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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Não vale tudo. Pois não!

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O PS ficou muito zangado, a Ana Catarina Mendes disse até "que não valia tudo",  que é o que os políticos dizem sempre que se fazem de zangados, porque a Catarina Martins disse que António Costa foi igual a Passos Coelho. Que sobre o sistema financeiro fez exactamente o mesmo que Passos Coelho..."

Não sei se fez exactamente o mesmo, sou até capaz de conceder que não tenha feito exactamente o mesmo. Mas não fez nada de substancialmente diferente, e como disse exactamente o mesmo, não ficam quaisquer diferenças para reivindicar. Pode, por isso, ficar muito zangado com a Catarina e o Bloco, mas não tem, por isso, ponta de razão. Pode ter razão noutras zangas. Nesta, não!

Evidentemente que António Costa, e  o seu governo, não têm as mesmas culpas no "cartório" do sistema financeiro português que Passos Coelho, Portas e  Maria Luís, com larguíssimas responsabilidades na forma como quiseram ser a cobaia da resolução bancária na União Europeia, com o BES, como deixaram arder o Banif, como assobiaram para o lado na Caixa Geral de Depósitos, que queriam privatizar, como entregaram a um dos seus boys ( e que boy saiu este Sérgio Monteiro) a venda do Novo Banco, ou até como reconduziram Carlos Costa no Banco de Portugal em cima das eleições, há quatro anos. Mas quando, ele como Centeno, repetem como Passos, Portas ou Maria Luís, que a tragédia do Novo Banco não custa um euro aos portugueses, ninguém mais pode dizer que não sejam exactamente iguais.

É que, neste caso, não é sequer preciso ser. Basta parecer!

Não dizer que os milhares de milhões de euros que o país tem de entregar ao fundo de resolução são milhares de milhões que são desviados das funções que o Estado não vai realizar, penalizando todos os portugueses. Não dizer que os bancos, ao longo dos 30 anos que têm para os pagar, não irão pagar - eles sim - um euro que não repercutam no custo dos serviços que nos prestam, e que, para além do que deixamos de receber de serviços do Estado, vamos ainda pagar tudo, até ao último cêntimo. Dizer que pediram uma auditoria, mas que não pode ser à gestão recente, porque isso seria até deselegante para o Banco de Portugal, e não dizer que isso quer exactamente dizer que o Novo Banco foi negociado sem que se saber bem o que se estava a negociar. E não dizer que o valor fixado para a garantia do Estado, a que preferem chamar mecanismo contingente, não foi estabelecido com transparência e que ficou exactamente para gastar à vontade do freguês. E não dizer que é essa garantia que faz com que o banco se não preocupe nada em valorizar activos de que se está a desfazer ao preço da uva mijona. E não dizer que muitos destes milhares de milhões que estão a ser sugados da nossa economia estão a ser transferidos para os negócios que vivem da carteira de crédito malparado dos bancos... é, para além de dizer, fazer exactamente como Passos Coelho.

Goste-se, ou não! 

E vem-nos à memória...

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(Imagem daqui)

 

Está a decorrer no Tribunal de Leiria a fase de instrução do processo dos incêndios de Pedrogão Grande, em Junho de 2017, com treze os arguidos, entre os quais os presidentes, então em funções, dos três municípios abrangidos: Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande. 

Na última sessão, um então administrador (José Revès, assim se chama) da empresa (Ascendi Pinhal Interior) concessionária da manutenção da "estrada da morte", explicou ao juiz de instrução  que "aquando da intervenção da troika no nosso país houve uma renegociação do contrato de concessão com o Estado, em Maio de 2013, o que obrigou a diminuir os serviços. Por isso, a faixa de gestão de combustível passou para exclusivamente três metros".

Puxamos um bocadinho pela memória e lembramo-nos todos das apregoadas renegociações das PPP rodoviárias do governo de Passos Coelho. E dos anunciados ganhos para o Estado que se festejaram. Mas já não precisamos de puxar tanto pela memória para nos lembramos das responsabilidades de António Costa, e de todos os seus ministros, nas trágicas mortes naquela estrada...

