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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Acrescentar tragédia à tragédia

Presidenciais: investigador alerta que campanha pouco mobilizadora aumenta  risco de abstenção | TVI24

 

Os números (infectados, internados e mortes) da pandemia não param de crescer, atingindo a cada dia níveis nunca antes imagináveis. Para já só num deles vemos limite - no dos internados. Esse não irá continuar a subir, porque já bateu no tecto. 

A opinião pública começa a ficar a sensibilizada para a tragédia, não que tenha mudado muita coisa na comunicação, mas porque praticamente toda a gente sente já doença no seu espaço de relação mais próximo. Mas não são ainda muitos os que têm uma verdadeira noção da tragédia que se está a viver nos nossos hospitais. Já não havia espaço para receber mais ninguém, nem para depositar cadáveres. Agora já nem há morfina para aliviar o sofrimento de uma das mais violentas mortes. Face aos escassos meios disponíveis é cada vez mais baixa a linha etária que marca a decisão de investir ou desinvestir no salvamento de uma vida.  

É assim que as coisas estão. Sim, e é por causa do Natal. Hoje já não restam dúvidas. Enfermarias cheias com pessoas que, todas sem excepção, contam uma "história de Natal". 

Entretanto também o Presidente da República está infectado. Ou não. Num teste não está, noutro já está, noutro volta a estar, e noutro volta a não estar. Esperemos que não esteja, e que, se estiver, recupere rapidamente. 

A campanha eleitoral está praticamente suspensa. As eleições é que não. Lá continuam marcadas para o próximo dia 24, quando os especialistas apontam para 20 mil novas infecções por dia, um número inimaginável há poucos dias. 

Não sei o que é preciso fazer para adiar as eleições. Não tenho dúvidas é que não se deviam realizar nesta altura, e que alguma coisa tem ser possível fazer. Realizá-las é certamente um atentado à saúde pública, à democracia ou a ambas. Os cidadãos responsáveis são confrontados entre o dever de ficar em casa e o de votar. E a responsabilidade de ficar em casa, nas condições actuais, sobrepôe-se à de votar.

A abstenção, que já seria elevadíssima pelo rumo que as coisas eleitorais por cá tomaram há muito tempo,  é agora de todo incontrolável. A probabilidade de ter um Presidente da República eleito por menos de um quarto dos portugueses é enorme. E o risco de ser produzido um resultado eleitoral completamente desfasado do sentimento da maioria dos cidadãos é hoje perigosamente alto.

Não consigo perceber que ninguém perceba que está a acrescentar tragédia à tragédia.

A tragédia que não se vê

Sobe a procura nas urgências e aumentam doentes com covid internados |  Coronavírus | PÚBLICO

Ainda Janeiro vai no sexto dia e já aí está a terceira vaga da pandemia. Anunciada para Janeiro pelas pessoas do conhecimento que não se costumam enganar - que não se têm enganado - nestas coisas, não se atrasou. Há determinismos nas pandemias e no comportamento humano que são incontornáveis!

É o Natal. Foi a abertura do Natal que fez que acontecesse o que os especialistas garantiam ir acontecer? 

Talvez. Em parte. Talvez, e em parte, porque foi acima de tudo o comportamento das pessoas, individualmente ou em grupo. Se houve pessoas que se privaram de juntar a família, ou de se juntar à família, outras houve que não se privaram de se juntar em grupo a festejar não se sabe o quê, e em condições em que a limitação do número de pessoas por mesa era apenas o limite do próprio grupo.

Hoje, rigorosamente ao dia de hoje, na maior parte do país, os hospitais não podem receber nem mais uma pessoa, não têm oxigénio para acudir a toda a gente, muitos morrem e não têm já espaço para os cadáveres. O país não sabe disto, porque isto não vem assim para os jornais, e as televisões andam mais preocupadas em fazer perguntas parvas a quem está a vacinar ou a ser vacinado. E continua generalizadamente a negligenciar nos comportamentos, e a fazer alarde de uma enorme falta de educação cívica, indiferente à tragédia.

Que está aí, à frente dos olhos, e ninguém vê!

 

 

A segunda vaga. E a terceira...*

Covid-19: «Uma segunda onda e, possivelmente, uma terceira e uma quarta são  inevitáveis», alertam especialistas – Executive Digest

Estamos em plena segunda vaga da pandemia, a tal que só surgiria na passagem do Outono para o Inverno, mas que se antecipou, e chegou na passagem do Verão para o Outono.

