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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Futebolês #83 FOME DE BOLA

Por Eduardo Louro

 

Estamos, como da última vez - plantel - em tempo apropriado ao tema de hoje: fome de bola!

Os adeptos estão com muita fome de bola, capazes de devorar qualquer prato que haja para servir, sem grandes exigências. Tudo o que seja jogo que por aí apareça serve, se não para matar, pelo menos para enganar a fome!

Também os jogadores morrem de fome de bola. Não exactamente por sentirem que as férias tenham sido grandes. Nem por sentirem alguma estranha necessidade de regressar mais cedo ao trabalho. É que este seu regresso ao trabalho não é fácil: tem pouca bola, porque o que importa é dar cabo dos danos colaterais das férias. A prioridade vai para os níveis físicos e, nisso, são poucos os treinadores e preparadores físicos que não são exigentes!

Claro que hoje as coisas já não são como há uns anos atrás. Os jogadores têm uma maior consciência profissional e já não chegam de férias naqueles estados verdadeiramente lastimáveis. E as equipas técnicas de hoje também já não são como aqueles treinadores de há 30 ou 40 anos atrás, que punham os desgraçados dos jogadores a correr na praia com pinheiros às costas. Hoje é mesmo moda introduzir a bola logo nos primeiros treinos de pré-época.

Passa mesmo por aí o processo de sedução dos novos treinadores. Todos nos lembramos dos elogios dos jogadores a José Mourinho: vinham daí mesmo!

Mas há mais fome de bola para além da desta altura do ano. Esta tem apenas a particularidade de ser comum a jogadores e adeptos e, como acabamos de ver, já muito mitigada pelos primeiros. Nesta altura estão mais famintos os adeptos do que os jogadores.

Quando a fome surge noutras alturas do ano é que é complicado. Aí já só toca aos jogadores, e a coisa é difícil: ou resulta de lesão grave ou de castigo, também grave. Seja dos órgãos disciplinares oficiais, dos órgãos internos dos clubes, ou de simples birra do treinador, depois pomposamente convertida em opção técnica, mas que não deixa de ser um castigo.

Como bem sabemos a fome não faz bem a ninguém. A fome chega a matar. É inaceitável ver jogadores morrerem de forme de bola por opções técnica de alguns treinadores. Por birras, pois claro!

O Nuno Gomes – um dos atingidos por estas privações - para não morrer com fome de bola, teve que sair para Braga. Já aqui falei muito do caso e não vou voltar a ele. Pronto: já estava velho e, conforme há países que não são para velhos, também há clubes desses. Que não são para velhos, seja qual for a sua história ou o peso do seu símbolo!

Mas eis que surge outro: as mesmas privações como consequência de outra birra – que também já vem da época passada - e, para não morrer de fome de bola, lá vai seguir para a velha Albion. Moreira, o guarda-redes de 29 anos, capitão e com 12 anos de Benfica, foi posto a andar! Roberto, o dos 8,5 milhões, que não tem mercado nem quer ser emprestado, fica!

E fica a ocupar um lugar de jogador estrangeiro, o que irá obrigar a dispensar cinco (!!!) das estrelas contratadas este ano por esse mundo fora. A UEFA impõe um mínimo de oito jogadores portugueses no plantel, quatro deles provenientes dos escalões de formação. Se não tivesse outras, o Moreira tinha pelo menos essa vantagem sobre o Roberto: é português e da formação. Preenchia, só ele, 25% do requisito da formação! Mas mais: na posição de guarda-redes o plantel conta com três estrangeiros, que preenchem uma parte significativa da quota disponível para jogadores não nacionais. Percebe-se isto?

Já se tinha percebido que isso da mística não era muito importante para Jorge Jesus. Para ele é mesmo factor negativo (e eu até o compreendo, um destes dias haverei de o explicar) porque, objectivamente, afasta todos os jogadores mais antigos, os que a podem carregar e transmitir aos mais novos. O que não se percebe é esta simples gestão administrativa do plantel!

 

Futebolês #82 PLANTEL

 

Por Eduardo Louro

 

Estamos em plena época alta no que ao tema de hoje respeita: plantel!

A chamada pré-época está a arrancar. Todas as equipas estão a iniciar os trabalhos de preparação de uma nova época onde tudo vai começar de novo, na casa de partida, com tudo a zeros. Todos ou quase todos os sonhos e todas ou quase todas as ambições são permitidos, mesmo aos que querem dar o passo maior que a perna.

Tudo começa precisamente no plantel: na constituição de um plantel adequado aos objectivos de cada um. Isto é, na constituição de um quadro de jogadores que permita legitimar as aspirações e os objectivos à partida.

