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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Dá a democracia nozes a quem não tem dentes?

Capa Público

 

 

Apesar de tudo - das nossas queixas, de atropelos vários, dos políticos serem isto e aquilo, etc. - segundo o Relatório da Democracia de 20108, do Projecto Variedades da Democracia (V-Dem), desenvolvido por uma rede global de investigadores e peritos com sede na Universidade de Gotemburgo, Portugal é o décimo país mais democrático do mundo, como noticia o Público

À nossa frente, num dos rankings que mais conta, ou que mais nos deve importar, só países com lugar cativo na vanguarda da democracia e da decência: Noruega, Suécia (sim, também já a contas com a extrema direita, como se viu nas eleições do fim-de-semana), Suíça, Dinamarca e Finlândia; a Estónia e a surpreendente (pelo menos para mim) Costa Rica; e as longínquas mas saudáveis Austrália e Nova Zelândia.

Curioso, e sem dúvida decepcionante, é que a este 10º lugar na geral - digamos assim -, e mesmo ao 11º na análise sectorial que recorre aos indicadores eleitoral, de liberdades e de igualdades sociais, corresponda um 38º lugar quando se chega a indicadores de participação politica. Não me quero precipitar, mas desconfio que isto quer dizer que a democracia de que desfrutamos, e com a qual somos tão críticos, nos dá as nozes. Nós é que não temos os dentes. Se calhar gastamo-los a dizer mal...

 

 

Um país mais pobre*

 

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A semana arrancou com o desaparecimento de dois grandes portugueses, logo nos primeiros dias: António Arnaut, um notável activista da cidadania e da política, a quem foi atribuída a paternidade do Serviço Nacional de Saúde, na segunda-feira e, logo no dia seguinte, Júlio Pomar, uma das mais proeminentes figuras da pintura portuguesa, condição que nunca isolou da cidadania e do activismo político, particularmente na resistência à ditadura salazarista.

Portugal ficou mais pobre. Um país tão deficitário em grande gente fica sempre mais pobre quando perde os maiores!

Mas não é disso, dessa perda, que quero falar hoje. Nem da unanimidade nacional manifestada à volta de Júlio Pomar. O povo, se não sempre, na maior parte das vezes, protege os seus artistas, vendo-lhes no génio com que nasceram uma espécie de bênção dos deuses.

Quero falar de António Arnaut para ilustrar a nobreza da actividade política. Para demonstrar que é possível dedicar a vida à política, ter actividade política ou ser político, com honra. E como isso é apreciado pelos portugueses.

Bem sabemos que nós, portugueses, só gostamos de dizer bem das pessoas depois de mortas. E como esse princípio genético nos abriu as portas da hipocrisia, tão cara também à nossa maneira de sermos portugueses. A ponto de não termos grande pejo em, depois de morto, fazermos de qualquer meliante uma pessoa de bem e de bom nome. Mas a forma como ouvimos o país falar de António Arnaut, da direita à esquerda, não é mérito desse pouco meritório atributo dos portugueses.

É a prova que a honra, na política como em qualquer outra actividade, assenta na nobreza dos valores e na integridade com que se defendem. António Arnaut nunca fugiu ao combate político, como nunca fugiu das causas mais difíceis, ou mais fracturantes, como agora se diz. Soube sempre de que lado queria estar, e soube sempre lá estar… Íntegro, direito e hirto. E livre!

Mais do que o Serviço Nacional de Saúde, essa obra-prima do Estado Social que agora vemos agonizar, devemos-lhe o exemplo.

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Trunfos lusitanos

Capa do Público

Ora aí está. Nisto somos mesmo bons, melhores que no futebol, se é que isso é possível, numa altura em que tudo o que mete bola no pé é connosco. Na relva, nos pavilhões ou na praia...

Pronto. Podemos não ser melhores a criar impostos que a jogar à bola, mas lá que somos muito bons, somos. É aquela criatividade inata, aquele movimento gingão, aquele drible (ao contribuinte) fatal... É o Cristiano Ronaldo das finanças...

A comissão europeia só tem que aproveitiar este nosso dom natural para fazer impostos como quem faz rebiangas, trivelas ou cabritos.

proposta portuguesa de, para fazer crescer as receitas comunitárias, e atenuar os efeitos do brexit, ir ao bolso das plataformas digitais e das empresas poluentes não é descabida. Faz até todo o sentido. Pena é que para cá, para consumo interno, não tenham a mesma criatividade. Quando é cá para nós qualquer imposto sobre os combustíveis, imposto automóvel ou IVA serve!

