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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

"A espuma dos dias"

Série Cinema #EmCasaComSesc | Portal Oficial de Belo Horizonte

(Imagem daqui)

São muitas e diversas as circunstâncias em que, por razões de segurança, temos de nos sujeitar a procedimentos de revista policial, em que temos de nos deixar apalpar. Nessas circunstâncias o que acontece é homens (polícias) apalparem homens, e mulheres (polícias) apalparem mulheres. É - ou pelo menos era - sempre assim, fosse à entrada para um estádio de futebol, fosse para muitos outros eventos. Até nos aeroportos, quando não há greve...

De resto, apalpar, nessas circunstâncias, é até um excesso de linguagem.

Mas isso era dantes. A pandemia mudou tudo, e hoje estes procedimentos de segurança têm que ser muito mais assertivos. Isto já lá não vai com apalpões. Pelo menos para alguns - algumas - a avaliar por uma queixa que faz a espuma destes dias.

Queixa-se um grupo de mulheres que, no seguimento de uma manifestação pelo clima que paralisou o trânsito na Rotunda do Relógio, em Lisboa, foram levadas para a esquadra onde, para as revistarem, os polícias as fizeram despir. Todinhas, cuecas e sutiãs fora, também. E que - queixam-se ainda - não tivessem qualquer coisa escondida no mais interior da sua intimidade, foram obrigadas a posições que melhor permitissem o cabal desempenho da revista.

Diz-se que os manifestantes eram cerca de 200. E que desses 26 foram identificados e conduzidos à esquadra dos Olivais. Homens e mulheres. Diz-se ainda que eles foram sujeitos a uma simples revista superficial. Elas, mulheres entre os 25 e os 31 anos, eram, pelos vistos, muito mais perigosas.

A acção de protesto chamava-se "em chamas". E o movimento que a organizou, e a que pertencem as mulheres obrigadas a despirem-se e os homens levemente revistados, "Climáximo". Podiam ter outros nomes, mas têm estes.

A PSP nega tudo, e garante que se limitou aos "procedimentos de segurança legalmente admissíveis". Mas não se livra da queixa-crime. Nem de ser acusada de "de conivência para com as estratégias do Governo, que procura a todo o custo contornar, desvalorizar e até mesmo negar a emergência climática”.

Claro que há aqui coisas muito sérias. Mas também há para aqui muita da brincadeira que faz a espuma dos dias.

 

Caneladas debaixo da mesa

 

Uma coisa é eu achar que, na sequência do assassinato vergonhoso daquele cidadão ucraniano às mãos de uns torcionários do SEF,  Eduardo Cabrita há muito que deveria estar fora do governo. Em boa verdade nunca lá deveria ter entrado, nem ele nem mais uns tantos, como por exemplo o Sr Augusto Santos Silva. Outra coisa é o Presidente da República achar o mesmo.

É que, eu, digo o que acho e ... nada. Não tem problema nenhum. Marcelo, não. Não diz nada mas desata às caneladas por baixo da mesa. Ontem fê-lo sem grande descrição e nenhuma reserva. Primeiro mandou recado pelo Marques Mendes, e depois meteu mesmo ao barulho, e com estrondo, o Director Nacional da PSP. Que, ou não está bom da cabeça. ou foi incumbido pelo Presidente de acabar com o SEF e incluir as suas estruturas na PSP. Deu até as boas-vindas ao pessoal, garantindo-lhes que seriam bem acolhidos e tratados...

Ouvimo-lo todos. E, mesmo com algumas dificuldades no português, percebemos bem que aquilo não era nenhuma opinião pessoal. Era ele a levar a sério, como não poderia deixar de levar, uma ordem do Presidente. Que tinha por objectivo queimar o ministro e chamuscar seriamente o chefe do governo, a quem "inúmeras vezes" terá falado do assunto.

Bem pode agora o ministro espernear ... A António Costa só lhe faltava mais esta. Mas pôs-se a jeito, e quase dá para, como antigamente, dizer que só se perdem as que caírem no chão.

 

 

Se não chega, basta!

Resultado de imagem para sindicalistas da polícia no basta

 

Não chega que que nos indignemos porque dois líderes sindicais da Polícia - o presidente do Sindicato Unificado da Polícia e  o da Federação Nacional dos Sindicatos da Polícia - integram a rocambolesca lista de candidatos de André Ventura ao Parlamento Europeu. Nem basta que não percebamos por que é dois líderes sindicais da Polícia, sem qualquer aspiração a serem eleitos, se perfilam deliberadamente e sem reservas ao lado da cara da extrema direita xenófoba. 

Não bastou que chegasse, mas chega agora que baste! 

 

Resultado de imagem para basta andré ventura

 

O estado da nação

 Resultado de imagem para agentes da psp cova da moura

 

O Ministério Público acusou todos os 18 polícias da esquadra da PSP de Alfragide de racismo, tortura e sequestro. O que se vai sabendo do comportamento dos ditos agentes é de arrepiar. 

Claro que serão inocentes até prova em contrário. É bom nunca esquecer que a presunção da inocência é um vector fundamental, mais que do Estado de Direito, do Estado Civilizado. O  Sindicato dos Profissionais de Polícia, e em particular o seu presidente, António Ramos, é que não ajudam nada. Mesmo nada!

É este o estado da nação. Escondê-lo, também não adianta nada!

 

Estranheza

Por Eduardo Louro

 

 

Há poucos dias, na sequência da tomada das escadarias de S. Bento pelos polícias manifestantes, o Director Geral da PSP, Paulo Gomes de seu nome, demitiu-se e foi de imediato substituído exactamente pelo responsável operacional sobre quem deveria cair a responsabilidade por tal acto de sublevação.

Achou-se estranho, aqui mesmo foi dada conta dessa estranheza. O que não se sabia, mas sabe-se hoje, é que foi criado – inventado - um lugar na embaixada portuguesa em Paris para acolher o demitido Paulo Gomes. Chama-se a esse lugar oficial de ligação e tem, ao que se diz, a remuneração mensal de 12 mil euros.

Pode ser que isto tudo faça sentido. Pode até ser que o ministro Miguel Macedo continue a destoar – pela positiva – neste governo. Mas que também isto é estranho, é! 

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