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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Os números. Ou para além deles…*

Os contactos sociais devem ser reduzidos ao mínimo mais que nunca"

 

O país vai-se abrindo e as quarentenas fechando-se. Entramos já na terceira fase de desconfinamento, e são residuais as actividades ainda canceladas. Já há espectáculos culturais, e até o futebol já regressou, para gáudio de uns – muitos, imagino - e desassossego de outros. Menos, talvez.

E no entanto os números com que se escreve a história desta pandemia não melhoram. O número dos mortalmente atingidos pela doença mantém-se estável há algumas semanas, mas o de novos infectados não. Esse tem vindo a subir. E a concentrar-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, aqui à porta.

Nos últimos dias mais de 90% das novas infecções acontecem nesta região do país.

É um novo paradigma nas transmissões do vírus. Agora já não atinge idosos em lares, como maioritariamente acontecia. Agora atinge pessoas mais novas e em idade activa. E pessoas com condições sócio-económicas mais débeis e vulneráveis, em ambientes sociais mais degradados e com condições profissionais mais precárias. É sempre assim que se fecham os ciclos de miséria…

Muitos são imigrantes ilegais, no topo da precariedade laboral. Fugiram das obras encerradas por surtos da pandemia, e partiram de Lisboa à procura do único trabalho que podem procurar: o informal, o precário... Que, por cá, encontram na construção civil, mas também na campanha da fruta, que começa a iniciar-se.

Vêm entregues ao seu destino. Sem papéis e sem suporte familiar. Sozinhos. Entregues a si próprios e ao medo que os aprisiona. Muitos fogem, de medo. Não do medo, que esse nunca os larga.

Não é uma segunda vaga. É um novo problema, que não é sequer um problema novo, e que vai muito para além dos números das conferências de imprensa das autoridades de saúde.

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Manhosos e orfãos

Por Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

Provavelmente António Costa é um tipo com azar, a quem tudo acaba sempre por correr mal. Não vale a pena recuar muito para ilustrar esta ideia, todos se lembram como foi desejado, dentro e fora do seu partido, e como era limpo e sorridente o horizonte à sua frente. E no que deu pouco tempo depois, logo que a coisa apertou e o tempo fugiu...

Mas não há melhor ilustração para a falta de estrelinha de Costa do que esta estória dos cartazes que, pelos vistos, não tem culpados. Mesmo que o Ascenso Simões se tenha finalmente demitido...

Basta ver como a polémica que desencadearam deu cabo, destruiu por completo, apagou, aquilo que eram as mensagens mais fortes que a campanha eleitoral tinha para fazer passar. O desemprego e a precaridade não são apenas o maior legado que esta governação deixa ao país. São também as maiores feridas abertas na sociedade portuguesa, que não podem simplesmente ser arredadas da campanha eleitoral só porque acabaram vertidas nuns cartazes manhosos, mas acima de tudo orfãos!

 

 

 

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