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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Fernando Santos tem um problema, ou é ele o problema?

A selecção nacional concluiu este ciclo de três jogos, em 6 dias, para o apuramento para o mundial do Qatar do próximo ano com uma vitória no Luxemburgo, mas continuando sem convencer. Sem conseguir fazer um único jogo ao nível da qualidade dos seus jogadores,  conseguindo a espaços superiorizar-se aos adversários, mas sempre sem conseguir ter os jogos controlados, oscilando entre partes do jogo deprimentes e outras relativamente aceitáveis.

Hoje, contra o Luxemburgo, que vinha de uma vitória na República da Irlanda e que já não é o bombo da festa que era até há alguns anos, confirmou todas essas oscilações, e o que de mau tinha feito nos dois jogos anteriores.

A primeira meia hora foi tão má quanto tinham sido todo o jogo com o Azerbaijão e a segunda parte com a Sérvia, e foi a equipa luxemburguesa a mandar por completo no jogo. Só à beira dos 30 minutos a equipa nacional conseguiu construir uma jogada de ataque e chegar à baliza adversária,  com João Cancelo a cruzar para o remate de Renato Sanches - novidade entre os titulares, o único jogador português da remar contra a maré da mediocridade geral da equipa, e o melhor jogador em campo - que poderia ter dado golo. Na resposta, imediata, o Luxemburgo abriu o marcador. E a equipa portuguesa abanou, ainda mais. 

Só nos últimos 10 minutos reagiu, depois da troca do desenquadrado João Felix, lesionado, por Pedro Neto, e acabou por chegar ao empate, por Diogo Jota, já no período de compensação, dois minutos depois dos 45.

No início da segunda parte manteve-se por cima do jogo, dando sequência àqueles 10 minutos finais da primeira, e cedo passou para a frente do marcador, com - finalmente - um golo do apagadíssimo Cristiano Ronaldo, invariavelmente a concluir mal. Pouco antes tinha falhado, de forma inacreditável, isolado perante o guarda-redes adversário, depois de um erro defensivo da equipa do Luxemburgo.

Pensou-se então que a vantagem daria à equipa a tranquilidade necessária para afirmar a incomparável superioridade técnica dos seus jogadores. Mas, nada disso, e esgotado o primeiro quarto de hora, já  os luxemburgueses estavam de novo por cima do jogo. O segundo quarto de hora foi todo luxemburguês, e Fernando Santos foi obrigado a reforçar o meio campo, com a entrada de Palhinha (por troca com Bernardo Silva). Em simultâneo fez também entrar Rafa para o lugar de Jota, na expectativa de aproveitar a sua velocidade nos espaços que o adiantamento do adversário libertaria.

Só no último quarto de hora a selecção nacional se libertaria da pressão luxemburguesa, acabando por chegar ao terceiro golo, por Palhinda, na sequência de um canto, assinando com um resultado aceitável uma exibição que o não foi.

Há certamente a desculpa do calendário, com três jogos muito concentrados, mais a mais nesta altura da época. E sem tempo para treinar. Mas os problemas que a selecção evidencia têm outra profundidade. E duas ordens de razões claras: falta uma ideia de jogo e faltam rotinas, mas, acima de tudo, falta uma ideia de jogo ajustada à superior valia destes jogadores, que os deixe confortáveis com o jogo; e  falta fazer da selecção uma equipa, em vez da corte de Cristiano Ronaldo, em que Fernando Santos a transformou.

O problema não é a baixa intensidade nem a lentidão que os jogadores pôem nos jogos. Isso é a consequência dos dois problemas anteriores. E não é problema dos jogadores. É do treinador!

Sim, Fernando Santos tem um problema. Ou o resolve, ou é ele o problema!

