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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...

Marine Le Pen - diria que sem surpresa - ganhou a primeira volta das regionais francesas. Para agora evitar a tomada do poder pela extrema direita francesa é necessário repetir o que aconteceu há anos, quando o pai ganhou também a primeira volta das presidenciais, obrigando à união da esquerda e da direita na segunda volta.

Dessa vez, em 2002, ganhou Chirac. Desta vez ... será Sarkozy.

A Frente Nacional da extrema direita xenófoba ganhou agora com 30% dos votos, que na região norte, de Calais, passou dos 40%. Resta saber se por ser a região de origem dos Le Pen, se por ser onde estão instalados os desumanos campos de refugiados...

 

Benfica 1 - Sporting 1

Ambiente de dérbi na Luz. É diferente o ar que se respira na Catedral em dia de dérbi, sem dúvida. Começa logo pelo aparato policial. Parece que em vez de estarmos a caminho de um espectáculo de futebol vamos entrar num qualquer campo de batalha.

A coluna de adeptos que vem desde o Campo Grande até à Luz mais parece uma manada de animais perigosos enjaulada. Rebentam petardos por todo o lado. Portões que habitualmente estão abertos ficam fechados, para garantir que ninguém se cruza com a jaula. Centenas de adeptos ficam ali, pregados aos portões fechados, vendo o inimigo do lado de dentro. 

Não é bonito. É mesmo muito feio!

Minutos - ou horas - depois, lá dentro é outra coisa. A águia Vitória voa, e os lagartos vaiam. Os 65 mil benfiquistas não perdoam. Isso não se faz ao nosso símbolo vivo!

A bola começa a rolar, depois de uma pequena espera para que dissipasse o fumo que chegara do topo sul. E os jogadores do Sporting desataram a correr para cima dos adversários, pelo campo todo. Parecia que nem queriam deixar respirar os do Benfica. Que, por não conseguirem respirar, ou por estranha surpresa, desataram a fazer asneira.

José Mourinho tinha escalado aquele que é, agora, o 11 habitual. Os mesmos, e tudo na mesma.  Quatro defesas, cinco no meio campo e Pavlidis lá à frente. Mas os cinco do meio campo nem conseguiam ver-se livres do bafo dos adversários, nem conseguiam acertar dois passes seguidos. 

Não se pense que os do Sporting entraram a exercer uma pressão asfixiante, a obrigar os do Benfica a errar. A obrigar ao chamado erro forçado. Não. Não foi nada disso, e foi por não ser nada disso que as bancadas se enervaram, enervando ainda mais os já enervados jogadores.

Os jogadores do Sporting corriam a todas as bolas, mas era só isso. O golo, logo aos 12 minutos, é a melhor prova disso. Numa saída de bola apenas estúpida, sem nenhuma pressão por aí além que não a de acorrer a todas as bolas, Trubin, António Silva e Enzo Barrenechea trataram de oferecer o golo ao Pedro Gonçalves.

Na fotografia ficou o trinco argentino, mas António Silva já tremia como varas verdes e foi Trubin quem começou e acabou. Começou com o passe para o central, e acabou sem que tivesse feito tudo para evitar o golo.

E assim se passou mais de metade da primeira parte. Os jogadores do Sporting ganhavam a grande maiorias das bolas divididas, chegavam sempre primeiro ... e corriam que nem desalmados. Até que, aos 27 minutos, na primeira vez que o Benfica acertou mais de dois passes seguidos, construiu o primeiro lance de futebol com princípio, meio e fim que o jogo até então teve, e no primeiro remate, o Benfica marcou e chegou ao empate.

A bola chegou ao Richard Rios, no meio, deu-a para a entrada de Dedic, na direita, que centrou forte para o segundo poste, onde Sudakov entrou a marcar.

A partir daí o jogo mudou. Passou a ser outro. O golo não fez apenas crescer o Benfica, reconciliou as as bancadas com os jogadores e acordou a Luz, mesmo sem inferno. De tal forma que, ao intervalo, o resultado poderia até já ser outro.

A supremacia do Benfica acentuou-se na segunda parte. De uma forma tão evidente que ficou a ideia que, depois de ter tido medo de perder, o Benfica teve medo de ganhar. 

Rui Borges tentou segurar o jogo e o empate, entrando bem cedo no jogo das substituições. Tentou, não conseguiu já dar a volta ao jogo, mas segurou o empate que, mostrou-o em toda a segunda parte, era já o objectivo. Mourinho tentou, mas já tarde. Mais tarde ainda porque o Prestiani foi expulso - pelo VAR, quando o Benfica carregava e impediu Catamo de sair para um contra-ataque perigoso - cinco minutos depois de ter entrado, obrigando o Benfica a disputar os 7 minutos da compensação com menos um jogador. 

Nunca se saberá como seriam aqueles 7 minutos finais, sem a expulsão, e com as alterações que Mourinho promoveu. Tal como nunca se saberá como seria se tivesse mexido mais cedo na equipa. E em especial se tivesse em tempo oportuno arriscado nas substituições de Enzo e Barreiros, sempre em rendimento comprometedor.

