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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Nos quartos, com a história dos oitavos

Benfica derrota Estrela da Amadora e passa aos quartos da Taça de Portugal  - O Jogo

Neste jogo dos oitavos de  final da Taça de Portugal, na Amadora, no velho José Gomes, com o restaurado Estrela, meio filho, meio irmão, do Sintra Futebol Club, mas herdeiro do velho Estrela da Amadora, o Benfica apresentou uma equipa alternativa. Dos mais frequentes titulares, apenas Tarabt surgiu no onze. De resto tudo gente que habitualmente não calça

Na primeira parte as coisas não resultaram. O onze em campo imitou bem o que de pior tem feito o onze habitual, com alguma exibições individuais ao nível do deplorável. Nuno Tavares, Samaris, Chiquinho, para não dizer mais, estiveram a um nível intolerável. Mas nenhum dos restantes esteve perto do que deveria ser aceitável para quem veste aquela camisola.

Daí que rapidamente os jogadores do Estrela, do terceiro escalão do futebol nacional, tivessem percebido que aquelas camisolas não assustavam ninguém e, passados os primeiros dez minutos, passaram a dividir o jogo. 

Aproximava-se já o final da primeira parte quando o Benfica chegou ao golo. Ironicamente por Chiquinho, numa recarga depois de uma grande defesa do guarda-redes adversário a remate de Seferovic. Antes disso praticamente só uma grande perdida de Pedrinho, o que a melhor nível se exibiu até à sua substituição, pouco depois da hora de jogo.

A segunda parte foi diferente. Com os mesmos jogadores, a equipa surgiu completamente transformada, francamente para melhor. Samaris subiu particularmente de rendimento e Pedrinho chegou a momentos de brilhantismo. O resultado começou a engordar e só acabou nos quatro golos porque o desperdício foi grande.

Nos últimos vinte minutos Jorge Jesus começou a lançar no jogo alguns dos jogadores mais utilizados na equipa principal (Waldchmidt, Weigel, Rafa e Grimaldo) provavelmente com a ideia lhes dar ritmo, sem cansar, para o clássico de sexta-feira, no Dragão.

No fim ficam na retina algumas boas movimentações, daquelas que não enganam, de Gonçalo Ramos - retirado muito cedo do jogo, foi o primeiro a sair para entrar... Ferreyra -, e muita qualidade de Pedrinho. Mas também Todibo, na estreia, revelou grande qualidade no trato da bola. Provavelmente com um adversário superior não poderá dar largas à sua exuberância nesse capitulo, e poderão ser-lhe exigidas outras competências que hoje não lhe foram requeridas. Mas jogar bem à bola é sempre bom indicador.

E fica o apuraamento para os quartos de  final. Onde o Sporting já não está, eliminado na Madeira, pelo Marítimo. E onde está também o Porto, porque, também na Madeira, mas contra o Nacional, se apurou à custa de mais uma arbitragem escandalosa. Que expulsou (segundo amarelo) um defesa do Nacional quando acabara de virar o resultado para 2-1, a meia hora do fim, que nem falta fez. Que evitou o segundo amarelo a dois jogadores do Porto (Zaidu e Taremi) em situações claras de punição disciplinar e, que, não fosse isto pouco, validou o golo do empate, em cima do minuto 90, iniciado num lance de mão de Taremi, lançando o Porto, com 11 em vez de 9, para o prolongamento de 30 minutos contra uma equipa que jogou mais de uma hora com um jogador a menos, e mal expulso.

Mas não se passa nada. Nunca se passa nada nestas coisas...

 

Rússia 2018#10 - Pondo o carro à frente dos bois

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Estamos a meio da primeira pausa no campeonato do mundo, na ponte dos oitavos para os quartos de final da competição. 

São oito as selecções que partem agora, já a partir de amanhã, para as grandes decisões. De fora estão os que não passarão de uma pequena nota de rodapé na História deste mundial, mesmo que sejam nomes grandes da História. E de outras histórias... De fora estão grandes jogadores, com Cristiano Ronaldo e Messi á cabeça. Sem grande surpresa.