 

Um país fascinante

Suécia quer revogar acordo fiscal com Portugal. "Esperámos dois anos e a  nossa paciência terminou" - Economia - SAPO 24

 

A semana que agora termina, com mudança de hora e tudo, mostrou a quem andasse mais distraído o país que somos. Os governos que temos e o povo que somos.
Como sempre, é preciso que venha alguém de fora mostrar-nos mais claramente isso, porque, nós, cá vamos andando… Coube desta vez a tarefa à ministra das finanças da Suécia, desesperada com o incumprimento do(s) governo(s) português(es) do acordo de tributação aos cidadãos suecos residentes no país.
Mais 3 mil pensionistas suecos, de altos rendimentos, vivem em Portugal. Não tem mal nenhum, e só se lhe pode gabar o gosto. Viver em Portugal, com uma pensão catita, e sem pagar impostos, é das melhores coisas que se pode reclamar para a velhice. O governo sueco pretende que estes pensionistas paguem impostos. Lá ou cá. Mas que paguem impostos sobre os seus rendimentos de pensões. E assinou um protocolo com o governo português, que não o cumpre.
O que obrigou a ministra das finanças a perder a paciência e a dizer que "é fascinante" que os portugueses não se revoltem por ver os suecos viverem aqui com as suas ricas pensões de reforma sem pagarem um euro de IRS. E que, lado a lado com um sueco numa cama de um hospital, um português não se importe de estar a pagar para os dois, sabendo ainda que o sueco vive com um rendimento três, quatro ou cinco vezes superior ao seu.
É de facto fascinante. Já é fascinante que o governo português seja tão generoso com os cidadãos estrangeiros - e, já agora, com as empresas detidas por estrangeiros, como se voltou a ver com a EDP, e como se está a voltar a ver com o Novo Banco - e tão impiedoso com os nacionais. Ou, noutra escala, mas que também serve de exemplo, enquanto não permite aos portugueses nesta altura passar a fronteira do seu concelho, permite que turistas estrangeiros possam passear à vontade pelo país. Mas é ainda mais fascinante que os portugueses se não importem nada com isso!
É este o país que somos, que muitas vezes nos passa ao lado, e que a ministra das finanças sueca tratou de nos mostrar em todo o seu esplendor. Um país governado por quem trata os seus cidadãos abaixo de cão, com um povo que aprecia ser assim tratado.

Mau de mais

Portugal vence '10' da Croácia na despedida - Jornal Açores 9

 

A selecção nacional despediu-se hoje da Liga das Nações, em Split, com uma vitória dobre a Croácia. Uma vitória que é a única coisa positiva que sai deste jogo, disputado num péssimo relvado, impróprio para um jogo deste nível, entre os campeões europeus e os vice-campeões do mundo. 

A exibição esteve ao nível do estado relvado, imprópria para uma selecção como esta. Poderíamos pensar que uma coisa teve algo a ver com a outra, só que temos ainda bem fresca a exibição de sábado, com a França. E aí o relvado era de excelência!

O seleccionador hoje não poupou na crítica aos jogadores. Teve razão para isso, mas também com isso quis dizer que não tinha nada a ver com o que se passou no sábado passado. E se calhar teve...

Para a História fica a vitória. Fica 3-2 no resultado final. E ninguém se vai lembrar que a equipa sofreu tantos golos quantos tinha sofrido em todos os cinco jogos anteriores. Nem que dos três golos marcados, dois foram oferecidos: um pelo árbitro, o segundo, e outro pelo guarda-redes adversário, o da vitória, mesmo no fim do jogo. Nem ainda que a selecção jogou contra dez quase toda a segunda parte.

Dos jogadores utilizados salvou-se Rúben Dias, sólido a defender e goleador, a marcar dois golos, os seus primeiros na selecção nacional. E também Trincão, que entrou ao intervalo, a substituir Rúben Fernandes, uma das maiores desilusões. Já que Rui Patrício, sem qualquer tipo de trabalho, mas também muitas vezes mal a repor a bola em jogo, não é para aqui chamado. Todos os restantes, incluindo, para não dizer sobretudo, Cristiano Ronaldo, estiveram simplesmente deploráveis.

