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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Chaga

Política, a competição das virtudes e o marketing vazio – Comunidade  Cultura e Arte

 

Esse partido de que não se pode dizer o nome, por causa do algoritmo, reuniu este fim de semana em Convenção Nacional. Onde o seu líder, cujo nome é, pelas mesmas razões impronunciável, acabado de eleger com mais de 99% dos votos, mas com grandes dificuldades em fazer aprovar a sua direcção e estratégia, garantiu transformar a agremiação na terceira força política do país e disputar pessoalmente a segunda volta das presidenciais    

A coisa foi agitada, e não foi só por ter sido preciso esperar pela terceira votação para conseguir aprovar a  direcção. A GNR teve mesmo de por lá aparecer para pôr alguma ordem naquilo, porque aquela gente faz questão de insistir que a pandemia não passa de uma questão ideológica, e que distâncias e máscaras, como bem ensinam Bolsonaro e Trump, não é coisa para eles.

Mas não foi esta agitação que mais me chamou a atenção nesta reunião. Interessava-me mais, num partido em que apenas o líder se conhecia, e que crescia nas sondagens pela mobilização dos desiludidos da democracia, os que vêm engrossando a enorme legião de abstencionistas, perceber quem começava a chegar-se atrás do cheiro a lugares de deputados, presidentes de câmara, vereadores ou até de juntas de freguesia. Ver esses nomes e as suas manobras de bastidores. 

E viu-se uma coisa interessante. Viu-se, por exemplo, que um ou outro nome vinha do PNR. Mais uns tantos vinham da Aliança, do Pedro Santana Lopes que por aí vai andando, e que grande parte vem mesmo directamente do PSD. Se juntarmos a malta da Aliança, que também de lá chegou há pouco tempo, percebemos que este partido de fora do sistema, que se alimenta de desiludidos do regime, é constituído por gente que fez todo o seu percurso político no PSD. Que fez o regime, com tudo o que de certo, e de errado, ele tem.

Não consigo perceber é se isto diz mais sobre o PSD se sobre este partido que não pode dizer o nome. Há quem lhe chame "chaga". Parece-me bem: vou adoptar!

À política o que é da política*

Ricardo Salgado acusado de 65 crimes incluindo associação ...

O país ficou esta semana a conhecer a acusação a Ricardo Salgado, e com ela a saber mais um pouco das linhas com que durante tantos anos se coseu.

Na semana passada a EDP mostrou outro tanto. Em curso, e à espera que a sua hora chegue, estão outros tantos, com a Operação Marquês à cabeça. Irão mostrar mais dessas linhas e mais das teias que o regime teceu, com a certeza que os nomes são os mesmos. O país não é assim tão grande, e Ricardo Salgado era afinal “o dono disto tudo”.

Quando, nas raras vezes em que são confrontados com alguma coisa, os políticos se sentem incomodados com questões judiciais, logo respondem, como que a sacudir a água do capote, que “à Justiça o que é da Justiça, e à política o que é da política”.

Mesmo que tarde – e mais vale tarde que nunca, como recordou o Presidente da República – a Justiça está a responder. E se olharmos bem para a dimensão da acusação, para o nível de sofisticação e de complexidade do que está em causa, talvez aceitemos que, para descobrir aquilo tudo, cinco ou seis anos não seja tempo de mais.

Se o trabalho dos procuradores e de toda a investigação foi bem feito, acusação estiver solidamente sustentada em factos cabalmente provados, e o trabalho dos juízes vier a ser igualmente bem feito, a Justiça terá feito a sua parte.

Mas para que o país mude, e deixe definitivamente de ser o que a Justiça nos está a mostrar que é, não basta uma acusação, um julgamento e uma punição. Falta o resto. E o resto é limpar as teias, é fechar as portas giratórias e é introduzir ar fresco no sistema. O resto é … da política.

