Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Ciclo fechado. Com distinção!

 

O Benfica encerrou hoje o primeiro ciclo da época, um ciclo decisivo com oito jogos de alta exigência - distribuídos em partes iguais entre o objectivo inegociável do apuramento para a Champions e objectivo central de não deixar fugir qualquer dos adversários no campeonato - em pleno centro do furacão do mercado de transferências. Sabendo que este era um ciclo decisivo, os do costume não pouparam nas encomendas para fazer dele um inferno.

Hoje, na Choupana, o Benfica deu a última resposta que, com brilhantismo, fechou este ciclo. Uma resposta à altura, "dado o contexto", para recuperar a frase da moda num dos rivais, que vai vivendo precisamente de um contexto que já é mais pouca vergonha que outra coisa qualquer.

E o contexto do Benfica são 8 jogos em pouco mais de três semanas, com os mesmos jogadores, e todos eles em ambiente de grande responsabilidade e intensidade, exibindo em todos eles uma superioridade tão flagante quanto o desperdício de golos. Dentro deste contexto, dois fazedores de golos - um deles mesmo mestre dos golos - lesionados e um terceiro equivocado.

Passados que foram os primeiros minutos, com os jogadores do Nacional a correr e a discutir cada bola como se não houvesse amanhã, o Benfica tomou conta do jogo e desatou a criar oportunidades de golo. Tantas que, quando Seferovic - que já parece a grande contratação do fecho do mercado - com grande mérito, assistido por Salvio, fez o primeiro golo, e foi ainda antes da meia hora de jogo, já se dizia mal da vida. E de Seferovic. E da aposta de Rui Vitória, outra vez!

E quando, às portas do intervalo, Salvio, assistido por Seferovic, fez o segundo já o Benfica devia ao jogo cinco ou seis golos.

O Benfica entrou para a segunda parte com a mesma disposição, criando fácil e rapidamente mais oportunidades de golo. Depois terá pensado que era tempo de abrandar e descansar um pouco, que a vida não tinha sido fácil. O Nacional teve então oportunidade de pôr no campo aquele seu futebol de segunda divisão, que tentara logo à entrada do jogo. E durante cerca de 10 minutos, ali à volta da hora de jogo, viu-se a equipa madeirense por cima, com o Benfica, sem Fejsa, que saira lesionado logo na altura do primeiro golo e que faz sempre muitas falta, e mais ainda naquele contexto de jogo, a dar a ideia que aquilo estava a acontecer porque grande parte dos jogadores tinha rebentado. E Rui Vitória estava a atrasar as duas substituições disponíveis... 

Bastou uma substituição (Cervi, claramente esgotado física e mentalmente, por Rafa), aos 70 minutos, para acabar com aqueles 10 minutos pouco brilhantes do Benfica. Até porque Salvio, que parecia já não poder mais, ressurgiu e retomou o brilhantismo da sua fantástica exibição de hoje. E Grimaldo resolveu vingar-se das duas ou três rabetas do 7 do Nacional para retomar o nível, e fechar no terceiro golo uma estupenda jogada de futebol que ele próprio iniciara.

E foram afinal os jogadores do Nacional que acabaram por rebentar naqueles 10 minutos em que a equipa do Funchal levantou a cabeça. E a parte final do jogo deu para mais uns minutos a João Felix. E para o excelente golo do Rafa, a fixar o resultado na chapa 4, pela segunda vez na semana...

E no fim pode dizer-se que Seferovic é uma aposta ganha por Rui Vitória. Não sei é se se pode dizer o mesmo do modelo de jogo que lhe dá razão. Mas isso ver-se-á lá mais para frente. Noutros ciclos, que este está ganho. Com distinção!

Firme na frente

vídeo

 

Pela primeira vez neste campeonato a Luz contou menos de 50 mil espectadores. Em regra as assistências têm andado pelos 60 mil, mas este é também o preço da oscilação que afectou a equipa nas duas últimas semanas. Mesmo assim nada de significativo, basta reparar que mesmo assim esteve mais gente hoje na Luz que ontem no Dragão, num clássico decisivo para ambos.

Comecei pela moldura humana de hoje na Luz porque, nas condições especiais deste regresso a casa, à terceira jornada da segunda volta, era importante ver como reagia o público a um Benfica a lamber as feridas e, pela primeira vez em 15 jornadas e muitos meses, a entrar em campo sem estar no lugar mais alto da classificação. A verdade é que a resposta dos benfiquistas foi clara no apoio à equipa. Não é por aí... Não irá ser por aí!

