninguém.

O resultado de todas estas coisas foi um jogo que não teve nada de novo em relação aos anteriores. As mesmas diifculdades tácticas, técnicas, físicas e mentais. E até a mesma sorte, com o golo a surgir mesmo no fim da primeira parte, quando era já o Irão a mandar no jogo. 

Antes disso a selecção não fizera mais que dar confiança à equipa do Irão, empurrá-la depressa para a parte de cima do jogo. Para ilustrar isso nada melhor que lembrar aquele período inicial em que o guarda-redes iraniano andou literalmente à bofetada com os seus colegas da defesa, aos papéis a sair aos cruzamentos, e a largar bolas sucessivas. Pois, ou ninguém na selecção portuguesa percebeu que havia que explorar aquele momento, ou simplesmente não teve capacidade para mais. Nem um remate de longe, nem um cruzamento para tirar partido daquela tremideria toda.

Com o milagre do golo de Quaresma, Portugal foi para o intervalo a ganhar. E se um golo daqueles vale por um jogo, a verdade é que o jogo da selecção não merecia um golo daqueles.

Logo no recomeço, há mais um penalti que cai do céu. Um penalti de VAR, que lançou os iranianos no desespero, completamente perdidos. A perder por dois golos, e de cabeça perdida, o Irão seria então um adversário pacificado. Pois, mas hoje nem Cristiano Ronaldo havia, e o penalti que deveria transformar a equipa do Irão num tapete persa, serviria apenas para os ir buscar ao fundo do abismo.

E a partir daí só deu Irão e, em vez de tapete persa, o relvado foi coberto por um tapete de Arraiolos. Sem que Portugal nada fizesse por merecer a sorte que lhe sorria do Espanha-Marrocos, onde os "nuestros hermanos" andaram sempre a correr atrás do resultado. Acabaram por empatar no último minuto, num golo anulado e depois validado pelo VAR, quando o Irão chegava também ao empate, num duvidoso penalti de VAR. Merecido, pelo que mais uma vez não fez a selecção nacional, e pelo que fez a equipa do irascível e ressabiado Carlos Queiroz.   

A Espanha, em primeiro, e por isso a ficar do lado certo do sorteio, com os mesmos pontos e a mesma diferença de golos - o que não abona em nada o seu favoritismo - e Portugal, em segundo, seguem para os oitavos. Pelo caminho ficaram, não os melhores, mas os que se portaram melhor!

 

 

 

Rússia 2018#4 - Não há milagres...

 

 

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Este segundo jogo da selecção nacional no mundial confirmou todas as dúvidas. Apenas uma certeza: a equipa não joga nada!

Esperava-se que este jogo com a selecção marroquina viesse mostrar que a paupérrima exibição da primeira jornada se devera apenas às dificuldades adicionais que a selecção espanhola apresenta. Tinha sido evidente que, nos jogos de preparação para o mundial, tinha havido a preocupação de defrontar adversários com as características da selecção de Marrocos: Egipto, Tunísia e Argélia. Não foram poucos!

Era por isso legítimo esperar uma selecção confiante, bem preparada, desinibida e capaz de exibir no campo a tão propalada superioridade. Seria difícil esperar menos do campeão da Europa. Acresce ainda que entrou a ganhar, com aquele golo do inevitável Cristiano Ronaldo, logo aos 4 minutos.

Mas não aconteceu nada disso, e a exibição portuguesa foi simplesmente deprimente. Sem conseguir mandar no jogo, nem sequer conseguir segurá-lo, sem controlar coisa nenhuma - nem espaço, nem tempo, nem bola... Sem acertar um passe, nem que fosse a um ou dois metros. Sem ganhar um duelo. Sem ganhar uma bola dividida. Jogadores sem chama, sem querer e sem crer, sem saber o que fazer com a bola nas poucas vezes em que a tinham.

Quando as coisas são assim, é normal atribuir responsabilidades ao treinador. Mais a mais quando temos por garantido que a equipa dispõe de grandes jogadores, de verdadeiros craques. A ideia de responsabilizar o treinador começa no entanto a perder solidez quando vemos que ele vê o mesmo que nós. Ora, se ele vê o defeito, é porque não é aquilo que quer. Não prepara os jogos para aquilo, nem manda jogar assim... E depois lembramo-nos que vimos dois anos de boas exibições da selecção. Durante toda a fase de apuramento a equipa jogou bom futebol, incluindo no único jogo que perdeu, logo o primeiro na Suíça. E nos jogos de preparação, tendo um jogo mau, é certo, com a Holanda, os restantes foram bons, incluindo o jogo na Bélgica, de elevado grau de dificuldade. E o jogo mau teve até atenuantes, com algumas ausências e especialmente sem "Ele". 