Justamente: “à política o que é da política”. Pena que daí não venham grandes sinais…

* A minha crónica de hoje na Cister FM

É política

O que é Política? Significado e regimes políticos - Toda Matéria

 

O Presidente da República e o primeiro-ministro, se bem que em registos diferentes, anunciaram ontem o fim das reuniões do Infarmed, assim ficaram conhecidos os encontros regulares entre a política e a ciência para análise da evolução da pandemia.

Parece estranho que, quando os números se complicam a olhos vistos, e o ministro Santos Silva resume a política externa ao praguejar diário contra os novos inimigos do país  - ontem foi a vez da Escócia e da Finlândia vetarem entradas provenientes de Portugal, mais dois novos inimigos -, os políticos digam que pronto, já sabem tudo e não precisam de saber mais nada. Mas não é, é política!

Rui Rio, que também por lá aparecia, já tinha dito isso, que não havia necessidades dessas reuniões. Parece estranho ver Rui Rio a criar um facto político, isso tem estado fora das possibilidades. Mas, lá está... é política!

Mário Centeno foi ontem - dizem - vexado no Parlamento, na audição parlamentar que se segue à sua nomeação para governador de Banco de Portugal, que não serve para nada. Se não para isso, vá lá... E que acabou com João Cotrim de Figueiredo, o líder e deputado único da Iniciativa Liberal, a anunciar a intenção de interpor uma providência cautelar contra a nomeação. Ninguém percebe, nem o próprio, o que é que a esta nomeação tem a ver com a Justiça. Nem como é que os tribunais a podem impedir. Mas é política!

Pelos vistos ontem foi um dia cheio de política...

 

A coisa de cada um*

Na habitação e nos comboios Pedro Nuno Santos e Medina estão em ...

Temos assistido, nos últimos dias, a uma série de escaramuças no seio do governo e do partido a que pertence. Nada que fosse grave se não tivessem por objecto dois dos maiores problemas que neste momento afectam o país. Se em causa, como vêm agora dizer vozes do governo e do partido que o sustenta, estivessem meras questões de livre opinião, próprias – e até saudáveis, acrescentaria eu – da democracia, não viria mal ao mundo. Neste caso ao país.

Só que não é assim. Os desentendimentos e os “mosquitos por cordas” surgem a propósito do avanço de focos da pandemia em Lisboa, e da (falta de) resposta dos serviços de saúde. E da TAP, ou do impasse a que chegou, afogando a sua agonia latente no sufoco geral do sector da aviação comercial.

Parece brincadeira. Mas de franco mau gosto: se há alturas e temas que não dão para brincar, são justamente estes.

Curiosamente – ou talvez não, no quadro do jogo político a que estamos habituados – no epicentro destes dois focos de tensão estão, nem mais nem menos, que os dois delfins de António Costa – Fernando Medina e Pedro Nuno Santos. E uma particular guerra pela sucessão, com cada um mais interessado em ganhar pontos para reforçar a sua clientela que noutra coisa qualquer. Pode até não ser assim, mas é assim que parece. E em política, como se sabe, o que parece, é!  

É grave o que está em causa, seja pelas consequências do eventual descontrolo nos circuitos de contaminação em Lisboa, seja pelo que venha a acontecer na TAP (a decisão ontem anunciada não é solução nenhuma e apenas adia e engorda o problema), que certamente acabará em mais um pesadelo para os contribuintes. Mais grave é a leviandade com que se faz e se vai continuar a fazer política em Portugal. Que, sendo tão só tratar da coisa comum, por cá insiste-se em alimentar a perigosa ideia feita  que fazer política é, e vai continuar a ser, cada um a tratar da sua coisa. Sempre muito pouco mais que a sua própria vidinha!

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Retratos

Portugal atento a processos de nacionalidade, em Goa foram 3 mil ...

 

As coisas não estão a correr nada bem. Cá dentro, em Lisboa o governo teve mesmo que forçar um passo atrás, com as medidas ontem anuciadas para entrarem em vigor na próxima quinta-feira. E, lá fora, apesar da "confiança" da UEFA no país, vários governos europeus fecham as suas fronteiras a viajantes oriundos de Portugal.

