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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Enfeitiçado

EPA

 

Trump volta hoje a encontrar-se com Kom Jong-un, desta feita em Hanói. É o segundo encontro desta súbita e estranha amizade, numa cimeira que serve apenas para alimentar a bizarra obsessão de Trump pelo prémio Nobel da Paz.

Depois de entregar ao primeiro-ministro japonês a responsabilidade de lançar tão absurda candidatura, Trump aposta as fichas todas na Coreia do Norte para lhe dar corpo. Daí que tenha começado por dizer, ainda na América, que, se os americanos o não tivessem elegido, os Estado Unidos estariam neste momento envolvidos numa guerra devastadora com os norte-coreanos. Ou que a Coreia do Norte tem neste momento um futuro brilhante à sua frente. E que, no fim desta cimeira vietnamita venha, como não poderá deixar de ser, declarar o seu tremendo sucesso.  

Poderia dizer-se que destas brincadeiras não vem grande mal ao mundo - fosse isto o que de pior Trump tem para dar ao mundo - não tivéssemos todos já percebido que nesta relação de amor é Trump o enfeitiçado. E se Trump é perigoso, enfeitiçado pode ser mais perigoso. E mais imprevisível!

O Nobel também precisa disto: da surpresa!

Por Eduardo Louro

 

O Nobel da Paz é sempre o que mais expectativas alimenta. É sempre o mais aguardado, e na maior parte das vezes o mais previsível. Politicamente correcto umas vezes, déjá vu, noutras, e pedrada no charco ainda noutras. Mas raras...

Desta vez falava-se de Merkel - pouco menos que chocante - e do politicamente correcto Papa Francisco. Não estou a dizer que o Papa Francisco o seja, estou a dizer que a sua "nomeação" o era. Falou-se até de Guterres, mas foi por pouco tempo e ninguém lhe pegou. 

Supreendentemente a escolha caiu num nome que mais parece o de uma banda de jazz: Quarteto de Diálogo Nacional. Não é um grupo de jazz, se o fosse talvez fosse mais conhecido. É um quarteto porque integra quatro "organizações chave" da sociedade civil tunisina: União Geral dos Trabalhadores da Tunísia (UGTT), Confederação de Indústria, Comércio e Artesanato da Tunísia (UTICA), Liga dos Direitos Humanos da Tunísia (LDHT) e Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia (ONAT). Foi formado no Verão de 2013 e "estabeleceu-se como uma alternativa, um processo político pacífico numa altura em que o país estava à beira de uma guerra civil".

O Nobel também precisa disto: da supresa!

Arrepiante!

Por Eduardo Louro

 

O discurso de Malala, hoje em Oslo ao receber o prémio Nobel da Paz, foi arrepiante... Arrepia - acho mesmo que assusta - aqule discurso numa menina, paquistanesa, de 17 anos. É um Nobel. O mais jovem Nobel de sempre, mas não deixa de ser uma menina... 

 

 

 

UM NOBEL ESTRANHO

Por Eduardo Louro

 

A atribuição do prémio Nobel da Paz à União Europeia, precisamente no período mais crítico da História da União, mais que surpreendente, cheirava a anacronismo. Quando a União pouco tem de união, quando um directório de um único país toma todo o poder nas suas mãos, quando os países membros cada vez mais olham para si, quando os povos mais viram as costas a outros povos e mesmo quando, como nunca nos últimos quase 70 anos, se percebe que a paz poderá estar ameaçada nesta velha Europa, atribuir o Nobel da Paz à União Europeia é, no mínimo, insólito. Se não irónico. Ou quiçá premonitório.

Se assim foi na atribuição, dificilmente assim deixaria de ser na entrega do prémio. Com os chefes dos três órgãos do poder sem poder da União a receberem o prémio. Com Martin Schulz, do único órgão europeu eleito, calado. Com o irrelevante mas pomposo Van Rompuy ironicamente perdido em citações, onde não faltou "Ich bin ein Europaer", de Jonh F. Kennedy. Com Durão Barroso, sempre circunstância mas também ele pompa – acredito que chegou mesmo a pensar que o prémio era dele - a evocar Portugal, Lisboa e o nosso 25 de Abril. E até com música portuguesa. A música com sabor a fado dos OqueStrada!

E tudo isto sem Merkel por perto. Nem Schauble!

 

UM NOBEL CHEIO DE GRAÇA

 Por Eduardo Louro

 

O Júri do Comité Nobel da Noruega revelou um desconhecido lado irónico que, bem vistas as coisas, não lhe fica mal. Realmente, e pensando melhor, nada obriga a levar tão a sério os prémios Nobel. Mesmo o da Paz, que é coisa muito séria!

Atribuir nesta altura o Prémio Nobel da Paz à União Europeia só pode ser brincadeira. O prémio monetário – enfim, ainda é qualquer coisa próxima do milhão de euros – pode ajudar a resolver qualquer coisa… Isto se a Alemanha se não quiser abotoar com ele todo!

 

 

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