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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

União mais unida, não há!

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Logo a seguir ao congresso da união e de todas as promessas de união, ao congresso dos soldados humilde e empenhadamente ao lado do líder, ainda a tenda não estava desmontada e já, no Parlamento, os deputados do PSD declaravam a guerra civil. Com um atestado de humilhação a Fernando Negrão e a dizerem a Montenegro para se despachar.

União mais unida, não há. Nem soldados mais soldados...

Portas

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Não surpreende que Passos Coelho tenha procurado - e pelos vistos encontrado - na(s) Universidade(s) a porta de entrada na vida profissional, agora que, pelos vistos, fecha a porta da política. Não surpreende que alguém cuja única especialidade conhecida era a de abrir portas, seja tão expedito a abri-las para si próprio. Não surpreende sequer alguém que levou vinte anos a fazer uma licenciatura, depois de passar pela chefia de um governo, fique automaticamente qualificado para professor universitário. O que verdadeiramente surpreende é o despudor da imprensa que temos.

Sem ela, sem essa imprensa, Passos não teria exponenciado a sua especialidade em portas. Foi com ela que, em muito pouco tempo, Passos transformou a  pequenina portinha de saída que o diabo lhe tinha apontado na porta grande por onde vai sair este fim de semana.

Não me admiraria muito numa parceria entre os principais players do negócio dos media e algumas universidades privadas para explorar a fileira da porta, sob a cátedra de Pedro Passos Coelho.

 

 

 

Coisas do diabo

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A vitória de Rui Rio começou de imediato a produzir efeitos. Ou, talvez melhor, declarações.

Primeiro foi Manuela Ferreira Leite, a quem muita esquerda começara a afeiçoar-se, a dizer que o "PSD deve vender a alma ao diabo para pôr a esquerda na rua". Nem sei o que mais impressiona - se o balde de água gelada que despejou em cima dos seus mais recentes camaradas, se a dificuldade de o PSD se libertar do diabo. Se, chamado por Passos, não veio, pode ser que venha agora para lhe ficar com a alma. Comprando, é claro...      

Depois, logo a seguir, veio Assunção Cristas  dizer que “mais importante do que saber quem fica em primeiro lugar nas eleições, o que é importante é saber que partidos é que é que conseguem ter uma maioria parlamentar de, no mínimo, 116 deputados”. Aqui sei bem o que mais impressiona. Mais que o reconhecimento da legitimidade do actual governo, e o abandono de Passos, deixando-o sozinho na tese da usurpação do poder, mais que mais um negócio de alma com o diabo, impressiona que esta declaraçao não tenha impressionado a generalidade da comunicação social.

Mais que desviarem-se desta declaração como quem se desvia de qualquer coisa sem importância, abandonada na beira da estrada, fugiram dela como o diabo foge da cruz!

 

 

 

Dramático

 

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As eleiçõs no PSD já lá vão, Rui Rio é o novo patrão, e agora o tema é a liderança parlamentar. A questão é se deve ser Hugo Soares, a incrível escolha de Passos já em agonia, a demitir-se ou se isso deverá ser tarefa de Rui Rio e, como já se viu, há opções para todos os gostos.

Mas nisto de eleições nos principais partidos a minha preocupação é outra, como por aqui tenho vinda a manifestar. Mais que a batota descarada que sempre domina estes acontecimentos, preocupa-me a naturalidade com que a olham, quando a olham. 

As escolhas nos dois principais partidos do regime, agora feitas por via eleitoral convencional, são mais que simples eleições partidárias. São as primárias das eleições legislativas. É nelas que se decide quem os portugueses irão depois sufragar, ratificar, para governar o país. Por isso, e já que não podem ser abrangidas pelo volto universal, que sejam ao menos justas, isentas e livres. Sem batota!

Não são. Nunca são, e isso não preocupa ninguém. 

Sabe-se que no último dia foram pagas quotas de 20 mil militantes. Sabe-se, contou-o o Expresso (vale a pena ler), que em Ovar, cuja câmara municipal é presidida pelo director de campanha de Rui Rio, a batota atingiu formas verdadeiramente escandalosas como, entre outras, a casa com 17 militantes do partido, onde apenas viivem oito pessoas, de nomes completamente diferentes, e que nem sequer sabiam destas eleições; ou a casa que não existe, mas que é residência de outros oito votantes.

Dir-se-á que não bate certo com a imagem de Rio. Que está em contra mão com o rigor, a ética e a seriedade que apregoa. É verdade, mas só prova que nada ninguém na política portuguesa está acima da batota. E isso é dramático!

 

 

 

O aparelho

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De repente -  já lá vão uns meses, é certo, mas foi de repente, logo que se começaram a perfilar para disputar a sucessão -, Santana Lopes e Rui Rio passaram de ferozes críticos a fervorosos apoiantes de Passos Coelho.

Quem os ouve agora nem percebe por que se estão a candidatar para o substituir. Se, como dizem, Passos Coelho fez tudo tão bem, por que é que não continua?

No entanto, como ainda ontem, no debate na TVI, fizeram ambos gala de nos voltar a lembrar, com citações e recortes de jornais, que qualquer deles andou a desancar em Passos Coelho durante todo o consulado da sua liderança. Não lhe pouparam nenhuma!