Esta medida, excepcional e pouco abonatória para um país ainda há poucas semanas apontado como exemplo de sucesso no combate à pandemia, desencadeou uma série de curiosas reacções.

A primeira chegou naturalmente do ministro dos negócios estrangeiros. Mas pouco diplomática. Pelo contrário, mais primária não poderia ser: vamos aplicar o princípio da reciprocidade. À Augusto Santos Silva, um ministro dos negócios estrangeiros com a sensibilidade diplomática do trauliteiro que não consegue deixar de ser. 

A segunda não tem menores traços de personalidade, e veio do Presidente Marcelo. Que diz que o fecho de fronteiras a quem vem de Portugal não é mais que uma guerra para conquistar turistas. À Marcelo, a deixar-nos de boca aberta: mas então quem quer conquistar turistas impede-os de entrar no país?  Mas deixa cá ver: é com a Dinamarca, a Áustria, a Lituânia e a Letónia que especialmente concorremos no turismo?

Não parece. Mas sabe-se que o que importa para Marcelo é a tese conspirativa. Se nada se lhe ajustar a culpa já não é dele!

Já António Costa simplesmente não entende como lhe estão a fazer uma coisa destas. Como é que eles não vêm que estamos a fazer mais testes, que somos nós que, ao contrário de todos os outros países, em vez de os esconder, estamos à procura de encontrar novos infectados. É simples má-fé. A mesma com que ninguém entendeu o prémio que tão genuinamente deu aos profissionais de saúde!

Há declarações que em vez de palavras têm imagens. São retratos!

Despedida à portuguesa

Mário Centeno recusou convite para administração do BEI – O Jornal ...

 

Não se poderá exactamente dizer que o país foi apanhado de surpresa com a saída de Mário Centeno do governo. Não era necessário ser-se excepcionalmente informado para dar como certa a sua saída, tanto e tão insistentemente ela vinha sendo anunciada.

O que verdadeiramente surpreende é que tenha ocorrido assim tão de repente. É que não é um ministro qualquer que sai do governo, nem sequer a de um ministro das finanças qualquer. É – coisa rara e verdadeiramente excepcional para um ministro das finanças - a do ministro mais popular do governo. E o mais indiscutível dos ministros.

Sabia-se que Mário Centeno queria sair. E que também António Costa, sejamos francos, queria que saísse. E até o Presidente da República, que depois de o alcandorar a peça sine qua non do governo passou a achá-lo peça descartável, que só atrapalha.

Mas sabia-se também que estaria acordado entre todos que apresentaria – e defenderia - o orçamento suplementar e que terminaria com dignidade, e sem sobressaltos, as suas funções de presidente do euro-grupo.   

Não aconteceu nada assim, e a exoneração – e sublinho o termo: exoneração – aconteceu à saída do conselho de ministros que aprovou o orçamento suplementar acabado de concluir. Bem antes de chegar sequer ao Parlamento. E a praticamente um mês de concluir o mandato europeu no euro-grupo.

Ninguém acreditará que foi Mário Centeno que forçou a saída nestas condições. Como também ninguém acha que haja alguma razão de interesse nacional na precipitação desta saída anunciada. E por isso, pouca gente – ou ninguém mesmo – acredita que isto não seja mais que mais um episódio de tricas e traições, infelizmente tão frequentes na manobra política.

Pelos resultados que alcançou ao comando das finanças públicas do país, Mário Centeno não merecia isto. Por outras razões … também acho que não!

Oportunidade perdida*

Expresso | Marcelo. A bala perdida da política portuguesa

 

A celebração do 1º de Maio constituiu motivo para uma onda de indignação muito parecida com a que fora motivada pela sessão evocativa do 25 de Abril na Assembleia da República, uma semana antes. 