Os treinadores gostam de dispor de um plantel à volta dos 23 jogadores: dois jogadores (de campo) para cada posição  e mais 3 guarda-redes. É, em termos de gestão de grupo, decisivo: permite gerir a motivação mas também a competitividade dentro do grupo, sem acomodações mas também sem desmobilizações. Ninguém está tapado e ninguém está seguro!

Esta é a dimensão quantitativa do chamado plantel equilibrado. Há, depois, a dimensão qualitativa desse equilíbrio: o equilíbrio entre a valia dos jogadores, com as diferentes opções para cada um dos lugares na equipa a garantirem, tanto quanto possível, o mesmo nível de rendimento.

Um plantel aproximar-se-á tanto mais do ideal quanto melhor consiga responder a estes requisitos. Porque permite ao treinador aquilo que em futebolês se designa de gestão do plantel, assegurada através do que em futebolês também se chama de rotação de jogadores.

O processo de construção do plantel conforme já vimos com as contratações – anima a maior parte do defeso. Ao Benfica cabe, naturalmente, a maior fatia da animação. Papel que, de resto, aceita de bom grado, contratando como se não houvesse amanhã e tendo ainda tempo para preparar contratações para outros. Porque, quem o afirma e, a fazer fé num dos já famosos comunicados do defeso (e não da defesa) do Benfica, quem o terá que provar em tribunal, é o jornalista Jorge Batista – o tal da cena de boxe no aeroporto com o Carlos Queirós -, há por lá bufos infiltrados que tudo vão contar ao amigo Pinto da Costa.

Mas nem mesmo assim consegue saciar a comunicação social – e aqui os jornais ganham em toda a linha – que, no mínimo e para animar ainda mais a festa, as decuplicam. Mesmo sem contratar todos os que diariamente surgem nos jornais, o Benfica – melhor, Jorge Jesus – tem agora em mãos perto de 50 jogadores.

Constituir o plantel a partir daqui e em tão pouco tempo é obra. Por sorte conta com a ajuda do Prof. Manuel Sérgio! Ah... e do António Carraça!

Tanto mais que, como se sabe, Jorge Jesus não gosta de plantéis numerosos. Para ele 13 – no máximo 14 jogadores – é quanto basta, como se tem visto. São os 11 titulares e mais o César Peixoto e o Jara. Se há lesões, castigos, ou se simplesmente os titulares rebentam, é que é um problema…

O Porto, por enquanto, está foi comedido nas contratações. Quem sabe se não cortaram a garganta à tal garganta funda da Luz … Bom, já se fala por aí de um tal Danilo, um craque de 19 anos com que o Santos está a fazer a vida negra ao Benfica …

Em equipa – ou em plantel - que ganha não se mexe, não é? Se o André Villas-Boas encher aquilo de libras é que poderá ser um problema: lá terão de procurar os jornais todos de Maio e Junho para contratar os que ainda cheirem a Benfica!

Quem está a fazer uma grande revolução no plantel é o Sporting: este ano é que é vê-los a esfregar as mãos. Mas há um problema. Vejam só: Oguchialu Chilioke Goma Lambu Onyewu, Stjin Schaars ou Van Wolfswinkel! Com nomes destes, ou o Domingos lhes arranja umas alcunhas rapidamente ou nem os consegue chamar à convocatória. E os relatores da rádio e da televisão, como é que vão dizer esses nomes? Não dizem e, daqui a pouco tempo, anda toda a gente a dizer que nunca ouviu falar deles!

O plantel do Braga - quarto grande, pois claro - é feito de restos. Do que os outros três não querem: dos que o Sporting lá deixa ficar e dos que o Sporting põe a andar.  De resto o Braga não precisa de fazer contratações: quando a época arranca vai ali ao lado, ao Dragão, e traz o carrinho das compras cheio.

Apesar disso fez a contratação do ano:  Nuno Gomes! Que - não tenho dúvidas - para além do dedo do Jesus tem dedo de Pinto da Costa!

Mas que grande contratação fez o Braga!  O Nuno vai fazer uma grande época e não vai deixar dormir o Jesus. Já Paulo Bento pode dormir descansado: ele estará pronto para Euro 2012! Afinal a concorrência é Helder Postiga e... João Tomás!

Futebolês #80 MÍSTICA

Eduardo Louro

 

Mística – que aqui veio à baila no último número - é, talvez a par de sistema – que por aqui aparecerá numa das próximas edições - um dos conceitos do futebolês mais difícil de definir. Mas comecemos por tentar!

E comecemos por esclarecer que é uma palavra do género feminino: nada a ver, portanto, com místico. Não tem nada a ver com o sobrenatural, com qualquer aproximação a Deus. Embora tenha tudo a ver com aproximação, talvez o primeiro ponto de partida para perceber a mística. Também nada tem a ver com o sentido de fusão da alma com Deus, bem caro ao misticismo. Embora também tenha tudo a ver com fusão. Também e ainda nada tem a ver com a comunhão, esse ritual católico também envolto de misticismo. Embora também tenha tudo a ver com comunhão!

