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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Lista de devedores do Banco de Portugal - venha "cuscar"!

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Finalmente, depois de negas e mais negas, que até obrigaram a fazer leis para o efeito, depois do consentimento final e, depois disso e disso tudo, depois mais fintas e jogadas de cintura, em mais meses de espera, o Banco de Portugal lá entregou no Parlamento a lista dos grandes devedores à banca. A lista daqueles que nos obrigaram a trabalhar uma década inteira para os bancos, e que temos o direito de saber quem são.

Ficamos finalmente a conhecê-los, um a um. E não deixamos de ficar surpreendidos. Por exemplo, falava-se do malandro do Berardo quando, na verdade, como o próprio garantira na Assembleia da República, ele não deve nada. E o maior devedor da CGD é afinal o 012, esse sem vergonha.

Do 086 e do 029 já há muito que se desconfiava. Aqueles iates ... não podia ser... Mas, francamente, quem diria que o 040 não era de boas contas? 

 

Palavras excessivamente cruzadas

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Os exercícios de palavras cruzadas, um passatempo irremediavelmente em vias de extinção, não constituem exemplos de erudição, nem propriamente referências de imaginação. Mas também não imaginávamos que pudessem constituir focos de contestação, e já verificamos que sim. Que podem.

"Ensinam quando não estão em greve" foi a expressão que no Expresso escolheram para sugerir a resposta "professores" no seu exercício de palavras cruzadas deste fim de semana. Não é um exemplo de erudição, nem de grande imaginação. E é de inegável mau gosto... Mas, se calhar, também não será motivo para que o Carmo e a Trindade estejam a cair... 

Um artista

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Trump vem a Portugal. Só não tem ainda data marcada, diz o presidente Marcelo. É o que se chama matar o assunto à nascença. Não tem importância nenhuma. Pronto, não se fala mais nisso.

Entretanto vai a  Paris e canta a marselhesa ao lado de Macron, na parada militar do dia da tomada da Bastilha... Como se não estivesse a cantar o hino oficial de um país estrangeiro, no seu dia nacional...

Um artista!

O campeão voltou

Girão à frente do 'castelo' e ...  Portugal é campeão do Mundo de hóquei em patins

 

Desasseis anos depois - uma eternidade à luz da História de Portugal na modalidade - a selecção nacional de hóquei em patins voltou hoje, em Barcelona, a conquistar o título mundial. Vinte e seis anos depois da última vez que o fizera em território estrangeiro, então em Itália, o que dá bem a ideia de como perdeu a hegemonia mundial de que desfrutou no passado.

Hegemonia que passou claramente para os nossos vizinhos espanhóis, que ganharam sete dos últimos oito campeonatos do mundo disputados desde a última vitória portuguesa. Apenas a Argentina evitou o pleno espanhol.

Poderá dizer-se que esta vitória portuguesa neste campeonato mundial de Espanha é inteiramente justa e merecida à luz do esforço que lhe foi exigido, já que teve de eliminar a Itália, nos quartos de final, e a Espanha, nas meias finais, depois de ter empatado na fase de grupos com a Argentina, o adversário desta final, que ganhou o grupo por diferenca global de golos. O que, caprichos do sorteio, lhe facilitou a vida no caminho para a final.

Hoje, num jogo que terminou sem golos - nos 50 minutos regulamentares e nos 10 do prolonagamento, coisa pouco habitual na modalidade - até nem terá sido melhor que o adversário. Mas foi melhor no desempate pelas grandes penalidades (2-1), como já havia sido no outro jogo, em que igualmente venceu da mesma forma, mesmo que dessa vez, como se percebe do que foi dito atrás, não lhe tivesse valido de nada.Tratava-se então, e apenas, de uma medida preventiva para o  desempate na classificação, na eventualidade de o empate se manter depois de esgotados os restantes critérios de desempate. 

Já o apuramento frente à Itália tinha sido conseguido pela mesma via o que, e se outros méritos não tivesse tido - e teve, ainda hoje defendeu cinco grandes penalidades durante todo o jogo -, faz do guarda-redes Girão o grande herói deste título.

