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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

E o relógio do Portas. E o milagre económico do Pires de Lima. E a satisfação de Cavaco. E o Gaspar no FMI...

E a primeira reforma a ficar concluída. A da Justiça, como todos já teríamos percebido se não fossemos tão burros...

PQP!

Um dérbi com incidentes. Chamemos-lhe assim!

Sporting-Benfica a ferver: As imagens que não viu na TV

O dérbi desta noite em Alvalade fica marcado pela arbitragem de um lagarto, no campo, e de um super-dragão, no VAR. Enquanto Fábio Veríssimo ia inclinando o campo, e teve até a lata de assinalar um penálti num lance em que ninguém tocou no Edwards, e ainda por cima precedido de fora de jogo, no VAR, Fábio Melo recomendou-lhe a anulação do golo de Di Maria, que estabeleceria na altura o empate mas, mais que isso, daria completamente a volta ao jogo, como todo a gente percebeu.

Mas isto são os incidentes do jogo. Ou chamemos-lhe assim. O resto foi o jogo. O que foi, o que passou a ser, e o que não chegou a ser.

O jogo tinha em confronto duas ideias de futebol, já se sabia.

Este Sporting, de Ruben Amorim e em especial desta época, tem a sua matriz de jogo bem definida - pressão alta, para recuperar bolas perto da área adversária, alternada com períodos de bloco baixo, a chamar o adversário, para lhe abrir espaço nas costas por onde, nos melhores momentos do seu futebol, lançam alas rápidos ora em diagonais; ora em rápidas variações de flanco. No mais estereotipado basta-lhes lançar aquela espécie de "touro" de dois pés que é Gyokeres.

Este Benfica usa igualmente a pressão alta, e priveligia as transições rápidas através da capacidade de lançamento de Kokçu, da capacidade técnica de Di Maria e da velocidade de Rafa e Neres.

O Sporting faz mais passes - e posse - nas zonas mais recuadas do terreno. O Benfica mais em processo atacante. O Sporting é mais agressivo na disputa de bola. O Benfica não tem jogadores com as características de Hyulmand e Morita. 

Para impôr o seu estilo de jogo a um adversário como este Sporting, os jogadores do Benfica têm que ser perfeitos no passe e na recepção, precisamente o "alfa" e o "omega" do futebol. E hoje estiveram longe de o ser. Em especial Kokçu e Neres. 

O Sporting marcou cedo, ao nono minuto, no primeiro remate do jogo. Da cabeça do Pote, ao segundo poste sem marcação, a bola foi ao poste de daí para dentro da baliza. A ganhar desde bem cedo o Sporting ficava com o jogo a jeito, e passou gradualmente a impôr o seu futebol. O Benfica, falhando passes e recepções, perdia rapidamente a bola, permitindo ao Sporting ao domínio completo do jogo. Foi assim até ao intervalo.

A estratégia "de bola para o Gyokeres que ele resolve" só não funcionou porque António Silva ia salvando a nau, encontrando sempre forma de se opor ao ponta de lança sueco. O que o miúdo conseguiu praticamente sempre, não conseguiu Otamendi quando lhe chegou a vez de ficar na "cara do touro", e deu no 2-0, novamente com a bola a ressaltar do poste para dentro da baliza. Ao mesmo minuto 9, agora na segunda parte. 

Que começara com uma substituição estranha de Roger Schmidt, ao retirar Bah, o único lateral de raiz na equipa, para entrar Morato para a esquerda, com Aursnes a passar para a lateral direita. Nada mudava, e a ganhar já com uma vantagem confortável, o Sporting ia segurando a bola e controlando o jogo. Das bancadas saíam olés, que tiveram o condão de "acordar" dos jogadores do Benfica. 

Shmidt fez entrar Tengstedt para o lugar de Neres, o mais adormecido de todos. E os jogadores do Sporting começaram a evidenciar a quebra física que já não lhes permitia correr atrás das bolas todas (houve momentos impressionantes, e não foram poucos, em que eles partiam de mais longe da bola que os do Benfica mas chegavam lá primeiro) nem tapar todos os espaços. O jogo estava a mudar a olhos vistos e, ao minuto 68, Koçu abriu para Di Maria (esse nunca dormiu) que assistiu Aursnes para o golo. 

Três minutos depois Di Maria foi por ali dentro e, já bem dentro da grande àrea, rematou como só ele sabe. Era o empate, e o fantasma abatia-se sob as bancadas de Alvalade que pouco antes cantavam olés. Faltavam mais de 20 minutos e nunca se saberá o que iria acontecer. Sabe-se é que o super-dragão no VAR conseguiu - sem grande dificuldade, percebeu-se que era o que mais queria - convencer Veríssimo que Tengstedt, em fora de jogo posicional, tinha tido intervenção no lance.

