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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Voltas trocadas

Resultado de imagem para carles puigdemont

 

Quando Lula vê abrirem-se as portas da prisão para entrar, Carles Puidgemont vê-as abrirem-se para sair. A absurda acusação de rebelião que o Estado espanhol utilizou foi considerada “inadmissível” pelo tribunal  alemão por, como era evidente, se não cumprir o requisito de violência.

Acabou, mesmo assim, por aceitar a acusação de desvio de fundos, fixando-lhe por isso a fiança de 75 mil euros para o deixar sair em liberdade. Talvez para minimizar os danos no governo de Madrid...

Já não há paciência!

FOTO: LUIS FORRA/LUSA

 

Sócrates foi visitar os amigos que deixou na prisão, em Évora. E os guardas, que tão bem o trataram quando por lá esteve: uma obrigação moral, disse ele. Nada de jogadas...

Suponhamos que sim, que Sócrates não resiste a obrigações morais, que é movido por um inabalável apelo interior ao cumprimento do dever e por uma conduta moral acima de qualquer suspeita. Eu sei que é difícil, mas façamos esse esforço.

Já está?

Então por que é que tem de haver sempre jornais e televisões à volta? Por que raio não consegue reservar-se no cumprimento das suas obrigações morais? Por  que diabo não consegue manter estes seus tão nobres sentimentos na restrita esfera da sua privacidade?

É simples, a resposta: para que esta fotografia pudesse existir e correr mundo. A imagem que faltava - a sair da prisão, pelo seu próprio pé, altivo, a deixar aqueles portões para trás - que nada tem a ver com a sua saída verdadeira saída, num carro celular a caminho da prisão domiciliária. A imagem que, para Sócrates, não tem preço. Pela qual estaria disposto a pagar o que fosse... Conseguiu-a de borla!  

Não sei se Sócrates está convencido que somos todos parvos. Se calhar, está... E lá terá as suas razões... Mas já não há paciência para estes jogos!

 

 

Mais uma entrevista

Por Eduardo Louro

 

 

Com a entrevista, chamemos-lhe assim, que a SIC ontem transmitiu, José Sócrates já vai na sexta. Negada autorização para a primeira, ao Expresso, Sócrates – e os respectivos órgãos de comunicação social – deixou de a solicitar e passou ao facto consumado. E o(s)  seu(s) advogado(s) também não pára(m). Não há semana em que não apareça(m) nas televisões e nos jornais!

O tom é sempre o mesmo e o objectivo é um e único: pôr em causa a Justiça e fragilizar a investigação. E se tem a vantagem de ir servindo de contraponto às notícias que vão saindo, todas – de forma manipulada, porque muitas não têm nada a ver com isso – dadas como fugas de informação em violação do segredo de justiça, tem a desvantagem de justificar um dos fundamentos – perturbação da investigação – da prisão preventiva, que legitimamente contesta. Se isto acontece com ele preso facilmente se imagina o que aconteceria com toda a liberdade de movimentos!

Porque nunca nada é esclarecido, há apenas a preocupação de lançar a confusão para esconder o que realmente são fortíssimas anormalidades. Sócrates nunca se preocupa em explicar como é que uma pessoa pede emprestado a outra, que empresta, volumes anormalmente elevados de dinheiro para manter padrões de vida – entre outros indicadores com motorista pessoal – para que não tem rendimentos. Nem em explicar como é que tenciona reembolsar montantes como os que estão em causa. Limita-se a dizer que isso não é crime.

De facto não é. Mas é inquestionável indício que esconde crimes que têm de ser investigados e provados!           

O tabuleiro de Sócrates

Por Eduardo Louro

 

Entendo a prisão preventiva como um instrumento a que o sistema judicial deverá recorrer em circunstâncias excepcionais e apropriadas. De resto previstas na lei. Deploro o recurso indiscriminado á prisão preventiva, e acho ainda mais deplorável que isso seja feito à custa de uma leitura aligeirada dos respectivos requisitos legais. Recorrer á prisão preventiva para, depois de concluída a investigação, construir a acusação, é uma coisa. Para simplesmente prosseguir a investigação, é outra. Inaceitável num verdadeiro Estado de Direito... Um sistema judicial que nuns casos prende para investigar, quando manda arquivar outros que deixou prescrever sem sequer conseguir investigar, não é próprio de um Estado de Direito!

Um sistema judicial que permite - se não mesmo favorece - a utilização de matéria processual pela comunicação social não prestigia a Justiça. Pior que isso, limita-a. Peia-a!

Como se percebe, tudo isto está a acontecer com José Sócrates. E como se percebe, embora se esconda, tudo isto favorece Sócrates, peando a Justiça. Porque facilita a estratégia do ex-primeiro ministro de transformar tudo isto num processo político, em esvaziar a esfera da Justiça para encher a da Política. É neste tabuleiro que Sócrates se mexe com á vontade e mestria, e por isso tudo faz para tudo colocar nesse espaço. Sem olhar a meios, ora remetendo manuscritos directamente para os jornais, por onde começou, ora contando com a cumplicidade de Mário Soares para fazer publicar na imprensa a troca de correspondência entre ambos, por acaso exclusivamente dedicada à sua estratégia pessoal.

A estratégia está a funcionar de tal maneira bem, que a entrevista por escrito com que a TVI - e Sócrates - conseguiu tornear o sistema, e que ontem fez chegar ao público, começa a pretender instalar na opinião pública a ideia de que se trata finalmente da utilização do direito de resposta, do direito de contraditório, sempre negado a Sócrates. Muitos, e muitos deles verdadeiramente insuspeitos de integrarem a guarda pretoriana de Sócrates, estão agora a saudar esta entrevista como forma da reposição da legalidade democrática, como o legítimo direito de defesa.

Contrariando os propósitos da actual direcção do PS, e em especial de António Costa (não foi por acaso que resistiu até ao limite à peregrinação do partido a Évora), Sócrates tudo faz, e tudo continuará a fazer, para reduzir um complexo processo jurídico recheado de suspeitas de múltiplos crimes a um processo político. À Política o que é da Política e á Justiça o que é da Justiça, não é mais que um jargão. A que António Costa lançou mão, mas que não serve a Sócrates!

Não sei se Sócrates é culpado ou inocente nos crimes de que ainda é mero suspeito. Não sei sequer se virá a ser acusado. Sei tão bem da dificuldade de fazer prova dos factos que lhe são imputados, quanto da fragilidade dos argumentos de defesa que apresenta. E sei bem que, passar para as páginas dos jornais aquilo que se deve apenas passar nas salas dos tribunais, serve só alguns, sempre aos mais poderosos. É por isso anti-democrático, e é a negação da própria Justiça!

 

"Prende-se para calar"?

Por Eduardo Louro

 

Sócrates, na sua de todo previsível guerra de guerrilha, faz lembrar aquela anedota do marido que pergunta á mulher o que foi fazer á esteticista e que, depois de ela lhe responder que era para ficar mais bonita, a volta a questionar para lhe perguntar: então por que não ficaste?

Prende-se para calar? Então - recorrendo á famosa frase que o rei Juan Carlos usou, há justamente 7 anos atrás, para Hugo Chavez: por qué no te callas?

Ah! Afinal  está preso por outras razões... Bem me parecia!

 

 

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