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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Mais outra dívida impagável*

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Volto ao tema da semana passada, porque não perdeu actualidade. Pelo contrário, ganhou ainda mais, com o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais à data dos acontecimentos a dizer, no Parlamento, tudo e o seu contrário, e a meter os pés pelas mãos. Depois de ter começado por dizer que a publicação das estatísticas das transferências para as offshores era da responsabilidade da Autoridade Tributária, e não dele, Paulo Núncio, Secretário de Estado, acabou a referir que tomou a decisão de não as publicar para, nas suas próprias palavras, "não beneficiar o infractor". Trapalhada mais trapalhona não há!

Esta é de resto uma trapalhada com muito de pescada: antes de o ser já o era.

Quando foi chamado por Paulo Portas para o governo de Passos Coelho, Paulo Núncio ganhava a vida a tratar da vida das offshores. Quando saiu do governo regressou, naturalmente, ao seu modo de vida. Pelo meio, no governo, dificultou-lhes a vida, deixando de publicar a informação dos montantes que levavam do país, e deixando fechados numa gaveta durante anos – tantos quantos durou a sua missão no governo – sem resposta, os pedidos de despacho dos serviços da Autoridade Tributária para a respectiva publicação. Porque, veja-se bem, publicá-las seria ajudar os fraudulentos…

Se a isto juntarmos a famosa lista VIP, que o senhor também começou por desmentir, criada para que gente importante, e certamente de bem, não fosse sequer incomodada com uma consulta ao seu cadastro fiscal, percebemos a verdadeira dimensão de quanto o país deve ao Senhor Núncio, como a Senhora Cristas anunciou.

Impagável. A dívida e a Senhora Cristas!

 

* Crónica de hoje, na Rádio Cister

Siga a dança!

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Até parecia que o calendário estava um mês adiantado. Ontem, 1 de Março, só se falou de mentiras...

Começou com as mentiras e trapalhadas de Paulo Núncio - a quem, por sentença de Cristas, o país tanto deve - no Parlamento, e acabou com as de Carlos Costa, o ainda governador do Banco de Portugal, que a reportagem da SIC mostrou ao país. Nada que não se soubesse já, dirão. Mas... assim? Com tudo documentadinho, preto no branco? 

Pronto, agora que já sabemos, podemos continuar a fingir que não sabemos que o Sr Carlos Costa foi lá posto para aquilo mesmo: para (não) fazer o que (não) fez. Ele vai continuar a fingir que é o governador do Banco de Portugal, com idoneidade para dar e vender no sistema bancário. O poder político vai continuar a fingir que está a reestruturar o sistema financeiro. E os poder judicial vai fingir que não viu nem ouviu nada... Ou - sabe-se lá? - vai acrescentar o Sr Carlos Costa à lista de arguídos da Operação Marquês...

E siga a dança!

Mais um buraco negro

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Ficamos ontem a saber que, enquanto éramos espremidos até não mais termos para dar, em colossais aumentos de impostos que "ai aguentamos, aguentamos", e a troika por cá andava para tudo encobrir, 10 mil milhões de euros voavam para offshores com a complacência da máquina fiscal de Paulo Núncio, a mesma que nos penhorava até as cuecas.

E ficamos a saber que ficamos a saber isto porque passaram a ser publicadas umas estatísticas que no governo dos senhores Passos e Portas, no ministério das finanças do senhor Vítor Gaspar e da Senhora Maria Luís, o senhor secretário de estado Paulo Núncio, muito dado a tratamentos VIP, tinha deixado de publicar. E entre as últimas publicadas e as primeiras vindas a público, pela mão do actual ministério das finanças do senhor Mário Centeno, que os comparsas da senhora Maria Luís e do senhor Palulo Núncio querem demitir por causa de uns sms, havia um hiato de 10 mil milhões. Um buraco bem negro de 10 mil milhões!

Um buraco negro que mais negra faz a história daqueles quatro negros anos...

