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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Também acredito na desconvocação da greve...

Por Eduardo Louro

 

Mais do que Pires de Lima sempre acreditou, eu acredito que a greve dos pilotos da TAP seja ainda desconvocada. Eles só não queriam por nada perder a surpresa que o Pingo Doce sempre reserva para este dia... Agora que já perceberam que desta vez Soares dos Santos se fica pela compra do Oceanário, vão voltar ao trabalho. Vão ver que sim...

FOI ASSIM!

Por Eduardo Louro

 

Vestido a rigor, bem cedo o povo saiu à rua. Primeiro de Maio há só um, e há que aproveitar… antes que esgote. Que acabe, como tudo está a acabar… Nunca se sabe se vai haver mais, quando tudo se está a ir, como se tudo o vento levasse…

Chegar bem cedo, como o povo gosta. Porque, cedo erguer, mesmo no feriado, dá saúde e faz crescer. E depois é esta coisa estranha que temos dentro de nós, esta vontade indómita de chegar primeiro. De sermos os primeiros, os maiores… Quem primeiro alça, primeiro calça!

Vestido o melhor fato de treino domingueiro, foi um ver se te avias… A corrida começou logo à saída da porta e ainda mal o sol raiava já lá estavam todos, ordeiramente arrumados em fila. Sim, porque não é primeiro quem quer, se assim fosse seríamos todos primeiros. E somos ordeiros, mau grado um ou outro exagero, um ou outro excesso em situações limite.

E ali, em fila ordeira, depressa passaram aquelas duas ou três horas. Que seriam sempre de seca, de enorme seca, não fossemos também dados à conversa. Rapidamente fazemos conversa, de tudo fazemos tema, sobre tudo temos opinião: a melhor – claro, não fazemos isso por menos. A facilidade com que temos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo de que nem fazemos ideia, é a mesma com que a transformamos numa verdade insofismável dos factos.

Fala-se de tudo e de nada. Da novela ao futebol, mas fala-se sobretudo deles. Eles, essa entidade mítica criada no imaginário da condição portuguesa, são as estrelas das conversas que temos. Eles, os culpados de tudo o que nos acontece a todos e a cada um de nós. Eles, os responsáveis pelo estado a que isto chegou. Eles, que só existem para tratar da vida…deles. E para nos tramar!

Entretanto começavam a chegar uns polícias. O povo é sereno. E ordeiro, mas as coisas às vezes descambam … Os ajuntamentos comportam sempre riscos, e aí está a História para ajudar a lembrá-los. E, como o homem, polícia prevenida vale por dois. Por duas!

O grande momento aproxima-se. Os ponteiros do relógio marcam já as nove horas, as portas abrem-se e rapidamente engolem aquela multidão, já desordenada que não, ainda, desordeira. Ouvem-se as primeiras exclamações de surpresa, logo seguidas de outras, mais fortes, de desilusão. Daí à revolta foi menos que o tempo de um foguete no ar: malandros, enganaram o povo!

Então? Mas isto é só descontos de 25%... E durante toda a semana, exactamente como está aqui no folheto…Foi para isto que viemos para aqui às seis da manhã?

Isto não se fazAndam a gozar com o povo...

Pouco a pouco começavam a sair com os seus carrinhos cheios. Uns, de compras, outros de raiva!

Foi assim, no sítio do costume: um pouco por todo o país, neste primeiro de Maio!

Estes tipos do marketing são tramados... 

PARA ALÉM DA ESPUMA...

Por Eduardo Louro

                                                                      

Veio hoje a saber-se que a famigerada campanha do Pingo Doce no passado primeiro de Maio teve um custo de 10 milhões de euros. Os responsáveis do grupo dizem que se tratou e um investimento, com retorno em notoriedade e em vendas, que cresceram perto de 5% no primeiro semestre.

