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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O Estado da Nação

Mais um debate parlamentar, desta vez o tradicional debate anual sobre o Estado da Nação, supostamente para tomar o pulso à dita. Ou á desdita, como é claramente o caso!  

O governo afinal fez marcha-atrás e voltou à fase de negação da realidade. Ao completo disparate de estórias de encantar de um país que não existe. Pensávamos todos que isto já tinha passado mas afinal lá estamos de novo. Não sei se é o efeito da tal oportunidade dourada ou se é um caso de demência pura!

O Parlamento voltou a dar ao país uma imagem de irresponsabilidade infantil, enredando-se num estilo de debate de mero entretenimento que já nada diz à nação. Chegou ao ridículo de andar horas a discutir centésimas de uma taxa de risco de pobreza, de 2008 e publicada pelo INE em 2009. Só porque o INE a voltou a pôr hoje nos jornais, a pretexto de corrigir umas centésimas, e alguém do gabinete do primeiro-ministro viu ali uma oportunidade de mandar com areia para os olhos de alguém.

Do lado da oposição, sempre disponível para alimentar o triste espectáculo, diria nada veio que mereça importância. Mas desta vez isso não é verdade!

Se bem que à revelia do politicamente correcto, ao arrepio do sentido formal da proposta política e, por tudo isso e mais alguma coisa, caída em saco roto, Paulo Portas apresentou uma proposta que faz todo o sentido: a constituição de um governo de coligação entre o PS, PSD e o CDS, para terminar a legislatura, no quadro da actual representação parlamentar chefiado por alguém a designar pelo partido mais votado, que não, naturalmente, Sócrates.

Esta é evidentemente a solução que, nesta altura, faz sentido. É a resposta à paralisia da governação que, como ontem aqui referia, atravessa o país durante três anos. É o botão que desliga o lume brando que vai cozendo Sócrates e o PS. É a fórmula para inverter um ciclo de desgraça onde, queimando mais três anos, hipotecamos mais dez anos do futuro das novas gerações!

Mas não serve de nada. Se calhar já foi apresentada para isso mesmo, para não servir de nada. A não ser para a fotografia!

É este o estado da nação!

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