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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há sempre qualquer coisa a não bater certo

Marcelo Rebelo De Sousa - Leva vacina da gripe sem camisa e vira meme |  VIP.pt

Com as infecções pelo coronavirus a terem já atingido 1% da população, e a baterem recordes desde o início da pandemia,  e com a ameaça do regresso ao confinamento cada vez mais real, o tempo é agora de vacinação contra a gripe.

Foi montada uma vasta campanha de sensibilização para a campanha de vacinação, por fases, de acordo com os segmentos alvo. Primeiro os profissionais de saúde e, depois, os idosos. Arrancou ontem a fase de vacinação dos mais mais velhos, e o presidente da República, como não podia deixar de ser com o Professor Marcelo, correu a vacinar-se em público. Para reforçar a campanha, evidentemente. As imagens não terão sido as mais felizes, e deram mesmo para a inevitável sucessão de memes nas redes sociais, mas o objectivo era o mesmo - mobilizar a população, e particularmente a mais vulnerável, para a vacinação contra a gripe.

Mobilizadas por todas estas campanhas as pessoas começaram a procurar a vacina. Começaram a ligar para os Centros de Saúde, ou para as Unidades Familiares de Saúde, mas do outro lado ninguém atende o telefone. Deslocaram-se pessoalmente, mas só encontraram filas a dobrar o quarteirão. Foram procurar a vacina às farmácias, e ... nada. Tinham recebido uma ínfima percentagem das que haviam encomendado, insuficientes até para o próprio pessoal da farmácia.

É assim. Há sempre coisas que não batem certo. Até numa simples vacina para a gripe. Que, de resto, se não houvesse sempre qualquer coisa a não bater certo, deveria este ano ter menos procura. Se o vírus da gripe se propaga de forma idêntica à do coronavirus, e se temos em vigor uma série de medidas de protecção contra este último, entre as quais o uso da máscara, o natural seria que as pessoas estivessem mais defendidas da gripe que nos anos anteriores. 

 

É mesmo de política que se fala

Marcelo Rebelo de Sousa: "Que sejam aquilo que são sempre: os melhores" -  Futebol - SAPO Desporto

 

As selecções de futebol de Portugal e Espanha empataram a zero naquele que foi o primeiro jogo de primeiro plano com público nas bancadas. O primeiro ocorrera no passado fim-de-semana, nos Açores, entre o Santa Clara e o Gil Vicente, com 800 espectadores. No de ontem estiveram 2.500, e quase não se  deu por eles...

Desse jogo saiu como notícia que as duas federações ibéricas vão apresentar uma candidatura à realização do campeonato do mundo de futebol em 2030, o que deixa muita gente de cabelos em pé. Até porque os tempos que correm na península não vão muito entusiasmantes.

Não é só pela pandemia. É pelo pantanal político que se vive nos dois países. Cada um com a sua realidade, mas no mesmo terreno escorregadio.

O actual momento político em Portugal, dominado cenário de aprovação do orçamento, e pela escolha do presidente do Tribunal de Contas, não poderia de resto ser mais eloquente. O presidente empurra, empurrou sempre, a aprovação do orçamento para a esquerda, para libertar o PSD para a alternância. Mas reforça institucionalmente o bloco central, reforçando-lhe o poder no aparelho de Estado. 

É assim nas CCDR, divididas, pataca a mim pataca a ti, entre o PS e o PSD, mas depois legitimadas por uma simulação democrática em Assembleias Municipais de ratificação das decisões dos directórios do Bloco Central. E foi assim com a nomeação do novo presidente do Tribunal de Contas que, de nomeado pelo Presidente sob proposta do governo, acabou nomeado pelo Presidente por escolha de Rui Rio.

O presidente, que nesta altura por força do calendário eleitoral não tem praticamente poderes, na realidade põe e dispõe. Põe à esquerda a responsabilidade por assegurar o regime, e dispõe que dele disponha o bloco central. 

 

Notícias

Ana Gomes confirma candidatura a Presidente da República Portuguesa -  Plataforma Media

 

Ora aqui está um dia cheio de notícias. São notícias do país a arder às mãos de criminosos incendiários. É a do início do julgamento de oito portugueses acusados de terrorismo ao serviço do Daesh - mesmo que apenas se saiba do paradeiro de dois, e que apenas um compareça em tribunal -, no primeiro caso de terrorismo islâmico julgado em Portugal. É a da retoma das chamadas "reuniões do Infarmed", para avaliação do estado da pandemia que não abranda, relegando expressões como primeira e segunda vaga para meras questões de semântica, agora que o regresso às aulas agita ainda mais as consciências de cientistas, políticos e autoridades sanitárias. É a notícia da confirmação da candidatura de Ana Gomes ás presidenciais de Janeiro...

