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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Notícia do género*

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De repente, e sem nada que o fizesse esperar, o futebol cá do concelho saltou esta semana para as primeiras páginas dos jornais. Perdoem-me se exagero um bocadinho, se não foi exactamente para as primeiras páginas… Mas que saltou para as páginas dos jornais, saltou. Se não foi nas primeiras também não andou lá muito longe.

Não que algum dos nossos principais emblemas tenha cometido qualquer façanha, nem nada que tenha a ver com o seu desempenho desportivo, bem modesto por sinal. Ambos no primeiro escalão do futebol distrital, onde as coisas não ocorrem nada de feição.

Correm mesmo mal ao nosso Beneditense, que atravessa o pior registo da História, já não ganha há nove jogos – o nosso Ginásio também não se pode rir, não vai muito melhor – e, a cinco jornadas do fim, tem praticamente o destino da despromoção traçado. Quando assim é, sabe-se o que acontece no futebol, seja lá onde for: vai o treinador embora e vem outro!

A notícia é que não veio outro. Veio outra. Exactamente, o comando técnico da equipa foi entregue a Catarina Lopes, uma mocinha de 24 anos que, liderando uma equipa com mais três mocinhas, se propõe pôr aqueles matulões a jogar à bola e ao milagre de salvar o Beneditense da descida de divisão.

Não sei se é a primeira mulher com a responsabilidade máxima no comando técnico de uma equipa de futebol, como o estamos habituados a ver. Poderá nem ser, mas que é notícia para pôr o futebol do concelho nos jornais do país, é!

Já agora convém dizer que a Catarina Lopes, do alto dos seus 24 anos, tem uma vida dedicada ao futebol. Começou a jogar aos seis anos, e chegou internacional nas selecções jovens. Foi campeã nacional e venceu uma Taça de Portugal. E é licenciada em Treino Desportivo, com o mestrado em Educação Física, atributos que certamente justificam a oportunidade que lhe foi dada.

Que o presidente do clube seja o pai, não tem importância nenhuma. Deixemos essas coisas familiares lá para o governo…

Por mim, fico a torcer pela Catarina. E hei-de ver se num destes domingos à tarde consigo passar lá pelo campo de jogos da Benedita …

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Notícias de um fim-de-semana sem notícias

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(Foto daqui)

 

Quando logo pela manhã, bem cedinho, dei uma vista de olhos pelos jornais fiquei com a ideia que este foi um fim-de-semana em que, sem que tivesse acontecido grande coisa, muita coisa aconteceu. 

Admito que esta ideia construída assim tão à pressa tenha a ver com a forma como gastei o tempo num fim-de-semana bem generoso, que me abandonou aos pequenos prazeres da vida. E, naturalmente como condição indispensável, com os botões todos no "off". E como nem o Benfica jogava...

Às vezes estamos de tal modo formatados para esponja que, sempre que ostensivamente viramos as costas à actualidade, acabamos capturados num certo complexo de culpa. Depois de "hoje não quero saber de nada do que se está a passar" vamos querer saber tudo o que se passou e parece-nos que não perdemos grande coisa. Mas ficamos desconfiados...

É certamente por isso, por ter ficado desconfiado, que no fim desse passar dos olhos pelos jornais fiquei com essa ideia.

O fim-de-semana começara com o anúncio du uma moção de censura. A apresentação de uma moção de censura ao governo é sempre um acontecimento político relevante, como não pode deixar de ser. A não ser que seja apresentada por Assunção Cristas...

Trata-se de mais uma entrada maldosa de Cristas às penas de Rio. Que nem se queixou, entretido que estava lá com o seu CEN (Conselho Estratégico Nacional), novidade e inovação. E que, tanto quanto deu para me aperceber, correu bem. Pelo menos as hostes vinham animadas, e com o segredo bem guardado de uma certa fezada. Até já dizem que agora é que é!

A remodelação do governo também nunca pode deixar de ser um acontecimento. A não ser que que não toque em nada do que está sob os holofotes da crítica e da contestação... Um remodelação só para substituir ministros premiados nas listas das europeias, é meio pífia.

Pois é. Aconteceu muita coisa. Mas não aconteceu grande coisa... Diz-se que a popularidade de António Costa está nos mínimos da legislatura, e a maioria absoluta há muito que deixou de passar nos sonhos do primeiro-ministro. Que o PSD está a subir nas sondagens. E que, na Aliança de Santana Lopes, há um vice com uns problemas que vêm dos tempos em que foi presidente da Câmara da Covilhã. Que também nunca foi uma Câmara fácil, como nos lembramos...

