É hoje apresentada a versão final da Estratégia para o Plano de Recuperação Económica de Portugal para os próximos dez anos, de António Costa Silva e entretanto submetido a discussão pública, de onde saiu enriquecido com 1500 novas propostas.
É agora tempo de desmentir aquela ideia feita que somos muito bons a fazer bons planos para deixar na gaveta... Vamos lá a ver se somos capazes!
Daqui a um mês o governo vai entregar um esboço do Plano de Recuperação e Resiliência, à luz dos milhões de Bruxelas. Logo a seguir conheceremos as Grandes Opções do Plano 2021-2027. Talvez aí se comece a perceber se o plano de Costa Silva consegue fintar o destino...
Coincidência, ou não, a apresentação da “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030” de António Costa Silva - que vai estar em discussão pública durante um mês -aconteceu pouco depois de se ver o fumo branco que saía da reunião extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas.
Sem os milhões de Bruxelas, sejam lá eles o que forem - na verdade toda a gente festeja aqueles números cheios de zeros, mas ninguém sabe ainda muito bem o que aquele fumo branco anunciou - não haveria "recuperação económica". E não havia "visão estratégia" que nos valesse.
Sabe-se como tem sido frequente em Portugal gastar por gastar. Há dinheiro, tem que ser gasto, não importa como. Tem sido assim, com pouco rigor e nenhum proveito. A não ser para os mesmos de sempre que, invariavelmente com grande visão estratégica e maior capacidade empreendedora, esgotam os seus talentos em projectos de caça aos fundos.
Esperemos que o dinheiro continue a correr, e cá chegue todo o que está anunciado. Que o Plano Estratégico de Costa Silva reúna consenso alargado para a sua aplicação. E que milhões e Plano casem por interesse para nos fazerem felizes para sempre.
Não estamos nada habituados a finais felizes, mas gostamos sempre de acreditar neles.
Acompanhe-nos
Pesquisar
Subscrever por e-mail
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.