Dono de uma escrita própria, de linguagem intensa, muito marcada pela experiência da guerra colonial, António Lobo Antunes, para sempre um dos maiores - e mais carismáticos - escritores da língua portuguesa, morreu hoje. Sem o Prémio Nobel tantas vezes anunciado nas estrelas, e nunca cumprido.
Benfiquista dos sete costados, é autor da mais simbólica imagem da dimensão do Benfica, nas memórias da guerra colonial que lhe marcaram a escrita:"enquanto o Benfica jogava, não havia guerra".
Não se pode dizer - nem ele nunca o reclamou - que tenha sido o herdeiro político de Martin Luther King, de quem foi discípulo, mas foi um dos mais proeminentes líderes de direitos civis que lhe sucedeu.
Senador (na década de 90 do século passado), lançou-se por duas vezes em corridas presidenciais. Ficou-se sempre pelas primárias do Partido Democrata: em 1984, quando se ficou pelo terceiro lugar na disputa ganha por Walter Mondale, na reeleição de Regan; e em 1988, quando ficou atrás de Micael Dukakis, na primeira eleição de George Bush. Mas abriu o caminho à eleição de Obama, vinte anos depois.
Jesse Jackson ficará para a História como um dos activistas afro-americanos mais influentes do seu tempo, e uma referência da luta pelos direitos humanos, e contra a descriminação racial.
Uma coisa é os blogues desaparecerem por cansaço, por terem ficado fora de moda, ou até por despejo, porque as plataformas que os alojaram terem decidido que não estavam mais para isso, como sucedeu no Sapo, que vai despejar todos os seus inquilinos, a grande maioria, entre eles este humilde Quinta Emenda, desde os primórdios da blogosfera. Outra, bem diferente, é desaparecer quem lhes deu vida e alma.
Ainda que depois houvesse um argumento, os filmes, as histórias e os diálogos do cinema de João Canijo nasciam de um trabalho de criação com os actores. Chamavam-lhe por isso um cineasta de actores, mas também de mulheres. De actrizes, mas também por trabalhar com equipas maioritariamente compostas por mulheres.
O reconhecimento internacional chegou tarde, mas chegou. Em 2023, com “Mal Viver”, no Urso de Prata para a melhor realização, em Berlim.
Partiu de repente, depois de um ataque cardíaco fulminante.
António Chainho, o embaixador da guitarra portuguesa, um dos maiores guitarristas de sempre, o mestre, deixou-nos hoje. No dia em que completava 88 anos!
BB, como ficou para o mundo, não precisou de ganhar qualquer prémio importante, daqueles que imortalizam actores e actrizes, para ficar para sempre como uma das estrelas maiores da História do cinema. Não precisou sequer de uma carreira longa, bastou-lhe ser crista da onda das décadas de 50 e 60 do século passado.
Afastou-se em 1974, com apenas 40 anos, e permaneceu o sex symbol que se revelara ao mundo em 1957, num filme que escandalizou até as sociedades mais evoluídas da época, objecto de censura em larga escala, que só poderia mesmo chamar-se "E Deus criou a mulher".
Lançou aí o biquíni, e não mais deu paz ao mundo conservador. Já em 1959 Simone de Beauvoir lhe chamava "uma locomotiva da história das mulheres".
Jimmy Cliff, o nome que James Chambers escolheu para levar o reggae e a cultura jamaicana pelo mundo fora. Tarefa que dividiu com Bob Marley, a quem sobreviveu por muitos (não sei se bons) anos, com enorme sucesso.
Foi uma das maiores estrelas de cinema do século passado. Bonita, ainda mais atraente, rebelde e talentosa, esta diva do cinema europeu, francesa - nascida na Tunísia, então protectorado francês, viveu em Nemours, perto de Paris, onde ontem faleceu - mas italiana de coração, provocou muitos e infindáveis sobressaltos nos sonhos da rapaziada da minha geração.
Uma grande glória do Benfica, e um dos que o fez Glorioso. Cruz, um daqueles que antes quebrar que torcer, conquistou duas Taças dos Clubes Campeões Europeus, oito Campeonatos e três Taças de Portugal.
É mais um da geração de ouro que parte. Que descanse em paz, lá quinto anel.
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