Nem por aí nem por outro lado qualquer, apetece já adiantar que esta é a conclusão final do jogo.

Os primeiros vinte minutos não surpreenderam ninguém. O Nacional começou por fazer aquilo que é já clássico, pressão sobre a bola, bloco curto, bem junto e grande intensidade física na disputa dos lances. Nada de novo, todos os adversários do Benfica há muito fazem assim, sem grandes resultados, como se tem visto. As excepções, que só confirmam a regra, aconteceram apenas quando o Benfica não foi minimamente eficaz na concretização das oportunidades de golo que sempre criou.

Por isso, se os primeiros vinte minutos não surpreenderam ninguém, os restantes setenta também não. A não ser os que esperavam que a equipa não conseguisse sarar as feridas abertas nas últimas duas semanas. Quando Jonas, aos 26 minutos, fez o primeiro golo percebeu-se que não havia mais fantasmas, e que a normalidade estava de regresso. E com ela o melhor futebol que se pratica neste campeonato, mesmo que aqui e ali com alguma timidez.

O segundo, ainda por Jonas e de grande execução, surgiu pouco depois, à entrada dos últimos 10 minutos da primeira parte, quando no relvado já se desenhavam jogadas do melhor futebol que por cá se vê.

A segunda parte - que daria apenas mais um golo, de Mitroglou, assistido por Rafa em mais uma brilhante jogada de futebol, seria de confirmação. De confirmação do regresso da equipa ao bom futebol, e da confirmação de que a arbitragem está mesmo apostada em apertar. Nem é necessário falar se há um ou dois penaltis por assinalar, basta falar da incrível dualidade do critério disciplinar do árbitro. A equipa do Nacional não poderia acabar o jogo com mais de oito jogadores em campo. Mas acabou inteirinha, mesmo que o seu capitão devesse ter sido expulso em três ocasiões distintas. Numa delas mandou o Sálvio de regresso ao estaleiro, numa entrada violenta, e por trás, quando o argentino se isolava a caminho da área.

O Benfica não recuperou a liderança. Manteve-a.  Mantém-na desde a quinta jornada. Sem a folga a que estávamos habituados, mais apertada agora, na diferença mínima. E por isso tudo vai apertar ainda mais... Mas também não irá ser por aí!

Com Jonas, é outra música...

Resultado de imagem para nacional-benfica

 

... Mas a precisar de afinação. Há por ali gente a desafinar.

É este, de resto, o grande problema deste Benfica de início de época - desafinação. A momentos em que parece já muito afinandinho, sucedem-se momentos de desafinação. Frequentemente desafinação colectiva, mas também individual, com muita gente fora do tom em muitos momentos do jogo.  

Com Jonas - sensacional recuperação: em vinte dias lesionou-se, foi operado, e voltou a jogar ao seu nível - no jogo a música sai com outra qualidade, já sabíamos. Tudo o que toca, toca bem. Irrepreensível. Mas este jogo de hoje na Madeira, com o Nacional, mostrou que a excelente música que sai dos pés de Jonas precia de mais. De mais concentração, de mais intensidade, de mais acerto - especialmente na hora do último passe ... e do remate. 

E tudo isto é mais visível quanto é sabido, e hoje mais uma vez confirmado, que contra o Benfica toda a gente corre mais, é mais agressiva e está mais motivada. É curioso que, invariavelmente, no fim dos jogos com o Benfica, dos adversários sempre se diz que, a jogarem assim, o futiro é radioso. Depois, vai-se a ver, e não é assim tão radioso. Não conseguem repetir...

Claro que as desafinações não se notariam tanto se o Benfica conseguisse matar os jogos em tempo. Se no início da segunda parte tivesse aproveitado um terço das oportunidades de golo criadas, também a música seria outra. E talvez o Pizzi não tvesse perdido aquela bola, não tendo depois de fazer a falta que daria o livre. Que o Júlio César não segurou, obrigando o Lisandro a completar para canto. Que deixou a defesa a olhar para a bola, permitindo que o defesa do Nacional emprestado pelo Sporting fizesse o golo do empate.

As intermitências ainda são muitas. Especialmente de André Horta - uma história bonita, sem dúvida, esta de um de nós lá dentro, a jogar de cachecol -, de Rúben Semedo, ou de Pizzi. Em grande, mesmo, só Salvio, que parece de volta ao grande jogador que conhecemos. E que bem lhe fica a braçadeira, mesmo que não lhe dê grande uso... E, claro, Carrillo. Pelo seu primeiro golo de manto sagrado. Um golo importante, para ele e para o jogo, mesmo que já lá estivesse o pé de Jonas para fazer o mesmo.

