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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

PELA NONA VEZ!

Por Eduardo Louro

 

O resultado que o Benfica trazia de Istambul – apesar de tudo, incluindo mesmo a forma como surgiu o golo da vitória da equipa turca, de um falso canto, naquilo que foi um festival de equívocos da equipa de arbitragem, melhor que a exibição – era daqueles a que se chamam traiçoeiros. Diz-se que, com um golo no campo do adversário, o 1-0 caseiro transforma-se logo num grande resultado.

O Benfica entrou bem no jogo, precisamente para evitar isso, que o resultado de Istambul se dilatasse. Bem cedo fez o primeiro golo, e bem cedo deixou a ideia que o mais difícil estava feito. Só que, na primeira vez que os turcos chegaram próximo da área, o árbitro arranjou maneira de marcar um penalti que, ao contrário do que sucedera há uma semana, foi convertido em golo. Aí estava o tal golo que praticamente duplica a vantagem do magro 1-0, transformando-o num resultado quase confortável.

Mas não foi assim. E aquilo que poderia ter sido o marco fundamental do jogo não passou de um simples incidente. De um dos muitos criados por uma equipa de arbitragem francesa que até poderá não ter sido mal intencionada, mas foi confusa, atabalhoada e trapalhona. Porque o Benfica, mesmo sem jogar em permanência a alto nível, foi sempre muito superior ao adversário. Em todos os capítulos do jogo, em todas as zonas do terreno e, naturalmente, na mais importante: no meio campo. Que Matic – de novo, como sempre, o melhor em campo - sem oscilações, sempre em altíssimo nível e Enzo Perez – mais outra enormíssima exibição deste médio ala que Jesus transformou num dos melhores 8 do futebol europeu da actualidade - dominaram de forma soberba.

 E pronto, lá estamos na final de Amesterdão. Na nona final europeia da História do Benfica, na cidade onde, faz precisamente hoje 51 anos, ganhou a última: a sua segunda Taça dos Campeões Europeus. Conta-se que vem daí a famosa maldição de Guttman….

Lá estaremos na segunda final da época, à entrada das portas do céu, prontos a enterrar em definitivo essa maldição cinquentenária, frente a um Chelsea campeão europeu, com outros recursos, é certo, mas que ainda há pouco mais de ano, no caminho para esse título que ostenta - e ostentará ainda na final - levou a melhor sobre o Benfica por outras razões que não exactamente por ter sido superior!

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