Não é um jogo para esquecer. É para lembrar como jogadores desta craveira podem facilmente constituir uma equipa confrangedora.

O "resultadismo" nem sempre resulta

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O novo confronto de campeões, do mundo e da Europa, desta vez em Lisboa, na Luz, foi um jogo em espelho relativamente ao de Paris, há dois meses, com os campeões do mundo a retribuírem o que então a selecção nacional lhes fizera.

Pareceu que Fernando Santos, com o seu ADN resultadista, procurou jogar para o mesmo resultado de Paris, que provavelmente daria para voltar a apurar a selecção portuguesa para a final four desta Liga das Nações. Só que a selecção francesa sabia evidentemente disso, e que, face ao critério de desempate (numa competição disputada em poule, de todos contra todos, é bizarro que o primeiro factor de desempate entre duas equipas com os mesmos pontos seja o dos golos marcados fora de casa nos jogos entre si) teria de marcar um golo.

E mesmo sem a sua estrela maior - Mbapé - procurou-o, enquanto a equipa portuguesa assistia. Dominou completamente o meio campo, com os seus centro-campistas, do melhor que há, a gozarem de toda a liberdade. A equipa francesa teve mais bola, jogou mais e só não marcou porque Rui Patrício, por duas vezes, e o ferro da sua baliza, noutra, o impediram. E o nulo ao intervalo era bastante lisonjeiro para a selecção portuguesa.

No arranque da segunda parte as coisas pareciam vir a ser diferentes. Não que se acreditasse que a equipa portuguesa tivesse deixado no balneário o chip do 0-0, apenas porque Fernando Santos e os jogadores perceberam que não podiam continuar a entregar o meio campo aos franceses. O meio campo da selecção nacional passou a marcar melhor os adversários, passou a ganhar bola, e a equipa passou a jogar mais em cima da área de Lloris.

Só que logo aos 10 minutos, na primeira vez que os franceses chegaram à baliza portuguesa, marcaram, numa das duas falhas de Rui Patrício, que não segurou uma bola que parecia fácil, soltando-a para Kanté fazer o golo que a França tanto procurara na primeira parte. E aí acabou o jogo. Os campeões do mundo tinham atingido o seu objectivo!

Fernando Santos foi introduzindo jogadores, uns atrás dos outros, e jogou até muito tempo com quatro avançados. Poderia até ter chegado ao empate, num remate de cabeça de José Fonte ao poste, ou noutro de João Moutinho, que entrara para o lugar do William Carvalho, evitado por uma grande defesa de Lloris. Pouco, se compararmos com tudo o que os franceses fizeram.

E muito pouco se olharmos para a qualidade dos jogadores portugueses. Que mais uma vez pareceram castrados pela estratégia do resultadismo, na saga do empate a empate até à vitória final.

É certo que a regra é perder com a França. Só por uma vez, e já há mais de 70 anos, a jogar em casa, Portugal marcou à França. Mas com estes jogadores a História tem que ser outra!

Campo esticado e jogão de Diogo J

 

Num jogo - de novo em Alvalade e com público (5 mil espectadores pouco participativos) - em que fez coisas muito boas, mas que raramente conseguiu controlar, a selecção nacional cumpriu a sua obrigação de ganhar à Suécia. Como a França também ganhou (2-1), na Croácia, ambas continuam a par no topo da classificação do grupo, mesmo que a selecção nacional continue na liderança, por ter marcado mais golos marcados (9 contra 7 dos franceses) e menos sofridos (apenas 1, contra 3 dos gauleses), coisa que poderá não valer de nada, já que é apenas o último dos factores de desempate.

É frequente que as equipas menos dotadas, como é claramente o caso da actual selecção sueca em relação à portuguesa, encolham o campo para, com ele mais pequeno, mimetizarem as suas fraquezas. Recolhem-se lá atrás, e o jogo decorre em apenas 40 ou 50 metros, com muito menos espaço para o adversário exibir os seus talentos. No jogo de hoje a Suécia fez precisamente o contrário - esticou o campo. 