Nas oito selecções apuradas apenas duas são grandes nomes do futebol mundial. À excepção da França e do Brasil, as grandes selecções estão fora. A Itália não chegou sequer a pôr lá os pés, a Alemanha foi o escândalo da primeira fase, e a Argentina, a Espanha e até Portugal, pela sua condição de campeão europeu, são as vítimas mais sonantes dos oitavos de final.

Brasil e França não são apenas os dois nomes maiores ainda em competição. São claramente as duas mais fortes equipas da prova e, em condições normais - a França não terá grande dificuldade em desenvencilhar-se do Uruguai do nosso descontentamento, e o Brasil, mesmo defrontando a terceira melhor equipa em prova, a Bélgica, não deixará de fazer valer o seu favoritismo -, protagonizarão uma final antecipada nas meias-finais. Uma delas terá de se contentar com o terceiro lugar.

Bafejadas pela sorte das circunstâncias - lembrar que a Bélgica foi penalizada por ter ganho à Inglaterra e, com o pleno de vitórias, ter ganho o grupo - do outro lado do alinhamento estão as restantes quatro selecções, onde a Croácia, um dos melhores projectos de jogo da competição, e a Inglaterra, a subir de produção e em clara rotura com o british kick and rush, são as equipas mais capazes. Uma delas será finalista. A Rússia? Às vezes há milagres, como bem sabemos.

Não há Ronaldo nem Messsi, mas há Cavani (espera-se que possa recuperar), Neymar (a ter que rebolar menos) e Mbappé (o jogador da póxima década), o trio atacante do PSG. E Coutinho, e Hazard. E Willian, e Modric e Pogba. E percebe-se que será essa final antecipada a decidir o melhor do mundial. Se não mesmo o melhor do mundo!

 

 

Vista para os quartos

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Dominaram a actualidade dos últimos dias. Uns porque surpreenderam - e ameaçam - o mundo ao bater com a porta na cara da Europa. Outros porque ameaçavam mudá-la, com as eleições que afinal não mudaram nada - deixaram tudo cada vez menos na mesma. Hoje fizeram jus ao protagonismo destes dias, e foram ambas porta fora ...  

A Espanha, juntando ao adeus a França o adeus ao ciclo de sucesso que iniciara há oito anos, e de que começou a despedir-se já há dois, no Brasil. Foi bom - dois campeonatos da Europa e um do mundo - mas acabou-se. Acabou-se - ironia do destino - às mãos da Itália, que clilndrara na final do último europeu, que atingiu - lembramo-nos bem - afastando a selecção portuguesa, nos penaltis (o deles bateu no poste e entrou, o nosso bateu na barra e saiu). Ficou demosntrado que já não justificava a condição de súper favorita de que gozava, na companhia da Alemanha e da França.

Não foi hoje cilindrada pelo adversário que há quatro anos esmagou. Mas não faltou muito, se calhar só faltaram os números. De resto esteve lá tudo, na imensa superoridade italiana que pôs a nu que esta Espanha, para além de um grande guarda-redes, vive já apenas de dois jogadores. De Iniesta - que já não se livra da tremenda injustiça que vai ser arrumar as botas sem uma bola de ouro (assim mesmo, o título é esse, sem a parolice dessa coisa do "melhor do mundo") - já órfão de Xavi, e vítima de uma condição física que Del Bosque não se preocupou em preservar; e David Silva, que hoje cedo desistiu de remar sozinho contra a maré italiana.

E a Inglaterra, mais uma vez cheia de excelentes jogadores mas sempre sem futebol, mais vítima de si própria que da sensacional Islândia, a reescrever, pouco mais de uma semana depois, a história da selecção portuguesa neste Euro 2016. Sem dúvida nenhuma que esta prestação inglesa ajuda de alguma forma a limpar a imagem que Portugal estava a deixar nesta competição. Não há mesmo comparação entre o que a selecção portuguesa   - que empatou, mas mereceu ganhar - e a inglesa - que perdeu, e mereceu perder - fizeram perante este mesmo adversário.