 

A relação dos portugueses com os resultados eleitorais

 

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O que por aí se vai vendo sobre os resultados eleitorais na Catalunha é verdadeiramente extraordinário. Os portugueses alinhados com a soberania catalã, exultam com a vitória inequívoca das forças independentistas e com o desaparecimento do PP de Rajoy do mapa político da Catalunha. Já os portugueses entregues de alma e coração ao espanholismo cantam a vitória clara dos constitucionalistas, e ignoram os resultados do primeiro-ministro espanhol, porque o que conta é o Ciudadanos.

Poderão estar neste momento a pensar que é sempre assim. Que já estamos habituados a que todos ganhem e ninguém perca. É verdade. Mas só é verdade por cá, deste lado da fronteira. Lá, em Espanha, não se passa nada disso. Os espanhóis, os interessados directos, não têm dúvidas nenhumas sobre os resultados das eleições. E muito menos sobre as complicações que eles trazem agarrados... 

Os jornais, as televisões - a TVE foi pouco menos que escandalosa - e os comentadores espanhóis, que na campanha eleitoral foram tudo menos plurais, conhecidos os resultados, meteram a viola no saco. Por cá, isso é sempre mais difícil. Mesmo quando as coisas não nos dizem assim tanto respeito...

Francamente: não sei se esta estranha relação com os resultados eleitorais é uma idiossincrasia portuguesa, ou se é apenas o estado de futebolização a que o país chegou!

 

 

 

Vergonha de ser português

Por Eduardo Louro

 

 

 

 

 

Não é apenas por falta de emprego que milhares de portugueses saem cada vez mais do país. Também é por coisas como as que se contam no texto anterior. E no anterior. E em tantos outros, por aí abaixo. É por tudo isto que, como o Jorge Fiel, cada vez mais portugueses têm vergonha de ser portugueses... E por isso desistem de Portugal. E também por isso partem, deixando os que cá ficam cada vez mais envergonhados disso!

"Partidos do Governo sobem nas intenções de voto"

Por Eduardo Louro

 

Ou este negócio das sondagens é uma grande aldrabice ou ninguém percebe este país. Bem sei que não é fácil de perceber um país como este, onde cada governo faz impunemente pior que o anterior, onde uma democracia mal amanhada se esgota numas urnas de quatro em quatro anos, que premeia a mentira em vez de a castigar.

Em que de aldrabão a messias vai um passo de anão, com um primeiro-ministro com tiques de ditador que, em vez de dizer que foi eleito à custa da promessa vã e da mentira, diz-se providencialmente escolhido: "Fui escolhido talvez na época mais difícil para Portugal desde 1974". Que depois de arruinar o país se reclama redentor, quiçá enviado divino: "Se eu falhar a minha missão é o país que falha".

Bem sei disto tudo, e bem sei quão difícil é perceber um país que isto tudo permite. Mas ninguém me consegue convencer que estas sondagens, efectuadas logo a seguir às autárquicas, não passam de mais uma escandalosa aldrabice!

 

O melhor

Por Eduardo Louro

 

A recente vitória de Rui Costa no campeonato do mundo de ciclismo de estrada de que aqui se deu na altura conta – a propósito, aqui fica a pitoresca narração em directo na televisão espanhola  – prestou-se a que se instalasse de imediato uma nova discussão, a que uma certa parte do país dá muita importância: seria ou não já Rui Costa o melhor ciclista português de todos os tempos?

Bem nos lembramos que, ainda há poucas semanas, bastou que Cristiano Ronaldo marcasse três golos em Belfast, e atingir e bater uma velha marca de Eusébio - lograda em bem menor número de jogos, mas não é isso que interessa – para ser aberta idêntica discussão à volta dos dois futebolistas, que foi até levada muito a sério por muita gente. Desde logo pelos adeptos, e em particular pelos chamados notáveis, de Benfica e Sporting, mas também por Luís Figo, certamente sentido – e avisado da velha máxima portuguesa de que “quem não se sente não é filho de boa gente” – por o terem deixado de fora, que decidiu a contenda sentenciando que king só há um: Eusébio e mais nenhum!

O Eusébio do ciclismo é, como se sabe, Joaquim Agostinho. O benchmarking de Rui Costa faz-se pois com Joaquim Agostinho que, sendo uma figura tão nacional como Eusébio é, para os adeptos leoninos, o Eusébio do Sporting, o que não deixará de ser irónico à luz da discussão com Cristiano Ronaldo.

