Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Destinos e delírios

Twitter classifica publicações de Trump como 'potencialmente ...

 

Em plena guerra das máscaras, Trump foi apanhado por um dos seus mais usados instrumentos de guerra, o Twitter. 

Na sua delirante visão da covid-19, Trump encontrou nas máscaras novos moinhos de vento alinhados contra a sua reeleição e, no país mais atingido pelo vírus, já à beira dos 100 mil mortos, transformou o uso de máscara numa questão político-ideológica. Em mais um factor de divisão dos americanos, que agora também se dividem entre os que usam e os que não usam máscara. 

Andava Trump entretido de espada em riste contra as máscaras quando o Twitter entendeu reforçar as suas regras para combater a desinformação e as fake news, criando sinalizações que identificam os conteúdos  como "potencialmente enganosos" e associando-lhe links para informações sobre o tema. Onde, como não poderia deixar de ser, Trump foi apanhado logo à primeira.

O governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, decidiu enviar boletins de voto por correspondência a todos os eleitores registados no Estado, como medida excepcional para a votação no contexto da pandemia. Porque isso era dar importância à pandemia que continua empenhado em desvalorizar, Trump correu a postar contra o voto por correspondência, com supostas consequências fraudulentas. 

O Twitter não deixou passar sem sinalizar com a mensagem "aceda aqui a todas as informações sobre a votação por correspondência". Foi o suficiente para Trump acusar a rede social de "interferência directa nas eleições", e de  "sufocar completamente a liberdade de expressão", o que ele nunca permitiria.

É esse o seu ponto de chegada. A um ponto em que nunca, nada nem ninguém o impeça de mentir, como lhe apetecer, à medida dos seus interesses ou simplesmente à dos seus delírios... Esperemos que fique pelo caminho, e nunca lá chegue!

 

Três em um

Candidato republicano Donald Trump apresenta sua mulher, a modelo eslovena naturalizada Melania (Foto: Carlo Allegri / Reuters)

 

Arrancou a convenção do Partido Republicano, em Cleveland, que irá formalizar a candiatura oficial de Donald Trump á presidência americana. Para começar, nada melhor que a própria mulher de Trump, a actual, a enésima, que ele apresentou como a futura primeira dama americana, repetir o discurso de Michelle Obama na convenção do Partido Democrático de 2008, na antecâmara da vitória eleitoral de Novembro seguinte.

Poderia ter sido por crença: "se correu bem com a outra"... E a verdade é que antiga modelo de origem balcânica - imigrante, pois claro - não esteve nada mal a dizer aquilo tudo ... Bem ensaiado, como não poderia deixar de ser. E que foi a a segunda maior novidade do primeiro dia da convenção, lá isso foi. 

A primeira foi um Trump todo contente a ouvir uma imigrante a repetir um discurso de uma negra. Três em um!

Bad news

Imagem relacionada

 

Quem segue a campanha para a nomeação dos candidatos às presidenciais americanas, e se preocupa com estas coisas da democracia, aguardava o dia de ontem em Nova Iorque com grande expectativa. De New York esperamos sempre tudo, esperamos sempre que nos dê o melhor que podemos esperar. No fundo, de New York, esperamos sempre que supere as nossas mais altas expectativas. Por isso é mítica...

Mas este New York não é a nossa New York: o Estado não é a Cidade que nos esmaga o imaginário. E confirmou a tendência de outras paragens que perderam a capacidade de nos surpreender, confirmando Trump - com 70% dos votos - e Hillary Clinton - com 60% - matando de vez a esperança que os americanos conseguissem encontrar um digno sucessor de Obama. E também um sucessor digno de Obama...

Depois da miséria brasileira que vimos entrar porta dentro, esta a não é uma boa notícia para a democracia "all over the world". Escolher entre um louco extremista reacionário e o pior do stablishment político é, agora, a opção que resta aos americanos.

Assustador*

Por Eduardo Louro

 

Ouvi ontem o Miguel Sousa Tavares (minuto 9) dizer que a campanha de Hillary Clinton vai custar 2,5 mil milhões de dólares e fiquei assustado. É assustador pensar que a democracia chegou a este ponto...Quando as campanhas atingem valores desta dimensão há fortes motivos para nos assustarmos!

Interrogamo-nos: que democracia é esta, envolta em tão brutais quantidades de dinheiro? E assustamo-nos. Eu assusto-me!

 

* Como se percebe não é para adjectivar o H, símbolo da campanha. Bem poderia ser, mas não é... 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics