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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quem não "off-shora" não mama...

 

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Depois dos Panamá Papers, surgem agora os Paradise Papers. Mas nada muda. A mesma coisa, off shores para lavar dinheiro e fugir aos impostos. Sempre com os mais insuspeitos, de altas figuras de Estado, a grandes embaixadores da boa vontade e artistas da arte de fazer o bem.

Veja-se: Rainha Isabel II, a rainha da Jordânia Noor al-Hussein, Donald Trump e  o seu secretário do Comércio, o principe herdeiro da Arábia Saudita ou o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau ... Ou Madonna, ou Bono... Ou Lewis Hamilton... Ou Wilbur Ross, Pierre Omidyar, George Soros... E tantos outros...  

Silenciados

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Uma jornalista maltesa - Daphne Caruana Galizia - que fazia parte do consórcio internacional de jornalistas Panama Papers, foi morta quando o carro que conduzia explodiu. A jornalista denunciava líderes políticos no seu blogue e chegou a acusar de corrupção o primeiro ministro de Malta, Joseph Muscat, e dois dos seus principais assessores. No início do ano chegara mesmo  a revelar a existência de documentos que provavam que a mulher do primeiro-ministro maltês era beneficiária de uma offshore no Panamá, com transações elevadas de dinheiro com contas bancárias no Azerbaijão.

Se calhar é por isso, com medo que algum carro um dia possa explodir que, por cá, o Expresso guardou na gaveta os "seus papéis do Panama". Já lá estão há quase dois anos. Aí não fazem mal a ninguém...

 

Congresso dos jornalistas

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Os jornalistas estão desde ontem reunidos em congresso, o que já não acontecia há quase 20 anos. E pelo que se foi sabendo, em particular pelas denúnicas da Maria Flor Pedroso, não foi nada fácil conseguir que se reunissem para falar da sua profissão.

Pelo que se ouviu ontem, no primeiro dia, dir-se-ia que se percebem as essas dificuldades. Da mesma forma que se percebe o estado a que a profissão e os seus profissionais chegaram. A precariedade, e a insegurança que provoca, os baixos salários e o desemprego, e a dependência que criam, explicam as dificuldades na realização do congresso. Explicam que o jornalismo e a informação que temos se esgotem em graças e desgraças do quotidiano, e explicam muitas outras coisas. Como, por exemplo, os Panamá Papers, provavelmente a maior vergonha do jornalismo português das última décadas.

O que parece, é!*

 

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Todos nos lembramos da revelação dos chamados Panama papers. Da autêntica “bomba” que foi anunciada, com o detonador nas mãos de dois jornalistas – um do Expresso, outro da TVI – rapidamente alcandorados à condição de heróis nacionais. Ou de vedetas, como facilmente acontece. 

Lembramo-nos como foram denunciados nomes da cena internacional, como surgiram os primeiros tímidos e mal amanhados desmentidos. Como, em poucos dias, o primeiro-ministro da Islândia – mais uma vez na Islândia – foi obrigado a demitir-se. Lembramo-nos que foi logo anunciado que, só à nossa conta, havia 240 nomes para denunciar, entre políticos, empresários e jornalistas. E lembramo-nos ainda que ficamos logo com a ideia que aquilo daria pano para mangas nas mãos do Expresso. Que iria fazer render o peixe, libertando nomes ao sabor das tiragens: a conta-gotas.

Três nomes na primeira semana, todos empresários, dois dos quais feitos comendadores pelo regime. Que logo negaram tudo, contra todas as evidências. Na semana seguinte, mais três nomes. De novo empresários. E de novo igualmente dois vultos da cidadania, feitos comendadores das mais distintas ordens. E na seguinte, à terceira, a torneira entupiu e não deixou cair mais uma gota que fosse. Nem Expresso, nem TVI, se importaram mais com o assunto. Em apenas três semanas uma lista com 240 nomes – de políticos, empresários e jornalistas – era encurtada para apenas seis. Sem políticos, e sem jornalistas. Só com comendadores!

Não sabemos, evidentemente, se a divulgação parou por aqui por ordem dos comendadores, se por ordem dos que entregam as comendas. Custa-nos acreditar que se tenha anunciado políticos e jornalistas por decisão comercial. Não nos custa nada acreditar que a torneira se tenha fechado por decisão editorial. Porque as coisas são o que são. Mas também o que parece que são!

E o que parece, e o que é, é que, nas off-shores, não se toca nem com uma flor. É que dá muito jeito que os impostos continuem a ser pagos pelos mesmos. Que nunca podem fugir.

Perdeu-se uma enorme oportunidade de fechar uma das maiores portas franqueadas à corrupção. Sobrepuseram-se deliberadamente, e mais uma vez, os ilegítimos interesses de alguns – poucos – aos legítimos interesses colectivos. Deu-se mais um golpe na democracia e no Estado de Direito. Lamentavelmente pela mão daquele que é tido pelo mais institucional dos órgãos de comunicação social em Portugal.