Um mimo de notícia

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Ao noticiar a explosão de gás numa padaria em Paris, o jornalista João Adelino Faria, no telejornal, referiu que "da explosão resultaram três mortos, a maioria bombeiros" (não acrescento SIC porque foi na RTP).

Um mimo de rigor e expressão!

E não, não tem nada a ver com terem sido quatro as vítimas mortais. Já com a polémica com Maria Elisa... Não sei, não...

Notícias e linguagens

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Hoje é um dia cheio de notícias, das grandes e pesadas...

Em França, Macron finalmente falou. E, sem dizer, disse que estava encurralado, sem rumo e sem saber o que fazer. Como tinha que fazer alguma coisa, aumentou o salário mínimo nacional em 100 euros, deixando-o agora nos 1598 euros. Quase o triplo - 2,7 vezes, para ser rigoroso - do de Portugal, o que dá uma boa ideia donde estamos nestas coisas dos salários. Mas nem por isso que a anunciada revolução dos coletes amarelos à portuguesa, prevista já para o próximo dia 21, tem pernas para andar. E ainda bem...

Em Inglaterra, Theresa May, sabendo que o Parlamento não teria contemplações, adiou a votação do acordo do Brexit que negociara com a União Europeia, e saiu a correr Europa fora, que nem uma barata tonta, à procura não se sabe bem de quê. Ainda se fosse de asilo político...

E, por cá, transitou finalmente em julgado a condenação de Armando Vara, um dos mais loquazes espécimes da fauna política portuguesa. Depois de esgotar todos os recursos ao longo de mais de quatro anos, vai hoje entrar na prisão de Évora para cumprir a pena de cinco anos de prisão.

No entanto, nenhuma destas notícias me tocou tanto como a do pagamento ao FMI. A notícia do pagamento dos últimos 4,7 mil milhões de euros do empréstimo concedido pelo FMI no chamado resgate da troika, foi a que mais me chocou. Bem, não terá sido exactamente a notícia. Aqui a forma ultrapassa vertiginosamente a substância...

Pagar ao FMI nem sequer deveria ser notícia. É simplesmente uma medida normal de gestão corrente, que qualquer pessoa ou empresa toma, e que o Estado não pode deixar de tomar. Quando as circunstâncias - conjunturais, estruturais, internas ou externas, whatever - permitem negociar condições mais favoráveis, é da mais elementar exigência que se usem. O que o Estado fez, como não poderia deixar de fazer, e como deveria ter feito há mais tempo e com maior intensidade, foi financiar-se a taxas de juro mais baixas para pagar financiamentos com juros bem mais caros.

Não é, portanto, a notícia que nem notícia deveria ser que choca. O que choca é o ministro das finanças a anunciá-la. Porque, se nem deveria ser notícia, muito menos deveria ser anunciada com pompa e circunstância pelo  ministro das finanças?

Sim. Também. Mas acima de tudo porque Mário Centeno é o rosto que se vislumbra por trás deste pico de contestação social por que passa o país, e é a cara das cativações no esgotamento dos serviços públicos. E porque, a falar, não pode limitar-se a referir friamente que esta antecipação representa uma poupança de 100 milhões de euros. Bastar-lhe-ia adiantar um destino para essa poupança para tudo mudar de figura... "Poupamos 100 milhões de euros em juros que reforçarão directamente o orçamento da saúde" - por exemplo, faria toda a diferença.

Mas, se esta é uma linguagem difícil para o ministro das finanças, passa a absolutamente inacessível ao chefe do eurogrupo! 

 

 

A notícia e o feminino

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Quando notícia é a onda de calor que aí vem, a prometer bater recordes de temperatura, o aumento extraordinário das pensões mais baixas, que hoje entra em vigor, Madona na capa da Vogue, cheia de Portugal (descansem almas penadas da lusa inveja, os lugares do estacionamento ficaram pagos, e bem pagos...) ou o avião que caiu no México (não, a notícia não é a queda do avião - já quase não é notícia - a notícia é que o avião caiu com 98 pessoas a bordo e não morreu ninguém), são ainda os (e)feitos de Ricardo Robles que, por cá, ocupam o topo da actualidade.

Percebia-se que não seria fácil fazer desaparecer o tema das primeira páginas. Não era preciso o "mea culpa" de Catarina Martins, mas a verdade é que ajudou. 