Portanto, este treinador já colocou a equipa a jogar bem. Se não é do treinador, é dos jogadores. Afinal não são assim tão bons como dizem. Não serão, mas já vimos de que são capazes. Nos seus clubes, mas também na selecção.

Se calhar é do momento de forma dos jogadores. Mas também se diz que as convocatórias devem ser feitas em função dos jogadores, que a forma logo vem. Se calhar não é bem assim, e devia olhar-se também para as suas circunstâncias. O que se passou no Sporting não deixou de afectar os jogadores, salvando-se apenas Rui Patrício, por acaso o único que tem a situação resolvida, mesmo que mal. Salvou-se e salvou a equipa. O que hoje se viu de Gelson, William e Bruno Fernandes deixou poucas dúvidas. João Mário jogou pouco e não conseguiu afirmar-se durante toda a época, não tem ritmo nem condição física. Adrien, idem. Raphael Guerreiro, aspas. Os dois centrais foram até os melhores neste jogo, mas a destruir. Não sabem sair com bola e é por aí que começam os grandes problemas, mesmo que Pepe tivesse estado intransponível. Por fim, Bernardo Silva é peixe fora de água. Não está rotinado para jogar da forma a que fica obrigado, e é uma peça perdida. 

São jogadores a mais sem condição nesta altura da época. Mas, pior: é o núcleo duro de Fernando Santos!

Agora não há remédio, e se não houver um milagre que dê a volta à condição dos jogadores, será curta em honra e prestígio esta passagem da selecção portuguesa pela Rússia. Porque não há mais milagres, aconteceram todos em França, há dois anos.

Cristiano Ronaldo, que desta vez chegou, ele sim, com todas as condições, é que não merecia isto. Como deve ser inglório...

 

 

 

 

Rússia 2018#2 - Um campeão é um campeão!

 As imagens do Portugal-Espanha que não viu na televisão

 

Era um dos grandes jogos deste mundial, e seguramente o de maior cartaz da jornada inaugural, este que opunha as duas selecções ibéricas e as mais fortes deste grupo B. E não desiludiu.

Não desiludiu na qualidade do espectáculo que, como se sabe, é determinada pela qualidade do jogo, pelos golos e pela emoção da disputa do resultado. Seis golos - o jogo com mais golos dos já disputados - são golos suficientes para um grande jogo. Acresce ainda a própria qualidade dos golos, dois deles, os dois últimos ou o terceiro de cada equipa, verdadeiramente sensacionais. A emoção de três golos para cada lado, com o marcador a passar por todas as alternativas possíveis, fez o resto.

A selecção espanhola confirmou que é indiscutivelmente uma das melhores equipas de futebol do mundo, e um dos mais sérios candidatos ao título mundial. Nem vale a pena falar da situação por que passou, com o despedimento de Lopetgui há dois ou três dias. Esta equipa nem precisa de treinador, joga assim há mais de 10 anos, como referia Fernando Santos. Nem para fazer substituições, pode sair qualquer um e entrar qualquer outro. 

A selecção nacional fez o que pôde. E nem se pode dizer que tenha podido pouco, mesmo que se tenha de dizer que Cristiano Ronaldo pôde de mais.

Começou bem, com o penalti logo aos 3 minutos. Falta cometida sobre o capitão, que converteu irrepreensivelmente. A Espanha demorou algum tempo a aquecer os motores, mas aos poucos lá foi instalando o seu tiki-taka no relvado. Nada que parecesse preocupar muito os portugueses, bem organizados, como quem sabia bem o que os esperava. De tal forma que chegou a estar bem mais perto do 2-0 que a Espanha do empate.