Só se sabe que ficou mais difícil a vida neste campeonato. Que Hjulmand é inimpuntável. E que o Maxi Araujo é mesmo "ranhoso".

 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...

Pouco importa que o Benfica continue a jogar como tem feito: sem galvanizar, sem intensidade, sem velocidade, sem ritmo. Pouco importa que tudo isso seja aqui ou ali iludido com registos de inegável classe com que Gaitan ou Jonas conseguem encantar a plateia. Pouco importa que o árbitro tenha assinalado dois penaltis a favor do Benfica - tantos quantos tinham sido assinalados nos 11 jogos anteriores - a lembrar a passada segunda-feira passada: um igualzinho àquele que em Braga o árbitro não quis assinalar, e outro que irão querer fazer passar por igulazinho a outro que outro árbitro assinalou em Alvalade ao minuto 94. Mas com o qual pouco tem na realidade a ver...

Nada mais importa quando o miúdo que está a encantar a Luz faz um golão daqueles. O seu primeiro, na sua primeira vez como titular na Catedral. Soberbo: faz esquecer tudo!

PS: Nota de edição - o  miúdo é Renato Sanches.

Assustador

Ministério Público gastou 159 mil euros em sistema que só auditou após ...

Algo de muito errado, e de muito perigoso, se passa quando o Ministério Público, em vez de ser a trave mestra de todo o edifício da Justiça de um Estado de Direito Democrático, se comporta como se fosse a PIDE.

Trezentas mil escutas, só na Operação Influencer, não é só impressionante. É assustador!

Os órgãos de investigação não investigam, escutam. À revelia da lei. O Estado de Direito passou a  Estado Policial. É o big brother

O segredo de justiça é a outra face da mesma moeda. Sem critério nem fundamento, ao serviço do Estado Polícia. Para, depois, ser violado à vontade de cada um.

Há razões para termos medo. Muito medo!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...

Sempre houve, e continuará a haver, projectos que não vingam. QueImagem relacionada acabam, mais tarde ou mais cedo, por ficar pelo caminho. Mesmo nos jornais, e mesmo que achemos que os jornais são sempre mais qualquer coisa que outro projecto empresarial qualquer. Muitos são os títulos que já não existem se não na nossa memória. Longínqua, como o Século, a República, o Diário de Lisboa, a Capital, o Jornal... Ou mais recente, como o Independente, o Tal e Qual, o 24 Horas… Outros resistem e por aí continuam, mas depois de sucessivas operações de encolhimento – down sizing, como se gosta de dizer – sempre com dezenas ou centenas de jornalistas remetidos ao desemprego.

Quero com isto dizer que o encerramento dos jornais Sol e i, que irá mandar para o desemprego mais de uma centena de pessoas, jornalistas, na sua esmagadora maioria, e que foram os dois grandes projectos editoriais na última década, podem ter sofrido dessas mesmas contingências.

Mas a verdade é que, independentemente dos méritos e deméritos destes dois projectos, tão separados à nascença mas agarradinhos na morte, o negócio dos media mudou radicalmente na década em que apareceram. Saíram a ganhar os consumidores – pelo menos no imediato, ainda é cedo para se fazer essas contas – que passaram a ter à mão, em qualquer lugar, a qualquer hora, e gratuitamente, uma variedade de produtos e conteúdos informativos muito mais alargada. Saiu a perder o lado da oferta. Foi mau para os empresários do negócio, e pior ainda para os trabalhadores: os leitores fugiram, e com eles, evidentemente, fugiram as receitas da publicidade que rentabilizavam o negócio. E não há investidores para negócios que não sejam rentáveis…

A não ser que…

Aí está: a não ser para investir noutra coisa que não seja no negócio. A não ser que, em vez de investir em jornais, se esteja a investir em poder e influência para potenciar outros negócios, abrindo brechas irreparáveis na ética e nos princípios. Com responsabilidades dos investidores, mas também muito frequentemente dos próprios jornalistas. Dos que deixaram de o ser para pura e simplesmente venderem a alma ao diabo, e dos que se viram obrigados a trocar os princípios deontológicos e os valores éticos pelo supremo interesse da defesa do posto de trabalho, que não passa do simples adiamento do despedimento certo!

 

PS: Este artigo da Fernanda Câncio, hoje no Diário de Notícias, talvez ajude a perceber o título. Entristece-me, mas não me mata o orgulho de fazer parte da parte bonita da História do Sol. 

A entrevista que não era para levar a sério - parte II

A entrevista a Manuel João Vieira na íntegra | TVI Player

Afinal havia ... entrevista. Foi no dia seguinte - ontem - mas houve. E lá tivemos Manuel João Vieira, em directo e a cores, a confirmar a candidatura ... e as promessas.

A candidatura, ouviu-se já hoje mesmo sem ser para levar a sério, vai mesmo confirmar-se. As assinaturas já lá estão todas, disse-se. As promessas lá estiveram, na entrevista. Bem defendida, a do vinho canalizado em todas as casas. Do bom, não daquele das velhas tabernas, garantiu-nos. 