A equipa nacional nunca se entendeu com isso. Esse posicionamento adiantado dos jogadores suecos resultou, como não poderia deixar de ser, mais espaço para jogar. Só que para o ocupar a equipa sueca apostou em partir o jogo, e criou problemas inesperados aos jogadores portugueses. Um jogo partido é sempre difícil de controlar. Foi o que aconteceu.

Se as coisas correm mal, é o diabo. Valeu que não correram mal. Valeu que a equipa sueca não foi nem feliz nem eficaz, e a melhor qualidade dos jogadores portugueses acabou por resolver o jogo. Mas nem sempre assim sucede.

A selecção nacional chegou ao primeiro golo na sua melhor fase do jogo, por volta dos 20 minutos, quando já emergia a exibição de Diogo J, que assistiu primorosamente Bernardo Silva para um belíssimo golo. O segundo, e primeiro de Diogo J a passe (soberbo)  de Cancelo, chegaria mesmo em cima do intervalo, mas já quando a equipa não tinha o jogo controlado.

Como continuou a não ter na segunda parte. Até chegar ao terceiro golo, de novo do novo jogador do Liverpool, numa espectacular jogada individual depois de um passe científico de Wlliam Carvalho. Faltavam 20 minutos para o fim, e aí sim. A selecção sueca caiu, e a portuguesa pôde finalmente mandar no jogo. E selar com mérito esta importante vitória.

E daqui por um mês tudo se resolverá, quando recebermos a França na Luz. Ou talvez não, se o resultado do passado domingo em Paris se repetir. Mas só nesse caso!

Uma selecção respeitada

Desta vez, não houve Éder. Portugal e França seguem 'coladinhos' no topo

 

No cartaz desta terceira jornada do apuramento para a fase final da Liga das Nações sobressaía o confronto entre os campeões do mundo e da Europa. Bastava isso para legitimar grandes  expectativas para este jogo no Stade de France, em Paris. É certo que poderiam baixar significativamente se, em vez de olhar para o jogo sob essa perspectiva, se reparasse que era também uma repetição dessa inesquecível final do Europeu de há cinco anos. 

Desse jogo guardamos na nossa memória a vitória, que deu esse título europeu que Portugal ainda ostenta porque, como se sabe, a competição que deveria ter decorrido no início do último Verão, não se realizou. Mas lembramos também as exibições dessa selecção nacional resultadista, mas pouco brilhante. 

Pois. O jogo de hoje foi um jogo entre o campeão mundial e o campeão europeu. Aquela selecção nacional encolhida, que entrava em campo para se defender do jugo do adversário que dava por adquirido,  quase de subserviência - essa tal que o seleccionador Fernando Santos no "pré-match" distinguiu da humildade, mas que nem sempre é assim tão distinta - já não existe. E se outros méritos este jogo não tivesse tido, bastar-lhe-ia ter permitido chegar a esta conclusão. 

Finalmente a selecção nacional consegue jogar um futebol compatível com a qualidade dos jogadores de que dispõe. Viu-se isso durante toda a primeira parte, onde a selecção nacional assumiu o controlo do jogo, e foi claramente superior à francesa. Não criou grandes oportunidades de golo, é certo. Mas também não as consentiu ao adversário, e teve a bola e jogou-a com qualidade. E impõe respeito aos adversários. Nunca se tinha visto uma selecção francesa entrar num jogo com Portugal com tanto respeito,.

A segunda parte foi diferente. O meio campo da equipa nacional decresceu de rendimento, enquanto os dos franceses evoluiu  em sentido contrário, e os franceses tiveram mais bola, e passaram a estar por cima do jogo. Nunca no entanto a subjugar. E, num jogo com poucas oportunidades de golo, a maior parte delas até acabou por pertencer à selecção portuguesa.