Um investimento promocional, com dumping pelo meio, como então por aqui se disse, e hoje os próprios confirmam: “… as televisões garantiram horas e horas de publicidade gratuita, dando-lhe todos os argumentos de defesa se, coisa inimaginável, alguém decidir acusá-los de dumping. É que podem sempre negá-lo, com o simples argumento de que a sua promoção deste primeiro de Maio contém um proveito extraordinário em horas de publicidade que valem uns bons milhões de euros

Se bem nos lembramos o tema dominou o espaço mediático durante mais de uma semana e foi pasto para tudo. Talvez por isso se justifique voltar recordar o que aqui então também se disse:

O que eu não percebo é por que é que esta foi uma questão de direita e de esquerda e não uma questão de princípios, como o respeito – pelos outros e pela História – ou a ética, empresarial e cívica! O que eu não percebo é como tudo o que é fazedor de opinião de direita, que sempre acusam a esquerda de arrogância e de complexos de superioridade intelectual, não tenham resistido a aproveitar esta oportunidade para se atolarem em populismo e se perderem num labirinto de ideias demagogas e de disparates sem nunca encontrarem a saída. Quiseram fazer confundir uma campanha promocional – de mau gosto, mas é apenas uma opinião – como uma missão de solidariedade”.

O tempo encarrega-se normalmente de deixar as coisas claras. Por isso o bom senso popular aconselha a “deixar assentar o pó” ou procurar ver para além da espuma…

TEMA DA SEMANA

Por Eduardo Louro

                                                                      

O tema da semana foi indiscutivelmente a campanha de marketing provocatório do Pingo Doce. Não se falou de outra coisa!

Também aqui o tema foi abordado, o qb, porque o que é de mais é moléstia! Mas não têm faltado achas para a fogueira. A última faz a capa de hoje do SOL: Soares dos Santos diz que nem ele soube de tão gigantesca operação. Não admira, o governo também não!

Mas isso eu percebo. A sério!

O que eu não percebo é por que é que esta foi uma questão de direita e de esquerda e não uma questão de princípios, como o respeito – pelos outros e pela História – ou a ética, empresarial e cívica! O que eu não percebo é como tudo o que é fazedor de opinião de direita, que sempre acusam a esquerda de arrogância e de complexos de superioridade intelectual, não tenham resistido a aproveitar esta oportunidade para se atolarem em populismo e se perderem num labirinto de ideias demagogas e de disparates sem nunca encontrarem a saída. Quiseram fazer confundir uma campanha promocional – de mau gosto, mas é apenas uma opinião – como uma missão de solidariedade. Uma provocação com uma actividade de intervenção social!

Quem o fez – à excepção dos que, acéfalos, se limitaram a seguir a onda - não o fez por falta de capacidade e de inteligência para perceber o que se estava a passar. Fê-lo porque percebeu que aquilo era uma atitude política, que lhes convinha fazer passar por empresarial, para dela tirar conclusões políticas. As que lhe interessavam, evidentemente!

Para isso não se dispensaram de se aventurar pelos segredos do dumping e por teorias de estratégia empresarial que nunca passariam pelo mais aberto crivo da sensatez, nem resistiriam à mais simples das operações aritméticas.

COISAS INTRAGÁVEIS IX

Por Eduardo Louro

            

Tenho uma dificuldade imensa em perceber o interesse que os responsáveis pelas programações das diferentes televisões vêm nos espaços que ocupam grande parte da sua programação que designam de frente a frente.

São entediantes conversas de roto para esfarrapado, que não esclarecem nada nem ninguém e que cada vez mais alimentam o desprezo pela classe política, que neles cada vez mais exibe a sua mediocridade. Deprimentes!

Tão deprimentes quanto a cobertura dada ao Pingo Doce, a quem as televisões garantiram horas e horas de publicidade gratuita, dando-lhe todos os argumentos de defesa se, coisa inimaginável, alguém decidir acusá-los de dumping. É que podem sempre negá-lo, com o simples argumento de que a sua (inqualificável) promoção deste primeiro de Maio contém um proveito extraordinário em horas de publicidade que valem uns bons milhões de euros…

 

1º de MAIO

Por Eduardo Louro

 

O Pingo Doce lançou hoje uma campanha arrasadora, com o desconto de 50% nas compras superiores a 100 euros, que transformou as suas lojas no completo caos.

Até poderá ter sido uma campanha promocional desenhada pelas suas estruturas de marketing. Mas nunca o haverá de parecer. Não sei se é só na política que o que parece é. O que parece - é - uma campanha provocatória desenhada pela administração da Jerónimo Martins!

Não havia necessidade...

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