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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Show Trump

Gaza IL TESTO integrale del piano di pace firmato a Sharm el-Sheikh da ...

Donald Trump amanheceu ontem em Israel para, no Knesset (Parlamento), anunciar uma nova alvorada para o Médio Oriente - ”o sol nasce numa terra sagrada que está finalmente em paz” -, e declarar o fim da guerra - "o fim de uma guerra, o fim de uma era de terror e morte, o início de uma era de fé, esperança e Deus".

Daí seguiu para o Egipto para reunir em Sharm el-Sheikh, numa cimeira organizada à pressa com o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi para - sem governantes israelitas (claro que Trump convidou Netanyahu, foi Erdogan, e não o feriado do último dia da Festa dos Tabernáculos, que impediu a sua presença), nem dirigentes do Hamas, as partes actualmente em conflito - juntar mais de 20 líderes mundiais (entre os quais Guterres e António Costa) para ratificarem o "seu" plano de paz.

Que tem o mérito - que não é pouco, nesta altura - do cessar fogo, de interromper a chacina, da libertação dos reféns israelitas, e dos prisioneiros palestinianos, e de abrir as portas de Gaza à ajuda humanitária internacional. Mas que está muito longe de ser "o fim de uma era de terror e morte". Mesmo de uma nova alvorada para o Médio Oriente. E, apostaria até, de valer de alguma coisa daqui por um ano, quando for anunciado o novo Nobel da Paz.

Oxalá esteja enganado!

 

7 de Outubro

Área da rave atacada pelo Hamas em 7 de outubro vira memorial em Israel

Passam hoje dois anos sobre o massacre de 7 de Outubro, em Israel, levado a cabo pelos terroristas do Hamas. Terrorismo puro, absolutamente inaceitável e, indiscutivelmente, mais uma pedra no processo de paz que há muito, muitos procuram. 

A “legítima defesa" de Israel, na resposta de Netanyahu, ultrapassou todos os limites da defesa, e cedo perdeu toda a legitimidade. A carnificina que há dois anos acontece em Gaza, e o genocídio palestiniano são crimes inqualificáveis.

Mais parecendo, hoje, que o massacre de 7 de Outubro foi apenas o pretexto para o genocídio com que Netanyahu pretende resolver um conflito histórico de quatro mil anos.

Estado da Palestina

Itamaraty apoia reconhecimento internacional do Estado da Palestina ...

Hoje, no dia em que acaba o Verão, Portugal reconhece finalmente o Estado da Palestina, numa conferência em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU. Portugal, com mais nove Estados - França, Reino Unido, Canadá, Bélgica, Austrália, Luxemburgo, Malta, S. Marino e Andorra - vão hoje engrossar o conjunto de países que reconhece o que a comunidade internacional há muito determinou.

A partir de hoje o Estado da Palestina é reconhecido por quatro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.

Não vale de muito, em nada diminui o sofrimento em Gaza, nem em nada reduzirá a barbaridade criminosa de Netanyahu, mas é uma mensagem de decência.

Reconhecimento do Estado Palestiniano

O mapa que mostra os países que reconhecem ou não o Estado palestino

PSD, CDS e Chega impediram hoje, na Assembleia da República, que o Estado Português reconhecesse o Estado Palestiniano. Portugal continua, assim, alinhado com as potências ocidentais, sem validar o velho princípio da ONU, e do direito internacional, dos dois Estados naquele território.

O que mais impressiona nem sequer é esta votação, de hoje, do Parlamento. Com esta composição, e com o PSD no estado a que chegou, não é surpresa nenhuma. O que mais impressiona é que décadas de outras configurações parlamentares não tenham sido suficientes para esse reconhecimento. E aí entra, evidentemente, também o PS. E o estado a que também chegou!

O predador

Três palestinianos mortos perto de local de distribuição de alimentos em Gaza

O genocídio que Nethanyahu está a levar a cabo em Gaza está a assumir proporções inimagináveis. Nunca a perversidade criminosa chegara tão longe. 

Nethanyahu é um assassino facínora, que age agora contra seres humanos como um caçador predador, à margem de todas as regras da caça. Primeiro impediu durante meses a ajuda internacional. Depois criou - com Trump -  a "Fundação Humanitária de Gaza", e passou a controlar ele próprio todo o processo de ajuda humanitária para, finalmente, utilizar a ajuda alimentar como armadilha mortal. 

