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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

As preocupações com trânsito dão nisto...

Por Eduardo Louro

 

O Paulo Fonseca já há muito que havia deixado o Porto. Não sabia muito bem para onde tinha ido, mas já tinha saído há para aí uns dois meses... A administarção da SAD é que tem andado muito entretida com o trânsito lá no Dragão e só agora reparou, quando ia entregar-lhe a prenda de aniversário e não o encontrou em lado nenhum. Lembrou-se então de comunicar isso à CMVM!

E lá ficou a asa...

Por Eduardo Louro

 

O Sporting - por pouco, é certo – ganhou e o Porto perdeu, coisa que é(ra) rara. Mas perder em casa, no Dragão, como foi o caso, é ainda mais raro. Para o campeonato já não acontecia há mais de cinco anos!

Quer isto dizer que, para além do Paulo Fonseca poder ir de viola, pode também ficar a ver o Benfica a sete pontos - um verdadeiro drama. Benfica que jogará amanhã com a bête noir de Jorge Jesus – o Guimarães que lhe roubou a taça e lhe deu a revolta do Cardozo, treinado por alguém que é muitas vezes dado como a roer-lhe os calcanhares.

Por isso, ou também por isso, o jogo de amanhã é muito importante. O novo Jorge Jesus sabe-o bem – acredito que o outro Jesus não o soubesse – e não irá certamente permitir que surja nenhum fantasma amanhã na Luz!

 

PS: Nunca o Paulo Fonseca teve uma conferência de imprensa tão fácil: duas perguntas apenas. Ninguém teve nada a questionar ao treinador do Porto. Provavelmente porque hoje foi apenas o dia em que o cântaro lá deixou ficar a asa! 

Fantasmas e maldições

Por Eduardo Louro

 Benfica desinspirado vence Sporting de Braga trabalhador

 

O Benfica regressou hoje às exibições que têm sido regra esta época, regredindo claramente em relação ao jogo de Atenas e ficando muito aquém do último jogo, com o Sporting, para a Taça.

É inadmissível que, com um treinador que já vai na quinta época, e mais uma série de novos em cima dos mesmos jogadores da época passada, o objectivo seja atingir o nível exibicional da última época. E não é inadmissível apenas por esse tal nível não ter chegado para ganhar nada, é porque, à quinta época e com mais – muito mais – meios ao treinador tem que se exigir ir além do que já foi. Ficar no mesmo sítio não faz sentido, ficar aquém – e tão aquém, como é o caso – é simplesmente absurdo!

Ganhou – e aproveitou do empate do Porto – porque, ao contrário da equipa, o Matic já está ao nível da época passada, mas não mereceu ganhar. Nunca conseguiu superiorizar-se claramente a um Braga que, ao contrário do que se diz, não vinha de quatro derrotas consecutivas - porque houve uma interrupção nas competições e porque no último jogo, para a Taça, ganhara em Olhão -, mas não está propriamente em alta. E nem se pode dizer que tenha apresentado na Luz uma estratégia do arco-da-velha. Fez aquilo, mas em bem feito, que faz grande parte das equipas quando jogam com o Benfica - bloco baixo, linhas juntas, espaços tapados e transições rápidas - cujo antídoto, como se sabe, passa por uma mistura de mobilidade, velocidade, intensidade, qualidade de passe e de desmarcação. Que faltou claramente ao Benfica, porque parece que há jogadores que sabem mas não querem, outros que querem mas não sabem e ainda outros que querem mas não podem!

E porque há até jogadores que o não são. Desapareceram e deles restam apenas os seus fantasmas. O Rodrigo teve o seu Alcácer Quibir há dois anos atrás, em S. Petersburgo, às mãos – mãos, pés, joelhos… - do Bruno Alves, e não há manhã de nevoeiro que o devolva. O Lima foi César quando chegou o ano passado à Luz: chegou, viu e venceu, tornou-se na sensação da época e marcou (na Liga) mais golos que o Cardozo, dando muitas mais soluções à equipa. Desapareceu no final da época, foi de férias e não mais regressou...

E porque há as lesões. Não há um único jogo sem que jogadores se lesionem. No último foi Rúben Amorim, que estava a parecer ser a chave de alguns problemas; hoje foi Siqueira, que estava a ser um problema, confirmando que a coisa não se fica apenas por fantasmas. Há ainda maldições, e a maldição do defesa esquerdo continua aí.

Tão penoso quanto ver hoje o Lima e o Rodrigo é o discurso de Paulo Fonseca. Agora até de medicina põem o homem a falar… É por isso que não diz coisa com coisa (essa do Nacional ser a besta negra do Porto é digna de compêndio), que a maldição aperta (não há maior maldição que aquela  assobiadela final), e que já há fantasmas à solta. O que logo em Setembro era um tetra dado por adquirido já só vale um pontinho. Não vai correr bem, não vai não!

...Cantam as nossas almas...

Por Eduardo Louro

 

Até há bem pouco tempo o FC Porto tinha sido fundado em 2 de Agosto de 1906, por José Monteiro da Costa. De acordo com a História oficial do clube de décadas e décadas, teria agora a bonita idade de 107 anos!