Seria esta certamente a notícia do dia, não fosse a notícia de Marcelo Rebelo de Sousa não ser  notícia. Pode ser sintomático, ou até premonitório (não sei de quê), que Marcelo, que está sempre à frente de microfones e de câmaras de filmar, não seja notícia no dia em que Ana Gomes diz que vai a jogo.

Marcelo, como se sabe, é o candidato que ainda não é candidato. E por isso não podia reagir. Já Ventura, o candidato que já é candidato, reagiu de imediato e bem à sua maneira: se tiver menos votos que a depravada Ana Gomes, o símbolo (do mal) das minorias, corta os... Nada, demite-se do partido. Outra vez.

A candidatura de Ana Gomes vai mexer com muita coisa, não fosse ela um elefante numa loja de cristais... Atravessa todo o cenário eleitoral das presidenciais. Atinge e divide universo eleitoral do PS, e com isso o de Marcelo. Mas também o de Marisa Matias, já confirmada, de novo como candidata do BE, e o do ainda desconhecido, mas garantido, candidato do PCP. E o do próprio Ventura, na medida em que também representa uma alternativa ao voto de protesto.

Não admira que tenha saltado logo. O que pode surpreender é que a fanfarronice com que antes falava em ser o próximo Presidente da República, se tenha transformado na modéstia de ganhar à Ana Gomes.

 

 

Fatalidades

Mais de 800 operacionais no grande incêndio de Oleiros. Fogo já ...

Os incêndios voltaram em força, e de novo com mortes. É o nosso fado. Incontornável: no Verão há incêndios e neles morre gente. 

Há fogos pelas razões de sempre. Os anos passam e elas ficam. Permanecem como uma fatalidade. A floresta, o eucalipto, a desertificação... E a incúria, e o crime... Mas sempre com uma desculpa.

Morrem bombeiros. Se são dos mais velhos é porque já não estavam em idade de por lá andar. Quando são os mais jovens, é porque não têm experiência...

Este ano é a pandemia. Quando, na transição da Primavera para o Verão, se devia estar a trabalhar na prevenção dos fogos dos dias quentes que aí viriam, andávamos todos às voltas com a pandemia. Sem mãos a medir a fazer não se sabe bem o quê.

Mas deve ter sido isso. Pelo menos é isso que nos diz o Presidente Marcelo... 

 

Não precisar deles

Marcelo e Cavaco já não escondem tensão

 

A acusação a Ricardo Salgado - de de mais dezassete outras pessoas singulares e e sete pessoas colectivas - chegou seis anos depois do colapso do BES. Vai ser julgado por sessenta e cinco crimes, entre eles os de associação criminosa e corrupção activa, que terão causado perdas de 12 mil milhões de euros. 

No epicentro da acusação está uma offshore criada nas Ilhas Virgens Britânicas para titular uma conta bancária na Suíça, um gigantesco saco azul de onde saiam as largas centenas de milhões de euros com que Ricardo Salgado comprava o que havia a comprar.

Sabe-se o que comprou, até ficar dono disto tudo. 

Dei conta de duas, apenas duas, reacções políticas à acusação de Ricardo Salgado. Uma foi de Rui Rio, que não teve mais nada a dizer se não que demorou muito tempo. Nem se esperava que tivesse outra coisa para dizer... Mas não tem razão. Apurar em seis anos o que resulta da acusação, em matérias desta natureza, é um grande trabalho. E Rui Rio deveria saber isso.

Outra foi do Presidente Marcelo, dando a acusação como uma boa notícia. Marcelo, que era amigo pessoal de Ricardo Salgado e com quem até passava férias...

Uma das coisas que se soube é que esse milionário saco azul serviu também para Ricardo Salgado financiar as campanhas presidenciais de Cavaco Silva. Que, Presidente da República, incentivaria a compra de acções no aumento de capital do BES, a quinze dias da falência do Banco.

Cavaco não se pronuncia, não tem nada a dizer. E enquanto alguma comunicação social reduz a notícia a simples nota de rodapé, outra apressa-se a querer fazer-nos crer que Cavaco não tinha conhecimento de estar a ser financiado por Ricardo Salgado.

Não é preciso nascer duas vezes para ser mais sério do que quem quer que seja. Como bem explicava Marcelo na sua própria campanha para as presidenciais de 2015, basta não precisar deles.