E o jogo que poderia a partir daí ter acontecido não chegou a acontecer. O Sporting foi substituindo toda a defesa e meio campo, com muitos jogadores já de gatas. Até as pilhas falharam finalmente a Gyokeres, a demonstrar que afinal é humano, e as bancadas, que antes cantavam olés, exigiam ao seu amigo do apito que acabasse o jogo.

E assim o Benfica voltou a perder, três meses depois. Perder é sempre mau, no Benfica é péssimo. Jogar o que o Benfica jogou na primeira parte não é desejável que se repita. Mas a equipa saiu viva, e com bons sinais de saúde física. Viva para, daqui a mais de um mês, na Luz, disputar a passagem à final do Jamor, de que já temos muitas saudades. E para o jogo do próximo domingo, no Dragão!

 

Coincidências

Marcelo diz que ataques com tinta por ativistas climáticos perderam eficácia

Desde que é Presidente da República, e nessa função, seja em que eleições for, das autárquicas às legislativas, Marcelo encontra sempre maneira de cruzar algures, num evento qualquer ou por "mera casualidade", com o candidato do seu partido durante a respectiva campanha eleitoral. Ontem, na abertura da Bolsa de Turismo de Lisboa, uns imbecis atiraram uma lata de tinta a Montenegro, que teve de perder uma hora para tomar banho e tirar a tinta do cabelo - que não "a irritação na pele e na face" - fizeram gorar "a coincidência" e Marcelo já só encontrou Nuno  Melo. E teve que se limitar a um simples "está tudo a correr bem?".

Que sim, à excepção de uma lata de tinta, respondeu o líder centrista. "Já ouvi falar" - respondeu!

E pronto. Não deu para mais. Pode ser que fique para a próxima...

Passos, Montenegro e a sueca

Depois da intervenção de Passos Coelho, António Costa terá de vir à campanha  eleitoral, até porque a situação está fácil para o PS" | CNN Fim de Tarde |  TVI Player

Passos apareceu logo no arranque da campanha, levando a malta do comentário televisivo ao êxtase: era trunfo forte de Montenegro, jogado logo no início.

Não é. Passos é hoje uma carta seca. Bem se vê que nunca jogaram à sueca. Na política, como na sueca, as cartas secas - ou furadas, é a mesma coisa - jogam-se logo no início. Os trunfos guardam-se para a melhor oportunidade. E o ás de trunfo está sempre à espreita da bisca. 

Os profissionais que trabalham na campanha de Montenegro sabem jogar à sueca. Se tinha que ser - e tinha porque, estando no baralho, tinha que estar naquela mão - então que fosse logo no início, para não atrapalhar lá mais para a frente. E para dar tempo para ser esquecido. 

 A direita do comentário político é que, pelos vistos, nem as cartas distingue. Para eles são todas do mesmo naipe!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Sem as facilidades que os números (3-0) sugerem o Benfica garantiu o apuramento para os oitavos da Liga Europa. Até porque foi sempre ficando a sensação que a equipa estava brincar com o fogo, deixando correr o jogo sem se aperceber que, assim, equipa grega ia mantendo acesa uma chama que não ateava apenas o fogo com que os jogadores do Benfica brincavam.

Não deixa de ser curioso que essa chama, que os jogadores do PAOK procuravam segurar como quem segura uma vela milagreira, tenha partido nas mãos de um jogador que o público da Luz não esquece. Katsouranis saiu sob forte aplauso da bancada, mas levou com ele essa chama, deixando que no relvado ficasse apenas a chama imensa. E com essa não se brinca, essa queima mesmo o adversário!

Na sequência da falta que lhe valeu a expulsão – indiscutível – Gaitan abriu o marcador com um golo soberbo, na marcação do respectivo livre. Depois, contra dez, vieram mais dois golos - o último mais uma obra-prima do Markovic – e poderiam ter surgido muitos mais. Que a equipa há muito devia ao jogo!

E a rotação de jogadores continua. Desta vez a equipa inicial repetiu apenas dois jogadores (Luisão e Sílvio) da equipa que iniciou o último jogo com o Guimarães. Sálvio continua o seu processo de recuperação, e hoje teve mais que minutos. Teve uma hora. Como Cardozo, que apenas hoje regressou…

A baliza continua imaculada – mesmo que o Artur quase tenha comprometido, perdoando-se-lhe a falha pela eficácia com que a remediou - e, como muito boa gente diz, os jogos começam a ganhar-se na defesa.

O Porto, algures na Alemanha, eliminou uma equipa alemã qualquer com o improvável resultado de 3-3. Os serviços mínimos, o primeiro resultado que, sem ganhar, lhe servia. Mesmo assim notável para este actual Porto que, reproduzindo e vingando o que aqueles mesmos alemães lhe haviam feito na semana passada no Dragão, ergueu-se do buraco fundo e negro onde bem cedo caíra.