Entretanto, em 1988, acrescentaram-lhe 13 anos e uma estória. A estória de um cavalheiro apaixonado pelo beautiful game e, admite-se, por uma beautiful lady, que teria fundado um clube em 1893, justamente no dia 28 de Setembro, dia do 30º aniversário de El Rei D. Carlos. Porém, António Nicolau de Almeida - assim se chamava o dito cavalheiro e assim narra a estória – se bem o fundou melhor o abandonou, e rapidamente partiu para Inglaterra atrás das suas duas paixões que, ao que se conta, não eram lá muito compatíveis. Abandonado, consta que o clube morreu sem que mais alguém dele se lembrasse!

Até que, já depois da proeza de Madjer em Viena, em pleno reinado de glória de Pinto da Costa, alguém se lembrou de o ressuscitar para acrescentar mais 13 anos, e mais estórias, ao FCP. Nome que, diz-se para melhor temperar a estória, foi sugerido, lá de Inglaterra, pelo próprio António Nicolau de Almeida ao estudante José Monteiro da Costa, que de lá vinha.

Não importa se são 107 ou 120 anos, se a data a festejar seria 2 de Agosto ou 28 de Setembro. Até acho que 2 de Agosto não tem jeito nenhum, está tudo de férias – tenho uma filha que nasceu por esses dias e bem me lembro do que isso a irritava, nunca tinha os amigos para festejar – e que o 28 de Setembro é outra coisa. É uma data com um lugarzinho na História de Portugal - não é particularmente brilhante, mas está lá – e até já é tempo de campeonato a aquecer.

Por isso hoje é dia de festa, e há almas que cantam… A festa começou ontem, e bem. Para que nada falhasse lá estava o convidado especial para todas as festas - aquele que nunca falha, que nunca vira costas, que nunca diz que não - com a inevitável e preciosa prenda!

Sabia-se que assim seria. A coisa não está para brincadeiras e os trunfos são para se jogar quando é preciso!

Entretanto estão lançados mais uns episódios de suspense. Se o país já aguardava com grande expectativa pela tal participação à UEFA, agora a expectativa aumenta a aguardar que o Paulo Fonseca veja o lance da prenda de Pedro Proença. Ou que alguém explique o que é que aconteceu a uns jogadores do Guimarães que ainda no domingo jogaram com o Benfica...

A comédia da bola

Por Eduardo Louro

 

Perdidos os primeiros pontos na primeira dificuldade de um calendário que mais pareceu escolhido a dedo do que por bolinhas da sorte, perdido o conforto da sucessão de vitórias que um calendário à medida prometia garantir, fosse lá como fosse, como se vira em Setúbal e em Felgueiras, Paulo Fonseca apressou-se vir a palco desempenhar o papel que lhe tinha sido distribuído. 

Percebeu-se que ninguém contava que fosse tão cedo chamado àquele papel. O desempenho em palco acabou por deixar à vista que os ensaios estavam atrasados, que nem o texto estava ainda bem estudado. A interpretação ressentiu-se e a mensagem passou mal, com grande dificuldade.

Valeu-lhe a ajuda da comunicação social, que não se limitou a emitir uma boa crítica. Encarregou-se ela própria de fazer passar a mensagem. Direitinha, fluente, sem hesitações nem tempos mortos…

Mesmo que não esclarecesse a atabalhoada confusão com os três campos. O primeiro e o segundo tinham ficado claros: Alvalade, onde o Sporting se deixou superiorizar pelo Rio Ave, não teve oportunidade de marcar em fora de jogo e viu o árbitro negar-lhe um penalti. E Amoreira, onde o Porto continuou a jogar pouco, viu uma mão de Otamendi - que já não devia estar em campo desde o início do jogo, por ter derrubado um jogador do Estoril que seguia isolado para a baliza de Helton -,  fora da área, transformada num penalti. Mas, e o terceiro?

Em Guimarães não era certamente, porque aí voltou a ser mais do mesmo: um penalti daqueles universais – e não é por ser do tamanho do mundo, é por sê-lo em qualquer parte do universo onde se jogue à bola -, outro daqueles que, se a favor da sua equipa ou contra a do autor das preces, são sempre marcados, e dois foras de jogo mal assinalados, com Enzo Peres na cara do guarda-redes da casa. Em Arouca também não: aí prosseguiu a série de penaltis que os árbitros vêm perdoando ao Braga. Que pé ante pé, penalti aqui penalti ali, já está no segundo lugar, a um único pontinho…

Pois é Paulo, a mensagem passou, mas não ficou bem na fotografia. Não saiu bem e não foi bonito de ver. E já que lhe exigem esse papel, o melhor mesmo é acelerar os ensaios…

Mesmo assim, com horas extras nos ensaios, veja lá se consegue arranjar um bocadinho para visitar na prisão um colega de profissão que, ao que diz, lhe ensinou alguma coisa.

É que já não há dúvida nenhuma, o Jesus vai preso. Só não ficou logo preso porque a polícia teve medo!

Talvez se encontre lá com o Caldeira. Com o Pinto da Costa é que não... aproveitaria logo para o contratar!

Uma comédia, estas coisas da bola cá do burgo!

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