São discussões que não fazem sentido, porque não faz sentido comparar o que não tem comparação tal a distância, no tempo e em todas as envolvências que determina, que separa cada realidade.

É uma discussão que - mesmo quando bem conduzida, como os interessados aqui poderão ver - não deixa de ser estúpida. Mas que é muito frequente entre os portugueses, que precisam sempre de encontrar o melhor, o maior… Perdem-se nesses exercícios, sempre condenados à parvoíce, ao disparate, ao non-sense

Quem não se lembra no que deu aquela do maior português?

Não nos preocupamos muito em honrar os verdadeiramente grandes. Nem em admirar sem condições os que dentre nós mais se distinguem. Parece que somos de coração pequeno, com apenas um lugar. Ali não cabe mais que um…

Isto poderá ter alguma coisa a ver com a nossa ancestral inveja, que nos condiciona no reconhecimento valor e mérito aos outros de nós. Se temos tanta dificuldade nisso poupamo-nos e reconhecemos apenas um – o maior!

Mas poderá também ter a ver com o individualismo e o espírito competitivo que se acentuou na sociedade portuguesa, particularmente nos últimos vinte anos. Tem sempre de se encontrar o melhor!

 

VOLTA A PORTUGAL (IV)

Por Eduardo Louro

 

David Blanco será o vencedor da Volta a Portugal, pela quinta vez. Feito único na História, e previsível!

Depois da Serra da Estrela, com os dez primeiros separados por pouco mais de um minuto, e com David Blanco e Hugo Sabido, os dois primeiros, separados por oito segundos – ditados pela bonificação de 10 segundos do espanhol mais português do pelotão pela sua vitória na etapa de ontem - seria o contra-relógio de hoje a fazer a diferença. E fez: os dez primeiros são os mesmos que já o eram, mas o décimo ficou já a bem mais de 3 minutos do primeiro. E Davido Blanco, que foi hoje o quarto em Leiria – ganhou o espanhol Alejandro Marque, do Tavira que, perdendo o azarado Ricardo Mestre, vencedor do ano passado e dado como o mais forte adversário para Blanco, obteve a sua primeira vitória nesta Volta – ganhou 14 segundos a Sabido, ficando agora com 22 de vantagem.

Também o pódio ficou definido e como estava, com Rui Sousa a conseguir defender o terceiro lugar que trazia da Serra, onde já garantira a título de melhor trepador. Bem como o Prémio da Juventude, confirmado hoje pelo espanhol David de la Cruz.

Para definir na etapa de consagração de amanhã ficou a camisola dos pontos, que de Sérgio Ribeiro roubara ontem ao sul-africano Van Rensbur (segundo no contra-relógio) para lha devolver hoje.

E pronto. Cai amanhã o pano sobre esta 74ª Volta a Portugal: uma volta a Portugal de D. Afonso Henriques, que não chegou a ser rei de Portugal e dos Algarves, que assim explica porque é que há uma Volta ao Algarve e uma Volta ao Alentejo: porque a Volta a Portugal não chega lá!

Uma última nota marginal mas que me impressiona particularmente e que, de alguma forma, dá conta de um Portugal que é muito diferente do de há alguns anos. Refiro-me à facilidade de expressão dos ciclistas portugueses, na generalidade!

Nas sucessivas entrevistas exprimem-se com grande à vontade, num português escorreito e, com grande lucidez, dizem coisas. Não falam, não soltam banalidades e lugares comuns: dizem! Pronunciam-se sobre fisiologia, sobre os incidentes da corrida, sobre os aspectos técnicos, tudo com a propósito. Tudo com boa fluência, sem pontapés na gramática e com um vocabulário digno!

Como é diferente do futebol… Os jogadores de futebol, que ganham milhões, deveriam pôr os olhos (e os ouvidos) nestes atletas!

Finalmente, e porque vem a propósito – também a carapuça serve aos jogadores de futebol -, quero salientar o esforço dos ciclistas espanhóis em expressarem-se em português. É corrente, e praticamente geral, nos ciclistas que integram equipas portuguesas, mas mesmo nos que representam formações espanholas. Notável!

Mais notável só a parolice dos entrevistadores da televisão portuguesa, que os entrevistam em portunhol. Mais caricato que às perguntas em portunhol eles responderem em português, é - como ainda hoje se verificou na transmissão em directo do contra-relógio – o pivô da emissão, no caso o simpático João Pedro Mendonça, proceder à dobragem. Por cima, traduzir para português a pergunta em portunhol e a resposta do ciclista espanhol ... em português. Com sotaque espanhol, mas em português puro e claro!