É curioso que Santana Lopes - que, como se sabe, é tipo de grande à vontade e de pequena vergonha, coisa a que vulgarmente chamamos lata -, quando o seu adversário concluiu (das poucas vezes em que o deixou concluir o que quer que fosse) um rol de recortes de jornais com provas das acusações que fizera ao ainda líder do partido, lhe tenha perguntado quando é que isso ocorrera. E que tenha ficado sem resposta, metendo a viola no saco, quando Rui Rio, voltando aos recortes, enunciou 2009, 2010, 2011, 2013, 2015...  

Não sabemos, se calhar nunca saberemos se, quando durante todos estes anos criticaram tão asperamente Passos Coelho, como agora fazem questão de lembrar um ao outro, qualquer deles, ou ambos, estavam em frontal oposição às suas opções políticas ou simplesmente a colocar-se no sítio que consideravam certo para lhe disputar o lugar. O que sabemos é que as coisas lhes saíram furadas. Passos auto-destruiu-se, mas o seu poder no partido, que tanto trabalho lhe dera a construir, manteve-se intacto. É ele que continua a dominar o aparelho de um partido que cada vez mais se parece com os clubes de futebol, até nas lógicas de poder.

É por isso que Santana Lopes e Rui Rio, nas tintas para a honestidade intelectual, estão hoje tão de acordo na exaltação de Passos Coelho. E é também por isso que, ganhe qual deles ganhar, será sempre um líder de curto prazo. Que fará as malas lá para finais de Outubro do próximo ano. 

Estas televisões dão para tudo!

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Já não nos bastava que as televisões pagassem a uma catrefada de tipos para tratarem da vidinha. Uns a destilar veneno da bola, outros a lamber as feridas, outros a limparem as nódoas, ou outros a fazerem-se a Belém. Faltava ainda pagar a alguém para apresentar a sua própria candidatura à liderança do partido, com uma hora para arranque de campanha. Com partnaire e tudo!

Já não falta. Estas televisões dão para tudo. E não querem que lhes falte nada!

Sete vidas? Só os gatos...

 

 

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A candidatura de Santana Lopes à liderança do PSD é a maior demonstração da lástima em que Passos Coelho deixou o partido.

Santana Lopes não tem, como os gatos, sete vidas. Julga que as tem, tenta convencer toda a gente que as tem, mas não tem. O apoio do aparelho partidário, depois de tão rapidamente se terem esgotado as poucas reservas de que dispunha, o inexplicável conforto da mão do presidente Marcelo, e um certo histerismo mediático, poderão até chegar para convencer os militantes a entregar-lhe de novo o partido. Mas não lhe dão uma nova vida. Nem a ele, nem ao partido!

O Presidente e os partidos. Perdão: O Presidente e o sistema financeiro!

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Marcelo almoçou com Santana Lopes. Quis falar sobre o sistema financeiro. Estava ansioso por falar com Santana Lopes sobre bancos, é bom de ver. Nem podia ser outra coisa...

Marcelo é sempre Marcelo. Nunca conseguirá deixar de o ser, por muito que jure que o Presidente da República não pode, nem deve, interferir nos partidos. O Presidente não deve, mas Marcelo pode!

O dito por não dito ...

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Meio mumificado, numa universidade a fingir, onde uns fazem de alunos e outros de professores, numa espécie de brincar às casinhas, Cavaco fingiu de professor mal amanhado e, a propósito e a despropósito, desatou a vomitar ódio e a cuspir veneno sob a forma de opinião.

A malta, que começou a desconfiar do Cavaco com aquelas coisas do BPN, e do Dias Loureiro,  com aquelas coisas do BES, que era tudo gente séria, não tanto como ele, porque disso ainda estava por nascer. Ou com aquelas coisas de fazer comendadores gente muito séria, quase tão séria mas nunca tão séria como ele, porque … claro, disso ainda estava por nascer. A malta – ia dizendo – já não tem paciência para as suas alarvidades. Já não está para o aturar… e manifesta-lho, sem deixar dúvidas.

A máquina de Passos, que revê em Cavaco a ideologia que a realidade lhe despedaçou, não aceita que já não haja quem esteja para o aturar. E como não tem jeito para nada, mas não é de se ficar, saiu para a confusão e tratou de virar tudo de pernas para o ar, para fazer crer que criticar a opinião da criatura é por em causa o direito da criatura à opinião.

Chicos espertos, porque, esperto, é mesmo o Marques Mendes. Sabe-a toda. Até conseguiu dizer que, tendo Cavaco sido infeliz a dizê-lo, teve “carradas de razão” no que disse. E passou ele a dizer o não tinha sido dito. Mas cheio de razão. Com “carradas de razão”, na SIC.

É fácil dar o dito por não dito. Dar por dito o não dito é outra coisa. E mostrar como se faz, com a mesma falta de vergonha, mas com muito savoir faire, é ainda outra.

O ultimato

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Nunca foi tão forte a sintonia entre a direita em geral, e o PSD em particular, e a comunicação social.

Não. Não é no que respeita a ideologia, é na imbecilidade!

E quanto mais fundo cai o nível da qualidade dos seus dirigentes políticos mais se reforça essa sintonia, que terá certamente o seu ponto mais alto no ultimato desse grande vulto político que acaba de chegar à liderança parlamentar, que se dá pelo nome de Hugo Soares.

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