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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Diplomacia e palermices

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Não aprecio - antes pelo contrário, como por aqui tenho muitas vezes deixado claro - a figura de Santos Silva, o ministro dos negócios estrangeiros. Mas não consigo deixar de lhe atribuir mérito, e particularmente bom senso, na posição oficial do país nesta guerra diplomática contra a Rússia. Não é de resto a primeira vez que consigo acompanhá-lo, o que não muda nada da opinião pessoal que dele tenho. 

Tudo leva a implicar os serviços secretos russos na entativa de envenamento de um antigo espião (Skripal, de seu nome) e da sua filha, em Salisbury, no sul de Inglaterra, naquilo que é, nas palavras do próprio ministro, “ a primeira vez que depois da guerra fria se utilizam armas químicas em solo europeu”. Mas a verdade é que no mundo da espionagem nem sempre o que parece é. E no actual clima de nova guerra fria, do outro lado está Donald Trump, uma "coisa" que nunca existiu, sem padrão de comportamento. Ou melhor, com comportamento cujo padrão é fugir aos padrões.

Neste quadro, e mesmo tendo o Estado português o poder e a influência que tem neste cenário - muito pouco ou nenhum -, faz todo o sentido este "wait and see" da nossa diplomacia. Que alinhe a sua posição nas instituições internacionais que integre, como na Nato, mas que, sabendo que a verdade dificilmente se virá a descobrir, que provavelmente nunca se encontrarão provas irrefutáveis da autoria do ataque, em vez de uma "Maria que vai com as outras", tenha a sua própria posição. E, nesse sentido, a chamada a Lisboa do embaixador em Moscovo não é uma posição nem dúbia, nem fraca.

Fraca - fraquíssima - é a de Paulo Rangel. Considerar a decisão do governo português "inexplicável" não é muito abonatório da sua competência política; considerá-la "jogo ideológico", para agradar aos seus parceiros, é ainda menos abonatório da sua lucidez e da sua seriedade intelectual. Mas ameaçar com o "Foreign Office" é francamente deplorável. Uma palermice, Paulo Rangel!

 

 

Adiantado estado de isolamento

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Depois de há poucas semanas ter garantido a renovação da liderança do partido por números norte-coreanos, Pedro Passos Coelho chega às vésperas do Congresso em adiantado estado de isolamento, cada vez mais entregue a si próprio. Aquele aplauso espontâneo e demorado do restrito núcleo dos apoiantes/dependentes feito deputados, ontem, no Parlamento, é prova disso mesmo. De decadência, de que o fim da linha está próximo, a lembrar Marcelo Caetano em Alvalade, a poucos dias do 25 de Abril, faz hoje precisamente 42 anos.

Não é apenas Paulo Rangel, que pode não ter princípios, mas não é estúpido, a perceber isso. Nem Rui Rio, que também não. Nem estúpido, nem modesto: "Se eu lá fosse, ainda me arriscava a ser um elemento central do congresso ...eu não quero perturbar"!

 

 

Diferenças evidentes

Por Eduardo Louro

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Paulo Rangel consegui neste fim de semana sair daquela zona cinzenta, onde tão bem se mexe, para entrar decidida e espalhafatosamente no circo da demogogia e do cinismo político montado por Passos Coelho e Paulo Portas.

Travestido de actor - não poderei dizer de professor porque, como dizia o Joaquim Vieira, na sua vasta experiência universitária, quer a receber quer a dar aulas, nunca viu professores serem aplaudidos no fim da aula, quanto mais no fim de cada frase, acrescentaria eu - Paulo Rangel foi ao tempo de antena do PSD, a que pomposamente chamaram Universidade de Verão, dizer o que Passos Coelho não quer dizer mas quer que seja dito.

Imagem relacionadaNão sei se este Rangel, de Passos, é tão diferente do Rangel de Ferreira Leite quanto são, ou estão, eles um do outro. Sei é que entre o Rangel que discutiu a liderança com Passos e o Rangel às ordens de Passos há diferenças bem evidentes ...

Não sei por quê, mas o outro tinha aspecto mais saudável!