O apuramento para a final a quatro está em aberto.  Nada está decidido e a até Croácia, vice-campeã do mundo, que ganhou à Suécia, tem ainda condições para o discutir. Com as melhores selecções da Europa concentradas em apenas quatro grupos, de que apenas uma se apura, o apuramento terá sempre muito de circunstancial. Bem mais do que isso é a confirmação da selecção portuguesa no topo europeu. Onde afinal já estavam alguns dos seus jogadores.

Compatibilidades

Portugal entra na Liga das Nações com vitória convincente sobre a Croácia -  O Jogo

A selecção nacional de futebol iniciou hoje a participação na Liga das Nações, no Dragão, precisamente onde, há pouco mais de um ano conquistou o troféu da última edição da competição. Que até foi a primeira.

Num grupo que junta o campeão e o vice-campeão do mundo, e o campeão da Europa e da própria Liga das Nações - justamente Portugal -, e ainda a Suécia, o apuramento para a fase final será bem discutido, e o cartaz de jogos rico e apetecível.

Começou a Croácia, a vice-campeã do mundo, e senhora de um futebol atractivo de bom nível técnico. Desfalcada de três dos seus nomes mais sonantes - Modric e Rakitic fora da convocatória, e Perisic no banco - a selecção das Balcãs entrou bem no jogo, e pertenceu-lhe até o primeiro remate do jogo. E logo um remate a sério. 

Depois a selecção nacional, sem Cristiano Ronaldo, começou por equilibrar o jogo - não durou mais que um quarto de hora essa sensação de equilíbrio - e passou depois a dominá-lo por completo. E até ao fim!

Quando João Cancelo marcou o primeiro golo, aos 41 minutos -e que golo! - já a bola tinha ido por três vezes aos ferros da baliza croata, e para trás já estavam cinco ou seis oportunidades de golo.  O jogo correu sempre a um ritmo relativamente baixo, e com baixos níveis de agressividade - na primeira parte as duas equipas não cometeram mais que cinco ou seis faltas - o que favoreceu claramente o jogo da equipa nacional, com os jogadores portugueses a terem tempo e espaço para exibir o talento que reconhecidamente lhes não falta.

Foi por isso um jogo agradável de ver, com jogadas de bom recorte técnico, e com a equipa das quinas - a estrear o novo equipamento alternativo que, de gosto discutível, mas não feio de todo - a praticar um futebol compatível com a qualidade dos jogadores. O que, com Fernando Santos, como se sabe, nem sempre acontece. Diria mesmo que raramente acontece.

O jogo acabou para dar para tudo. E até para matar saudades do futebol de João Félix. E para João Félix matar saudades de si próprio, finalmente numa equipa que lhe permite expressar o seu futebol.

O resultado poderia ter atingido números vexatórios, e a expressão da goleada (4-1, com estreias a marcar de João Félix e Diogo J, e com o golo de André Silva no último lance do jogo a atenuar o golo sofrido, na única oportunidade dos croatas) acaba por ser lisonjeira para o vice-campeão do mundo.

Não é politicamente correcto mas, mais uma vez, fica a ideia que a selecção joga muito melhor futebol sem Cristiano Ronaldo. Não retira nada a Cristiano Ronaldo, nem apaga nada do muito que ele fez pela selecção, mas acontece demasiadas vezes para ser apenas coincidência. 

Mas sabe-se que é pecado questionar se nesta altura Cristiano Ronaldo tira mais à selecção do que lhe dá. E ninguém está para pecar. Muito menos Fernando Santos, como se sabe!

 

O vizinho de porta aberta

Em Elvas com Badajoz à vista: Portugal e Espanha reabrem ...

 

A reabertura das fronteiras com os nossos vizinhos juntou as duas maiores figuras dos dois Estados, como documenta a fotografia. 

Não se percebe para que apontam o primeiro-ministro português e o rei espanhol. Noutra altura poderia dizer-se que estavam a marcar território e fronteiras. Ou a apontar para Olivença. Não se percebe quem apontou primeiro, nem se se afinam ou desafinam na ponta do dedo. Pode perceber-se que o chefe do governo espanhol e o chefe de Estado português não querem contrariar ninguém. Mas o que se percebe bem é que os espanhóis estão mais bem servidos de altura...

