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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

E pronto… Já está!

                                      Capa PúblicoCapa Diário de Notícias

As janelas mais atingidas pelo pontapé de Marcelo naquela bola perdida foram mesmo as de Rui Rio. Provavelmente com mais de pontaria afinada, do que de acidental. A bola não terá ido bater nos vidros de Rio, terá sido chutada para lá com pontaria afinada. 

Já Cavaco, no tão propalado artigo no Expresso do passado sábado, tinha apontado para lá. Teve em mira mais algumas janelas, mas aquela também lá estava. Cavaco tem pouco jeito para muita coisa, mas na fisga é bom. De fisgas sabe ele, e com fisgas também se partem vidros. Não é só com boladas.

E lá está Rui Rio com os vidros todos partidos, e com a casa feita em cacos e a arder. Já não tem por onde se safar, e já não tem condições para dar luta a um inclemente (também já perdeu, e quem já perdeu, em política ao contrário de grande parte do resto, tende a ser mais inclemente), Paulo Rangel. Quando nem o Conselho Nacional tem na mão - a sua tentativa para adiar as directas, com que tentou evitar que a bola de Marcelo e a fisga de Cavaco lhe atingissem a janela, foi claramente derrotada com 70 votos contra e apenas 40 a favor - já não tem por onde resistir... 

Poderá ensaiar a velha táctica política do tabu. Mas não vale a pena, o tabu não resiste a mais que um par de semanas.

 

Bola para os vidros

Chumbo do Orçamento? ″O país não deve ter seis meses de paragem por causa  de eleições″

 

O ritual de dramatização está aí, como se esperava. Ou não fosse um ritual. 

Mais cedo, mais coreografado, e com uma nova (velha) personagem em palco - o Presidente Marcelo, evidentemente. E como ele gosta de palco, como gosta de grandes planos, como gosta de ser o primeiro ...

Podia ter esperado mais uns dias, ou umas semanas. A procissão ainda vai no adro e muitas são ainda as cenas por gravar. Tinha tempo para esperar calmamente pela sua vez, e se ela não chegasse não se perdia nada. Mas não, assim que a apanhou uma bola perdida, ali a saltar à frente, chutou-a com força.

Deslumbrado com a execução do pontapé, ali ficou em auto-contemplação, desligado de tudo. A bola, essa, seguia a toda a velocidade direitinha às janelas da vizinhança. Quando deu por si viu-se o ar de miúdo traquina a vibrar com os vidros a estilhaçados ali à volta...

 

Um dia histórico e uma frase histórica

Marcelo espera esclarecimentos "sem drama e com serenidade" na reunião do  Infarmed — DNOTICIAS.PT

A aguardada sessão de ontem no INFARMED transformou-se numa espécie de "dia da libertação". Por muito que "apenas" se tenha "fechado uma página", como disse o Presidente Marcelo, e que não tenham faltado avisos sobre os riscos que ainda permanecem, ontem foi mesmo o dia em que "ganhamos a guerra", na expressão de Gouveia e Melo, o herói maior entre os muitos heróis que a pandemia deu ao país.

Ontem foi pois um dia histórico. A História faz-se destes dias, e das palavras que destes dias ficam. Das de ontem, de Marcelo, estas não poderão deixar de ficar para a História:

"O povo português votou, e uma forma de voto foi vacinar-se, e aqui votou com uma maioria que até agora nenhuma eleição deu a ninguém. E é bom que isso seja retido".

Associar a resposta nacional à vacinação - que orgulho no Portugal campeão mundial da vacina contra o covid, com 85% da população vacinada! -  à de uma expressão eleitoral, a dimensão cívica à democrática, é a mais inteligente resposta aos movimentos negacionistas, obscurantistas, e reaccionários que nos últimos tempos têm engrossando a conspiração contra os valores da democracia.