Muito do que se disse e escreveu fará certamente sentido. Nem tudo, mas também não seria preciso. O que não faz sentido, e deita por terra até as críticas mais acertadas, é tudo ser resumido a chicane política.

As comemorações do 1º de Maio foram expressamente, letra por letra, subscritas pelo Presidente da República e aprovadas na Assembleia da República com os votos a favor do PS, PSD, BE, PAN e CDS. Nada que impedisse a agitação nem que, por um momento que fosse, fizesse desviar a discussão de um foco político previamente escolhido, muito na linha do que se passara na semana anterior.

O Presidente da República, sempre com um pé dentro e outro fora, sempre à procura do pleno, da quadratura do círculo, de agradar a gregos e a troianos acabaria na primeira fila dessa manifestação. Sempre a sacudir a água do capote, para que nenhum espaço lhe fuja, e para que espaço nenhum sobre para mais ninguém.

Com níveis de popularidade estratosféricos, sempre próximos dos 90%, e com o partido no governo a seus pés, prestes a declarar-lhe o apoio para a recandidatura, esperar-se-ia um presidente mais afirmativo e menos permeável às escapatórias do regime.

Com estes níveis de popularidade a exigência sobe. Não é aceitável que um mandato presidencial neste nível de aceitação se reduza à simples e clássica passadeira de acesso á reeleição. Exige-se que combata a baixa política, a politiquice, o taticismo e o oportunismo populista, para puxar pelo lado nobre da política. Por aquilo que a dignifica, e engrandece os que a exercem.  

Talvez devesse ser esta a reflexão a fazer a partir dos acontecimentos deste 1º de Maio. Não o é, evidentemente. É, antes e apenas, mais uma oportunidade perdida…

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Imposto(re)s

Resultado de imagem para impostores"

 

Vivemos dias ricos na política portuguesa.

Estamos em Fevereiro e debate-se ainda o Orçamento para 2020, que irá entrar em vigor mais perto do meio do ano do que de qualquer outra coisa.  O presidente fala em alterar a legislação para que as eleições se realizem em Maio ou Junho, e para que o país tenha em todos os anos o seu orçamento em tempo oportuno, e não apenas em três de cada quatro anos.

Em plena recta final do debate parlamentar do Orçamento para 2020, pela boca de alguém que ninguém conhece - o Secretário  de Estado António Mendonça Mendes - o governo, que recusa baixar qualquer imposto que seja, e acabadinho de sair da guerra do IVA da electricidade, vem dizer que para o ano é que é. Que, para o ano, vem aí uma descida de impostos como nunca se viu. Uma enorme descida nos impostos, certamente!

Ainda em ambiente de debate parlamentar do Orçamento, o PSD fez aprovar, com abstenção do PCP e voto contra do PS, uma disposição que obriga o governo a levar a aprovação do Parlamento qualquer nova injecção de capital no Novo Banco que ultrapasse os 850 milhões de euros. Acontece que, pelas normas gerais da execução orçamental, todas as despesas que ultrapassem o orçamentado terão que ser autorizadas pela AR. E acontece que, para o efeito, no Orçamento está uma verba de 600 milhões de euros. Está bonito!

No CDS, Abel Matos  Santos foi finalmente demitido (eufemismo: demitiu-se) da direcção para onde acabara de entrar. Nunca tão pouco foi tanto tempo. Antes de passar o partido para o campo do Chega esta nova rapaziada do CDS terá que abdicar dos seus princípios fundadores e romper com a matriz da democracia cristã. Não vale tudo! 

Entretanto, ontem, em mais um exemplo de dignificação da democracia e de seriedade política, André Ventura não pôs os pés na Assembleia da República, e faltou às votações de aprovação do Orçamento na especialidade, incluindo às das alterações propostas por si próprio na qualidade de deputado único do seu partido. 

É assim: começa-se a falar de impostos e acaba-se a falar de impostores!

