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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Um artista

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Trump vem a Portugal. Só não tem ainda data marcada, diz o presidente Marcelo. É o que se chama matar o assunto à nascença. Não tem importância nenhuma. Pronto, não se fala mais nisso.

Entretanto vai a  Paris e canta a marselhesa ao lado de Macron, na parada militar do dia da tomada da Bastilha... Como se não estivesse a cantar o hino oficial de um país estrangeiro, no seu dia nacional...

Um artista!

"Optimista e superficial"

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Fosse para agitar as águas, fosse para reforçar ainda mais o espaço para a sua recandidatura, o Presidente Marcelo falou de crise na direita, admitindo a "forte possibilidade de haver uma crise na direita portuguesa nos próximos anos" que a arrede do poder por muito tempo.

Fosse para se fazer desentendido, e continuar a assobiar para o lado como que não seja nada com ele, fosse porque não percebe mesmo nada do que se diz e nem nada do que se passa, Rui Rio achou-o "optimista e superficial". O "superficial" compreende-se. Serve para desvalorizar. E, seja para continuar a assobiar para o lado, seja para disfarçar as suas insuficiências de percepção, Rui Rio precisa mesmo de desvalorizar os conteúdos críticos.  O "optimista" é que não há mesmo forma de compreender. 

Das duas, uma: ou Rui Rio falou para não estar calado, e mais uma uma vez "nem as pensa", ou, ao dizer que o Presidente é optimista ao prever que PSD e CDS estão condenados a um longo jejum de poder, tem claro na sua mente que o cenário, para a direita portuguesa, é de mera sobrevivência. Pior que ficar afastada do poder por muito anos só mesmo desaparecer da esfera do poder!

Parece-me que não será assim tanto. Que Rui Rio é que, depois de se tornar irrelevante, está agora em vias de desaparecimento... 

 

 

Há-de haver explicação...

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O país está perplexo, e não é razão para menos: então não é que o Presidente Marcelo ainda não teve uma palavra sobre a "crise política do fim-de-semana"?

É realmente estranho que um presidente omnipresente e praticamente incontinente verbal deixe passar em branco o mais marcante tema de actualidade política do ano. Não se percebe como Marcelo está a passar ao lado desta oportunidade, mas há-de haver uma explicação. 

 

Habemus presidente

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Marcelo quebrou o tabu, e anunciou no Panamá a sua recandidatura, a mais de um ano de distância do que, pela sua própria boca, se esperava. A razão de o ter feito agora não se conhece, poderá até - sabe-se lá - ter a ver com os mecanismos da lógica ... da batata. Ficou a conhecer-se o mais importante - a razão da decisão. E essa não podia ser mais forte: quer receber o Papa Francisco em Lisboa, em 2022!

 

A lógica do tubérculo

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Parece-me muito discutível a convocação de um Conselho de Estado para analisar o Brexit. Não parece nada que seja matéria de Presidente da República, e menos ainda da mais alta estrutura institucional da magistratura presidencial. Mas ... convidar o FMI?

Convidar a Drª Cristina Lagarde para a reunião do Conselho de Estado, porquê? Para quê? Por que "carga de água"?

Não vejo outra justificação que não mais um dos excessos em que o presidente Marcelo vem sendo pródigo nos últimos tempos. Os excessos presidenciais são pecadilhos a que, em regra, nenhum presidente tem conseguido escapar. Uns com mais estardalhaço que outros, mas todos percorreram esses corredores mais extravagantes. Todos, no entanto, o fizeram sempre no segundo mandato.

A regra tem sido um primeiro mandato tranquilo e cordato, para garantir a reeleição, ficando o segundo para partir a loiça toda, quando daí já não lhe venha mal nenhum. Parece que Marcelo está a entrar nesses corredores à entrada da segunda metade do seu primeiro mandato pelo que, se a lógica não for uma batata, está desfeito o tabu da sua candidatura para um segundo mandato.

Se a lógica não fosse uma batata, pela primeira vez um presidente iria abdicar de um segundo mandato. Coisa que, com o mais popular de todos, faria da lógica precisamente uma batata. A não ser que a noticiada quebra de popularidade de Marcelo nos últimos meses ("quanto mais alto se sobe maior é a queda") empurre o tubérculo para fora da lógica...