Transparência

Claroscuros de la Ley General de Transparencia | Chiapasparalelo

O Expresso divulgava este fim de semana uma sondagem promovida pela Sedes (Associação para o Desenvolvimento Económico), feita pela Pitagórica. Esta divulgação é apresentada como "Perspetiva do Cidadão sobre as Propostas da Sedes” e diz resultar "da recolha de informação feita entre 16 de janeiro e 12 de fevereiro, através de entrevista telefónica". 

A Sedes é uma velha e respeitável organização de intervenção política e social bem conhecida, como conhecidos são os seus membros, pelo menos os mais destacados. É natural que se promova - e pague, ou recolha financiamento para isso - estudos de opinião sobre os temas que coloca em agenda, e defende. Não é isso que está em causa. É outra coisa, e já lá vamos.

Os dados revelados pelo estudo - repito, todos temas de propostas da Sedes - indicam que 47% dos portugueses são favoráveis ao aumento dos gastos com a defesa nacional, com igual percentagem a ser favorável ao regresso do serviço militar obrigatório; que 70% considera necessária uma revisão constitucional; que 75% acredita que é alto, ou muito alto, o nível de corrupção no país; que 67% entende que não há suficiente separação entre política e justiça; e que 60% são favoráveis à regionalização.

Até aqui nada de especial. 

Depois a coisa começa a cheirar a esturro quando, como se pode confirmar pelo link acima, começa por anunciar que ""35% confiam “pouco ou nada” na saúde pública em Portugal, apenas 26% confiam “totalmente ou muito”, enquanto 39% confiam “razoavelmente”". Olhamos, e vemos que o número que indica que 65% dos portugueses confia na saúde pública em Portugal - SNS, evidentemente - está escondido por trás dos  26% confiam “totalmente ou muito”, e dos 39% confiam “razoavelmente”. E que o que é enfatizado é o dos restantes 35% que confiam "pouco ou nada". 

Mas não se fica por aqui. Quando o tema muda para o sector privado da saúde, escreve-se que "por oposição... 33% dos inquiridos confiam “totalmente ou muito” e 15% confiam “muito pouco ou nada”. Ora, se a aritmética não é uma batata, o que o estudo diz é que apenas um terço dos portugueses confia na oferta privada de saúde, número que até bate certo com os dois terços que confiam no SNS. A aritmética bate certa, o português - "por oposição" - é que não!

Se até lá acima "nada de especial", até aqui o cheiro a esturro vem da manipulação dos números na forma como são apresentados. Mas há mais.

O estudo revela que 73% dos portugueses são favoráveis à criação de um Senado, de uma segunda câmara no Parlamento, precisamente uma das propostas da Sedes. Outra é a da criação de círculos uninominais, que 71% não sabe o que é.

Se até aqui era a aritmética que não batia certo com o português, agora já nada parece bater certo. Que 60% seja favorável à regionalização poderá ser aceitável. A regionalização está no debate público há muito tempo, e até já rejeitada em referendo. Já foi há muito tempo, e a posição dos portugueses poderá hoje ser outra, a contrária. Que 73% dos inquiridos apoie a criação de um Senado - que não me lembro de alguma vez ter andado pelo debate público, e que representaria mais uma Instituição Política (mais lugares para a classe política, quando esta não anda lá assim tão bem vista) parece pouco aceitável. E não bate mesmo nada certo com os 71% que não sabem o que são círculos uninominais, bem mais presentes no debate público. Que uma tão grande maioria conheça, e seja a favor da criação de um Senado que não faz parte do debate público, mas não faça ideia do que são círculos uninominais, tema praticamente tabu na discussão política - é certo - mas, ainda assim, trazido a debate uma vez por outra, não faz sentido. 

Em suma, temos aqui um "dois em um" muito comum neste jardim à beira-mar plantado. Estudos de opinião, sob as suas mais diferente formas, que no fundo apenas pretendem "validar" as posições de quem os encomenda; e, ainda por cima, o enviesamento da apresentação - filtragem, como agora se diz - dos seus resultados de acordo com os interesses de quem os publica. E mais um exemplo de que a falta de transparência é certamente mãe dos maiores  problemas da nossa vida colectiva!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Parece-me que o Carlo Anceloti anda a querer dizer qualquer coisa ao José Mourinho. Baixinho, sem ondas, sem se dar por nada ...

O Special One faz-se de desentendido, e lá vai dizendo que este Barcelona é o mais fraco dos últimos anos... 

Até pode ser. Mas este Real Madrid ... Caramba, isto é que é jogar à bola!

E logo quando parecia que não havia adversário para o Bayern do ano passado, quanto mais para o Bayern de Guardiola...

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