Quando ontem à noite, em entrevista à Ana Lourenço, na RTP 3, Catarina Martins admitiu o erro de análise e assumiu, com toda a frontalidade, que a "contradição era grande" e impeditiva da continuidade de Robles na autarquia, fez de novo notícia. Porque notícia, como se sabe, é o homem morder o cão. E Catarina Martins "mordeu o cão". De "cão a morder o homem" é o que faz a generalidade dos seus pares, incapaz de auto-crítica.

Vejo muito de feminino nesta nobreza da líder do Bloco. Não que a tese da infalibildade seja mais masculina que feminina, ou que o "mea culpa" - ou o recuo como chamam muitos dos jornais - tenha hoje alguma coisa a ver com a distinção de género na política, muito marcada por comportamentos padronizados. Mas porque o erro de avaliação de que se penitencia não é mais que a reacção feroz, primária e instintiva de defender um dos seus.

Nas primeiras notícias - e Catarina Martins diz que desconhecia o negócio do seu colega de partido, que só teve conhecimento pelas notícias dos jornais - viu um ataque a um dos seus, e nada mais que isso. E o seu instinto de defesa, diria que maternal, da fêmea que salta em protecção da cria, sobrepôs-se à lucidez da análise, induzindo-a no erro.

E isto é profunda, genuína e instintivamente feminino!

 

Robles, pois claro...

 

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Também não podia passar ao lado do famoso caso Robles, que não sai de cima da mesa. Poder-se-ia dizer que é a silly season, e que, como não dá jeito falar do fogo que arde sem se ver - não, não é amor -  por esses hospitais adentro (inspiro-me em Francisco Louçã que, no Expresso, chama à agonia do Serviço Nacional de Saúde os fogos deste verão), a notícia é esta. Não há mais!

Mas não creio que seja só isso, não creio que a silly season explique tudo. Antes de mais quero dizer que sou dos que acham que a política deve ser a mais nobre das actividades, e que o seu exercício não é compaginável com desvios entre o que se apregoa e o que se pratica. Acho que a honestidade e a ética têm que presidir a todos os comportamentos, seja na política seja nos negócios. E que, por muito injusto que até possa ser, até porque a actividade política, qual pescadinha de rabo na boca, não é bem remunerada, acho que negócios e política devem ser como água e azeite. E, por último, que eu nunca exerceria profissionalmente actividade política, nem nunca executaria funções poíticas...

Dito isto, acho que já posso dizer que, não acontecendo nada do que acabei de dizer na política em Portugal, não é a silly season a responsável pelo sucesso noticioso da casa do Robles e da irmã. O que faz o sucesso desta notícia é que, não havendo nenhum crime, nenhuma ilegalidade, e sem nem sequer nada seja ilegítimo, ela serve para ser usada por quem que não sabe, nem se calhar quer, exercer actividade de política sem chafurdar na ilegalidade e até meter a mão no crime. O crime é que o negócio legal, e até, tanto quanto parece, legítimo, foi praticado por quem diz que aquilo não se deve fazer, mesmo que seja legal e legítimo fazê-lo. É esse o factor crítico de sucesso da notícia.

As ondas de choque no partido de Robles, dividido entre o "no pasa nada" (homenagem ao nuestro hermano Iglésias) e o "é inaceitável", ou "há que tirar conclusões", só lhe acrescentam mais uma pitadinha de sal e pimenta...

 

Notícias do fim de semana

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Do fim de semana sobram as notícias da reeleição de Putin, e a demissão de Feliciano Barreiras Duarte, mais conhecido por "Nanito". O que é têm em comum?

Muita coisa. Estavam garantidas, não constituem surpresa nenhuma. Estão ambas recheadas de histórias aterrorisadoras. E mostram como tudo isto está perigoso e mal frequentado. 

Inesperada é a notícia da sondagem que dá a Assunção Cristas o quinto lugar, com uns expressivos 6,6% de intenções de voto. Logo a seguir ao congresso do CDS, mantido no topo da actualidade por toda a semana, quando já toda a gente acreditava que tínhamos mulher, uma sondagem com estes resultados ... Nem devia valer!

Uma notícia

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Passando os olhos - com os dois bem abertos, não mais - pelas notícias dos jornais, parei. Não consegui passar ao lado e seguir em frente. Dizia: "menina de 11 anos deu á luz, e o pai do bebé é o irmão de 14 anos".