Logo a seguir à segunda oportunidade para fazer o segundo golo, como que a penalizar o desperdício, surgiu o golo do empate. Um golo com muita história: no contra-ataque a bola chegou a Diego Costa, que "aviou" o Pepe com uma falta evidente e ficou sozinho com o José Fonte, de quem fez gato sapato, com todo o tempo do mundo ... Que o Wlliam Carvalho lhe deu. Mais parecia que estava a fazer tudo para lá chegar só depois do brasileiro, agora espanhol, ter tudo preparado para rematar fora do alcance do Rui Patrício.

Passava pouco do meio da primeira parte, e a partir daí foi o sufoco. Só dava Espanha, e começava a cheirar a banho de bola. 

Só que quem tem CR 7 tem quase tudo. Mas se tiver um bocadinho de sorte tem mesmo tudo. E, já com intervalo ali mesmo, o guarda-redes espanhol, que não fizera - nem viria a fazer - uma defesa, defendeu para dentro da baliza o remate do Cristiano. E era o segundo, com a selecção nacional de novo na frente do marcador, à beirinha do intervalo e depois de submetida a vinte minutos de sufoco.

A segunda parte não correu nada bem, e bastaram pouco mais de 10 minutos para os espanhóis darem a volta ao resultado. No espaço de 3 minutos, aos 55 e aos 58, marcaram dois golos. Primeiro, de novo por Diego Costa, num golo "impossível" de sofrer num campeonato do mundo, na sequência de um livre a meio do meio campo, onde defensivamente tudo correu mal. E depois num golaço de Nacho, solto e sozinho à entrada da área, porque as trocas de bola da selecção espanhola em plena área tinham desmontado tudo o que era organização defensiva.

A ganhar, a Espanha continuou a fazer bem o que já há muito fazia. Só que, agora, sem necessidade de correr riscos, podia fazê-lo ainda melhor, obrigando os já esgotados jogadores portugueses a correr que nem loucos atrás da bola.

Só que lá voltamos ao mesmo: quem tem Ronaldo... A 4 ou 5 minutos do fim o Piquet esqueceu-se disso e, á entrada da sua área, fez falta ... Pois ... Sobre quem? Pois... 

Numa execução soberba, na cobrança do livre, o tal senhor fez o terceiro. Um "golão" do outro mundo. E o empate final!

No fim ficamos todos contentes. Mas fica-nos um certo sabor amargo de ver jogadores de tanta categoria, como são os que maioritariamente constituem a equipa nacional, como que castrados pela obsessão de defender, inibidos de jogarem o que podem e sabem. É certo que não é fácil para ninguém jogar contra a Espanha, e não será provavelmente muito justo tirar conclusões deste jogo. Mas lá que ficou este amargo, que nem o resultado nem a glória de Ronaldo apagam, ficou!

Sobre Cristiano Ronaldo já não há nada que falte dizer. Dizer que foi o melhor em campo, "o homem do jogo", não é novidade para ninguém, mesmo para quem não viu o jogo. Mas, se calhar, vale a pena dizer que este senhor que hoje jogou o que jogou, e que foi assobiado pelos espanhóis cada vez que tocou na bola foi, esta semana, depois de um longo período de bulling fiscal, condenado pela Justiça Fiscal espanhola a dois anos de prisão, com pena suspensa, e a pagar perto de 20 milhões de euros. 

Pois é. Um campeão é um campeão!

 

Olá Rússia, aí vamos nós...

 

Não foi uma grande, grande exibição, mas foi uma grande, grande vitória!

No tal jogo em que não restava alternativa a ganhar, a selecção ganhou bem. E sabe-se que é frequente as coisas não correrem bem quando são postas nestes termos... 

Começaram a correr bem com um golo da Suíça na própria baliza, já muito perto do intervalo. Não se pode dizer que até aí a equipa nacional tivesse justificado a vantagem, as coisas nem estavam a sair lá muito bem, pese embora algumas boas exibições individuais, como Bernardo Silva, William Carvalho ou João Mário. O colectivo não estava brilhante, como brilhante não estava - nem esteve - Cristiano Ronaldo. E sabe-se como a equipa depende dele.

A equipa da Suíça mostrava-se sólida, sabendo bem o que tinha a fazer e, como sempre faz, à espreita de um erro do adversário. Nada de novo, havia assim sido bem sucedida no primeiro jogo, o tal que lhe dava a preciosa vantagem com que hoje se apresentava na Luz, Cheia ... e com Madona!