É mostrar como são inexpressivos na sociedade portuguesa.  E, mais ainda que isso, é mostrar que esses movimentos não representam nada mais que a oportunista exploração dos desencantos que atingem boa parte da sociedade portuguesa na sua expressão eleitoral democrática. 

Mas esse é outro problema. Que, mais do que nunca, terá de ser decididamente enfrentado!

 

 

Palavras à toa

Oh Marcelo, meu amor, és o maior”. Cinco anos depois, Marcelo voltou ao  Bairro do Cerco, no Porto - Atualidade - SAPO 24

 

Palavras:

- "Não há volta a trás no desconfinamento".

- "Ninguém pode garantir que não se volta atrás no desconfinamento".

- "Por definição, o Presidente nunca é desautorizado pelo primeiro-ministro"

Factos:

Face aos valores em crescendo da incidência pandémica na capital e nalguns concelhos limítrofes, e ouvindo a pressão de muitos especialistas para se decretarem de imediato medidas de retrocesso no desconfinamento, o Executivo impõe uma espécie de cerca sanitária a Lisboa aos fins de semana, que começa já hoje, às 15:30, e se prolonga até às 6:00 horas de segunda feira 

Conclusão:

Quando se fala à toa o problema não é ser desautorizado pelo primeiro-ministro, é sê-lo pelos factos.

 

Caldo entornado

SIC Notícias | Costa e as relações com Marcelo: "É um não-caso"

O Presidente Marcelo garantiu que o país não voltaria atrás no desconfinamento. Não deu a pandemia por terminada, como muitos quiseram dizer, mas disse que o país "não é governado por especialistas".

"Sabemos que não somos nós que governamos, mas também não é o Senhor Presidente que vai aos hospitais tratar dos doentes" - respondeu um deles. 

António Costa também não acolheu bem o statement do Presidente e, lá fora, não perdeu tempo na resposta: "Ninguém pode garantir que não se volta atrás no desconfinamento". Marcelo não gostou e, também lá fora (Onde? Onde? - Na Hungria, pois claro) puxou pelos galões; "Por definição, o Presidente nunca é desautorizado pelo primeiro-ministro". E a lembrar o menino que é o dono da bola, ou não estivesse na Hungria, rematou que "quem nomeia o primeiro-ministro é o Presidente, não é o primeiro-ministro que nomeia o Presidente".

Está o caldo entornado. Até parece que o país não tem nada de importante para tratar. Como o jogo de hoje, por exemplo...

"Não há nem nunca houve um Portugal perfeito"

Celebração do 25 de Abril no Parlamento

Não sei se foi a primeira vez que um discurso de um Presidente da República nas comemorações oficiais do 25 de Abril foi aplaudido de pé por toda a Assembleia da República. Se não foi, também não foi ainda. Embora tivesse parecido.

E como pareceu, é como se tivesse sido!

O discurso de Marcelo ontem na sessão oficial de comemoração do 25 de Abril merecia a unanimidade e aclamação no Parlamento. E teve-a. O André Ventura não conta!

"Não há nem nunca houve um Portugal perfeito"!

A capa que não existiu

Capa Revista Sábado

Visando qualquer outro político, a capa da revista Sábado de ontem seria suficiente para virar o país do avesso. Teria tido eco em todas as televisões, e o país não falaria de outra coisa. 

A força de um político vem da sua imagem. E Marcelo não tem rival na imagem que tem projectada no país. E por isso a capa da Sábado continua aí nas bancas como se não existisse, nem nunca tivesse existido. 

"Eu sou incomprável" - pode ler-se (clicar na imagem) na última linha da capa. A Marcelo basta esta reacção. Nenhum outro político da actualidade - e se recuarmos décadas bastarão os dedos de uma só mão para os contar -, nesta actualidade que vivemos, mataria uma capa de revista, ou uma primeira página de um jornal, de forma tão assertiva e eficaz.

A Sábado, esta semana, não saiu!