Tempo de fim de festa

Por Eduardo Louro

 

Não admira que à medida que esta campanha eleitoral se está a aproximar do fim se encha cada vez mais de balelas, de guerras de alecrim e manjerona. Não é apenas porque Paulo Rangel se presta a isso, um verdadeiro mestre dessa arte, capaz de, num abrir e fechar de olhos, virar um discurso do avesso, passar de agressor a vítima, de vilão a herói... Sempre empolgado e empolgante, arrebatador. Nem que, como ontem dizia o Joaquim Vieira, esteja apenas a contar o que comeu ao pequeno-almoço… É de resto disto que os media gostam, é a isto que chamam de capacidade política!

É porque a máscara da festa do governo está a cair todos os dias, e é preciso que as pessoas não reparem nisso. Pelo menos por mais três dias, que é também preciso que passem depressa. E com muitas luzes e muito barulho...

O PIB caiu no I trimestre. A dívida pública – soube-se hoje – está já nos 132,4% do PIB, continua a crescer e já não há peneira para tapar o sol da sua sustentabilidade. Os juros estão a subir. Ontem, ir ao mercado, já saiu mais caro. Estão a chegar decisões do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento em vigor. Sabe-se já que uma das inconstitucionalidades é o corte dos salários da função pública, que deverão ter de ser repostos nos níveis de 2010. E sabe-se, como o primeiro-ministro ameaçou, que tudo isso – cerca de mil milhões de euros – será coberto com mais impostos… 

O tempo é de fim de festa. A festa está a dar as últimas, mas é preciso que se aguente até domingo!

 

Mais plástico, muita gelatina...

Por Eduardo Louro

 

Surpreende-me a enorme decepção que Paulo Rangel está a representar. Nem a boa imprensa, que indiscutivelmente tem, o salva das gritantes fragilidades políticas que não consegue disfarçar.

Rangel, que na candidatura à liderança do PSD tinha deixado a ideia de solidez, política e de carácter, está a revelar-se um político de plástico igual a todos os outros que por aí andam. Mesmo que com menos alguns quilos e menos uns centímetros de perímetro abdominal, está muito mais gelatina do que então parecia!

Pode até parecer uma máquina de campanha, pode até sugerir aos mais descuidados uma boa capacidade de empolgamento de massas, mas não tem qualquer substância. Como de resto já se desconfiava da sua apagada passagem pelo Parlamento Europeu, nos últimos quatro anos...

É por isso que se lhe não ouve uma ideia sobre a Europa, nem se lhe percebe uma reflexão sobre os grandes problemas que hoje afligem e ameaçam os europeus, e os portugueses em particular. Foca-se nas questiúnculas internas e efabula sobre o despesismo socialista, na retórica fácil para esconder o absoluto vazio de ideias. Mas também para desvalorizar a sua responsabilidade no resultado eleitoral que aí vem, e acentuar a de Passos Coelho. Escondido atrás do discurso populista do despesismo, de aparente solidariedade com o governo, Paulo Rangel não está a fazer mais nada que a sacudir a água do capote!

E, claro, quanto mais abébias – como a de Manuel Alegre – o PS lhe der, melhor. Essa é a sua praia!

 

Ignorância à solta na campanha

Por Eduardo Louro

 

 

O mote do despesismo socialista que, em modo de pouca imaginação e de muita demagogia e parcialidade, Paulo Rangel elegeu para motor da campanha eleitoral da coligação que suporta o governo, revelou-se fatal para o seu homem que a direita europeia apoia para substituir Durão Barroso – Jean-Claude Juncker.

 “Eles lembram-me um dos vossos compatriotas mais prestigiados: Cristóvão Colombo. Quando partia nunca sabia para onde ia, quando chegava nunca sabia onde estava, e era o contribuinte que pagava a viagem. É desta forma que procedem os socialistas dos nossos dias”, disse Juncker.

 Na ânsia de dar gás ao motor de Rangel, e de o articular com os (de)feitos históricos portugueses, o conservador e ex-primeiro ministro luxemburguês revelou, para além de enorme deselegância e ainda maior ignorância, muito pouco respeito pela História dos povos que deram novos mundos ao mundo!

Que não saiba que Colombo é genovês e não português, que foi a Espanha, e não a Portugal, que prestou os seus serviços, e ignorar que as viagens de Colombo foram o investimento mais rentável da História dos país europeus, é muita ignorância. Mas pegar num dos maiores feitos da Humanidade protagonizado pelos dois povos ibéricos, que hoje tanto desprezam, para alinhar na chicane política é uma deselegância inqualificável!

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