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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quando o como é quanto

Por Eduardo Louro

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Duzentos e sete mil empregos!

Bem sei que não é uma promessa. É um compromisso. Mas será que ninguém se lembra dos 150 mil de há seis anos?

Bem sei que o toda a gente acha que o emprego é o abre-te Sésamo da gruta do voto. Por isso é tão grande a manipulação que o governo e a coligação fazem desses números... Mas era mesmo necessário seguir uma fórmula que por sinal até correu tão mal?

Claro que temos de saudar estas coisas de "O Quanto, o Quando e o Como". E, claro, falar de "quanto" sem falar de quanto emprego era deixar de fora o maior dos quantos. Com o "quando" pacífico, e os outros quantos nos 118% do PIB para a dívida e no 1,4% para o défice, é no "como" que poderá estar o diabo. Tanto maior quando falta o maior quanto do como... 

Quanto crescimento?

 

 

Portugal merece mais

Por Eduardo Louro

 

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Ontem, na Quadratura do Círculo, Pacheco Pereira referiu que o texto do Programa Eleitoral da coligação usava a linguagem das empresas, "o tecnoquês dos Relatórios de Gestão", feito por especialistas de comunicação com o propósito de dizer sem que nada seja dito. Leu algumas passagens deixando perceber que aquilo não passava de um inintelegível alinhamento de palavras sonantes, mas despidas de conteúdo. "Um insulto para todos nós"! 

Pacheco Pereira não esgotou, nem de perto nem de longe, tudo o que de absurdo e de hilariante faz "Agora Portugal pode(r) mais".

Apenas mais uma pequena contribuição. Por exemplo, na página 71 (link ali em cima, logo no início, façam o favor de ir lá confirmar), com a letra C, no topo direito da página, lê-se: 

"Caixa de correio eletrónico disponível 24h, destinada às comunicações dos agentes económicos, nas quais identifiquem constrangimentos na aplicação da legislação em vigor".

Ficamos assim a saber que esta maioria, se vier a ser governo e se, depois, cumprir as suas promessas - o que, como se sabe, é sempre muito difícil - terá uma caixa de correio electrónico (sim, como deve ser) disponível 24 horas.

Esfregamos os olhos, aquilo parece pouco de mais... Mas logo a seguir condescendemos: pronto, também não é assim tão grave. Esqueceram-se de escrever "por dia". Queriam dizer "24 horas por dia" ... E, logo aí chegados, percebemos o alcance único da medida, a verdadeira, a grande reforma da administração pública, coisa nunca antes vista ...

Um correio electrónico disponível 24 horas por dia? Mesmo assim? Sem hora de almoço, nem nada? Não fecha nem um bocadinho para descansar? Nem uma simples pausa para um café por trás de um "Volto Já"? Como é que vão conseguir?

Cá por mim tenho dúvidas. Mas isso sou eu, que tenho a mania de desconfiar de tudo o que vem desta gente...

Não sei se, "agora, Portugal pode mais". Mas tenho a certeza que Portugal merece mais!

"As pessoas sabem com o que é contam da nossa parte"

Por Eduardo Louro

 

Não me passaria pela cabeça que Passos Coelho tivesse lido isto. Menos ainda que viesse dar-lhe resposta tão pronta... Logo aqui, em Leiria. E logo poucas horas depois ... Já nem sei se não terá vindo de propósito.

Exactamente: Passos explicou por que não está preocupado em apresentar programas... Nem medidas... Nem ideias... Não há pressa, tranquilizou os seus apoiantes de Leiria. E através deles todo o país...

"As pessoas sabem com o que é contam da nossa parte". Também me parece!

 

 

Milagres

 

Por eduardo Louro

 

Sei que o PS apresentou hoje uma espécie de pré-programa eleitoral. Sei que o PS está numa de não me comprometam. É preciso marcar terreno, mas nada de exageros. Nada é definitivo, tudo é provisório... Não vá o diabo tecê-las. Por isso tudo vale o que vale... mesmo que não valha nada!