A confusão do costume

Por Eduardo Louro

 

A Polícia Judiciária está a fazer buscas na Secretaria de Estado das Finanças, de Paulo Núncio. Pouco depois da lista VIP sair das primeiras páginas, esta não é uma boa notícia. Daí que mais uma vez seja lançada a confusão... É o costume...

Daí que para o Ministério das Finanças os vistos gold acabem por não passar de um simples problema de IVA na prestação de serviços de saúde.

Como se um problema de IVA numa empresa pudesse ser motivo para buscas no gabinete de Paulo Núncio, como pretende o comunidado do Ministério das Finanças. E motivo para no mesmo comunicado garantir que "a Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais está totalmente disponível para colaborar com a investigação". Como se fossemos todos parvos!

Como se as gordas das buscas no SEF do Porto tapassem as magras das buscas na Secretaria de Estado das Finanças... Que não tapam...Como se não fosse uma surpresa... dentro da normalidade

Cordeiros e raposas

Por Eduardo Louro

 

O tema - lista VIP do fisco - já ficou para trás. É assim por cá: os temas não acabam quando se esgotam, quando são alcançadas todas as consequências. Acabam e deixam-se para trás quando nos cansamos deles, e deixam de ser novidade. Ou quando surge outra novidade a sobrepôr-se. Nunca é boa altura para um avião cair, mas às vezes ...

Acabou, já faz parte do passado. E parece que está demitido o que havia a demitir. Estamos perto da Páscoa, mas não é por isso que nos lembramos do sacrifício do cordeiro pascal...

Maria Luís Albuquerque passou por isto como se não existisse, mandando multiplicar os jotinhas e anunciando cofres cheios. E Paulo Núncio não é cordeiro. É raposa. Ao que se diz por aí, a raposa que continua dentro do galinheiro! 

Que dia!

Por Eduardo Louro

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Não se hoje é o dia da felicidade. Se é o dia do eclipse. Se é o dia em que o Núncio segue o exemplo dos seus subordinados e se demite também por uma coisa que não existe. Ou se é o dia em que os jovens e as jovens da JSD se atiraram a um truca truca descomunal para cumprir ordem de multiplicação dada por Maria Luís, a ministra investida de figura bíblica...

Cultura da trapalhada

Por Eduardo Louro

 

 

O governo, em regime de alta produtividade, está a fazer de cada trapalhada – reproduzem-se como coelhos e crescem como cogumelos – gigantescas bolas de neve. Seja lá o que for, aparece e, em vez de ser logo atacado de frente e resolvido, não. O governo não consegue enfrentar problema nenhum, e muito menos resolvê-lo. Prefere escondê-lo, cobri-lo, com terra ou muitas vezes com estrume e, exactamente como nos cogumelos, naquele escurinho e com muita porcaria em cima, desatam a crescer sem parar.

Este último caso das listas VIP do fisco é apenas mais do mesmo. O cogumelo cresceu, cresceu, cresceu… e é hoje uma gigantesca bola a rolar descontrolada pela montanha abaixo, ameaçando cilindrar tudo à sua passagem. O secretário de estado Paulo Núncio corre em pânico à sua frente. O primeiro-ministro transpira, e são suores frios por ver uma coisa tão grande a passar tão perto.

O CDS está todo ele escondidinho, juntinho ao chefe, pouco preocupado que seja um dos seus a estar prestes a ser cilindrado pelo monstro rolante. Mas, espantoso mesmo, é ver a ministra da tutela a passear à vontade, verdadeiramente indiferente ao turbilhão que aquilo levanta à sua passagem. Nem a poeirada levantada a incomoda. Não é nada com ela…

Impressionante! Se calhar nada perturba a tranquilidade e o sono descansado de quem tem os cofres cheios… E um bunker, também escurinho, onde se esconder a dar ordens de multiplicação. Multipliquem-se! Como os coelhos. Ou como as trapalhadas...

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