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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A ênfase

António Costa não se retractou de forma enfática, lamenta Ordem ...

 

Às duas grandes novelas do Verão, a de Cavani, já nos últimos capítulos, e da Messi, agora nos iniciais, ambas no reino da bola respondeu, pelo meio, a política com a saga "cobardes", protagonizada por António Costa, na qualidade de actor principal, e Miguel Guimarães, num papel secundário que não lhe ficou nada atrás.

Nos higlights da série dois flashs lamentáveis: uma lamentável frase de sete segundos pronunciada em off pelo primeiro-ministro; e a não menos lamentável fuga desse registo para as redes sociais, pelas mãos de quem se estava nas tintas para as normas da deontologia a que está obrigado. 

O erro de um não desculpa o de outros. E vice-versa. 

A novela parecia despedir-se com a cena final gravada nos jardins da residência oficial do primeiro-ministro, depois de uma reunião de três horas. A cena final de sempre, com tudo a acabar bem e a viverem felizes para sempre. Mas eis que, poucas horas depois, com as luzes apagadas e as câmaras desligadas, mas não em off, como da outra vez, Miguel Guimarães rói a corda. E diz que não. Que António Costa, nas declarações públicas, "não revelou a mensagem de retratamento da mesma forma enfática que aconteceu na reunião"....

Nas declarações públicas prestadas na sua presença, ao seu lado. Das duas, uma: ou o bastonário é de compreensão lenta, e precisou de dormir e acordar para perceber que as declarações do primeiro-ministro não respeitaram o guião; ou faltou-lhe qualquer coisa para logo ali, olhos nos olhos, às claras e para toda a gente ver, lhe dizer o que depois escreveu a dizer aos médicos.

Se o problema estava na ênfase, que diz ter faltado nas declarações de Costa, agora fica na ênfase que ele próprio colocou no que já era o título da saga.

 

Surpresas ... ou talvez não!

 

Aí está o primeiro orçamento aprovado pela esquerda, unida. Já não é surpresa, surpresa seria agora se o não fosse. 

Surpresa é ver o liberais como Vítor Bento, e o PCP, do mesmo lado. Se esse lado for o da nacionalização de um banco, não é surpresa encontrar lá o PCP. Supresa é lá estar Vítor Bento. Mas se esse banco for o Novo dito, já com mais de mil milhões de prejuízos acumulados em menos de dois anos, já não é surpresa que lá esteja... Nacionalizar prejuízos - para os liberais - não é bem nacionalizar. Já para o PC, nacionalizar é bom porque sim. Porque lhe está na massa do sangue. E lá se vão as surpresas...

Surpresa também não é o bastonário da Ordem dos Médicos se opor à legalização da eutanásia. Já o sabíamos, mesmo que não saibamos onde acaba a posição pessoal e começa a corporativa. Surpresa é a argumentação rasca. Surpresa é que caia na pantominice de dizer que, com a eutanásia, quem hoje violenta física ou psicologicamente os idosos passaria a matá-los.

É isto que o bastonário está a dizer quando invoca estudos que indicarão que  "um quarto dos idosos é submetido a alguma forma de violência, seja física, seja psicológica”, para concluir que "certamente todos percebemos com facilidade que esses idosos que são submetidos a essas formas de violência, a partir do momento em que seja descriminalizada/ legalizada a eutanásia, vão ser coagidos a optar pela eutanásia".

Surpresa é que pessoas destas não encontrem formas mais sérias de defender as suas ideias.

Mas, surpresa mesmo, é que um alto magistrado do mais importante orgão de investigação de crimes de colarinho branco seja detido por suspeita de corrupção. Ou será que não?

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