Está a revelar-se mais agressiva que a inicial, ao contrário do que durante algum tempo foi afirmado. Por todo o lado, e também por cá, os números de infectados e de óbitos crescem a ritmo acelerado. Impressionam os 100 mil novos caos diários nos Estado Unidos, os vinte mil de Espanha, ou os 30 mil de Itália, de França ou do Reino Unido, e no entanto os nossos cinco a seis mil casos diários são, proporcionalmente à população, bem mais graves. Muitas vezes mesmo o dobro.

Já se fala numa terceira vaga para a Primavera. E sabe-se que a vacina, mesmo que se confirmem as notícias desta semana que anunciam a validação de uma das cerca de trinta vacinas em desenvolvimento, capaz de entrar já em produção, não será solução efectiva para a pandemia antes do final do próximo ano. Há, primeiro, insuficiências da produção, de crescimento gradual, depois, de distribuição e, finalmente, de criação de imunidade.

Estamos pois ainda longe de ter a solução para a pandemia e para todos os males que arrasta. Mas não estamos já naquele contexto de incerteza, em que nada sabíamos sobre nada do que nos estaria para acontecer. Estaremos pela primeira vez desde o início da pandemia perante um cenário de alguma previsibilidade.

E isso faz toda a diferença. E tem de ser aproveitado para as respostas que, individual e colectivamente, temos que encontrar. Seja nos sacrifícios para resistir, seja na preparação da retoma.

 

* A minha crónica de hoje na CIster FM

Indicadores e opções

Eleições gerais na Nova Zelândia adiadas por quatro semanas - Plataforma  Media

 

Este foi um fim-de-semana de eleições em vários países do mundo. Entre eles na Nova Zelândia, onde a primeira-ministra Jacinda Ardern foi reeleita com 50% dos votos, que lhe garantiram a maioria absoluta.

A economia neozelandesa é das mais afectadas pela pandemia. A quebra na actividade económica foi a mais expressiva entre todos os países da OCDE, do primeiro para o segundo trimestre do ano o PIB caiu mais de 12%. As exportações afundaram, e o turismo, a principal actividade económica do país, ficou paralisado com o fecho das fronteiras. E o desemprego cresceu como nunca.

É da teoria política que, em condições económicas desta natureza, não há governo que possa ganhar eleições. E no entanto Jacinda Ardern não só ganhou as eleições como reforçou substancialmente a sua votação. Porque é jovem? Porque rompeu com as velhas e bafientas regras de fazer política? Porque quebrou barreiras entre governantes e governados? Porque protagoniza uma liderança estimulante?

Por tudo isso. Porque foi com com tudo isso que conseguiu os melhores indicadores do planeta nos resultados da pandemia: 1900 casos positivos, e 5 mortos. Num país de 5 milhões de habitantes!

Quando tanto se fala no equilíbrio, e que as medidas de protecção à saúde não podem colocar a economia em causa, Jacinda Ardern não teve dúvidas que a sua prioridade era a saúde. Que se afundasse a economia, se esse era o preço a pagar para combater o vírus.

E os eleitores também não tiveram dúvidas em trocar os maus indicadores económicos pelos excelentes indicadores na pandemia.

Porquê? Porque podem. E esse é o melhor de todos os indicadores!

Medos*

Os 10 medos mais comuns da humanidade

 

Começa a ficar consensual que entramos na temida segunda vaga da epidemia. Os números, de infecções e de óbitos, mesmo que mais os primeiros, voltaram a disparar e confirmam que o que se está a passar já é diferente do que aconteceu entre o primeiro e o segundo trimestre do ano.

Em Espanha, em França, na Itália, no Reino Unido, na Alemanha ou em Portugal, com maior gravidade, como em Espanha, ou menor, como na Alemanha, o vírus não dá tréguas. É justamente um virologista alemão, cientista de referência e assessor do governo para a covid-19, que adverte que a verdadeira pandemia está agora a chegar.

A isto acresce a chegada da gripe sazonal, aí à porta por força do calendário. Mas acresce sobretudo a realidade nas suas múltiplas dimensões. Não é mais possível responder com a resposta dada há seis meses. Não é económica nem socialmente possível voltar ao confinamento de então. As economias não o suportam. E as pessoas já nem sequer suportam medidas restritivas, como se vê por estes dias em Espanha e em França. Pelo contrário, reclamam mais abertura, Nem é garantido que dispúnhamos de melhores condições de saúde, como em Portugal garantem as entidades oficiais. Antes pelo contrário, provavelmente.