De fora ficaram Cervi e Mitroglou (só Gimenez marcaria aquele terceiro golo). De fora de tudo, sem que se perceba a trapalhada que para ali vai, continua Danilo, que me parece um jogador fundamental para esta equipa do Benfica. E Rafa. Mas aí percebe-se a trapalhada. E bem!

Como o filho pródigo...

 

À segunda - e à segunda-feira, pela hora de almoço - lá foi. O jogo jogou-se, e muito bem, e o Benfica ganhou. E muito bem, mesmo com o golo oferecido daquela maneira a manchar um bocadinho uma grande exibição e mais um resultado gordo.

Foi uma boa decisão - pese embora as dificuldades que naturalmente trará ao Nacional para o jogo da Taça, na próxima quarta-feira, mas não podem ser prejudicados sempre os mesmos, que não têm nada a ver com o absurdo horário escolhido para o jogo  - a de continuar o jogo logo no dia seguinte, como já tinha sucedido com o Porto, exactamente nas mesmas condições. Com uma diferença: o árbitro não era Jorge de Sousa, o melhor árbitro português, que não vê os penaltis que todos vemos, mas vê outros, que mais ninguém vê. 

À margem disso, que não é nada marginal, porque apenas por esses problemas de visão do melhor árbitro português - por que é que o melhor àrbitro português é sempre assim? Porque se não for assim nunca será o melhor árbitro português ... - só nesses dois jogos, cada um dos adversários do Benfica na disputa do título arrecadou três pontos a mais, e das muitas incidências do jogo ficou, num terreno impraticável, mais uma promessa de que o melhor futebol de Portugal está a caminho de casa. Como o filho pródigo...

Se calhar é por isso que andam todos tão nervosos. Que a pressão sobre os árbitros, como ainda ontem se presenciou em Alvalade, com o sucesso que se viu, não abranda. E que a estratégia de bullying é para continuar sem ponta de dignidade nem espaço para a vergonha.

 

 

 

Nevoeiro. Outra vez!

Imagem relacionada

 

Depois de já ter perdido os três pontos que, inacreditavelmente, o Braga deixou fugir em Alvalade, o Benfica tinha obrigatoriamente que assegurar os outros três que tinha para disputar na Madeira: na Choupana, onde o nevoeiro é quem mais ordena. 

Não pôde, porque lá esteve  de novo o nevoeiro, pela segunda vez em dois meses, a tornar de balde mais uma viagem do Benfica à pérola do Atlântico.  E lá volta o Benfica a ficar com um jogo a menos e pontos de atraso a mais... É tempo de dizer basta, os orgãos que dirigem o futebol nacional devem ter que fazer alguma coisa sobre a acreditação daquele campo para a competição profissional. Pelo menos durante o inverno...

 

Quem joga assim...

Por Eduardo Louro

 

 

O resultado – um mentirosíssimo 3-1 – não tem nada a ver com o que se passou hoje na Luz. Esconde uma grande exibição – mais uma – mas não a apaga!

Um regalo para a vista este futebol que o Benfica joga quando se não deixa distrair. E quando o Gaitan joga, deve também acrescentar-se…

A qualidade que Gaitan acrescenta à equipa é muito superior à sua qualidade específica. Que é imensa, como toda a gente sabe. Ao nível do melhor que um jogador de futebol tem para mostrar!

Não é evidentemente por acaso que os oito pontos que o Benfica já perdeu nesta segunda volta aconteceram nos jogos em que ele não pôde dar o seu contributo à equipa. Por lesão – que o manteve afastado desde o jogo com o Marítimo, no Funchal – e no malfadado jogo de Vila do Conde pelo quinto amarelo, logo no regresso.

A qualidade do jogo do Benfica não se esgotou apenas no génio espalhado pelo relvado, nem na magia que subiu pelas bancadas. Viu-se também na reacção às nouances tácticas que o Nacional da Madeira foi trazendo ao jogo, em especial na forma – inédita – como a equipa começou a sair para o ataque, com o Júlio César a bater na frente, iludindo a estratégia de marcação que Manuel Machado tinha engendrado.