Como um caçador predador que deixa comida para atrair a caça, limitando-se a esperar por ela para a chacinar, assim faz Nethanyahu. Aconteceu exactamente assim, anteontem, no passado domingo, quando esperou que desgraçados famintos se aproximassem dos postos de abastecimento de alimentos para disparar sobre eles, a sangue frio. 

Com os olhos do mundo fechados, a não quererem ver. Com a Europa a fingir que não ouve, nem vê. E com Portugal servilmente a continuar a ignorar ...

Foi hoje criada uma petição para o governo português reconhecer o Estado Palestiniano. Subscrevê-la é uma pequena contribuição para que Portugal deixe de ignorar. Vamos a isso!

 

INACEITÁVEL!

Trump quer transformar Gaza em paraíso turístico

Trump pretende transformar a Faixa de Gaza - um território de “localização fenomenal, junto ao mar ... com o melhor clima” -  na "Riviera do Médio Oriente". E para explorar ao máximo o potencial imobiliário da região pretende deslocar para países vizinhos os mais de dois milhões de pessoas que lá vivem, actualmente sob os escombros da guerra.

A expulsão de um grupo de uma determinada região ou território pela via da força  com o objectivo de homogeneização populacional constitui limpeza étnica. Trump está a declarar a limpeza étnica da Palestina, que não só se enquadra no âmbito dos crimes contra a humanidade, como constitui crime de genocídio, tipificado pela Convenção de Genebra como acções que visam destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.

Até aqui os Estados Unidos foram cúmplices dos crimes de Netanyahu. Com Trump passam de cúmplices a criminosos activos ... à procura de novos cúmplices. 

Esperemos que a decência encontre formas de sobrevivência, e consiga erguer-se para barrar o caminho para a institucionalização da barbárie. Não é fácil, pelo menos a ver por quem nos governa.

Nuno Melo, ministro da defesa, acha que isto não passa de "singularidades da política norte-americana". O primeiro-ministro acha que tudo o que passar da vaga declaração que o governo não será "complacente com qualquer episódio, intenção de limpeza étnica" é precipitação. Ou seja, é precipitado o INACEITÁVEL da União Europeia!

Será que custa assim tanto dizer que isto é intolerável e de todo inaceitável?

Pelos vistos, para quem nos governa, custa. Tanto que já nem há MNE. Tanto que Paulo Rangel, que tem sempre tudo a dizer sobre tudo, desapareceu de cena.

 

É isto a hipocrisia

O que se sabe sobre o ataque contra torcedores de clube israelense na  Holanda que autoridades dizem ser antissemita

Israel é um país do médio oriente, no continente asiático, que se localiza ao longo da costa oriental do Mediterrâneo, e faz fronteira com o Líbano (a Norte), a Síria (a Nordeste), a Jordânia e a Cisjordânia (a leste), o Egipto e a Faixa de Gaza (a Sudoeste). A Sul tem também uma fronteira marítima, com o Mar Vermelho.

Não importa agora por que razões, nem a velha relação promiscua entre a política e as instituições do futebol, FIFA e a UEFA decidiram que Israel era um país europeu. Os seus clubes de futebol disputam as competições da UEFA, e a sua selecção nacional compete no quadro das competições da FIFA e da UEFA na Europa.

Ontem disputou-se em Amesterdão um jogo de futebol entre o Ajax e o Maccabi - Telaviv, a contar para a quarta jornada da Liga Europa. Os adeptos israelitas foram vistos a retirar bandeiras palestinianas de janelas de casas particulares, e vistos e ouvidos, no estádio e pelas ruas, em cânticos inaceitáveis contra os palestinianos, e os árabes em geral. Entre eles cantavam que "não há escolas em Gaza, porque não há crianças em Gaza".

Há muita gente na Europa - por mim espero que seja uma grande maioria, mas só isso - que acha que a matança de Nethanyahu em Gaza não é tolerável. E que por isso aproveitará a presença de equipas israelitas para manifestar que a opinião pública europeia, ao contrário dos seus representantes políticos, não se limita a assobiar para o lado enquanto Nethanyahu mata e destrói tudo à volta. Protesta e revolta-se contra isso!

O confronto entre uns e outros era inevitável, e houve pancadaria. Da grossa. Mas que os palestinianos de Gaza mediriam certamente por uma brincadeira.

