Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A descoberta que faltava

Por Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

E andamos nós tantos anos a dizer que o problema era a inteligência não se poder comprar na farmácia... Não faço ideia como se venda, mas há por aí gente que nem à tonelada resolve o problema!

Mas se alguém espera ver filas à porta das farmácias desengane-se. Quem lá for comprar esconde-se mais do que para comprar Viagra. É que, se há muitos que não se importam de se queixar da necessidade do famoso comprimido azul, ainda não vi ninguém queixar-se de falta de inteligência. E não é coisa nova: já disso dava conta Hans Christian Andersen - a que volto -, há quase dois séculos, quando nos contou a história do rei que ia nu.

Pois é. A ideia é boa, é bem capz de ser a maior descoberta da humanidade, mas não vai ser grande negócio. A não ser que as farmácias se transformem em clubes nocturnos, só com umas luzinhas encarnadas...

O rei vai nu ... e outras nudezas

Por Eduardo Louro

 

Foi uma noite de insónias, sempre à procura de uma luzinha que explicasse como é que, quando já a dois se não entendem, Cavaco consegue ver estabilidade num compromisso de governação a três. Já quase vencido pelo sono, dei um salto na cama com um grito de eureka que se ouvia pela casa toda.

Só depois percebi que o grito era meu. Que se me tinha feito luz. Que descobrira a chave do enigma de uma noite inteira. De repente senti-me invadido por uma felicidade imensa, senti-me inteligente como nunca antes. Afinal, enquanto o país inteiro ainda anda à procura de perceber o que o presidente dissera, quando os maiores cérebros deste país ainda se acotovelam em interpretações das palavras de Cavaco, eu, o mais comum dos comuns humanos, de quem o Criador se esqueceu completamente na hora de distribuir o que de melhor tinha para espalhar por esta categoria animal, tinha conseguido chegar primeiro e mais longe que todos. Eu tinha conseguido ir além daquelas palavras esfíngicas de um presidente que teima em testar permanentemente a inteligência dos seus súbditos, ao mesmo tempo que exibe os superiores dotes das suas meninges que o levam para bem próximo daquele rei da famosa história (“a roupa nova do rei”) do dinamarquês Hans Chistian Andersen

As comunicações de Cavaco constituem, de resto, excelentes réplicas desta história do rei que vai nu. Foi precisamente quando os meus pensamentos me trouxeram até aqui que refreei o meu entusiasmo, já quase narcisista. Era isso: afinal eu não estava a ser mais que o miúdo da história do escritor dinamarquês que gritava que o rei ia nu!

Regressei então à minha condição de comum entre os comuns, ainda a tempo de me resgatar a mim próprio a uma noite de insónias que já ia longa.

Ah! E já me esquecia de partilhar convosco a minha descoberta. O meu grito eureka que acabou n`o rei vai nu. É simples – o rei vai mesmo nu – é que, em coligação com o PSD, o CDS tenta-se pelo PS. Poderá não cometer adultério, mas está em permanente pecado de pensamento; o corpo está ali, no leito conjugal, mas o pensamento voa para o PS. Ora, com os três partidos envolvidos na solução governativa, o CDS fica sem ninguém para flirtar. Muito mais calmo, sem devaneios… É a estabilidade do menage à trois, porque a coisa não dá para swing!

O REI VAI NU

Por Eduardo Louro 

 

Há gente que adquire o estatuto de dizer o que lhe apetece – disparates, lugares comuns ou verdades de La Palisse – sempre com plateia disponível para os ouvir e medias prontos a amplificar.

Refiro-me a António Barreto e não é por ele vir agora garantir que não quer ser candidato presidencial depois de, não sei quem - se calhar ele próprio - nem por que carga de água, o ter projectado como presidenciável. É por dizer coisas como as que hoje disse!

"É possível que Portugal, daqui a 30, 50, 100 anos não seja um país independente como é hoje",

É possível? Quem diria!

"Com a crise que estamos a viver há alguns anos e com as enormes dificuldades que vamos ter para resolver e para ultrapassar, põe-se sempre o caso de se saber se daqui a dez, 30 ou 50 anos Portugal será o que nós conhecemos hoje".

Põe-se o caso de saber? Mas não se sabe já que é possível que não seja um país independente como é hoje? E os outros países? Serão o que conhecemos hoje? Mas isto faz algum sentido?

Depende da nossa liberdade e das nossas decisões de hoje saber o que vamos construir daqui a um século", garante António Barreto.

Francamente! Mas pronto, a notícia deste final de dia é mesmo esta: Portugal pode deixar de existir como país! Nem mais!

Não sei se é esta a grande notícia. Eu acho que é outra: o rei vai nu!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics