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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Parabéns à Síria? Esta não lembrava ao diabo...

 

No meio da esquizofrenia que tomou conta do mundo vamos encontrar uma carta do secretário-geral da ONU - sim, sim ... António Guterres - para Bashar al Assad, felicitando-o por mais um aniversário da independência, no passado dia 18 de Abril.

Na carta, António Guterres “exprime nesta ocasião as mais calorosas congratulações ao povo da Síria e ao seu governo”. Acrescenta depois que “conta com o envolvimento da Síria para construir uma ONU mais forte”. Valha-nos isso!

Valha-nos isso, valha-nos esse acrescento,  porque é isso que nos permite perceber que, sendo grave, a esquizofrenia tem mais contornos. Tem nouances

Já tínhamos percebido que, se a ONU conta para pouco, o seu chefe máximo, o secretário-geral, conta ainda para menos. Na verdade, para o mundo, esquizofrénico como está, não conta mesmo nada. E como não conta nada, não vale a pena fazer nada. Coisa nenhuma. O que se calhar nem é coisa que desagrade assim tanto a António Guterres...

O que não tínhamos ainda confirmado, embora já todos tivessemos desconfiado, é que lá dentro, bem dentro das suas quatro paredes, também não conta para nada. Daí que ache que, também aí, dentro de casa, o melhor é deixar passar o tempo sem grandes incómodos, às ordens da soberana burocracia e ao serviço do seu reino incontestável.

Só assim se percebe que uma fonte oficial do seu gabinete venha esclarecer o que a tal nouance, do tal acrescento, deixara perceber. Que aquela é uma carta genérica, destinada a celebrar os dias nacionais de todos os países espalhados pelo mundo. E que António Guterres, no meio de toda esta esquizofrenia, não se tenha ao menos lembrado de lembrar à máquina burocrata que há muitos países a que se não pode dar parabéns. Sob pena de se tornar obsceno para as pessoas decentes que ainda há por este mundo fora. E de acabar por destruir as pequenas gotas de prestígio que ainda possam restar numa função que já não tem mais nada...

 

Decorar não é agir!

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Assinalam-se hoje os 100 dias de Guterres como Secretário Geral da ONU. Ontem viram-se algumas críticas à sua (in)acção, em especial da parte de uma directora da Amnistia Internacional, que falou mesmo de "completa inacção". 

Ontem, também, reunidos em Madrid, os primeiros ministros dos sete países europeus do Sul, entre os quais naturalmente António Costa, apressaram-se a revelar "compreensão" pelo ataque americano à Síria. "Compreensão" complementada pela advertência que "não pode haver solução militar para o conflito".

Se "compreender" um ataque militar num "conflito que não pode ter solução militar", é obra; "compreender" o brusco e unilateral ataque americano, sem "compreender" os interesses e as motivações pessoais de Trump, não o é menos. E vem isto de pequenos países do marginalizado sul da Europa, bem longe de serem potências instaladas, que ainda há semanas, o melhor que tinham para dizer de Trump era falar de um burgesso mentalmente instável.

Por isso, e voltando ao princípio, pode ser fácil acusar Guterres de completa inacção. Mas a verdade é que, como estávamos fartos de saber, ninguém liga nenhuma ao lugar que ocupa. É uma figura decorativa que às vezes dá jeito ter à mão. Mais nada, e sem novidade nenhuma. Decorar não é agir!

Um dia que mexe

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António Guterres, ou Tony Guterres, espécie de nome artístico que o mundo do showbiz da política internacional lhe quer atribuir, vai hoje ser empossado como Secretário Geral da ONU, uma das mais prestigiantes funções do mundo, mesmo que a sua importância real pouco tenha a ver com isso.

Em New York, para assistir ao acto de posse, quando forem três da tarde em Portugal, estará o mundo inteiro. De cá, partiram o presidente Marcelo, o primeiro-ministro António Costa... e o Padre Milícias, para dar um ar de inner circle do homem que o país hoje venera e há pouco anos crucificava.

Com os olhos e o coração em Nova Iorque ninguém vai sequer notar que são hoje conhecidos mais uns capítulos do despudor da governação, e do caracter, de Passos Coelho. Sabia-se o que tinha feito em última hora com a TAP e com os transportes públicos. O que não se sabia é que, nos quatro ou cinco dias do seu segundo governo, saído do último fôlego de Cavaco, teve ainda tempo de entregar aos angolanos a participação do Estado Português na Empresa Nacional de Diamantes de Angola. Nem que Passos Coelho, que ainda no fim de semana se manifestava surpreendido com a forma como subitamente tinha disparado o volume do mal parado da Caixa, tinha afinal mantido escondidos dois pareceres da Inspecção-Geral de Finanças que relatavam justamente o agravamento das imparidades no banco público. 