Sem honra nem glória, mais esta passagem inglesa por mais uma fase final de grande competição. A que chegara com o soberbo e raro registo de um apuramento totalmente vitorioso. 

Não deixa de ser curioso que o grupo de Portugal, tido unanimente pelo mais fraco de todos, tenha dois representantes nos quartos de final. Idêntico só o da Alemanha, com a Polónia, o nosso adversario, e o da Itália, com a Bélgica. Do grupo A resta apenas a súper protegida França. Do B, Gales, e do D (Espanha e Croácia), já não sobra ninguém! 

Tributo ao Benfica

Liga dos Campeões em direto: Bayern Munique vs Benfica

 

Não há vitórias morais, em futebol. Sair de Munique da forma que o Benfica hoje saiu não é vitória nenhuma. Mas não há benfiquista que não sinta orgulho no jogo que hoje a equipa realizou frente ao Bayern. 

O resultado não deixa espaço para grande optimismo para a segunda mão, de amanhã a uma semana, na Luz. Outra coisa seria se o Benfica tivesse marcado nas duas grandes oportunidades de golo que criou. Ou se o árbitro tivesse assinalado o penalti no lance em que o Lham joga a bola com a mão, impedindo o Gaitan de seguir para o golo. Mas nem por isso os benfiquistas deixam de estar optimistas, e esse é o maior tributo que podem prestar a estes extraordinários jogadores, a esta fabulosa equipa.

O jogo até começou da pior maneira que podia começar: com um golo logo no primeiro minuto. Mas foi como se nada se tivesse passado, e a equipa soube, primeiro, manter-se equilibrada, e depois equilibrar o próprio jogo. 

O árbitro é que não pareceu muito interessado nesse equlíbrio. Não foi só no penalti que não quis assinalar. Foi em tudo, e ainda mais em tudo quanto mais o jogo se aproximava do fim. Nos últimos minutos a dualidade de critérios foi gritante.

A UEFA está muito interessada em ter o Bayern na final. E o Barcelona, pelo que deu para perceber no outro jogo...

CA-TE-GO-RIA!!!

Zenit-Benfica

(foto daqui)

 

Foi com enorme categoria que o Benfica afastou hoje os milionários russos comandados por André Villas Boas, onde pontificam alguns que souberam - e continuam a saber - honrar o manto sagrado que um dia vestiram, nos oitavos de final da Champions. Segue o Benfica, este sensacional Benfica, para os quartos de final da maior competição de futebol do mundo, incluído no restrito grupo dos oito melhores.

E fez isto tudo afastando precisamente o único representante do país que está em confronto directo com Portugal nas contas do ranking europeu, reforçando ainda mais esse quinto lugar, logo a seguir às crónicas superpotências do futebol europeu.

Mas vamos ao jogo, que arrancou como é costume: a entregar-se todo ao Benfica. Foi assim durante toda a primeira parte, sempre com o Benfica bem por cima, e sem que ninguém conseguisse perceber que a defesa tinha sido mais uma vez enxertada. Apenas nos últimos dez minutos o Zenit começou a ser capaz de equilibrar as coisas, tendo para isso que partir o jogo. Benfica reagiu com muita classe e quando o árbitro apitou para o fim da primeira parte, já tinha de novo o jogo sob controlo. Mas ficava uma dívida de golos, pelo menos um, por pagar...

A segunda parte foi lançada em bases diferentes. O Benfica recuou linhas, e o Zenit, ao contrário, subiu-as. E passou a pressionar bem alto.

O jogo pedia Raul Gimenez, e Rui Vitória fez-lhe a vontade. Só que, logo a seguir, um jogador russo - desta vez era mesmo russo: Zhirkov - abalroou o Nelson Semedo e foi por ali fora, com o lateral do Benfica inanimado no chão e toda a gente à espera do apito do árbitro. Só se percebeu que o árbitro húngaro Viktor Kassai, fizera mesmo vista grossa a uma falta do tamanho da Gazprom quando Hulk - tinha de ser - metia a bola dentro da baliza do fantástico Ederson.