Não deixa de me surpreender é que o ministro da economia não tenha tempo para ler os relatórios do FMI, e que o chefe do governo não tenha problemas de tempo para ler tão depressa o tal pré-programa eleitoral do PS. E de concluir imediatamente que não passam de "milagres que conduzirão o país ao desastre"!

Até pode ser que seja isso. Mas assim ninguém acredita... Ou acreditam os que querem acreditar... Os que acreditam em milagres!

NOVIDADES DO FIM-DE-SEMANA

Por Eduardo Louro

 

Três dias depois do programa da Troika aí está o programa eleitoral do PSD. Quando tinha de estar! Quando poderia estar…

São 122 páginas – poderiam ser bem menos, como ainda agora poderíamos ter aprendido com aqueles senhores que cá estiveram – que, à luz das obrigações contratualizadas com a União Europeia e o FMI, apontam, de uma maneira que me parece séria e sem cedências eleitoralistas, que agora seriam completamente disparatadas, um caminho para Portugal nos próximos anos.

Sabemos que o comum dos portugueses não lê os programas eleitorais e que as campanhas se desenvolvem a partir de meros spins e sound bytes centrados numa ou noutra ideia que, muitas das vezes, nem sequer encontramos em nenhuma parte do programa. Se, lá bem no fundo, as pessoas não os lêem é porque não estão para isso - têm mais que fazer, mesmo que não tenham – é sempre fácil dizer que não se interessam porque não vale a pena. Porque nada daquilo é para cumprir: promessas, só promessas de que estão todos fartos!

Acho que este é também o tempo de fazer um esforço para desatarmos este nó - mais um - que estrangula a nossa democracia. A gravidade do momento que atravessamos justifica o nosso empenhamento na participação cívica e democrática: a começar por aí, por dar atenção aos programas dos partidos!

Sócrates, que domina bem todas a s variáveis do marketing político, sabe disso: que as pessoas não se dão ao trabalho de ler os programas eleitorais. Por isso apresentou o seu antes e à revelia do programa da troika, com o único objectivo de fazer passar a ideia de que esse mais não seria que o seu PEC 4. E reclamava a apresentação do programa eleitoral PSD para dele retirar um ou dois pontos que a sua máquina de propaganda se encarregaria de formatar à sua medida e martelar ritmadamente, como só eles sabem fazer. Como já estão a fazer!

O acontecimento político do fim-de-semana não é, porém, a apresentação do programa eleitoral do PSD. Nem tão pouco a convenção do Bloco. É a inequívoca declaração de Pedro Passos Coelho de que não haveria bloco central: nem ele estará com o PS no governo nem o PS estará com ele no governo!

Quando toda a gente se tem mostrado tão empenhada nos mais amplos consensos e nos mais maioritários dos governos, que eu aqui tenho permanentemente condenado, é bom que venha alguém dizer que isso não vale. Que perceba que com isso não se pretende outra coisa que desculpabilizar quem tem a responsabilidade de trazer o país até aqui. Que diga claramente e sem ambiguidades que o eleitorado tem a responsabilidade de fazer escolhas e de punir quem tem de ser punido!

Quem nos conduziu à mais baixa média crescimento económico dos últimos 90 anos, à maior dívida pública (em função do PIB) dos últimos 160 anos, à maior dívida externa dos últimos 120 anos; ao maior desemprego dos últimos 80 anos e à segunda maior vaga de emigração da nossa História, já que não pode – como merecia - ser criminalmente responsabilizado, não pode deixar de ser exemplarmente punido nas urnas. Quem mentiu e continua a mentir, a manipular e a tratar Portugal e os portugueses como se tudo isto não passasse de um jogo, tem que ser afastado do governo. Não pode ter perdão!

As reclamadas convergência, unidade, maiorias e unanimidades são apenas esponjas que pretendem apagar toda esta desgraça que é a herança de Sócrates!

PPC veio dizer claramente que não contem com ele para isso. E eu aplaudo!