Não precisar deles. Isso mesmo. De outra forma tudo se resume sempre a uma questão de preço...

 

 

A hipótese que não é hipótese

Legalização da privatização da TAP não serve o país | Partido ...

 

A TAP entrou num beco sem saída. Os accionistas privados não têm dinheiro - e, pelos vistos, se o tivessem não seria para lá meter - para acompanhar a injecção de capital que o Estado foi autorizado a fazer na companhia. Nem quiseram chegar a acordo sobre as condições das naturais consequências disso, gerando um impasse que não deixa espaço para terceiras vias: ou a nacionalização ou a falência.

É assim que a coisa nos tem sido apresentada. Foi assim que o ministro Pedro Nuno Santos, eventualmente há muito a falar de mais sobre a matéria, deixou as coisas no Parlamento... Mas com a falência como não hipótese. Logo confirmada pelo Presidente da República: "deixar falir a TAP não é uma hipótese".

Não faço neste momento ideia nenhuma se o governo vai avançar com a nacionalização, como pretende o  ministro Pedro Nuno Santos, ou se vai procurar um acordo com o figurinista Humberto Pedrosa, depois de comprar as acções de David Neelman, como parece pretender António Costa. Mas não tenho qualquer dúvida que ninguém tem dúvidas que não é possível manter a TAP.

Tudo começa precisamente na intervenção do Estado, e nas condições que a União Europeia impôs para que o Estado português pudesse ajudar financeiramente a companhia. Entre essas condições estão as do redimensionamento da companhia, um brutal operação de downsizing inequivocamente expressa nas reduções dos números de voos e de aviões. E aí não há volta a dar. Até porque, sabe-se, o que uns perdem, ganham outros. As rotas que vão ser retiradas à TAP passarão para outras companhias europeias. Provavelmente as mais lucrativas, e naturalmente para as maiores, já com os devidos apoios estatais há muito resolvidos. 

Com menos aviões, menos rotas, menos voos e, evidentemente, muito menos trabalhadores, a TAP já não será esta que se diz querer salvar. Muitos trabalhadores, provavelmente a maioria dos actuais 10 mil, terão evidentemente de ser despedidos e a inevitável agitação social e laboral daí decorrente apenas fragilizará ainda mais o desempenho económico da companhia e degradará, ainda mais, a sua situação financeira.  

Não custa portanto muito a perceber que estão, neste momento, a descartar a hipótese mais sólida que têm à frente. Marcelo diz que "deixar falir a TAP não é uma hipótese".quando a hipótese da falência é uma certeza. Faz lembrar as palavras do seu antecessor no aumento de capital do BES, um mês antes da resolução. 

De resto tudo está a preparar-se para que a TAP seja o Novo Banco desta nova década.

 

Retratos

Portugal atento a processos de nacionalidade, em Goa foram 3 mil ...

 

As coisas não estão a correr nada bem. Cá dentro, em Lisboa o governo teve mesmo que forçar um passo atrás, com as medidas ontem anuciadas para entrarem em vigor na próxima quinta-feira. E, lá fora, apesar da "confiança" da UEFA no país, vários governos europeus fecham as suas fronteiras a viajantes oriundos de Portugal.

Esta medida, excepcional e pouco abonatória para um país ainda há poucas semanas apontado como exemplo de sucesso no combate à pandemia, desencadeou uma série de curiosas reacções.

A primeira chegou naturalmente do ministro dos negócios estrangeiros. Mas pouco diplomática. Pelo contrário, mais primária não poderia ser: vamos aplicar o princípio da reciprocidade. À Augusto Santos Silva, um ministro dos negócios estrangeiros com a sensibilidade diplomática do trauliteiro que não consegue deixar de ser. 

A segunda não tem menores traços de personalidade, e veio do Presidente Marcelo. Que diz que o fecho de fronteiras a quem vem de Portugal não é mais que uma guerra para conquistar turistas. À Marcelo, a deixar-nos de boca aberta: mas então quem quer conquistar turistas impede-os de entrar no país?  Mas deixa cá ver: é com a Dinamarca, a Áustria, a Lituânia e a Letónia que especialmente concorremos no turismo?

Não parece. Mas sabe-se que o que importa para Marcelo é a tese conspirativa. Se nada se lhe ajustar a culpa já não é dele!

Já António Costa simplesmente não entende como lhe estão a fazer uma coisa destas. Como é que eles não vêm que estamos a fazer mais testes, que somos nós que, ao contrário de todos os outros países, em vez de os esconder, estamos à procura de encontrar novos infectados. É simples má-fé. A mesma com que ninguém entendeu o prémio que tão genuinamente deu aos profissionais de saúde!