Tour de France 2019 I

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Com a chegada hoje a Saint Étienne cumpriu-se hoje a primeira semana desta edição do Tour. Para trás tinham ficado sete etapas, as três primeiras corridas em solo belga, entre as quais um contra-relógio por equipas, na segunda, onde a principal novidade terá sido o fraco desempenho da Movistar, fora das 10 primeiras, que só não penalizou Nairo Quintana, ainda e sempre na lista dos favoritos, bem como Mikel Landa, também um nome a ter em conta, porque as diferenças em apenas 30 quilómetros não dão para fazer grande diferença.

O primeiro cheirinho a montanha chegou na etapa 6, anteontem e, se não deu para "cavar" grandes diferenças, deu para afastar logo alguns nomes sonantes como Adam Yates e Dan Martin, que aí perderam mais de 14 minutos. Deu também para a amarela saltar do francês Julien Alaphillippe, a nova coqueluche dos gauleses, que hoje a reconquistaria em Saint Étienne, para o italiano Giulio Ciccone.

Sem Froome, vitima de queda e obrigado a uma intervenção cirúrgica a poucos dias do início da competição, o favoritismo cai todo, de novo, no seu colega e compatriota Geraint Thomas, o vencedor do ano passado, agora, que a poderosa Sky abandonou o ciclismo, na nova e igualmente poderosa Team Ineo. Mesmo que sejam enormes as expectativas que caem sobre a nova estrela espanhola, o jovem Enric Mas, da Deceuninck-QuickStep!

Vamos ver o que aí vem. E cá voltaremos para contar como foi, como habitualmente.

 

 

Sinais dos tempos*

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Nos últimos tempos tem-se falado muito do surgimento de uma nova ordem sindical, em ruptura com o velho establishment herdado do século XX, baseado em estruturas orgânicas e ideológicas bem definidas.

Muitos dizem que há um confronto entre as velhas respostas do sindicalismo orgânico e a nova realidade do mundo do trabalho ou, mais pragmaticamente, que os velhos sindicatos já não representam os novos trabalhadores. O financiamento das greves através da novidade do crowdfunding, em vez dos velhos, curtos e limitados fundos de greve do início do século passado, não é mais que a ponta do iceberg.

Todos os movimentos sociais estão sujeitos a dinâmicas próprias que, uma vez em movimento, são difíceis de parar. É o que poderá estar a acontecer com estes novos modelos sindicais, provavelmente condenados a crescer em direcção à substituição da velha ordem sindical, numa dinâmica que poderá estar a revelar-se muita atractiva para muitos e diversos interesses, eventualmente pouco convergentes com os que se propõem representar.

Exemplos dessa perversidade começam a andar por aí, e a surgir a descoberto.

No sindicato dos motoristas de matérias perigosas, que paralisou o país há um par de meses e que já pediu desculpa por se preparar para o voltar a fazer já no próximo mês, o líder e mentor é conhecido pelo “advogado do Maserati”, por se fazer deslocar num automóvel desta prestigiada marca. Tão estranho como um sindicalista de Maserati, é um advogado associado de um sindicato de motoristas. Mas o sucesso salta barreiras e, segundo as notícias, estará já a ser requisitado para alargar a sua intervenção a novos domínios sindicais. É até possível que esteja a pensar em franchisar a ideia. Um franchising de Sindicatos… é capaz até de ter futuro.

Não menos preocupante, antes pelo contrário, é o que se passa com os novos sindicatos da polícia, que se multiplicaram como cogumelos. São já 17, os sindicatos que se propõem representar os polícias portugueses - um record na administração pública portuguesa. Em muitos são mais os dirigentes que os sindicalizados. E como cada dirigente tem direito a quatro folgas por mês, a que se junta mais 12 horas para os delegados, as folgas já se traduzem em perto de 40 mil dias.

Há cera de dois meses tivemos oportunidade de constatar que boa parte dessas folgas era canalizada para a actividade política, quando os vimos nas listas de um partido de extrema-direita, que por aí anda à procura de um lugar ao sol. Esta semana ficamos a conhecer outros aproveitamentos dessas folgas, com a notícia da detenção de outro polícia sindicalista, com 125 quilos de droga. Dizem os jornais que aproveitava as folgas para ir a Espanha buscar a droga que traficava por cá… E que não escondia nada dos sinais de fortuna que o negócio lhe garantia...

Não. Este não é um novo paradigma do sindicalismo. Apenas sinais dos tempos… Destes tempos!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

O estado do retrato

Capa Diário de Notícias

É no mínimo interessante, esta capa de hoje do DN - que não está nas bancas - na rara e feliz oportunidade de cruzar o "Estado da Nação" com o "retrato do país". 

