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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Dramas

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Depois de meses a falar-se - e alguns a reclamá-lo - do plano B, fala-se agora de orçamento rectificativo. As previsões de tudo e de todos, dos que contam para tudo e dos que não contam para nada, afastam-se cada vez mais das que o governo deixou plasmadas no Orçamento. "São previsões, senhor...não passam de previsões" - diz ainda o primeiro ministro, qual Raínha Santa. O presidente Marcelo é que não se ficou pela contemplação do regaço de Costa, e tratou logo de chamar o orçamento rectificativo a terreiro. E já não se fala de outra coisa...

A diferença é que orçamento rectificativo não é nehum drama, como todos dizem, a começar no Presidente da República. Que também poderá já amanhã dizer que é, o que também não é drama nenhum. Já estamos habituados... Já estamos habituados a dramas, a orçamentos rectificativos, todos os anos ... e a tudo e ao seu contrário na boca do irrequieto presidente Marcelo.

Drama - mesmo - é que não basta rectificar a taxa de crescimento. Drama é que isso rectifica a receita. Drama é que para a manter só aumentando mais ainda os impostos. Drama é que, cortar na despesa, não é por agora menos drama...

 

 

Que pobreza!

Por Eduardo Louro

 

Esta seita é duma pobreza criativa confrangedora. Não conseguem ter imaginação para mais, então põem os jornais todos a anunciar aumentos de impostos no orçamento rectificativo para, depois, a notícia ser que não aumentaram os impostos!

O CDS vem e diz, alto e bom som, que não houve aumento de impostos, com aquela cara de quem, baixinho e de indicador espetado em direcção ao esterno, diz: fomos nós, fomos nós… se não fôssemos nós eles tinham aumentado os impostos. O PSD não lhe fica atrás e, pela voz de um Marco António triunfante, como se acabadinho de chegar de mais uma vitoriosa campanha de conquistas do império, ficamos a saber que há uma muito boa notícia: “não há aumento de impostos”!

Uma vez ainda teria graça, e até se poderia dizer que havia ali alguma imaginação. Agora, assim, tão repetido… E sem se rirem...

Que pobreza!

Governo bom e governo mau reunidos em conselho de ministros

Por Eduardo Louro

 

O governo está reunido, dizem que à volta do orçamento rectificativo, o segundo do ano.

Os jornais anunciavam novo aumento do IVA, agora subindo a taxa máxima para 24%. A notícia foi ganhando vida, e a decisão seria tomada no conselho de ministros extraordinário de hoje.

O CDS, sempre a querer fazer-se passar pelo governo bom, é contra. Mas também se sabe que para Portas já não há linhas vermelhas… Passos não se importa muito de ser a cara do governo mau, convencido que isso facilmente se converte na cara de mau do governo que, bem trabalhada, com muito fotoshop, até dá para ficar bem na fotografia. E lá vai dizendo que por agora não há nenhum aumento de impostos, mas que para o ano não pode prometer nada…

Saia o que sair, a culpa será sempre do Tribunal Constitucional. Que, já descontando a interrupção no corte de salários, a despesa continue a subir, como ontem se ficou a saber, não é da conta do governo. Nem do bom, nem do mau. E que isso decorra do descontrolo nos gastos de funcionamento dos ministérios é pormenor que não interessa para nada…

Por exemplo, os jornais ainda ontem davam conta da despesa de um milhão de euros na frota de automóveis para os chefes de gabinete ... do governo bom e do governo mau. Mas isso certamente que já tinha dotação orçamental!

RECTIFICATIVO

Por Eduardo Louro

 

O governo vai aprovar hoje em conselho de ministros o orçamento rectificativo que, como infirmou o primeiro-ministro na entrevista de ontem à TVI – apresentada, tratada e comentada como entrevista ao primeiro-ministro quando, na realidade, foi uma entrevista ao chefe do governo e ao chefe do PSD, com o congresso em fundo – não trará novas medidas de austeridade. Mas, como também disse que não podia “jurar que não sejam precisas mais medidas”, e porque se mantém o inatingível défice de 4,5%, podemos ficar todos à espera de novos orçamentos rectificativos, lá mais para a frente, com medidas de austeridade cada vez mais insondáveis.

Nunca um governo apresentou um orçamento rectificativo ainda no primeiro trimestre, o que quer dizer, com todas as letras, que nunca um governo revelou tanta incompetência na preparação de um orçamento. O que não será exactamente abonatório para o propalado ministro da competência, Vítor Gaspar. Mas há gente a quem tudo se perdoa…

 

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