Não podia ter sido em Portugal. Isso teria dado capa nos jornais todos e teria sido abertura em todos os telejornais. Onde terá acontecido, interroguei-me, sem grande vontade de procurar pormenores. No profundo terceiro mundo. Talvez na Índia, donde já nos habituamos às maiores aberrações neste domínio...

Percebi que me estava a entregar a estes pensamentos para, por repugnância, evitar entregar-me à notícia. Mas tinha de saber onde uma coisa destas poderia ter acontecido. Fui ver.

Aconteceu em Espanha. Em Múrcia. Estava tudo dito. Não precisava de saber mais. A partir daí, dizer que tinha acontecido numa família de imigrantes, era redundante.

É impressionante a faciidade de certos países desenvolvidos em recriar dentro de portas modelos infra-humanos dos mais desgraçados países do terceiro mundo. Espanha, e a região de Múrcia em particular, são disso o maior exemplo. Sabem como poucos replicar a mais indigna miséria humana, como se museus vivos do horror estivessem a criar. 

Notícias da Justiça*

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As últimas notícias que nos chegam da Justiça, incluindo a “Operação Lex” que tomou conta do espaço mediático desta semana, dizem-nos que os ricos e poderosos já não lhe escapam pelo simples facto de o serem. Entre eles – não sei se ricos, mas sei que poderosos - os seus próprios agentes, os seus pares. A Polícia prende polícias, e o Ministério Público investiga e acusa governantes e ex-governantes, líderes empresariais e da alta finança, do país e do estrangeiro, altos dirigentes desportivos, magistrados e procuradores…

No caso que domina a semana estão envolvidos, para além um procurador, um oficial de justiça e advogados, dois juízes desembargadores, por acaso com recente relação conjugal. Ela, em vésperas de ser promovida da Relação para o Supremo Tribunal de Justiça e ele, na mesma calha, figura mediática de primeiro plano.

A presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, Manuela Paupério, entrevistada no DN, defendia a classe, como lhe compete, dizendo com absoluta naturalidade que se trata de casos muito pontuais, que não podem permitir qualquer tipo de generalização, rematando com a afirmação que estava há 30 anos na magistratura e era a primeira vez que via uma coisa destas.

Poderia lá estar há muitos mais anos e afirmar a mesma coisa. Porque a questão é se estas coisas sempre aconteceram, mas só agora é que a Justiça as vê; ou se estas coisas não aconteciam de todo no passado, e se são as actuais personagens do poder que, de tanto o exacerbarem, se expõem agora mais, e às mais variadas tentações.

Não sabemos a resposta. Como também não sabemos por que é que, agora, as câmaras de uma televisão, e os jornalistas de um jornal, chegam sempre primeiro às residências e demais locais de busca, que os agentes e portadores do respectivo mandato judicial.

Evidentemente que precisamos de estar informados sobre os resultados da actuação da Justiça. Mas assistir em directo à execução de um mandato judicial, ou acedermos aos processos pelas televisões e pelas primeiras páginas dos jornais, não é isso. É outra coisa qualquer… Que nem é aceitável, nem nos deve dar maior tranquilidade.

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

Burlas boas e más, ou exemplos que o não são...

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A "estória" do "The Shed at Dulwich", o restaurante londrino que nunca existiu e chegou ao topo da lista do TripAdvisor, tende a ser apresentada como o mais flagrante exemplo da facilidade em manipular a informação nas plataformas digitais e em particular nas redes sociais.

Mal, erradamente, do meu ponto de vista. Por duas razões fundamentais: a primeira é porque se trata de uma burla. e as burlas existiram no passado, continuam a existir na actualidade, e seguramente que continuarão a existir no futuro. Existem na rua, nos mais sofisticados escritórios, ou nos melhores hotéis. Mas uma burla bem feita, mesmo que não tenha tido por fim  lesar objectivamente ninguém para obter qualquer vantagem. Uma burla boa, e ainda por cima bem feita. O que leva à segunda: não é fácil. Não é nada fácil fazer isso bem. Exige muito e múltiplo talento, como uma boa burla sempre exigiu. 

Diferente, mas também burla, e burla a sério para prejudicar uns e beneficiar outros, são as "fake news", que nem sequer são um exclusivo - nem de perto, nem de longe - das paltaformas digitais e das redes sociais. Outra ainda, e essa sim toda a débito das redes sociais, são as notícias que não são notícia. Mas essas são normalmente tão mal feitas que não têm grande futuro, mesmo quando transformadas em bola de neve, que tudo leva à frente.

 

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