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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

É oficial: Portugal teve excedente orçamental em 2019

Resultado de imagem para excedente orçamental 2019

 

E de repente, quando o vírus nos roubava o inédito e festejado excedente orçamental de 2020, ei-lo a acabar de chegar vestido de 2019. 

Não sei se o INE fez tudo para que o primeiro excedente orçamental da democracia portuguesa se não esfumasse ingloriamente às mãos de um vírus. Mas se fez, fez bem!

Não era justo que uma coisa tão desprezivelmente microscópica roubasse esta medalha a Centeno.

Especial, na especialidade...

 

No Parlamento lá se continua a votar o orçamento na especialidade, às voltas com as milhentas propostas de alteração especiais. Depois dos professores, no primeiro dia, ontem a estrela foi a tourada do IVA a promover uma nova maioria, juntando agora muito juntinhos PSD, CDS e PCP.   

No PS, com a tão discutida liberdade de voto, afinal não se passou nada. Passou-se que ficou sozinho, mas inteiro.

Tourada vai ser se, depois, os preços dos espectáculos ficam na mesma. 

O que se pode dizer é que, depois da aprovação do Orçamento na generalidade - onde a guerrilha interna no PSD voltou a dar sinal de vida, fazendo saber que o Feliciano Barreiras Duarte (aí está ele outra vez) votou (contra, naturalmente) sem lá estar -  só se voltou a dar pela geringonça nos impostos sobre os combustíveis, que a oposição pretendia baixar.

No resto, tudo deu para fazer maiorias. E com tudo se fizeram maiorias. Dois exemplos apenas: PS e PSD fizeram maioria para impedir que os escalões de IRS fossem actualizados de acordo com a taxa de inflação. E PSD, CDS Bloco e PCP voltaram a fazer maioria para impedir - vejam bem - o aumento da tributação dos carros das empresas, os chamados carros de função.

Então? Mas não é isto é muito mais especial sem maiorias absolutas? E não tem muito mais graça?

 

 

Tema(s) da semana*

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A passagem da semana anterior para esta foi verdadeiramente vertiginosa. Alucinante!

Começou com a demissão do ministro da defesa, por causa de Tancos. De que, quanto mais se sabe, mais sabemos que falta saber, e mais desconfiamos que vai acabar mal. Com a demissão do ministro, e agora com a do Chefe do Estado-maior do Exército, nada acabou nem nada se esclareceu, e é grande a probabilidade de estarmos perante um sério problema de regime.

Logo a seguir veio o furacão Leslie, com os primeiros estragos a acabarem por acontecer nas televisões, com imagens degradantes de um jornalismo desesperado, à espera de bater no fundo. Insuficientes no entanto para esconder os empurrões do Bloco e do PCP, acotovelando-se para ver quem se chegava à frente para apresentar primeiro a sua medidazinha no Orçamento que aí haveria de vir. Não bastava que se tivessem colocado em posição de terem de se contentar com umas migalhazitas, foi ainda preciso prestarem-se a esta triste representação, talvez a mais deprimente imagem da geringonça, a fazer finalmente jus ao nome que Vasco Pulido Valente lhe deu.

De seguida, e sem pausa para um café que fosse, apanhamos com a remodelação do governo, logo engolida pela entrega do Orçamento. À maneira antiga, como manda a tradição, à última da hora e com muito aparato, muitos carros, muitos jornalistas, muitas câmaras, muitas máquinas fotográficas e … uma pen, essa relíquia de museu transformada em estrela da noite, posando envergonhadamente para as câmaras no alto do braço erguido da segunda figura do Estado.

Finalmente uma pausa, um bocadinho para olhar para o Orçamento…

Pura ilusão. O alto da actualidade era já dominado pela maior inquietação dos jornalistas. E de repente o problema principal da República, que já rasgava o país a meio, era o de confirmar que o orçamento era eleitoralista. Era já só o que faltava…

Valeu-nos - como sempre, o que seria de nós sem ele? - o Presidente da República. Rapidamente sossegou os jornalistas, e tranquilizou o país: “não é um orçamento eleitoralista, mas pode estar contaminado pelo clima eleitoral”.

Ainda bem. Ainda bem que é só isso. Com contaminações sabemos nós lidar…

Com algoritmos é que não!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

A tradição ainda é o que era!

Resultado de imagem para apresentação do orçamento de estado em pen

 

A escassos minutos das doze badaladas que põem fim a este dia 15 de Outubro, que a Constituição estabelece como data limite para a entrega da Proposta de Orçamento, uma série de belos carros, de alta cilindrada, como se diz, acompanhados de batedores, partiu do Terreiro do Paço em direcção a S. Bento. 

Escassos minutos depois, sob o testemunho de dezenas de repórteres, fotógrafos e operadores de câmaras de filmar, aí entrava a equipa das finanças, liderada por Mário Centeno. Outros escasos minutos depois, o ministro das finanças retira uma pen de um envelope, e entrega-a ao Presidente da Asembleia da República que, de seguida, a ergue aos presentes e às câmaras, como se de um troféu se tratasse. E como se o cumprimento do prazo constitucional fosse uma vitória suadíssima, no fim de um jogo emocionante e de resultado incerto.

Podia bastar um simples mail, com um pedido de confirmação de entrega. Podia, mas não era a mesma coisa. A tradição ainda é o que era. E continuará a ser!

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