Com o segundo golo a chegar cedo, na segunda parte, o jogo ficou resolvido, e a exibição da selecção nacional solidificou-se ainda mais. Sem nunca atingir o brihantismo, mas com muita segurança e, aqui e ali, com uma ou outra jogada bem conseguida, e com alguns pormenores de categoria de um ou outro jogador. Cristiano Ronaldo, sem nunca atingir o seu nível, quis chegar ao golo que lhe faltava para, pelo menos, igualar Lewandowski na tabela dos melhores marcadores da fase de apuramento. Sabe-se como dá importância a essas coisas, e isso poderá ter custado dois ou três golos à equipa.

No fim o que conta é o quinto apuramento consecutivo para um Campeonato do Mundo. E mais uma demonstração de que as coisas agora são bem feitas. Já nada é deixado ao acaso, como sempre acontecia. Claro que, ter (bons) jogadores, também ajuda! 

 

 

 

A selecção lá vai. E a Hungria lá está...

 

 

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A selecção nacional deu esta noite, na Luz, mais um passo a caminho da Rússia. Do Mundial na Rússia, no próximo ano, porque ainda lá estará este ano, em Junho, na condição de campeã europeia a disputar a Taça das Confederações. A Suíça é que também não desarma: com mais ou menos sorte - com mais, mesmo com muita, nos dois jogos mais complicados com que teve de se haver, com a nossa selecção, e com esta mesma Hungria - segue na frente só com vitórias.

Foi uma vitória clara, e de certa forma gorda - três a zero - com uma exibição agradável, aqui e ali com excelentes pedaços de futebol. A verdade é que na primeira meia hora as coisas não correram nada bem, e só o prmeiro golo - então contra a corrente do jogo - o jogo se alterou definitivamente. Aconteceu aos 32 minutos, numa bela jogada de ataque rápido. Quatro minutos depois chegou o segundo, e a partir daí só deu Portugal. Mesmo que só tivesse dado mais um golo!

Fernando Santos voltou a confirmar o seu conservadorismo. Não é novidade que è avesso a inovações, mas também se percebe: uma equipa de selecção não é a mesma coisa que uma equipa de clube, que trabalha junta todos os dias. E os resultados dão-lhe razão.

A selecção da Hungria apenas surpreendeu por apresentar um jogador de pele mais escurinha. Ficamos sem perceber que muro terá saltado para chegar ao país... e à selecção nacional de futebol que o representa. Ou será que quem souber jogar à bola não terá problemas em entrar na Hungria?

Do susto à goleada

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A jogar pouco, às vezes muito pouco, a selecção nacional chegou a ver-se aflita para ganhar à selecção da Letónia, que não jogou nada.

Sem intensidade, sem velocidade e sem imaginação, durante toda a primeira parte a selecção foi sempre demasiado repetitiva e previsível. Valeu um penalti - discutível - que o guarda-redes da Letónia quase defendia. porque a selecção nacional não criou verdadeiras ocasiões de golo.

Sem mexer na equipa, mantendo tudo na mesma, contra um adversário que defendia com dez, com as duas linhas muito juntas, a primeira metade da segunda parte foi apenas a continuação da primeira. Tudo igual; sem ocasiões de golo e também com um penalti. Que desta vez Cristiano Ronaldo falhou... Com bastante azar, diga-se. Se no primeiro o guarda-redes quase denfendera, neste foi completamente enganado. A bola foi ao poste, correu pela linha de golo, foi bater no guarda-redes, no chão, lá do outro lado, e acabou por sair...

Toda a gente então se lembrou que um azar nunca vem só, coisa que não demoraria nada a confirmar-se. Numa das poucas vezes que os jogadores da Letónia remataram à baliza de Patrício ... golo e ... empate.  Faltavam pouco mais de 20 minutos para jogar, e de repente ... o susto. Dos grandes!

Valeu que Quaresma já estava em campo, e no minuto seguinte já estava a cruzar com "conta, peso e medida" - como dantes se dizia - para o improvável Wiliam Carvalho desfazer o empate. Não sobrou tempo para sustos. Sobrou foi para Quaresma continuar a levar à equipa aquilo que ela não tinha. 

E então sim, surgiram oportunidades de golo em catadupla. E mais dois golos. E no fim um 4-1 mais que justificado, e aceitável face à diferença entre as duas equipas e à moral do jogo. 

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