E O PROGRAMA ELEITORAL, PÁ?

Por Eduardo Louro

 

Anda tudo muito agitado com a falta de propostas eleitorais dos partidos políticos. O PSD não tem programa e o do PS é o PEC4 - é o que se ouve por todo o lado. E que quer dizer apenas isto: do PSD não sabemos nada e, do PS, o que sabemos não presta.

É verdade – sabemos pouco do PSD. Mas, do PS – e então deste PS que insistiu em apresentar-se com a mesma roupa, e nem sequer lavada – sabemos de mais. E sabemos que não presta, não é apenas o PEC que não presta!

Mas voltemos ao grande problema que preocupa hoje os portugueses – os programas eleitorais dos partidos. Ou melhor: a falta deles! Especialmente a do programa eleitoral do PSD.

No Eixo do Mal, da SIC Notícias do último sábado, era a Clara Ferreira Alves que levantava uma folha de papel para a câmara e dizia:”olhem, aqui está o programa do PSD”. Nas entrevistas deste fim-de-semana – ao Expresso e à RTP – Fernando Nobre, o homem de quem se fala, também lamentava essa falta. Mais acentuada quando chegou a correr que ele próprio teria estado envolvido na sua preparação. Ontem era ainda Freitas do Amaral, numa boa entrevista na RTP, a voltar a apontar o dedo a esta falha grave. Que não entendia, acrescentava, porque não é necessário um calhamaço de uma tese de doutoramento com 500 páginas: basta uma simples folha de papel com uma dúzia de ideias. Para o provar recorreu mesmo ao baú das suas memórias da histórica liderança do CDS, quando recordou que se era preciso apresentar qualquer coisa de um dia para o outro, tudo se resolvia numa noitada com o Adelino Amaro da Costa e o Basílio Horta (sim, sim, esse mesmo – o cabeça da lista do PS por Leiria).

Isto já para não falar do jogo politiqueiro, onde o PS já dá tanto uso a este argumento como ao da culpa pelo chumbo do PEC e pela crise política.

Confesso que também a mim me fez uma enorme confusão que, ao fim de um ano – e que ano, um ano com o governo sempre no fio da navalha – a nova liderança do PSD não tenha tido forma de delinear a tal dúzia de ideias, quando andou erraticamente a passear por becos e ruelas. Para onde entrava sem que ninguém percebesse e donde saía só depois de andar a bater com a cabeça por aquelas paredes.

Nada que entretanto não tenha percebido, e nada por que me não penalize. Afinal era preciso vistas bem largas para perceber isto. Humildemente reconheço que as minhas vistas curtas me impediram de lá chegar mais cedo. Lamento é ter de denunciar as vistas curtas de personalidades como as que acima referi!

É que, como é hoje perfeitamente evidente para a maioria dos comuns mortais, não faz qualquer sentido que um partido – seja ele qual for – apresente um programa eleitoral. Não faz sentido, mas também não pode: o programa está ainda e apenas no início da preparação. Estão só agora a decorrer os primeiros contactos com os parceiros sociais – os sindicatos foram hoje recebidos, e as organizações patronais apenas amanhã – e com os partidos políticos. Encontros que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista recusaram liminarmente!

E como a coisa não se resolve numa noitada, nem com uma dúzia de ideias numa folha A4, como preconizava Freitas do Amaral, o programa dos partidos ainda está bem atrasado. Os homens nem sequer vão gozar os feriados da Páscoa para não atrasar a coisa. Mas, mesmo assim, só lá para o final da próxima semana – que também será fim do mês - é que haverá fumo branco. Nessa altura já ninguém perguntará pelo programa de quem quer que seja!

Pelos vistos apenas ao PCP e ao BE se pode exigir que apresentem as suas propostas para o país. O Bloco já se mostrou disponível, mas a conta gotas: serão 20 pontos – mais que a tal dúzia – a apresentar ao ritmo de um por dia!

Percebe-se que o outro chegará primeiro!

 

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