A mística é pois aproximação: aproximação a um ideal e a uma representação. E fusão: fusão de vontades e sentimentos. E comunhão de interesses, de objectivos, de sonhos e de ideais. É uma chama que alimenta paixões e se transforma numa força colectiva capaz de vencer dificuldades e barreiras. É um dínamo que carrega vontades e liberta sinergias capazes de fazer das fraquezas forças! A mística é a força que vem não se sabe bem de onde mas que enfrenta a adversidade com tal determinação que tudo supera. É uma cultura e uma crença, ou se calhar uma cultura de crença!

A mística amamenta vitórias - e por isso é tão reclamada – mas também se alimenta delas. Sem vitórias morre!

Foi o que aconteceu no Benfica (salvou-se o nome, aproveitado para uma linda revista) - a casa onde nasceu e que fez sua durante décadas – e pluribuns unum – desapareceu! Não que tenha morrido, mas vegeta em estado de coma há longos anos! Alguns dizem que desde aquela fatídica e longínqua assembleia-geral que pôs fim ao exclusivo lusitano na equipa.

Todos percebemos hoje que aquela decisão de abrir a equipa a estrangeiros seria incontornável. Naquela altura ou alguns (poucos) anos depois, mas ainda bem antes da chamada lei Bosman dos anos noventa. Mas lembrarmo-nos hoje que o primeiro estrangeiro do Benfica, logo a seguir a essa assembleia-geral, foi um tal Jorge Gomes – um brasileiro que jogava no Boavista – ajuda-nos a perceber a realidade actual do Benfica, que apresenta, com cada vez mais frequência, equipas sem um único português. E, logicamente, sem um único representante na selecção nacional!

A mística cultiva-se e passa de geração em geração, pela mão dos mais velhos e dos mais carismáticos, como o facho olímpico. No Benfica teima-se em não preservar gente para transportar a mística, para a levar, como o facho olímpico, até à mão seguinte como numa estafeta. Sem jogadores portugueses não há quem a transporte. Com as dezenas de jogadores estrangeiros que todos os anos chegam ao Benfica não há sequer quem a receba!

É neste quadro que assistimos a este degradante episódio do Nuno Gomes: o jogador que ainda segurava um facho - já com pouca chama, é certo – um dos poucos portugueses, com 12 anos de casa e o último jogador símbolo do Benfica. Que entende que tem condições para, aos 35 anos, jogar mais uma época, o que gostaria de fazer na equipa do clube da sua vida. E que - números são números – nas escassas oportunidades que Jorge Jesus lhe deu na época passada foi o mais produtivo jogador da equipa!

É grave que o treinador do Benfica não faça ideia do que é isso da mística e que, por essa ignorância, nem se farte de trazer dezenas de sul-americanos e espanhóis nem se incomode em expulsar Nuno Gomes do Benfica. Mais grave é que o deixem fazer isso, que alinhem nessa loucura de alimentar as filas de chegadas ao aeroporto (agora alguns até ficam detidos no SEF) e que, já que não o possam obrigar a incluir Nuno Gomes no plantel, não saibam tratar do assunto com a dignidade e o profissionalismo exigíveis. A gestão do Benfica não só não soube contrariar a insensata decisão do seu treinador como não soube geri-la. E, com isso, deu o último golpe na moribunda mística benfiquista. A mensagem que ficou para todos os jogadores foi clara: vejam o exemplo do Nuno, o capitão com 12 anos a viver, a sentir e a comungar e partilhar os sonhos e os ideais do Benfica, vejam o que lhe fizemos. É isso que vos está reservado!

Depois admiram-se de haver jogadores que preferem outro destino. E fecham os olhos e tapam os ouvidos quando jogadores que saíram desse outro e outrora destino falam da mística que por lá reina!

Mas isso da mística não interessa nada. O que importa é Artur Morais, Daniel Wass, Leo Kanu, Enzo Perez, Nemanja Matic, Bruno César, Nuno Coelho, Nolito, Rodrigo Mora, Tiago Terroso, André Almeida, Urretavizcaya, Miguel Rosa, Nelson Oliveira, David Simão, Rodrigo, Garay, Dedé, Ansaldi, Lorenzo Melgarejo (o tal que ficou retido no SEF, porque pensava que vinha de férias, e que diz que vem substituir Cardoso, que não sabe que vai embora), Danilo... Ufa!

É isto que, pelos vistos, faz a felicidade de Jesus. Espero que o fantasma de Nuno Gomes não o persiga toda a época… Se der para tanto!