Claro que o jogo também teve o último quarto de hora. Claro que os jogadores do Benfica não resistiram à tentação de desligar do jogo. E claro que o futebol é implacável: no primeiro remate que efectuou, ia entrar-se no último quarto de hora do jogo, o Nacional marcou. E no fim, aquilo que poderia ter sido a maior goleada do campeonato, acabou num estranhíssimo 3-1. 

Mas quem joga assim só pode ser campeão. Não pode ter outro destino!

Especialmente depois de devidamente avisado. A sério, em Vila do Conde. Num pequeno lembrete, nos últimos quinze minutos do jogo...

Esperemos por Janeiro...

Por Eduardo Louro

 

 

A jornada até acabou por correr bem, recuperando o Benfica para os seus principais rivais dois dos três pontos que deixara em Braga. Mas o jogo da Choupana…

Bem sei que há quem diga que os campeonatos se ganham com jogos destes. Mas a mim parece-me que ninguém ganha campeonato nenhum a jogar assim!

Aquela segunda parte foi má de mais. Como aqui disse há uma semana, continuo à espera de Janeiro. Mesmo sem Enzo!

Mais um passo ... na direcção certa!

Por Eduardo Louro

 

Na senda das exibições categóricas que vem realizando o Benfica ganhou hoje um jogo que era aguardado com grande expectativa. Pela valia da equipa do Nacional da Madeira, que não sei se é ou não a quarta melhor equipa do campeonato, sei é a terceira com menos derrotas, e uma boa equipa. Pelo campo difícil, como se sabe. E até pelo árbitro nomeado, ao que se sabe, mais que condicionado, muito pressionado e mesmo ameaçado.

Fosse por isso ou não, assinalou um penalti inexistente logo aos cinco minutos contra o Benfica, e o Nacional, sem saber como, viu-se bem cedo a ganhar. Coisa que animou a equipa da Madeira e atrapalhou a do Benfica. Mas só isso. Aos poucos, tudo voltou ao normal, e a partir do meio da primeira parte já estava reposta a normalidade, e lá estavam os golos fantásticos a abrilhantar a festa. Desta vez foi, como em Londres, Rodrigo a assinar a obra-prima. E Garay a imitar o bis de Luisão!

Pelo caminho, de rastos, ficavam as esperanças dos que esperavam pela escorregadela…

Na segunda parte o Benfica geriu, como vem fazendo. Sofreu um golo fortuito que poderia ter atrapalhado, mas logo respondeu, repondo a tranquila diferença de dois golos. Tantos quantos sofreu hoje, tantos quantos tinha sofrido nos últimos 16 jogos, mas metade dos que hoje marcou, tornando-se na equipa com mais golos marcados no campeonato. E tendo agora o melhor ataque e a melhor defesa, como é próprio da melhor equipa do campeonato. O resto é conversa!

E foi mais um passo. Um passo seguro na direcção certa!

(Quase) Tudo como dantes...

Por Eduardo Louro

 

 

Foi com o padrão qualitativo habitual desta época que o Benfica defrontou hoje o Nacional. Foi com bem mais tranquilidade que o habitual nesta época que o ganhou. Sem nunca ter jogado realmente bem – a excelente jogada de futebol que culminou no primeiro golo foi a excepção que confirma a regra –, sem nunca ter exercido um domínio acentuado sobre o adversário, e sem nunca ter tido o controlo absoluto do jogo, a verdade é que nunca pelo estádio passou qualquer ideia de que a vitória pudesse estar ameaçada. Porque o primeiro golo surgiu relativamente cedo e o segundo logo no arranque da segunda parte, mas também porque a equipa da Madeira nunca pareceu muito capaz de complicar a vida ao Benfica. Por nada mais!

Foi pois mais uma oportunidade perdida para uma primeira exibição que animasse as hostes benfiquistas e, tão ou mais importante, que animasse os jogadores, que os fizesse acreditar. E, já agora, que pudesse dar algum ânimo também a um Jorge Jesus renegerado. Pelo menos a crer naquele extraordinário e inesperado abraço ao surpreendido treinador adversário, certamente a pensar que "um vintém é um vintém e um cretino é um cretino", mas venha de lá esse abraço que isto já fede!

No resto, e à parte a estreia do miúdo Ivan Cavaleiro – nunca se saberá se é resultado de opção convicta de Jesus, e portanto de mais um sintoma do seu processo de regeneração, se de outra coisa qualquer – que, à falta de melhor, é o motivo de galvanização das bancadas, (quase) tudo como dantes. Até a lesão de Siqueira. Já começa a ser difícil contá-los todos… E impossível compreender!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics