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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A tragédia de Moçambique*

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Não ficamos, nem poderíamos ficar, indiferentes à tragédia que o ciclone tropical Idai provocou, especialmente em Moçambique, mas também no Maláui e no Zimbabué.

Pela dimensão do fenómeno, apontado já como um dos piores, se não o pior desastre climático no hemisfério sul, mas acima de tudo pela estreita relação que mantemos com aquela terra e aquela gente.

Mais de milhão e meio de pessoas afectadas, centenas de mortes e de desaparecidos, e a mártir cidade da Beira totalmente destruída, num cenário apocalíptico a que é difícil sobreviver. Depois de 16 anos de destruição em guerra civil, e das cheias de 2000…

As contas da dimensão da estratégia estão por fechar. Estão mesmo longe de ser fechadas, e isso, não conhecer a sua verdadeira dimensão, é a outra tragédia deste momento trágico.

A emergência é total, e não dá tréguas. É preciso resgatar e alimentar pessoas desesperadas, dar-lhes comida, água, abrigo, segurança. E à vista está já uma gigantesca emergência médica para enfrentar dificuldades que, às necessidades dos cuidados imediatos, acrescenta as dos riscos de doenças provocadas pela proliferação de infecções ou pelo consumo de água imprópria.

Moçambique é um país com enormes fragilidades institucionais, e dos mais pobres do mundo, que não tem sido poupado às mais diversas calamidades. E não tem como as enfrentar. Por agora abriram-se múltiplas vias de ajuda e, como sempre, a solidariedade dos portugueses está a responder. O pior virá certamente depois, quando voltar a sair das primeiras páginas dos jornais e dos noticiários das televisões…

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

As dúvidas

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Afinal o Partido Popular Europeu (PPE) não expulsou o Fidesz, o partido de extrema-direita húngaro, do primeiro-ministro Viktor Orbán. Suspendeu-o, ao que diz muita boa gente, num acto de cobardia.

É possível que a expulsão venha a seguir, dizem os deputados europeus do PPE. Mas para isso é preciso esperar por um relatório, ainda em curso, que confirme que aquele partido não respeita o Estado de Direito. Pelos vistos, o PPE tem as dúvidas que mais ninguém tem. E na dúvida suspende, não expulsa.

Não é grande novidade. Todos sabemos que em política os mecanismos de decisão funcionam assim. Estão aí as eleições para o Parlamento Europeu e era preciso qualquer coisa...

O Partido Socialista Europeu também deveria ter dúvidas sobre o compromisso do Partido Socialista Romeno com o Estado de Direito. E na dúvida, por enquanto, não diz nada. Não é ainda preciso... 

 

Idílico

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Nada de mais idílico que a visita de Bolsonaro a Trump. Mais apaixonado e embevecido que Bolsonaro a declarar que a grande maioria dos imigrantes não tem boas intenções , que "não deseja fazer o bem para o povo americano”, só Bolsonaro a declarar a sua "satisfação de estar nos EUA depois de algumas décadas de presidentes anti-americanos”.   

E no fim, ele deu-lhe o número de telefone ... para que ligasse sempre. Um final apoteótico, a levar Bolsonaro às nuvens.

Que ternura! 

Sempre a tropeçar no mesmo sítio

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De tempos a tempos o PCP tropeça nos conceitos da liberdade e da democracia, e lá cai com grande atrapalhação nas suas dificuldades de identidade. Não é surpresa para ninguém, e parece que toda a gente sabe lidar com isto: o PCP vai tentando que os intervalos entre esses tempos sejam cada vez maiores, tentando fintar a comunicação social para que não aproveite exactamente todas as oportunidades para o fustigar com a matéria.

Ontem voltou a ser dia de o PCP, mais que simplesmente tropeçar, chocar de frente com o tema e estatelar-se ao comprido.

Primeiro foi Jerónimo de Sousa, em entrevista ao Observador (pois... devia saber que cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém), atrapalhadíssimo com a democracia da Coreia do Norte (é verdade, é um clássico, mas o PCP não consegue resolver a questão!). Se não era uma democracia, era porque isso não passava de uma opinião. Ou não, o que era mesmo preciso discutir era o que é isso de democracia...

Depois, à noite, foi a vez de António Filipe ser completamente trucidado na RTP, no Prós & Contras, a insistir, mais uma vez atrapalhadíssimo, na defesa da indefensável legitimidade democrática do regime de Maduro na Venezuela.

Uma coisa é a fidelidade a princípios e valores que sustentam uma matriz ideológica. Outra, completamente diferente, é cristalizar na sua projecção, deixando de ver tudo à volta. Que é o que o PCP, indiferente ao tempo que passa e às gerações que mudam, continua a fazer.

Linguagem do terrorismo

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Para além do terror, da brutalidade e do ódio, o ataque terrorista de há dias a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, impressiona pela capacidade do seu autor no uso da internet e pela competência no domínio das técnicas de comunicação nas redes sociais.

Este é de resto um traço comum ao terrorismo actual. Onde quer que seja, independentemente dos fins que prossiga, o terrorismo faz da internet e da comunicação a sua mais potente e destrutiva arma. Tudo é pensado, todos os movimentos e todos os gestos são estudados para mais longe e mais fundo levarem a mensagem do ódio e o ritual de terror. E para fazerem do extermínio impiedoso um espectáculo de dimensão planetária, passível de ser replicado onde quer que seja,  por quem quer que seja. 

Como acaba de acontecer em Utrecht, na Holanda... 

 

 

 

 

Assim vai o campeonato dos desígnios

 

Esta jornada do campeonato, que levou o Benfica a Moreira de Cónegos, confirmou que, para ser campeão, a equipa de Bruno Lage terá de ganhar todos os jogos que faltam, já que, como víramos ontem, com o mesmo árbitro do jogo da passada segunda-feira, na Luz, ao Porto basta-lhe comparecer em campo para assegurar a vitória. Árbitros e VAR tratam do resto!

Hoje, o jogo com o Moreirense confirmou que, para ganhar, ao Benfica exige-se muito mais. Exige-se que ganhe a muito mais adversários que aqueles onze jogadores  (nunca dez, como ontem o Porto jogou durante mais de 90 minutos) que, em cada momento, tem em campo pela frente. 

O treinador e os jogadores do Benfica sabem disso. E por isso a equipa entrou no jogo com vontade de não dar hipóteses à equipa adversária, já que contra os outros não pode fazer nada que não "comer e calar". O início do jogo mostrou um Benfica à procura do golo, logo falhado por Pizzi ao terceiro minuto, isolado na cara do guarda-redes, e um Moreirense à procura das pernas dos jogadores do Benfica, onde iam acertando com grande frequência e maior violência.

Foi esta a toada do jogo nos primeiros doze minutos, com Rafa, aos nove, a falhar a segunda oportunidade de golo, quando Gabriel, depois de Grimaldo, aos quatro minutos (momento em que João Aurélio teria que ter sido expulso, mas não foi porque o Benfica não pode jogar contra 10), ficou também ele perto de ser mandado para o estaleiro.

Esgotado o quarto de hora inicial, pareceu que o Moreirense quis finalmente começar a jogar e a disputar a bola. E começou então a perceber-se a estratégia do seu treinador para o jogo, sem qualquer ponta de lança, para dispor de jogadores móveis que condicionassem a saída de bola do Benfica - o início da construção, como dizem os entendidos. Nada que incomodasse muito a determinação e a qualidade com que os jogadores do Benfica prosseguiam na procura do golo, que acabaria por surgir aos 29 minutos, numa desmarcação de Pizzi, a assistir Jonas para uma finalização de grande classe.

Não podia ser. Um golo daqueles não poderia valer e, inacreditavelmente, o VAR anulou-o. O árbitro não foi confirmar a informação que terá recebido do fora de jogo de Pizzi que, mais uma vez, ninguém consegue ver. Sendo que, na lei, diz-se que, em caso de dúvida, não se decide contra quem ataca. A própria equipa de arbitragem no campo cortou por mais duas vezes jogadas de golo do Benfica com foras de jogo inexistentes.

Teve que se esperar mais oito minutos para o primeiro golo, a valer. De João Félix. E mais cinco para o segundo, de Samaris, a marcar pelo segundo jogo consecutivo.

A fechar a primeira parte, já no período de compensação, uma fantástica execução de João Félix (na foto) que, a ter dado golo, seria o do campeonato. E uma soberba defesa de Odysseas, na única oportunidade do Moreirense.