Já na outra, num Ferrari para cada português, logo aquela em que me agarrava o voto, não foi convincente. Pelo menos a mim não me convenceu. Andou ali à volta, gaguejou, até acabar a dizer que resolvia tudo com uns telefonemas. Não Manel, com essa não me enganas!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...

Sempre se vai sabendo cada coisa... Já não bastava inscrições em foruns internacionais que ficaram por fazer, orçamento que teimasse em manter-se em branco, ou sobretaxa a devolver que se evaporasse. Até quadros superiores da adminsitração pública desaparecem, mandados à pressa para a reforma...

Jorge MIguéis - assim se chama o quadro superior do Ministério da Administração Interna responsável pelo funcionamento da máquina eleitoral - foi quase que compulsivamente mandado para a reforma, quando começava a preparar as eleições presidenciais do próximo mês, deixando o lugar vago.

Matos Rosa, o secretário geral do PSD, tinha pedido publicamente a sua demissão num programa de televisão, circunstância que levou Jorge MIguéis a apresentar a demissão à então ministra. Que a não aceitou... Alguém na Segurança Social deu depois um jeitinho.

Vamos continuar a aguardar serenamente por novas revelações. Ainda nem sequer estamos na fase da desminagem...

A entrevista que não era para levar a sério

Manuel João Vieira: “O pastel de nata é o símbolo nacional do nosso ...

O humor "non-sense" e provocatório do Manuel João Vieira é já presença obrigatória nas eleições presidenciais. Não podia faltar a estas, naturalmente.

Há sempre quem use e abuse do puritanismo e que, sem qualquer poder de encaixe e de gosto duvidoso, se choque com as "intervenções presidenciais" do velho rosto dos Ena pá 2000. Há sempre quem leve certas coisas demasiado a sério, e quem as inverta, fazendo brincadeira de coisas sérias, e coisas sérias de brincadeiras.

O Manuel João Vieira só faz brincadeira. De coisas sérias, que podem ser levadas a brincar; e de coisas que só podem ser brincadeira. Em qualquer dos casos brincadeiras que são para levar a sério.

Ontem, no entanto, se brincou - e ou ele, ou alguém por ele, brincou  - é para deixar de ser levado a sério. A CNN passou a noite toda a anunciar uma entrevista com o inevitável candidato presidencial Manuel João Vieira. Até, já noite dentro, informar que o candidato, afinal, não aparecera.

Por mim, não gostei. Por mim, deixo de o levar a sério!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...

Nota prévia: Não tenho, nem nunca tive, especial simpatia por Maria de Lurdes Rodrigues, que pessoalmente não conheço e que politicamente nunca apreciei particularmente. 

A antiga ministra fora condenada em primeira instância pela contratação dos serviços do advogado João Pedroso, irmão de Paulo Pedroso. Porque a condenação assentava em factos não provados, recorreu para a Relação, que ontem mesmo lhe viria a dar razão: que não poderia ser condenada por factos não provados.

Goste-se ou não da senhora, e acredite-se ou não na sua inocência, estes são os factos conhecidos. Para a máquina que a direita montou nos últimos anos, e que continua a trabalhar a altíssmas rotações, nada disso interessa. Os factos não interessam para nada, como não interessa para nada que o colectivo da Relação tenha sido composto por três juízes. O que interessa é transformar uma decisão colectiva em individual, e depois encontrar umas ligações políticas que convenham à narrativa, por mais remotas que sejam. E isso faz-se com um título, porque só as gordas contam. Nem que depois o corpo da notícia ponha tudo a claro... 

Os meios podem ser novos, mas os truqes e as manhas são bem velhos!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...

Saiu-se bem, o Benfica, desta visita a Braga, onde se começava a construir uma História preocupante, que se acentuara justamente nos seis anos da última dinastia.

O jogo foi interessante, e foi acima de tudo muito competitivo. Com muita intensidade, duro, mesmo. É certo que, ao contrário do que tem sido habitual nestes últimos anos que construiram um novo clássico, desta vez o Benfica teve a sorte que sempre lhe fugiu. Teve acima de tudo a sorte de resolver o jogo antes que o árbitro - o velho conhecido, Hugo Miguel, que já só não é o último moicano porque já  começam a surgir mais novos moicanos - o conseguisse fazer.

Depois, num jogo que teve momentos em que o Braga pressionou o Benfica como nunca tinha acontecido, há espaço para algumas notas. A primeira é que se confirma que o Rui Vitória gosta de jogar  apenas com um ponta de lança, numa linha de 3. Não se sabe é se é Jonas - entenda-se a qualidade extra do jogador, daqueles que têm de jogar sempre - ou alguém de fora que o impede de colcar a equipa a jogar no seu sistema. A segunda é que o miúdo, o Renato Sanches, já mexe com a equipa: ao vê-lo correr como corre, os outros começaram também a correr. Traz outra dinâmica à equipa, é impossível não o perceber. Quem mais foi contagiado - e é esta a terceira nota - foi Pizzi, que hoje até já pareceu que pode muito bem jogar no Benfica.

Mais uma vez não foi assinalado um penalti a favor do Benfica. Já se lhe perde a conta. Mas não admira, o Sporting tem o monopólio desse produto. Em casa ou fora, sempre que não haja outra forma...

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