Pois é ... e o Estado falhou.

E vem-nos à memória, não uma frase batida, como canta o Sérgio, mas o que se está a passar na Saúde...

Quinta-feira (d)e outros dias...

Passos promete dizer e juntar muitas coisas em complemento às memórias de Cavaco

 

Presente na sessão de apresentação do boletim de coscuvilhice e lavagem de roupa suja de Cavaco, Passos Coelho, que considerou tratar-se de uma “contribuição muitíssimo relevante para o entendimento dos tempos da ‘troika’, prometeu dizer e juntar-lhe muitas coisas no livro que, também ele, está a escrever

Chama-se a isto ter uma vaga ideia de técnicas de marketing. O suspense, determinante na arte da escrita de ficção, está criado. Nunca se sabe se o que tem para dizer acrescenta ao entendimento dos tempos da troika, se há coscuvilhice, ao voyeurismo e às adjectivações baratas de Cavaco. Ou - sabe-se lá? - se, num golpe de arrojo, o que tem para dizer não é uma resposta de manual à de falta de experiência que generosamente Cavaco lhe aponta...

  

Cátedra papista

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Não há volta a dar. Passos Coelho tem o condão de dividir o país... Desta vez é o destino que deu à sua carreira - depois de abandonar, primeiro, a liderança do partido e, logo a seguir, o Parlamento - que divide o país. Se não ao meio, perto disso...

O país começa logo por dividir-se quanto à natureza da coisa: se é um destino ou uma origem. Porque, na realidade, trata-se de iniciar agora uma carreira profissional. Na verdade nunca se lhe conheceu profissão, do seu passado profissional nada se conhece se não umas trapalhadas pouco edificantes na Tecnoforma. 

Estou em crer que é exactamente isto que dá importância ao assunto. Não tinha origens, não tinha sítio nenhum para regressar. Não tinha referências, que não umas breves alusões a uma suposta apetência para abrir portas

E por isso o país diviede-se entre os que acham que poderia manter-se Assembleia da República, prolongando o seu estado profissional e os que acham que, aproveitando-se da condição de ex-primeiro ministro, poderia ter dado o salto para qualquer instituição nacional ou internacional, pública ou privada. Uma parte do país acha que manter-se deputado seria resignar-se a um comodismo indigno do estatuto que atingiu. Outra que, aproveitar-se desse estatuto, não seria ajustado à dimensão da sua seriedade e à sua condição austera. E outra ainda que acha que quem só tem jeito para abrir portas só serve mesmo para porteiro.  

A melhor saída era mesmo tentar a carreira académica. Nisto, nem o país nem a doutrina se dividem. É o meio, onde está a virtude. A virtude e o passaporte para o segundo fôlego da sua carreira política, daqui a uns anos: nem a passividade do dolce fare niente, nem a ambição desmedida do lobismo, nem a falta de escrúpulos do exercício da magistratura de influências. 

A parte gaga da coisa não está sequer na (falta de) competência académica. Em última análise, quem serviu para governar o pais também servirá para dar umas aulas. Alguma coisa pode ter aprendido que possa agora ensinar... A parte gaga está no papismo mais papista que o papa da qualificação que lhe foi entregue. Professor catedrático, no escalão mais alto do vencimento, com as exigências e as dificuldades que as Universidades colocam a quem nelas faz profissão e carreira, não fica muito bem neste retrato... 

 

 

 

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Portas

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Não surpreende que Passos Coelho tenha procurado - e pelos vistos encontrado - na(s) Universidade(s) a porta de entrada na vida profissional, agora que, pelos vistos, fecha a porta da política. Não surpreende que alguém cuja única especialidade conhecida era a de abrir portas, seja tão expedito a abri-las para si próprio. Não surpreende sequer alguém que levou vinte anos a fazer uma licenciatura, depois de passar pela chefia de um governo, fique automaticamente qualificado para professor universitário. O que verdadeiramente surpreende é o despudor da imprensa que temos.