Futebolês #69 SUJAR OS CALÇÕES

Por Eduardo Louro

 

Convém começar por esclarecer que calções são calções, não são cuecas. Por muito que os sportinguistas digam que calções brancos são cuecas - não gostam dos calções brancos com a sua camisola verde e branca, à Celtic de Glasgow – calções, mesmo que brancos, não são cuecas. Por isso sujar os calções nunca terá nada a ver com sujar as cuecas! Uns sujam-se por fora. As outras, por dentro!

Sujar os calções é a expressão que o futebolês consagrou para se referir ao comportamento em campo de um determinado tipo de jogador. Como se percebe os calções sujam-se no chão. Ou porque se cai ou porque se vai à luta no chão pela disputa da bola. Na briga!

Há jogadores brigões e há os que fogem da briga, como na vida, afinal. Há pessoas que brigam por tudo e por nada e há outras que nunca se querem meter em confusões. Todos nós conhecemos os tipos que, invariavelmente, estão onde houver confusão. Onde quer que seja, nasceram para aquilo! E há outro tipo de pessoas que, ao verem sinais de confusão, passam de imediato para o outro lado da rua. Maricas e medricas acabam por ser os epítetos menos acintosos que lhes são dirigidos! Quando não são mesmo acusados de, tal é o medo, sujarem não os calções, mas as cuecas…

Os jogadores que não sujam os calções também não fogem a estes e outros tipos de mimos. Os adeptos gostam sempre mais do jogador brigão, do que corre atrás da bola mesmo quando ela há muito saiu do campo. Mesmo que depois não saiba o que fazer com ela. Daqueles de quem se diz serem capazes de deixar a pele em campo!

E não gostam mesmo nada dos que se poupam de correr atrás de uma bola claramente inalcançável. Dos que não metem o pé onde não é preciso, simplesmente porque acham que não devem meter o nariz onde não são chamados.

Em Portugal o mais famoso, e inevitavelmente o mais odiado, jogador que não sujava os calções dá-se pelo nome de Nené. Um jogador que passeou calções impecavelmente brancos pelos relvados de futebol durante toda a década de 70 e metade da de 80. Que, com a elegância de um modelo na passerelle, começou por se notabilizar na primeira equipa do Benfica, de uma equipa onde ainda brilhava Eusébio – que ainda marcava golos como ninguém - mas onde também marcavam (e muito) jogadores fantásticos como Artur Jorge - também ele pouco dado a sujar os calções – e o malogrado Vítor Batista, como um dos melhores extremos direito da Europa. Depois, evoluindo para um dos melhores pontas de lança do futebol nacional (e europeu) do seu tempo, ao lado de Jordão, Manuel Fernandes e Gomes, passaria a ser brindado com as maiores assobiadelas que alguma vez cruzaram o velhinho Estádio da Luz. E ficou o mito!

Onde é que hoje - que, ao contrário de então, somos uma potência mundial do futebol – temos quatro pontas de lança daquele calibre? Nem um!

O que hoje temos no futebol é gente capaz de sujar tudo. Mesmo que os calções! Que se suja e que não se importa com o que esteja sujo.

Basta olhar para esta semana. Que começou, logo na segunda-feira - sujo mais sujo não há - com uns marginais a atingirem à pedrada o autocarro e o carro do presidente do Benfica, quando regressavam de Paços de Ferreira, onde a equipa acabara de realizar uma partida fantástica marcada pela melhor meia hora de futebol da época e pelos dois golos de Nuno Gomes – outro extraordinário jogador, que não precisa de sujar os calções para atingir o melhor rácio imaginável entre golos e tempo de utilização em jogo.

Que passou pela amplificação de umas inoportunas declarações de Pepe – desconheço a pergunta que suscitou aquela resposta, coisa que é habitual na imprensa desportiva (e não só!): lançam perguntas incendiárias (que logo desaparecem de todos os registos) apenas à procura de respostas mortais (como diria Emídeo Rangel) – a dar umas bicadas em Carlos Queirós. Que, mais sujo ainda - muito mais sujo mesmo – protagonizaria uma reacção lamentável que mais não fez que menorizá-lo ainda mais. E definitivamente sujar-se, sem que nada já o possa lavar!

E que termina com as eleições no Sporting, onde não houve apenas muito jogo sujo. Onde Eduardo Barroso se esqueceu que não era um simples adepto anónimo de rua – ele esquece-se com frequência disto – e, para defender a candidatura que apoia, se declarou nada preocupado se o dinheiro dos russos é sujo. Ele - cirurgião de renome, membro do clã Barroso Soares e candidato a presidente da mesa da assembleia-geral do Sporting Club de Portugal - não se importa que o Sporting se torne num centro de lavagem de dinheiro desde que esse dinheiro lhe permita alimentar o seu cego fervor clubista! E onde um deprimente Paulo Futre, em poucos minutos, transformou um ídolo num monte de uma coisa suja …

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