É certo que há hoje maior conhecimento do vírus, e mais algumas certezas médicas. Mas a resposta dos profissionais de saúde, que por todas as latitudes emocionou o mundo, não é uma experiência repetível. E em Portugal, por múltiplas e diversas razões, que vão dos bloqueios nas estruturas organizacionais dos serviços de saúde, à falta de reconhecimento dos profissionais, não o é. De todo!

Quando os registos da epidemia já contam com um milhão de mortos e 32 milhões de infectados, é verdadeiramente dramático nestas condições admitir que a verdadeira pandemia possa estar agora a chegar.

Há uma boa notícia no meio de tudo isto. Nas eleições locais e regionais em Itália, no início da semana, a extrema-direita xenófoba sofreu um forte revés. Dizem os estudiosos da matéria porque, justamente, as pessoas perceberam que é aqui que está a razão para ter medo. E que o que os extremistas agitam são falsos medos com que querem apenas espalhar o ódio.   

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Banha da cobra

Escola do século XXI, ou a banha da cobra educativa | Escola Portuguesa

Ficamos hoje a saber que nos Estado Unidos, e nos restantes países mais desenvolvidos, esta crise epidemiológica deverá chegar ao fim no terceiro ou no quarto trimestre do próximo ano, mas que é possível que regressemos à normalidade já no primeiro ou no segundo trimestre.

E quem é que nos vem dizer estas coisas, a apontar para a luz no fim do túnel?

Um grupo de cientistas de um conglomerado de universidades mundiais? A OMS? Um departamento especializado de uma estrutura europeia ou americana de que nunca tínhamos ouvido falar?

Não. Nada disso. Quem nos diz isto é uma consultora americana de negócios: a McKinsey!

Que explica - não fossemos nós duvidar - que, depois de desenvolvida a vacina, e da sua aplicação a parte suficiente da população, bastam seis meses para ser criada a imunidade de grupo. E que todos estes passos cabem no seu calendário se a produção da vacina permitir rapidamente a disponibilidade de milhões de doses, se as cadeias de distribuição forem eficazes e se milhões de pessoas se disponibilizarem para ser vacinadas logo na primeira metade de 2021.

Uma empresa de consultoria empresarial poderá intervir na capacidade de produção e na gestão da eficácia da distribuição. É aí que está o seu negócio. Já a descoberta e os testes da vacina, e o processo de vacinação, que é o que verdadeiramente está em causa, são tudo coisas que não lhe dizem respeito, e que extravasam completamente o seu campo de intervenção.

Mas isso não interessa nada, como diria a outra. O que interessa é que a mensagem passe e chegue onde terá de chegar. Nem que para isso se tenha de descer ao nível da banha da cobra. 

E depois não querem que os consultores tenham má fama...

 

 

É política

O que é Política? Significado e regimes políticos - Toda Matéria

 

O Presidente da República e o primeiro-ministro, se bem que em registos diferentes, anunciaram ontem o fim das reuniões do Infarmed, assim ficaram conhecidos os encontros regulares entre a política e a ciência para análise da evolução da pandemia.

Parece estranho que, quando os números se complicam a olhos vistos, e o ministro Santos Silva resume a política externa ao praguejar diário contra os novos inimigos do país  - ontem foi a vez da Escócia e da Finlândia vetarem entradas provenientes de Portugal, mais dois novos inimigos -, os políticos digam que pronto, já sabem tudo e não precisam de saber mais nada. Mas não é, é política!

Rui Rio, que também por lá aparecia, já tinha dito isso, que não havia necessidades dessas reuniões. Parece estranho ver Rui Rio a criar um facto político, isso tem estado fora das possibilidades. Mas, lá está... é política!

Mário Centeno foi ontem - dizem - vexado no Parlamento, na audição parlamentar que se segue à sua nomeação para governador de Banco de Portugal, que não serve para nada. Se não para isso, vá lá... E que acabou com João Cotrim de Figueiredo, o líder e deputado único da Iniciativa Liberal, a anunciar a intenção de interpor uma providência cautelar contra a nomeação. Ninguém percebe, nem o próprio, o que é que a esta nomeação tem a ver com a Justiça. Nem como é que os tribunais a podem impedir. Mas é política!

Pelos vistos ontem foi um dia cheio de política...

 

Retratos

Portugal atento a processos de nacionalidade, em Goa foram 3 mil ...

 

As coisas não estão a correr nada bem. Cá dentro, em Lisboa o governo teve mesmo que forçar um passo atrás, com as medidas ontem anuciadas para entrarem em vigor na próxima quinta-feira. E, lá fora, apesar da "confiança" da UEFA no país, vários governos europeus fecham as suas fronteiras a viajantes oriundos de Portugal.