Não admira que, já com a careca toda a descoberto, todos o queiram ver pelas costas. E que os candidados à sucessão comecem a sair da toca, todos ao mesmo tempo.

 

A vitória da ONU. E de Guterres!*

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António Guterres é o próximo secretário-geral das Nações Unidas, depois de, perante os membros do Conselho de Segurança, ter passado com sucesso praticamente absoluto seis provas de avaliação. Apesar disso, dessa sucessão de sucessos, eram muitas as dúvidas sobre o êxito final da difícil tarefa a que Guterres se lançou que, como se sabe, o levou a rejeitar liminarmente qualquer hipótese de candidatura às presidenciais do início do ano. À medida que ia ultrapassando as sucessivas provas dizia-se até que seguia de vitória em vitória, até à derrota final.

Tudo porque, dizia-se, o novo secretário-geral teria de ser, primeiro, mulher e, depois, do leste europeu, adjectivação que se julgava já fora de moda enquanto conceito geo-estratégico. O próprio Ban ki-moon – também ele a não resistir a meter-se onde não devia – também tinha as "suas mulheres", que não eram de leste - eram de dentro. E porque, à última e completamente a destempo, a Senhora Merkel, e atrás dela a Instituição Europeia, com o Presidente Juncker à cabeça, lançaram a candidatura de uma vice-presidente da Comissão Europeia: uma mulher do leste da Europa. Búlgara, tal qual outra candidata, líder da Unesco, a quem o seu governo retiraria o apoio, transferindo-o para a candidata lançada pela Alemanha, que não continua a não aceitar a velha ordem do pós-guerra que impera na ONU.

 Contra tudo isto, Guterres acabou mesmo por reforçar a votação na sexta e última ronda. Porque era de facto o melhor candidato. E por isso mesmo, porque era o melhor, a sua vitória é uma vitória da própria Organização das Nações Unidas. Só depois é uma vitória pessoal, do grande mérito de António Guterres, a quem o cargo assenta como uma luva. E só mais remotamente uma vitória da diplomacia portuguesa. E mesmo do país.  

Não há ganhadores sem perdedores. Perdeu a búlgara Kristalina Georgieva, que se prestou à triste figura que Merkel lhe reservou. Perdeu a líder alemã. Perdeu o governo búlgaro. Mas, acima de tudo, perdeu a União Europeia. Que mostrou que é cada vez mais um projecto falido.      

 Por cá também houve quem saísse a perder. Mas nem parece. Querem todos ficar na fotografia…

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

 

António Guterres - Secretário Geral das Nações Unidas

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Foi um longo processo, este que levou António Guterres ao topo da hierarquia das Nações Unidas. 

Para trás tinham ficado cinco votações dos quinze membros do Conselho de Segurança, com Guterres sempre a ser o mais pontuado. O mais encorajado, na linguagem específica do meio. Uma maratona.

À entrada para a sexta - e última - votação, como que à entrada da porta da maratona (a porta de acesso ao estádio onde, em duas voltas à pista, se completam as últimas centenas de metros dos 42,195 quilómetros da prova), com o candidato português bem isolado na frente, a Srª Merkel e o Sr Junckers empurraram para lá um concorrente que não vinha integrado na corrida. Para correr apenas os últimos 800 metros, e ganhar. Afiançavam.

António Guterres ganhou, na mesma. Reforçou até a sua votação, com treze votos de encorajamento e apenas duas abstenções. E a candidata oficial da União Europeia, a concorrente da batota, acabaria no oitavo lugar. Em dez. Uma vergonha!

Parabéns a António Guterres. O homem certo no lugar certo: o que provavelmente mais ambicionou. E o que provavelmente melhor lhe assenta. Mesmo que não tenha a importância que parece que tem!

 

    

Kristalina

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O processo designação - chamemos-lhe assim - do próximo secretário geral da ONU mostra bem o estado de completa falência a que chegou a União Europeia. É incrível como tudo serve para tornar evidente que o projecto europeu ruiu de vez...

Com a Alemanha - sempre a Alemanha - no centro do furacão. E sempre com a direita europeia agrupada no PPE... Sempre tudo muito cristalino... E sempre com um português no meio... Do PSD, e ligado a Durão Barroso, de preferência. 

 

 

 

 

UMA ALFORRECA PARA A MESA DO CANTO

Por Eduardo Louro

 

Depois dos insectos, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura recomenda agora que comamos alforrecas.