Faltavam 20 minutos para os 90, e o golpe poderia ter sido fatal. Mas não foi, porque este Benfica tem muita categoria, mas também tem muita alma. E logo a seguir está muito perto do golo, que o guarda redes russo, quase por milagre, negou a Lindelof. 

Foi necessário esperar - e sofrer - mais 10 minutos para a explosão de alegrial, com o golo do empate de Gaitan. E mais outros tantos, já com os 5 de compensação, para a apoteose final do golo de Talisca, acabadinho de entrar, certamente a pensar que já nem tocaria na bola.

Brasil 2014 XXIV - Quartos de final

Por Eduardo Louro

                                        

Foram-se os quartos, venham as meias!

Nos quartos de final, com menos espectacularidade e menos golos, imperou a lei do mais forte.

O Alemanha-França já foi aqui tratadoNão vi o Brasil-Colômbia, pelo que não sei se alguma coisa mais importante que a lesão do Neymar aí se passou. Que afastou aquele que era uma das grandes figuras deste mundial e talvez o maior pilar das aspirações brasileiras. A carga do jogador colombiana não terá certamente sido propositada. Não terá tido por objectivo partir-lhe as costelas, mas não é aceitável!

O Argentina-Bélgica teve bastantes semelhanças com o primeiro destes jogos, com os das pampas a fazerem de alemães, e os belgas de franceses. Os argentinos são, e foram sempre, melhores. Mas bem podiam não ter ganho, com os belgas a desfrutarem da sua melhor ocasião de golo nos últimos momentos do jogo.

A Argentina continua sem encantar, embora tenha vindo a melhorar a sua qualidade de jogo, continuando a ser levada às costas de Messi. E de Di Maria, que hoje se lesionou e que, tal como Neymar, está também fora do mundial.

A Bélgica voltou a confirmar que é uma equipa de compartimentos, com valores individuais de grande qualidade, atrás e à frente. A começar no guarda-redes, tem uma defesa de imensa categoria. E no entanto defende mal!

Na frente tem igualmente jogadores do melhor que se viu no Brasil. E nem por isso constrói muitas oportunidades de golo. Porque não tem – não teve – meio campo, e não tem sistema de jogo. Faz mal as transições ofensivas, e com isso não tira o melhor proveito da qualidade que tem no ataque. Mas é nas transições defensivas que é um verdadeiro desastre. Não se percebe quem fica, quem compensa nem quem transporta. E aquele Fellaini... Francamente! 

O último, mesmo sem golos, foi o mais emocionante de todos os jogos dos quartos de final. Encontravam-se a surpreendente e extraordinária Costa Rica e a Holanda que, ao contrário das restantes apuradas, vem de mais para menos. Começou espectacularmente com a goleada imposta à Espanha, mas depois disso foi sempre a descer. Pela simples razão de que é uma equipa – a exemplo da portuguesa, e salvo as devidas distâncias – talhada para o contra-ataque e para o ataque rápido. Quando enfrenta adversários que não tomam a iniciativa do jogo, e tem de jogar em ataque planeado, o rendimento é outro. E bem inferior!   

Esta Holanda é a capacidade de passe de Sjneider, a aceleração, velocidade, drible e diagonais de Robben, e capacidade de execução de Van Persie. Sem espaços nada feito, não funciona!

Se bem que haja sempre Robben: a alma de Robben, a encher o campo todo e… os mergulhos, às vezes a resolverem o que tudo o resto não resolveu!

Dá vontade de dizer que a selecção das Caraíbas mereceu toda s sorte que teve durante os 90 minutos do jogo e mais 30 de prolongamento, e não mereceu o azar que teve nos penaltis, acabando por morrer com os ferros com que matara a Grécia

Os holandeses tiveram três bolas na barra, mas só verdadeiramente tomaram conta do jogo nos últimos 10 minutos dos noventa e no prolongamento. Tivessem mais cedo posto em campo o empenho, e especialmente uma velocidade aceitável, e talvez não tivessem de se sujeitar aos penaltis que, pela história deste campeonato e pela extraordinária exibição – mais uma – do fantástico (será apenas guarda-redes de engate?) Navas, tinham tudo para não desejar.