A segunda parte arrancou praticamente com o terceiro golo do Benfica, de Rafa, em mais uma boa jogada de futebol dos novos movimentos preparados para este jogo. É isso, mesmo com apenas um dia para preparar o jogo, Bruno Lage introduziu-lhe movimentos novos trabalhados a preceito.

A partir daí o Benfica, sem nunca desligar, nem nunca perder de vista a baliza do Moreirense, preocupou-se em dominar e controlar o jogo. O Moreirense limitou-se a voltar a obrigar Odysseas a uma segunda grande intervenção, na cobrança de um livre. Enquanto isso, a arbitragem negava ao Benfica mais um penalti, cometido sobre André Almeida (aos 20 minutos), cortava mais umas jogadas de ataque por foras de jogo imaginários, e Jonas deixava o quarto adiado, à espera de Florentino, a 10 minutos do fim. Desse fim que mostraria jogadores do Moreirense no chão, com cãibras. Como se viessem eles de um jogo europeu com prolongamento, três dias antes...

Depois de todas as peripécias lá acabou em goleada com assinatura o jogo em que tanta gente apostava todas as fichas. E assim vai o campeonato dos desígnios: do desígnio nacional de salvar o Sporting, do desígnio de fazer do Braga candidato ao título e do desígnio de fazer do Porto bi-campeão. São desígnios a mais para uma bola só!

Jornalismo e "fake news"*

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Sabemos como as notícias falsas, agora conhecidas por “fake news”, têm marcado a ascensão do populismo e como se têm constituído em arma eleitoral decisiva.

Foi assim com o Brexit, com a eleição de Trump na América, ou com a de Bolsonaro no Brasil.

Na Europa teme-se o que possa acontecer nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, tendo as diversas instituições europeias dado já sinal do sério risco destas eleições serem contaminadas por “fake news”. E os gigantes digitais, particularmente Facebook, Google e Whatsapp, têm prometido todos os esforços para as expulsar das suas plataformas.

Antes da vaga digital ter tomado conta do mundo chamavam-se simplesmente boatos. Se já eram difíceis de controlar e de contrariar na altura, agora, com a velocidade e o alcance das redes sociais é de todo impossível.

Por mais centros de controlo que estes gigantes digitais anunciem, ou por mais modelos de validação de notícias que sejam testados, não é fácil acabar, ou sequer limitar os danos, dos boatos. O maior obstáculo ao seu desenvolvimento tem obviamente de vir do jornalismo, na sua nobre e insubstituível função de intermediar no circuito da informação que leva a notícia até ao público.

Cumpra o jornalismo a sua função, e mais curta será a perna do boato e da mentira.

O problema maior está aqui. O que o jornalismo tem vindo a mostrar é que, em vez de obedecer aos princípios por que tem de se reger, e assim se opor às “fake news”, obedece a lógicas insondáveis e replica-as.

Temos quase todos os dias exemplos disso. Ainda ontem, na simples notícia da morte do actor Amadeo Caronho, menos conhecido do grande público, um qualquer jornalista limitou-se a “googlar”. Foi enganado pelo Dr Google, que lhe deu fotografias e a biografia de um outro actor, mais conhecido e falecido há dois anos. E todos os jornais e televisões, mesmo aquelas em que os dois diferentes actores tinham trabalhado, foram atrás.

Pois é. Para que jornalismo seja o maior obstáculo ao boato, tem mesmo de se fazer jornalismo!  

 

* A minha crónica de ontem na Cister FM

 

Hoje é dia de luta e do mais justo e urgente de todos os protestos

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Hoje é dia de protesto dos jovens. Hoje é dia de greve às aulas... pelo clima. Não é contra os professores, nem contra o ministro. É contra todos nós. É um protesto pelo estado em que lhes estamos a entregar o planeta. Pela indiferença com que temos encarado e continuamos a encarar as alterações climáticas que  dramaticamente lhes acabam com o futuro. Que é deles, mas cada vez menos lhes pertence.

Tudo começou há pouco mais de seis meses, com uma miúda sueca de 16 anos, Greta Thunberg e com a mais inquietante das suas interrogações: “porque hei de preparar-me para um futuro que pode não existir?”

A partir daí não parou de inquietar o mundo, e é hoje uma das mais fortes candidatas ao Prémio Nobel da Paz (sim, Mr Donald Trump). Que o seu exemplo seja hoje replicado. Em Portugal e por todo o mundo!

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