 

Nem que me paguem!

capa Jornal i

 

Passamos os olhos pelas capas dos jornais e vemos:

"Barão de Rio suspeito de gerir rede de favores", referindo-se a Álvaro Amaro, e a propósito da operação "Rota Final", ontem levada a cabo pela Polícia Judiciária em 18 Câmaras Municipais do norte e centro norte do país;

"Duarte Lima perde processo para filha de milionário", sobre um dos mais arrepiantes casos de polícia de um dos mais influentes políticos do regime em tempos ainda recentes;

"Três ex-autarcas do PSD suspeitos de corrupção", ainda sobre a operação "Rota Final";

"Vice do PSD é um dos cinco arguidos do caso Rota Final";

"Rota final atinge PSD - Álvaro Amaro e outros dois ex-autarcas são arguidos";

"Rota Final - Câmaras sob suspeita adjudicaram mais de 15 milhões a empresa de transportes em cinco anos";

"Já há cinco arguidos, entre os quais Álvaro Amaro, que deixou a Câmara da Guarda para ir para o Parlamento Europeu";

"Relação de Lisboa anula absolvição de Duarte Lima no caso de Rosalina Machado".

E depois vemos: "E se lhe pagassem para votar?", uma interrogação lançada a partir de uma ideia do presidente do governo regional dos Açores, para combater a abstenção.

A ideia não é absurda. É certamente criticável. Mas também seguramente defensável, e tem pano para mangas. O problema é que, dado o contexto, o mais provável é uma reacção do tipo: Votar? Votar com gente desta? Nem que me paguem! 

 

 

Dia de números

Capa Jornal de Negócios

 

Ontem foi dia de divulgação de resultados, tendências e previsões, com a publicação de Relatórios da Comissão Europeia, Boletim Económico do Banco de Portugal e dados do INE. 

A Comissão Europeia mantém as previsões de crescimento para a nossa economia nos 1,7%, mantendo as duas décimas abaixo dos 1.9% do governo, em qualquer dos casos acima do crescimento que prevê para a UE e para a Zona Euro, de 1,4% para este ano e 1,6% para o próximo.

Ou seja, a economia portuguesa vai, pelo quinto ano consecutivo, manter-se no caminho da convergência com a Europa. O que não impede a verdade trazida à estampa na capa do Jornal de Negócios: "Portugal está mais pobre face à Europa do que antes do Euro".

Mas também pelo quinto ano consecutivo, segundo o Boletim Económico do Banco de Portugal também ontem publicado, a  produtividade baixou no nosso país. No ano passado voltou a cair, baixando em 0,6% face ao ano anterior.

Segundo os dados ainda também ontem publicados pelo INE, quase 1,8 milhões de portugueses está em risco de pobreza. 17,3% da população vive com menos de 467 euros por mês, mesmo que desde 2014 estes números estejam a descer. Pelo quinto ano consecutivo, também.

Números são números. E diz-se geralmente que não mentem. E os números deste dia particularmente cheio deles dizem três coisas. 

A primeira já a conhecíamos de há muito. É que a adesão de Portugal ao Euro foi uma aventura. Poderia ter sido um desafio, um enorme desafio às nossas capacidades, como muitos de nós o vimos, mas acabou por ser uma apenas aventura que pagamos caro. Duas décadas depois são os números a dar razão aos poucos que sempre acharam que não tínhamos pedalada para o desafio, e aos mais -  bem mais - que se sustentavam em razões ideológicas. 

A segunda confirma que estamos cada vez mais longe de agarrar o desafio que se transformou nesta aventura. Sem moeda para desvalorizar para adquirir competitividade, e com a produtividade a cair em vez de aumentar, são os salários que continuarão a pagar a factura

E a terceira é que estas primeiras duas décadas do século se dividem em três partes: uma primeira, de uma década inteira perdida, em que toda a gente tratou da sua vidinha sem que ninguém ligasse nada ao país; uma segunda, na primeira metade da segunda década, a lamber umas feridas e a aprofundar outras, e a terceira e última nos últimos 5 anos. Sim, são os números que falam nos últimos cinco anos!

 

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