Há declarações que em vez de palavras têm imagens. São retratos!

Antes e depois

Costa diz que Champions em Portugal é um "prémio merecido aos ...

 

Se antes daquele anúncio, daquela forma e naquelas condições, da final a oito da Champions League deste ano em Lisboa, que deveria fazer corar de vergonha os seus intérpretes - mas não faz, porque Marcelo não tem vergonha de nada, e Costa terá prováveis problemas de ruborização de rosto - se percebia que muita coisa estava a mudar na relação dos portugueses com a pandemia, depois, essa mudança ficou ainda mais clara.

O ponto de viragem nem será exactamente o daquele acontecimento idiota, mas nunca deixará de ser esse o momento mais simbólico da viragem assinalada pelo ponteiro do medo. Antes, para os portugueses, mais importante que a doença era o medo.

O medo tinha sido o alfa e o ómega do chamado sucesso português, supostamente reconhecido na decisão da UEFA celebrada naquela patética sessão de propaganda. Fora por medo que os portugueses tinham até antecipado muitas das regras do confinamento. Fora por medo que tinham cumprido todas as indicações de protecção, e todas restrições que lhes tinham sido impostas. 

Depois perdeu-se o medo. E, perdido o medo, acabaram-se as preocupações de protecção, acabou-se o civismo, acabaram-se os bons exemplos, as lições de humanidade que todos os dias por aí  corriam e, por fim, todo o s tipo de restrições. 

O fim de semana encarregou-se de mostrar isso, com festas e mais festas de jovens inconscientes por todo o país. E com hospitais a serem inundados por adolescentes e jovens infectados. 

Antes, profissionais de saúde comoviam-se com os idosos infectados que lhes chegavam, mobilizavam-se para os salvar, com o que tinham e o que não tinham e, no fim, emocionavam-se e emocionavam-nos nas vitórias e nas derrotas que connosco partilhavam. Hoje, ao verem chegar estes jovens infectados, porventura ainda a tresandar a álcool, terão vontade é de lhes dar uns pares de estalos ou - vá lá - meter-lhes qualquer coisa pelo rabo acima. Ou pela garganta abaixo. 

 

 

Deslealdades*

Guia de Meta - Bruxo Deslealdade (Deck do Modo Livre de ...

 

À entrada para a segunda fase do desconfinamento, com a perspectiva da abertura condicionada de creches, escolas, restaurantes e cultos religiosos, já com vista para centros comerciais e para o futebol, mas ainda a ajustar as contas para a abertura da época balnear, e em particular para o acesso às praias, o país ouviu o estrondo abafado do rebentamento de uma crise política.

Era tudo o que não precisávamos neste momento. Combalidos, desconfiados e cheios de incertezas, tudo o que não precisávamos era mesmo de mais incerteza e de mais desconfiança, sob a forma de crise política.

Fica-se com a ideia que com tanta acrimónia da oposição, e com tanta cumplicidade entre o chefe do governo e o Presidente que até o anúncio da recandidatura foi feito, e o tabu desfeito, pelos dois em conjunto, o governo sentiu alguma falta de adrenalina e resolveu dinamitar a sua própria estabilidade.

Mesmo que há muito tenhamos dado conta da guerra surda entre o primeiro-ministro e o ministro das finanças, em grande parte sustentada em distintas, e por vezes até antagónicas, concepções políticas, temos alguma dificuldade em perceber como de repente descambou, e rebentou com estrondo na transferência de mais 850 milhões de euros para o buraco sem fundo em que se tornou o Novo Banco.

Tanta mais dificuldade quanto mais nos pareça que tudo foi propositado. Que a falha de informação, que serve de desculpa a Mário Centeno, não foi uma simples e acidental falha. Tal como a confusão de auditorias, que no fim serviu a António Costa para o desculpar, não foi uma simples e acidental confusão.

Menos dificuldade teremos, no entanto, em perceber a intervenção do Presidente da República no conflito. Que, em vez de apaziguador, como se esperaria, tomou ele próprio a iniciativa de accionar o detonador, ao acusar o ministro das finanças de desleal ao primeiro-ministro.        

Se nos lembramos que, logo no início desta pandemia, Mário Centeno, chamado a Belém pelo Presidente especificamente para o efeito, lhe terá dado garantias de se manter no posto durante este período crítico, percebemos qual a deslealdade que realmente doeu a Marcelo.

E deslealdade é coisa que Marcelo até pode esquecer. Mas não perdoa!

* A minha crónica de hoje na Cister FM

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