Sem ela, sem essa imprensa, Passos não teria exponenciado a sua especialidade em portas. Foi com ela que, em muito pouco tempo, Passos transformou a  pequenina portinha de saída que o diabo lhe tinha apontado na porta grande por onde vai sair este fim de semana.

Não me admiraria muito numa parceria entre os principais players do negócio dos media e algumas universidades privadas para explorar a fileira da porta, sob a cátedra de Pedro Passos Coelho.

 

 

 

Passos explicou-se. Não precisava...

 

 

Passos Coelho lá acabou por anunciar o inevitável. Dando umas no cravo e outras na ferradura, Passos lá explicou o que não precisava de explicação. 

E lá disse que os resultados afinal não tinham sido assim tão maus. Que os do Partido Comunista tinham sido piores, e não se passava nada... E que continua convencido, nas suas convicções... E que não esperava nada disto. Que foi uma surpresa.

Só lhe faltou dizer que faria de novo tudo na mesma. Provavelmente esqueceu-se!

Deslumbramento e limitação de danos

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Os jornais e as televisões não se cansam de nos tentar surpreender com os louvores de Schauble a Portugal que, para que não restassem dúvidas acabou, perante as cãmaras, de se voltar a dirigir a Mário Centeno como o "Ronaldo das finanças".

O próprio Presidente Marcelo que, evidentemente, não podia deixar o assunto por comentar vai, sem surpresa, no mesmo sentido. E salienta, tal como o governo, que até os maiores adversários de país, aqueles que mais dificuldades lhe criaram, se converteram à sua doutrina por obra e graça do milagre das finanças portuguesas.

O deslumbramento não permite a ninguém dar conta do que Schauble realmente diz. Do que quer dizer, e do que lhe interessa dizer. E o que diz, com a expressão "Ronaldo das Finanças" pelo meio a lançar charme, é que o sucesso do governo português é a prova provada do sucesso do programa de ajustamento. Que impôs e que defendeu como mais ninguém. Nem o seu "Messi", o nosso Vítor Gaspar de má memória.

Shauble não está a fazer nada que o seu admirador Passos Coelho não tenha já feito. Ambos anunciaram e desejaram o diabo. Como o diabo não veio, que não vá tudo para o diabo... Foram-se os anéis, que fiquem os dedos, ou a teoria da limitação dos danos.

A única diferença é que Schauble ainda está no poder. E se calhar isso dá-lhe um ar bem menos ressabiado.

Com a cabeça a andar à roda

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À medida que se vão confirmando as boas notícias da economia portuguesa, como hoje o INE a oficializar o crescimento de 2,8% no primeiro trimestre, ou Álvaro Santos Pereira, o revogado pelo irrevogável, a garantir que a OCDE vai rever em alta as perspectivas de crescimento económico em Portugal, mais voltas o eixo PAM (Passos - Albuquerque - Montenegro) dá.

De tantas voltas, já têm a cabeça a andar à roda. Já não dizem coisa com coisa. Vejam bem que, depois de andarem a dizer que nada daquilo ia dar certo, que estava tudo errado, que era uma impossibilidade aritmética, que eram histórias para meninos, e de rirem na cara de Centeno como se ele fosse o palhaço lá da turma vêm, agora que lhes entra pelos olhos dentro que está a correr bem, dizer que... foi por eles que correu bem. Que aquilo que não podia correr bem, porque era tudo ao contrário do que eles tinham feito, correu bem, porque eles tinham feito o contrário do que foi feito, e que está a correr bem...

Já estão também com a cabeça a andar à roda, não estão? Pois...

 

Falta aqui alguém...

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Com o país em euforia desmedida, numa excitação sem fim, a ganhar tudo o que há para ganhar, a crescer como já ninguém se lembrava e, imagine-e, até com gente a pagar para nos emprestar dinheiro, sente-se a falta de Passos Coelho. 

Não é que, em bom rigor, alguém sinta a falta dele. Mas sempre gostaríamos de saber se continua mal disposto, com ar de poucos amigos, zangado com tudo e com todos... Mas ninguém o vê. Deve estar bem certamente. De férias, quem sabe?.

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