 

Confrontos inevitáveis II

Marcelo e Costa reuniram no Algarve – Reportagem TVI

António Costa não se ficou, e respondeu à promulgação de Marcelo da legislação sobre o reforço dos apoios sociais. A resposta é recorrer ao Tribunal Constitucional, como tinha ameaçado em jeito de "vou-me a ele".

Dizem os jornais que os apoios sociais em causa não atingem mais que 39 mil pessoas. Mas quando os confrontos são inevitáveis ... não há como os evitar. E tudo serve para os despoletar.

O desfecho está à vista, e parece paradoxal. Com Marcelo a tudo fazer para que a legislatura chegue até ao fim, e Costa a dramatizar tudo para que isso não aconteça, e seja apeado. Mas só parece, não é! 

 

Confrontos inevitáveis I

Marcelo e Costa reuniram no Algarve – Reportagem TVI

Com a promulgação, pelo Presidente da República, dos três diplomas de reforço dos apoios sociais e profissionais - aos médicos - aprovados por todo o Parlamento, com a única excepção do PS, contra as ameaças do governo, está aberto o primeiro confronto entre Marcelo e António Costa deste segundo mandato presidencial. 

O Presidente não tinha como fugir deste confronto. Como Costa não tinha, nem tem, como ganhá-lo, mesmo que recorra ao Tribunal Constitucional, como ameaçou, e que o Presidente expressamente desaconselhou.

Com todo o Parlamento a favor destes apoios, não seria fácil para o Presidente tomar o partido do governo. Mesmo que tenha desencorajado a oposição a fazer desta prática um caso reiterado. Isto é, mesmo que tenha avisado a oposição que não estava a abrir qualquer precedente para viabilizar práticas parlamentares de de sistemática desconfiguração do Orçamento de Estado. Que, fez notar, tem, em seu entendimento, capacidade para acomodar as medidas em causa.

O Governo fica mal - muito mal - nesta fotografia. Quando na ordem do dia está a alteração à legislação fiscal permitiu a fuga da EDP ao pagamento de 110 milhões de euros em impostos, a isenção de  impostos a cidadãos estrangeiros, com especial ênfase nas declarações da ministra das finanças da Suécia, acabar com as moratórias no crédito à habitação e travar estes reforços aos apoios sociais, é deixar claro o lado que o governo escolhe, sempre que tem de fazer escolhas.

 

Marcelo a marcar território no desconfinamento

 

O aguardado, e anunciado para ontem, plano de desconfinamento foi ontem apresentado, como prometido. E, ao que parece, está a suscitar relativa consensualidade, mesmo que levante sempre a questão do copo meio cheio ou meio vazio. E que nalgumas circunstâncias contrarie a opinião de técnicos e cientistas, cada vez também elas mais díspares. 

Até aqui nada de anormal. A coisa começa a piar mais fino quando se repara no silêncio ensurdecedor do Presidente da República. Quando Marcelo fica calado é sempre mais notado que quando fala, e quando fica calado sobre esta matéria é sinal claro que se quer demarcar deste plano de desconfinamento. Seja porque lhe torce o nariz, seja porque, por trás da sempre propalada solidariedade institucional no enfrentamento desta crise pandémica, sempre se viu Marcelo com alguma dificuldade em acertar o passo com a pandemia.

Lembramo-nos bem como, há um ano, se apressou precipitadamente a confinar. Ou como, há apenas três dias, no dia da tomada de posse, se envolveu num banho de multidão, numa visita a um bairro do Porto (na imagem). É sabido que Marcelo tem para tudo o seu próprio passo, e o seu próprio tempo. Mas, sendo o seu, nem sempre é o mais acertado.

É por demais evidente que o silêncio de Marcelo sobre o plano de desconfinamento não tem nada a ver com a viagem ao Vaticano, onde neste momento se encontra. Tem tão só em vista guardar um espaço a pisar se as coisas não correrem bem. É a velha, e agora renovada, questão do segundo mandato!

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