Esta medida, excepcional e pouco abonatória para um país ainda há poucas semanas apontado como exemplo de sucesso no combate à pandemia, desencadeou uma série de curiosas reacções.

A primeira chegou naturalmente do ministro dos negócios estrangeiros. Mas pouco diplomática. Pelo contrário, mais primária não poderia ser: vamos aplicar o princípio da reciprocidade. À Augusto Santos Silva, um ministro dos negócios estrangeiros com a sensibilidade diplomática do trauliteiro que não consegue deixar de ser. 

A segunda não tem menores traços de personalidade, e veio do Presidente Marcelo. Que diz que o fecho de fronteiras a quem vem de Portugal não é mais que uma guerra para conquistar turistas. À Marcelo, a deixar-nos de boca aberta: mas então quem quer conquistar turistas impede-os de entrar no país?  Mas deixa cá ver: é com a Dinamarca, a Áustria, a Lituânia e a Letónia que especialmente concorremos no turismo?

Não parece. Mas sabe-se que o que importa para Marcelo é a tese conspirativa. Se nada se lhe ajustar a culpa já não é dele!

Já António Costa simplesmente não entende como lhe estão a fazer uma coisa destas. Como é que eles não vêm que estamos a fazer mais testes, que somos nós que, ao contrário de todos os outros países, em vez de os esconder, estamos à procura de encontrar novos infectados. É simples má-fé. A mesma com que ninguém entendeu o prémio que tão genuinamente deu aos profissionais de saúde!

Há declarações que em vez de palavras têm imagens. São retratos!

Diário do regresso à vida

Covid-19. As novas regras das escolas no regresso às aulas desta ...

 

Já sabemos como vão regressar às aulas professores e alunos dos 11º e 12º anos. Bom, na verdade, dos professores sabemos pouco. Sabemos que terão de usar máscara, pouco mais. Parece que não contam muito...
Dos alunos, sabemos. Sabemos que não são obrigados a ir às aulas, ao contrário dos professores. Mas, se forem, estão também obrigados ao uso de máscara. Que só senta um por carteira, e que nos intervalos terão que permanecer na sala. 

Se, para além de permanecerem na sala, não permanecerem na carteira alguma coisa fica em causa. Diria eu... Permanecendo exactamente no mesmo lugar nem é intervalo. Será uma pausa para o telemóvel.

E fala-se também de horários desafazados das aulas, nos grandes centros urbanos. Por causa dos transportes públicos. Para evitar que todos os alunos e todos os professores tenham de utilizar os mesmos transportes à mesma hora. Fora dos dois grandes centros urbanos não é preciso. É mais ou menos como quando não era preciso usar máscaras ... 

Ainda não sabemos é como é que vamos à praia. Mas vamos ainda hoje ficar a saber. 

Horários desfazados talvez não dê. E o uso de máscara, não sei não...  Aqui há uns anos, no início da massificação dos telemóveis, havia um anúncio da Telecel -  não sei se se lembram (do "tou xim, é p´ra mim" todos se lembrarão, este é contemporâneo) - justamente na praia, que mostrava como as coisas ficavam. 

Pois é, não dá para copiar. Nem o desenho do telemóvel nem as medidas para as escolas. Há que ser criativo. No mínimo tanto quanto os publicitários daqueles tempos.

 

Combate cívico

Praia de Carcavelos cheia em dia que foi decretada pandemia devido ao coronavírus

 

A doença do Covid-19 foi oficialmente declarada “pandemia” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a segunda deste século. Quer isto dizer que o vírus alastra pelo mundo fora, mesmo que em algumas partes dele esteja já sob controlo, o que reforça a necessidade de mobilização das sociedades e dos cidadãos para a batalha da sua contenção. 

A declaração da OMS é acima de tudo um alerta para a gravidade de uma doença que se combate pelo ataque à sua transmissão. E esse é um combate de comportamento cívico, de pequenos gestos, de consciência do bem comum, de respeito pelo outro. 

É para esse combate que urge mobilizar os portugueses, chamando as coisas pelos nomes e acabando com os paninhos quentes com que pretende evitar o alarme social. Quando as Universidades fecham para se encherem as esplanadas, e ao primeiro dia de sol as pessoas correm a encher as praias depois de esvaziarem os supermercados, percebe-se a maturidade cívica de uma sociedade.

E isso terá também a ver com a comunicação que tem sido utilizada. Que, de tanto fugir com medo do alarme social, validou a irresponsabilidade inata dos portugueses. 

 

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