A Presidente da Câmara de Amesterdão, lamentando os confrontos, referiu essa inevitabilidade a partir das provocações dos adeptos israelitas. O primeiro-ministro Dick Schoof, declarou-se  "horrorizado pelos ataques anti-semitas contra cidadãos israelitas". E apressou-se a ligar a Netanyahu, garantindo-lhe que "os responsáveis vão ser identificados e julgados". O Rei, Guilherme Alexandre, também lhe ligou, a expressar-lhe “horror profundo". Disse até que "falhámos para com a comunidade judaica neerlandesa na Segunda Guerra Mundial, e na noite passada voltamos a falhar”!

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, também só viu violência em Amesterdão contra os adeptos israelitas, e uma "inaceitável manifestação de anti-semitismo ou racismo”. Tal e qual o governo português, com Paulo Rangel a condenar "veementemente os actos de violência contra cidadãos israelitas" em Amesterdão. E, claro, também o anti-semitismo.

Era isto só que queria dizer .... É isto a hipocrisia, não é preciso dizer muito mais!

 

Agosto não é a gosto

I Guerra Mundial. Os Canhões de Agosto / Roosevelt Santa Maria Da Feira,  Travanca, Sanfins E Espargo • OLX Portugal

Enquanto destrói Gaza, de que já pouco resta, condenando os palestinianos que escapam à condição de cadáver ao regresso à idade da pedra, Israel vai abatendo em territórios estrangeiros tudo o que é líder dos movimentos terroristas, que criou e alimentou para acabar com todas as lideranças palestinianas moderadas, que em tempos lutaram pela criação do Estado Palestiniano, prometido e desenhado paralelamente com o de Israel.   

O resultado só pode ser mais uma escalada na guerra, com grande probabilidade de se transformar na sempre anunciada III, de proporções inimagináveis. A espectacularidade que Israel sempre consegue através dos seus serviços secretos e das suas forças armadas  - e como são exaltados os seus feitos pelos fazedores da opinião ocidental! - secundarizou a guerra na Ucrânia, com Putin a aproveitar para, longe da atenção mediática mundial, ir avançando na ocupação e destruição da pátria ucraniana.

Na Venezuela, Maduro reprime, mata e prende todos os que reclamam pela verdade dos resultados eleitorais, por pão, e por liberdade. 

É este o estado do mundo à entrada de Agosto. Como poderá ser querido?

Irrelevância(s)

Ursula von der Leyen e Josep Borrell reúnem-se amanhã com Zelensky

A União Europeia, o antigo "gigante económico e anão político", vem encolhendo a passos largos na última década. De "gigante económico", passou a um ser da estatura média. E, de anão político, passou a microscópico.  E a velha, poderosa e grande Europa passou a irrelevante no actual xadrez mundial, como se viu na Ucrânia, e se vê no Médio Oriente.

Tão irrelevante que não dá sequer para se lhe ver o ridículo do paradoxo que são as posições políticas das suas duas mais importantes lideranças - a Presidente da Comissão Europeia, Von der Leyen, e o Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, a que antes se chamava Sr PESC, Josep Borrel - relativamente ao que está a acontecer em Israel e na Palestina.

A Srª Van der Leyen apressou-se a correr para Israel, sem nada que se visse que não a subserviência em forma de espiral irrelevância. O Sr Josep Borrel lembra que a Europa defende há 30 anos a solução de dois Estados, e que o “conflito obriga-nos a comprometermo-nos politicamente com a solução, para a tornar real”. Que a UE  passou 30 anos “a dizer que esta é a solução, mas a fazer muito pouco ou nada” para a alcançar. E que os territórios ocupados por Israel “estão, de acordo com o direito internacional, tão ocupados como os territórios ucranianos invadidos pela Rússia”. Que o território ocupado por Israel “se multiplicou por quatro” enquanto o palestiniano “tem vindo a encolher e a dividir-se em áreas desconexas”.

A irrelevância é tanta que ainda ninguém se irritou com o irrelevante responsável pela política externa europeia. Depois de, por muito menos, Cosgrave ter sido atirado pela janela e afundado a Web Summit. E de Guterres ter sido enterrado vivo nos destroços da ONU.   

 

Está visto: há coisas que não se podem dizer ...

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres

Paddy Cosgrave ("war crimes are war crimes even when committed by allies,”) já foi ... 

Guterres (é "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada"; e "o povo palestiniano foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante"que se cuide... Nem sei com o que mais se deve preocupar: se com a exigência de demissão do embaixador de Israel nas Nações Unidas; se com a sobranceira pergunta (“em que mundo vive"?) do seu MNE.

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