Pedrógão Grande

Pedrógão, uma tragédia portuguesa - Portugal - SÁBADO

 

Pedrógão foi há três anos. De repente, o país eufórico, aos pulos e meio embriagado de tanto sucesso, foi surpreendido por uma das maiores tragédias de sempre. 

Foi o regresso à realidade de um país que andava nas nuvens. Que já achava que era sempre a ganhar... No futebol, nas cantigas, no défice, nas agências de rating, nos mercados, em Bruxelas...

Mas o país do sucesso, na moda e a abarrotar de turistas, era afinal o país que desertificou o seu interior. Que virou costas ao campo e fugiu para as cidades, e para o mar. Que se urbanizou e esqueceu as origens. Que se deixou seduzir pelo eucalipto. Que vê passar anos e governos que deixam tudo na mesma, quando tudo na mesma é cada vez pior. Um país que não cumpre as leis que cria. Um país que deixa morrer pessoas que não tinham que morrer. Um país sempre de dedo espetado, mas nunca apontado para o futuro…

Não vai muito diferente hoje, três anos depois. Soma pouco mais que mais promessas por cumprir e responsabilidades por apurar.

CR 700. Nada mais!

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A selecção nacional disse definitivamente adeus ao primeiro lugar no seu grupo de apuramento - e com isso ao sempre desejado pote 1 no sorteio da fase final - ao perder (1-2) na Ucrânia - que garantiu já o apuramento e o primeiro lugar da qualificação - o jogo que não podia perder. Mas que nunca mereceu ganhar!

A equipa portuguesa, que já na passada sexta-feira, onde tinha feito a fraquinha selecção do Luxemburgo parecer uma equipa quase temível, foi pouco mais que sofrível. E fez parecer a equipa ucraniana uma selecção do topo do futebol europeu.

É verdade que poderia não ter perdido o jogo, e tendo em consideração as oportunidades de golo, o remate de Danilo com a bola na trave, as defesas de Piatov (que está lá para isso) e que, depois de beneficiar do penalti que fez o 1-2 (e o desejado golo 700 do Cristiano), jogou os 20 minutos finais em superioridade numérica, poderia até tê-lo ganho. Mas não é menos verdade que, pese embora tudo isso, não mereceria tê-lo ganhado. A Ucrânia foi sempre melhor equipa, e mesmo com menos um jogador, nos últimos 20 minutos e com o resultado apertado, foi a única equipa a jogar futebol que desse gosto ver.

A selecção nacional continua sem futebol. Só a espaços Fernando Santos conseguiu pôr a equipa a jogar bem, e curiosamente foi sempre na ausência de Crsitiano Ronaldo. A regra tem sido um futebol lento, sem intensidade e desligado, exclusivamente dependente de iniciativas individuais. Em regra tem sido a inspiração dos jogadores, individualmente, a resolver as coisas. E mesmo aí as coisas não têm sido fáceis, até porque é grande a tentação de Fernando Santos para não pôr os melhores a jogar.

Os regressos de João Mário e João Moutinho para esta dupla jornada confirmam essa tentação do seleccionador. Parece que já só faltam Adrien e Cedric! 

Tudo isso se confirmou no jogo de hoje, que apenas valeu pelo golo 700 de Cristiano Ronaldo, e pelo significado de tão especial marca ser atingida na selecção. Opções muito discutíveis na constituição da equipa, jogadores desligados, desconcentrados - o que custou dois golos na metade inicial da primeira parte -, e ausência completa quer de velocidade quer de dinâmicas colectivas.

O apuramento da selecção nacional não está em risco, nem se espera que venha a estar. Mas o prestígio da selecção, e o dos nossos melhores jogadores, não sai a ganhar com exibições como esta.

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