Não achei grande piada a essa dos insectos. Não é que me choque a ideia de uma imperial com umas pernas de formiga bem passadas. Ou que, na falta de refeições baratas, não aceite refeições de baratas. Formigas e baratas é coisa que nem falta em muitos restaurantes e cervejarias, só que não constam na ementa. É apenas porque isso vai dar numa corrida a tudo o que seja insecto e pôr em causa os mais insuspeitos equilíbrios ecológicos…

Mas, quanto às alforrecas… nada a opor. Só tenho que aplaudir. Afinal aquilo até nem deve ser muito diferente da gelatina, e pode servir para muito mais que mera sobremesa. Há que extingui-las, antes que sejam elas a acabar de vez com o nosso peixinho... E depois ainda há a variante política, muito apreciada nos dias que correm…

 

O GATO, A LEBRE E OS ANJINHOS

Por Eduardo Louro

 

Não. Não é uma história de Natal, é uma história de todos os dias!

De repente, vindo do nada, surge em conferências, rádios, jornais e televisões. Tem a lição bem estudada, evita obstáculos e contorna as curvas, num discurso bem embrulhado e que soa bem ao ouvido.

Usa o plural majestático, nunca fala por apenas si: "nós na ONU"!

Vi-o, como provavelmente muitos dos leitores, ainda na última sexta-feira no Expresso da Meia Noite, da SIC Notícias. Respondia pelo nome de Artur Batista da Silva, e dizia coisas que quase encantavam. Confesso que achei “fruta a mais”: tinha alguma dificuldade em ver a ONU por trás daquelas posições!

O Nicolau Santos foi um dos que se deixaram encantar. Deu-lhe palco ns SIC Notícias, no Expresso da Meia Noite, e deu-lhe corda no Expresso, na sua coluna do caderno de Economia: espalhou-se ao comprido. Vai passar o Natal estatelado, sem se conseguir levantar!

É um impostor, com acusações de burlas e desfalques. A ONU não faz ideia do que seja esse nome, nem do observatório que ele diz dirigir. Nem tem nada a ver com que ele diz... 

Como é possível?

É possível como sempre foi. Talvez mais possível do que alguma vez tenha sido. A informação corre tão depressa que toda a gente a quer agarrar antes que fuja. Mesmo que se agarre o gato, se deixe fugir a lebre e se faça figura de anjinho!

 

PS: Rádios (TSF) e Jornais (Jornal de Negócios) retiraram já as notícias que estavam "linkadas"!

COMO PILATOS, OU TALVEZ NÃO

Por Eduardo Louro 

 

Ontem, numa prisão do estado americano da Georgia, foi executado o cidadão norte-americano Troy Davis que, durante os mais de vinte anos que passou no corredor da morte, jurou a sua inocência na morte de um polícia à paisana, em 1989, de que era acusado. Sucederam-se os recursos, os apelos e as petições, e as provas irrefutáveis nunca apareceram – arma do crime, que nunca foi encontrada, impressões digitais, etc. –; mas a sentença permaneceu, implacável, até à sua execução. Ontem!

É chocante. Porque a pena de morte choca e porque choca ainda mais numa sociedade como a americana, esse farol da liberdade e da democracia apontado ao mundo e paradigma de civilização e do desenvolvimento. Mas também pela frieza de uma pena de morte aplicada numa condenação sem objectivas e irrefutáveis provas de culpa.

Várias foram as personalidades que pediram clemência e reclamaram o indulto desta pena: actores e actrizes de HollWood, o ex-presidente Jimmy Carter e até o papa Bento XVI. O presidente Obama, chamado a intervir, fez como Pilatos. Que não tinham nada a ver com aquilo, que era assunto do Estado da Georgia e não da competência do seu poder federal!

Não sei quantas pessoas terão sido executadas durante o mandato de Obama, mas sei que a esperança que o mundo depositou em Obama não encaixa nesta indiferença. Sei que o Obama que lava as mãos desta maneira nãos a pode voltar a mostrar ao mundo. Porque estão sujas!

Hoje, na assembleia-geral da ONU, a Palestina pede o reconhecimento do seu Estado como o 194º membro da Organização. É minha convicção que, no actual momento histórico e sem me deter em argumentações que seriam fáceis de encontrar, porque esse não é agora o objectivo,  seria fácil votar este pedido de adesão, um dos maiores, se não os maior, contributos para a solução do eterno problema do médio oriente que, como todos já percebemos, há muito que deixou de se limitar àquela zona do globo.

Mas os EUA não o permitem e Obama veio explicar que é preciso negociar primeiro. Não diz é o que é há a negociar quando, como todos sabemos, o que está em causa são os colonatos que Israel instalou e que continua a instalar. E que, enquanto contar, como conta, com a protecção americana, continuará a expandir sem nada negociar.

Quando Obama anuncia o veto e diz que preciso, primeiro, negociar, está a lavar as mãos, exactamente como fez perante a execução de Troy Davis! E, como aí, a trair a esperança dos que vibraram com a sua vitória eleitoral há apenas três anos!

Há três anos o mundo elegeu Obama. Pode ser que daqui por pouco mais de um ano os americanos o reelejam!

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