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Secou!

Costa dá novos contratos para apaziguar Igreja e privados

 

Com a agitação desportiva do fim de semana até me esqueci de dizer que o conta gotas já esgotou. Se calhar não foi só o fim de semana desportivo que me fez não reparar que, à sexta semana, já não há gota que caia... É que a coisa acabou mesmo.

Secou de vez. Longe, muito longe das anunciadas centenas de pessoas... Sem chegar a jornalistas, políticos... E com muito pouca vergonha.

Conta gotas entupido

Expresso

Mais um sábado, mais uma edição do Expresso nas bancas, mais novidades a conta gotas do Panama Papers... Podia ser assim, começou a parecer que assim seria...

Mas nem assim é. É ainda pior. E depois de um arranque em modo comendadores de Cavaco, e dos anúncios bombásticos de "listas de várias páginas", com "mais de uma centena de nomes" que “incluem várias pessoas influentes”, “políticos, autarcas, funcionários públicos, gestores, empresários e jornalistas”, nada!

Tudo contimua à volta do saco azul do BES. Dali não sai. Mesmo que de volta esteja mais um comendador de Cavaco, mesmo que Alexandre Relvas seja bem mais que isso. E mesmo que no fundo nem tenham - ele e o seu sócio Boutom - grande coisa a ver com a coisa.

De políticos e jornalistas ... nada. É pouco sério. E pouco ético. E é curioso que só o Miguel Sousa Tavares tenha reagido... 

 

Novas revelações... e de novo a amostra

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As novidades dos Panama Papers deste sábado continuam à volta do GES/BES, passam por Sócrates e pela Operação Marquês, pelo também falido BPP de João Rendeiro e por mansões na Quinta do Patino, e revelam mais três nomes: Helder Bataglia - está em todas: BES/GES, Vale do Lobo, Operação Marquês - Manuel Tarré Fernandes e José António Silva e Sousa. Todos feitos comendadores por Cavaco Silva que, como bem se sabe, tem verdadeiro olho para a coisa. Já aqui se falou de amostra não ser significativa. 

Condecorações era com ele. Um mãos largas para gente acima de toda a suspeita. Como se veio vendo, e como não podia deixar de se ver neste escândalo das offshores... Já aqui se falou de amostra não ser significativa. Continua, à segunda vaga de divulgação, a não o ser. Se o fosse, poderia dizer-se que 85% dos condecorados por Cavaco não é gente muito recomendável. Cá estaremos para ver se à medida que a amostra ganha signnificado não ganham mais significado (ainda) os resultados.  

Se os três primeiros nomes fossem amostra...

No âmbito da sua (dscutível, mas legítima) estratégia de divulgação pública das ligações portuguesas aos "papéis do Panamá", o Expresso apresentou no sábado os três primeiros dos anunciados 240 nomes, não considerando o já conhecido saco azul do BES: Manuel Vilarinho, Luís Portela e Ilído Pinho. Um ex-presidente do Benfica, e dois dos mais proeminentes empresários do país, ambos com fundações certamente destinadas a promover o bem comum.

Não deixa de ser interessante reparar nas reacções de cada uma destas três personalidades que tiveram o privilégio de abrir esta lista de celebridades (estou certo que, neste país de  brandos costumes, será assim que serão vistos): Manuel Vilarinho disse logo que já estava à espera de ser contactado, não negou nada e explicou tudo. Bem ou mal, não interessa agora, confirmou e deu a sua justificação para a coisa. Luís Portela, o presidente da Bial, negou que - ele ou o grupo - tivesse alguma relação com quaisquer offshores. Tem, sim, "uma filial no Panamá que coordena toda a actividade do grupo na América Latina”. E Ilídio Pinho, o comendador Ilídio Pinho, negou tudo: "não tenho, nem nunca tive, contas no Panamá" - apressou-se a garantir.

Ora, os dois jornalistas portugueses com acesso ao "Panama Papers" confirmaram a existência de documentos que indicam que Luís Portela controlava a Grandison International Group Corp, a offshore que o grupo farmacêutico adquiriu antes de criar a Bial América Latina SA, na cidade de Panamá. Mas vão mais longe no que se refere a Ilídio Pinho concluindo, através de ampla documentação que conta com a assinatura do comendador, que a offshore IPC Management Inc, que antes já fora Fraybell Company, e a Fundação Ilídio Pinho são a mesma coisa.

Estes três primeiros nomes não constituirão certamente uma amostra significativa que nos permita caracterizar o envolvimento português neste escândalo. Ainda bem, porque, pela amostra, poderíamos concluir que a vigarice aumenta á medida que aumenta o peso institucional dos intervenientes. Quanto mais referência são, quanto mais importância têm no regime, quanto mais comendas têm ... mais aldrabões são!

E isso seria trágico...

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