O último debate da actual legislatura na Assembleia da República mostrou uma "Nação" em "estado" de eleições, com muito pouco a ver com o país retratado nos dados estatísticos que a Pordata hoje revela. Na última década - um pouco mais, entre 2007 e 2018 - a população diminuiu e ficou mais velha. Os portugueses casam menos e têm menos filhos. Estão mais letrados e mais formados, mas igualmente pobres.

Tudo mudou nesta última dúzia de anos, só a pobreza ficou. Inalterada e inamovível, como "o Estado da Nação"!

Obrigado, Jonas. Já estamos cheios de saudades...

Benfica perde com Anderlecht no jogo de apresentação aos sócios

 

O Benfica disse hoje olá à nova época e adeus a Jonas, porventura o seu melhor e mais influente jogador deste século, razões suficientes para levar à Luz quase 60 mil adeptos. 

O jogo é que não foi grande coisa, ainda para mais ensombrado com uma derrota, que apesar de tudo bem poderia ter sido evitada, mesmo que o Anderlecht - o convidado para a festa e agora treinado por esse grande jogador, que Vincent Company ainda é - tenha em muitos momentos do jogo sido superior. Mas, nas contas finais do jogo, o Benfica acabou por criar mais oportunidades de golo, bem suficientes para ter construído outro resultado que não a derrota (1-2). E nestas contas entra também o árbitro, Fábio Veríssimo, um velho amigo da casa, que nem em jogos destes deixa os seus créditos por mãos alheias. Desta vez fez vista grossa a dois penaltis, que deixou por assinalar a favor do seu ódio de estimação. O primeiro ainda sobre Jonas, que saiu, para os aplausos, ao minuto 10, e que bem poderia ter saído com um golo na despedida. 

 Bruno Lage fez alinhar 30 (!) jogadores - apresentação é apresentação! - e logo por aí se vê que o jogo não poderia dar para muito mais que mostrá-los. Poucos foram os que aproveitaram para isso mesmo, para mostrar qualidades e deixar água na boca dos adeptos. Dos novos, Chiquinho, que marcou o golo, foi o mais feliz. E Cadiz o mais azarado - saiu com uma lesão muscular logo depois de ter entrado. Raúl De Tomás (RDT, como usa no manto sagrado), soube a pouco, parecendo ainda desligado da equipa, mesmo que se tenha de reconhecer que, no período em que esteve em campo, toda a primeira parte, houve pouco de equipa. Dos que já cá estavam, mesmo no pouco tempo tiveram, mostraram-se a esperança Jota e o consagrado Pizzi.   

Pior que a manta de retalhos que foram as três equipas que o Benfica apresentou estava o relvado. O novo relvado está uma lástima, ficou muito mal na apresentação e terá ainda de melhorar mais que a equipa. 

 

 

A última fronteira?

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Disputou-se no passado domingo a final do Campeonato do Mundo de futebol feminino, que decorreu em França, ganha pela selecção dos Estado Unidos (2-0 à surpreendente Holanda), a mais titulada da modalidade. No final do jogo as bancadas irromperam num cântico que rapidamente saiu do Estádio e e rompeu fronteiras: "Equal pay! Equal pay! Equal pay!"

Pouco antes do início do campeonato do mundo, as jogadoras da selecção alemã, a mais titulada na Europa, tinham já lançado o movimento, com um vídeo que se tornou viral. E que a as jogadoras americanas acabaram de replicar, já depois do jogo decisivo e da erupção nas bancadas de há três dias.

Depois de conquistarem o direito a jogar à bola como os rapazes, de superarem o estereotipo das "gajas não sabem" nem têm condições para jogar à bola e, por fim, de demonstrarem, como fizeram em especial neste Mundial de França, que são capazes de produzir um jogo tão competitivo e tão espectacular como os homens, as mulheres do futebol, que há poucas semanas exigiam apenas reconhecimento - evidente no vídeo das jogadoras alemãs -, exigem agora "equal pay". 

Não que lhes paguem salários iguais aos de Messi e Ronaldo, mas que paguem o jogo, que paguem o espectáculo, como pagam no futebol masculino para, depois sim, pagar às Messis e Ronaldas que por aí há, ou que por aí acabarão por surgir.  

A História aqui não difere muito da do resto das actividades. Apenas andou mais depressa. Talvez por ser a última fronteira ...

 

 

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