Van Gaal não fez muito para alterar o curso dos acontecimentos. Fez duas alterações bastante tarde, a segunda (entrada do ponta de lança Huntelaar por saída do defesa português Bruno Martins, que está a caminho do Porto) já na segunda parte do prolongamento. E guardou a terceira para o último minuto do prolongamento. Insólito: trocou de guarda-redes, para os penaltis. Como já se percebia pelos exercícios de aquecimento que o guarda-redes Krul há minutos vinha fazendo à vista de toda a gente!

E resultou, defendeu dois penaltis e assegurou a qualificação da Holanda para as meias finais. Para compensar o azar das três bolas no ferro, Van Gaal teve sorte! 

Com a Argentina, nas meias finais, a Holanda poderá voltar a encontrar as condições naturais ao desenvolvimento do seu jogo. Pode ser que se volte a sentir como peixe na água... Mas se há coisa que caracteriza esta Argentina de Sabella é a forma como não permite desiquilíbrios!

Brasil 2014 XXIII - França - Alemanha

Por Eduardo Louro

 

 

Era dada como uma final antecipada: a final europeia do campeonato do mundo. Final, ou não, era um jogo entre as duas melhores equipas da Europa que estão no Brasil.

A Alemanha porque é, de há um ano para cá, e mesmo que isso tivesse passado despercebido a Paulo Bento e à sua rapaziada, a melhor equipa europeia. E continuará certamente a sê-lo durante os próximos anos.

A França porque chegou ao Brasil e desatou a impressionar, forte em todos os sectores mas com um meio campo do melhor que por lá se via. Havia um pequeno se não: não tinha verdadeiramente sido posta à prova. A partir do tal grupo, e até mais de trás, podia ter ficado a ideia que a França tinha sido trazida até aos quartos de final…

Os alemães estariam previsivelmente mais desgastados, vinham, ao contrário dos franceses, de um apuramento apenas decidido no prolongamento. Mas isso não se notou, nem provocou alterações na equipa. À excepção da inclusão de Klose, pela primeira vez titular, em vez – que não no lugar – de Gotze, com Muller a jogar nas suas costas. O velho Miroslav procura ainda tornar-se no maior goleador da história em fases finais, agora que já igualou (15 golos) o brasileiro Ronaldo. Mas não foi por isso que entrou de início, terá sido para marcar terrenos e puxar a equipa para começar a pressionar mais alto.

A França, ao contrário das expectativas que apontavam para maior prudência defensiva, fez alinhar Griezmann de início, no seu trio da frente. Nem Giroud, que não tem provado e voltou a não provar quando entrou, nem outra solução mais defensiva.

E o que viu foi a Alemanha tomar conta do jogo. Com pressão alta e colocando muita gente entre as linhas adversárias, tinha mais bola e fez eclipsar o fabuloso meio campo da França, que teve de usar o pontapé longo como forma de transição, descaracterizando por completo o seu futebol.

Foi sempre assim durante a primeira parte. E só não foi assim nos primeiros vinte minutos da segunda parte, quando a França conseguiu soltar-se da teia alemã. Mais porque a Alemanha não podia manter aquela pressão durante todo o tempo do que por outra coisa qualquer.

É certo que a Alemanha ganhou apenas por um golo, que marcou num lance de bola parada. Mas a ideia que ficou foi que, se não tivesse marcado dessa forma, logo aos 13 minutos, tê-lo-ia feito noutra altura qualquer, da mesma ou de outra forma qualquer, tal foi objectivamente a superioridade alemã, o cliente habitual das meias-finais dos campeonatos do mundo que disputou os quartos de final pela 16ª vez consecutiva!

Mesmo no fim, quando, até pelas substituições efectuadas, Joachim Low tinha já dado o jogo por ganho, a França teve talvez a sua melhor oportunidade de golo. Que, a acontecer mudaria muita coisa. Menos a verdade que a Alemanha é muito superior!

Mais que cumprir-se o futebol – … e no fim ganha a Alemanha – cumpriu-se o destino desta selecção alemã, que encontra agora o Brasil na aguardada final que o sorteio trouxe para as meias-finais!

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