 

Presidente "pimba"

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Quando aqui há dias me referia à falta de sentido de Estado do Presidente Marcelo estava longe de imaginar que, poucos dias depois, entraria em directo num programa "pimba" de televisão a dizer que tinha interrompido uma reunião para desejar felicidades à apresentadora. 

Já não é só falta de sentido de Estado. É pena que Marcelo tenha confundido popularidade com populismo, e se esteja a transformar num presidente "pimba"!

Sentido de regime e sentido de Estado

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Mesmo discordando da presença do Presidente da República na tomada de posse de Bolsonaro, dei-lhe o benefício da dúvida. Não pelos argumentos que Marcelo apresentou, exclusivamente centrados na CPLP, essa coisa que não passa de uma central de negócios falhados pouco dada à vergonha, a que só em Portugal é dada alguma importância. Mas porque ainda admitia alguma lógica de interesses de Estado entre dois países que a História fatalmente juntou, que resistem ao fatalismo das costas voltadas a essa fatalidade...

Hoje não tenho dúvidas que esta visita de Marcelo não o prestigiou nem prestigiou o país. Marcelo voltou, em Brasília, a pôr-se de cócoras e a dar do país uma imagem de servilismo que o empequenece. Falou - melhor, procurou falar - com sotaque, adicionando açúcar do Brasil à língua que trazia de Portugal, como se fosse café que trouxera de Angola. E perante a pouca importância que lhe foi dada por Bolsonaro, obviamente medida pelo pouco tempo da audiência concedida, a melhor saída que encontrou foi que os irmãos precisam de pouco tempo para comunicar.

Decididamente, Marcelo é um bom Presidente da República. Mas não é um estadista. Nele é maior o sentido de regime que o sentido de Estado!

 

Faltou o puxão de orelhas

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Não sei se o veto do Presidente da República ao decreto-lei do governo sobre a recuperação do tempo para efeitos de carreira dos professores, vai agitar a última semana política do ano, normalmente tranquíla e pacata, entre as mensagens de Natal do primeiro-ministro e de Ano Novo do Presidente da República. Mas devia! 

É apenas o terceiro veto do presidente Marcelo a diplomas do governo, o que diz bem da estreita colaboração - chamam-lhe cooperação institucional - entre Marcelo e António Costa. Mas, desta vez, teria de vir acompanhado de "puxão de orelhas".

Sim, um puxão de orelhas por mais uma traquinice do governo. Tratou deste problema dos professores - e dos portugueses, porque sobrará sempre todos nós - como tem tratado tantos outros: procurando agradar a gregos e troianos, prometendo sol na eira e chuva no nabal ao mesmo  tempo. Depois, quando repara que a quadratura do círculo é imposssível, procura umas habilidades para ir empurrando a coisa.

O último empurrão a esta coisa foi verdadeiramente insólito, com a inscrição no Orçamento do propósito de prosseguir as negociações com os sindicatos. Por mais voltas que dê não percebo que cabimento tem um compromisso desses no Orçamento. O insólito passa a desavergonhado quando, primeiro e de imediato, ensaia uma habilidade a que quis dar forma de reunião falhada com os sindicatos e, depois, logo que o Orçamento foi promulgado, escarrapacha num decreto-lei o que era a sua proposta de partida negocial.

Evidentemente que o Presidente Marcelo, por mais boa-vontade que tenha, não poderia promulgar como facto consumado uma coisa que, dias antes, no Orçamento promulgado, era para negociar na sua vigência. Poderia era dar um valente e público puxão de orelhas ao governo como se faz(ia) aos meninos traquinas que passam a vida a atazanar-nos a cabeça.

 

Visita de trabalho

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O Presidente Marcelo vai encontrar-se amanhã com Trump, na Casa Branca. Diz-se que não haverá selfie, nem sequer conferência de imprensa conjunta, daquelas que nunca se sabe muito bem como vão acabar. É uma "visita de trabalho", não é uma visita de Estado. Não dá por isso para grandes exuberâncias e Macron, a quem não faltaram os gestos mais expressivos - deu até para limpar a caspa do casaco -  não ficou assim tão bem na fotografia...  

Cá para mim, Marcelo apenas quer acrescentar mais um cromo à sua caderneta: faltava-lhe lá o cromo do Trump, e teria que tapar aquele espaço em branco fosse lá como fosse. Não queria continuar com o quadradinho em branco, mesmo  sabendo bem que Trump não é por estes dias o cromo mais procurado. Deve haver para troca... 

Parece-me que é isso.

 

 

 

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