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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quando a estrela se apaga

Resultado de imagem para a estrela que nos guia

 

Todos temos a nossa estrela, cada um à sua dimensão. Todas empalidecem, mesmo as (dos) maiores, mais cedo ou mais tarde, mesmo que todos achem cedo de mais. Vão perdendo brilho, o brilho que nos emprestam, mas que julgamos nosso, e deixam-nos desamparados num caminho antes largo e aberto, despido de obstáculos, e agora turvo e de destino incerto.

Quanto mais alto se sobe, maior é o trambolhão. Quanto maior e mais brilhante for a estrela, quanto mais alto nos tiver levado, mais perdidos ficamos à sua partida.

Poderia estar a pensar em Mourinho. Mas estou mesmo a pensar no Papa Francisco. 

A estrela de Jorge Bergoglio começou a empalidecer, porventura quando menos se esperaria, ao contrário da de Mourinho. Também ao contrário do que se poderia esperar, são a pedofilia e os escândalos sexuais na Igreja que lançam o primeiro e decisivo ataque à estrelinha papal.

Parecia um tema fácil de abordar. Pensar-se-ia até que seria matéria de reforço da sua imagem e das suas posições. Parece que não é, parece que se trata de terreno altamente escorregadio, onde Francisco revela dificuldade em manter o equilíbrio.

Em dois dias, tantos quanto durou a sua visita à Irlanda, no fim de semana, tudo isso veio ao de cima. Quando o Papa pediu perdão pelos inqualificáveis  e vergonhosos abusos sexuais dos membros da sua Igreja neste país, levantou um pedregulho que escondia muito mais do que se esperava. 

É que, ao contrário do que esperaria, e perante as monstruosidades conhecidas, ao Papa não basta pedir perdão. Isso não faz a diferença, nem faz diferença nenhuma. Fica curto, tão mais curto quanto, ao mesmo tempo, era acusado (pelo arcebispo Carlo Maria Viganò, antigo núncio apostólico nos Estados Unidos) por encobrir graves suspeitas que lhe teriam sido denunciadas e agora já confirmadas por conhecidas acusações públicas. 

Já no avião de regresso, aquele conselho para que os pais levem os filhos ao psiquiatra logo que lhes percebam tendências homosexuais, apenas confirma a dificuldade de Francisco em manter o equilíbrio!

 

 

EXPLICAÇÃO, COM PEDIDO DE DESCULPAS

Por Eduardo Louro

 

Em dia de clássico em Espanha – que Mourinho ganhou, quebrando o enguiço e fechando a estória da La Liga, e com Cristiano Ronaldo a marcar e a ultrapassar, em pleno Nou Camp, o rival Messi no pichichi – Jorge Jesus explicou, bem explicado a toda a gente, como ofereceu o campeonato ao Porto.

Defrontando uma das melhores equipas da Liga – porventura uma das duas melhores do ponto de vista táctico – Jesus apresentou uma equipa com quatro (40% dos chamados jogadores de campo) dos ostracizados do plantel: Capdevilla, Matic, Nolito e Saviola. Com isso explicou, tintim por tintim, como geriu mal o plantel e como conseguiu chegar à fase decisiva do campeonato com o seu onze esgotado, a ponto de oferecer de bandeja treze pontos aos seus adversários. Não que os quatro tenha realizado exibições espantosas – todos jogaram bem mas, dos quatro, apenas Nolito foi soberbo durante a primeira parte – mas porque ficou provado que tinha opções para gerir a equipa, mantendo-a a praticar o melhor futebol que se vê nos relvados nacionais. E demonstrou que, ao contrário do dizem muitos entendidos – a maioria dos quais benfiquistas -, Saviola e Aimar são compatíveis em campo!

Com tudo isto e com uma exibição de luxo – o Benfica poderia ter saído para o intervalo com seis golos no bornal – Jesus pediu desculpa aos benfiquistas. Por mim, aceito-as. Mas nem assim o desculpo. Não perdoo nem esqueço!

Nada mais interessa, nem aquele cartão amarelo a Sapanaru que o árbitro transformou em penalti para, por volta do famoso minuto 30 do jogo do Dragão, desbloquear um jogo complicado que, até aí, tinha dado apenas três oportunidades de golo para … o Beira Mar!

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