Enfim: às vezes parece que há uns portugueses que querem andar para a frente enquanto outros insistem em não sair do mesmo sítio. O grave é que estes sejam os que têm mais responsabilidades!

QUE ESTRANHA FORMA DE VIDA

Por Eduardo Louro

                                                                      

O caso da licenciatura de Miguel Relvas tem tudo o que de mais abominável há nesta particular forma de vida com que os portugueses escrevem a sua história e o seu destino.

Tem esta estranha obsessão pelos títulos. Pelo doutor, engenheiro ou arquitecto, sem o que os portugueses se julgam cidadãos incompletos, mesmo que com todas as portas da vida e do sucesso escancaradas. Uma atracção que é também uma imposição de servilismo de uma sociedade servil. Basta, por exemplo, assistirmos a qualquer debate público – nas televisões ou noutro qualquer fórum – onde qualquer dos intervenientes é tratado por doutor ou engenheiro, mesmo que não o seja nem precise nada de o ser… Miguel Relvas não precisaria deste canudo que a Lusófona lhe deu em 2007 para ser tratado por doutor. Já antes o era!

Uma coisa é a saudável e legítima ambição de valorização pessoal e profissional. A vontade de aprender e de evoluir, no conhecimento e na escala social. De que tantos e tantos portugueses são extraordinário exemplo. Outra, bem diferente é, em sentido completamente oposto, a pequenez das habilidades, dos favores e das influências para obter um qualquer título pelo simples título. É querer parecer em vez de ser, sem qualquer noção de ridículo e de decência. Como Pedro Passos Coelho que, porque quis parecer culto, até já em miúdo lia Sartre: só que uma obra que o existencialista nunca escrevera!

Tem o chico-espertismo bem português e aquela estranha maneira de pensar que só os outros é que são apanhados. Cada um é sempre mais esperto que o outro:”nesta não me apanham eles”… Repare-se que o canudo de Miguel Relvas data de 2007, em pleno apogeu do caso da licenciatura de Sócrates, peditório para que Relvas – imagine-se – não se cansou de dar.

Tem a marca nebulosa do ensino superior privado – Moderna, Independente, Lusófona – minado de gente da classe política que ali se instala confortavelmente e que ali troca favores e alimenta escândalos.

Tem a intriga sem a qual em Portugal nada acontece. Repare-se como rapidamente os responsáveis da Lusófona vieram desvalorizar o caso porque, afinal, apenas estava em causa a privatização da RTP, que não agrada à TVI e à SIC, cujo único interesse seria fragilizar o ministro que, contra tudo e contra todos, avança determinado nessa privatização.

Tem o alinhamento da imprensa – e da blogosfera – que não vê neste caso nada do que viu no de Sócrates, e vice-versa. Nada vale pelo que vale, mas apenas pelo cada um quer que valha!

E, claro, tem Miguel Relvas. Que, como poucos, consegue personalizar isto tudo.

Que estranha forma de vida… Como cantava Amália!

PIEGUICES

Por Eduardo Louro

  

Passos Coelho diz agora que os portugueses são piegas. E que têm de deixar de o ser, que têm que passar a ser gente determinada, que vai em frente e que tudo leva à frente!

Passos Coelho perdeu o tino e a vergonha. Vive noutro país se não mesmo noutro mundo. Para ele não há portugueses que perderam o emprego, não há portugueses que caíram na rua despejados das suas casas que não conseguiram pagar, não há portugueses que já não conseguem comprar os medicamentos de que precisam nem portugueses que passam fome. Para ele há portugueses, em abstracto. E piegas!

Não há portugueses que sofrem: em silêncio ou ainda com força para o protesto. Há portugueses que, piegas, se queixam das condições de vida que começam a ter o seu rosto…

Isto não é apenas insensibilidade social, começa a ser desprezo pelos portugueses. Não pelos portugueses em abstracto - que, ao contrário do que possa pensar, não existem – mas pelos portugueses que sofrem e até pelos que, já no final deste mês, irão ver que voltam a levar menos dinheiro para casa.

Pedro Passos Coelho trilhou um caminho que o está a afastar do país, se é que alguma vez dele esteve próximo. Nem o país se revê nele nem, pelos vistos, ele se revê no país. Nem nos portugueses!

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