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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Czar da República

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Sem lata para continuar a saga de Mr Dupont e Mr Dupond, como já aqui lhe chamei, com a rotação entre a chefia do governo e a da República para contornar a limitação de mandatos, Putin parte para outra. E começa logo por descartar o seu Mr Dupond, o seu peão Medvedev, agora na chefia do governo. 

Parece assim, mas talvez não seja bem assim. Putin não estará propriamente a deitar Medvdev fora, nem sequer a pedir-lhe um último sacrifício. É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma, e Putin quer mude muita coisa para que tudo fique ainda mais na mesma. Muda, para já, o governo. E depois muda a constituição, retirando poderes ao Presidente, que já não será ele, mas o que lhe suceder em 2024, e que não será mais Medvedev. O que está por saber é que figura institucional inventará para si próprio para receber esses poderes que, obviamente, que não vão para a Duma (o parlamento) como pretendeu Putin que ficasse subentendido.

Talvez czar da República não ficasse mal...

Agora é ganhar, ou ganhar!

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A selecção nacional de futebol vai discutir, com a da Suíça, o apuramento para o Mundial da Rússia do próximo ano, na próxima terça-feira, no Estádio da Luz. Porque hoje ganhou, em Andorra, a um adversário que, não sabendo jogar à bola, e num campo esquisito, se previa complicado.

E foi. Sabe-se que, a quem não sabe jogar à bola, tudo serve para dar pontapés. Nem precisa de duas balizas, basta-lhe uma - aquela em que não quer que a bola entre. Mas também a selecção portuguesa estava condicionada por circunstâncias que tornariam o jogo ainda mais complicado, especialmente pela sua constituição inicial, marcada por meia dúzia de jogadores, entre os quais Cristiano Ronaldo, no limite dos cartões amarelos, em risco de serem excluídos do próximo e decisivo jogo com a Suíça. 

Dir-se-á que, para ganhar à selecção de Andorra, qualquer que seja a equipa nacional dá. É verdade, mas os melhores resolvem senpre melhor os problemas que têm pela frente. Por isso Fernando Santos teve mesmo de lançar mão de Cristiano Ronaldo, no arranque da segunda parte. Nunca se poderá provar que, sem o melhor do mundo - não gosto nada de expressão, mas vá lá... -, Portugal ganharia o jogo. Mas a verdade é que foi ele a marcar o golo que desbloqueou a partida - e já lá iam 66 minutos - e que a qualidade do jogo da selecção subiu claramente depois da entrada de Cristiano Ronaldo. E que o André Silva, que até aí parecia que nem sabia jogar à bola, passou a ser outro jogador. Ao ponto de marcar o segundo, que a 10 minutos do apito final fechou o resultado.

E pronto. Agora é esperar pela Suíça, e esperar que só haja as duas hipóteses que Fernando Santos coloca: ganhar ou ganhar!

Porque os helvéticos até agora só ganharam: nove vitórias. A primeira no tal jogo inicial com a selecção nacional, recém campeã da Europa, e sem Ronaldo... Com mais golos marcados e menos sofridos que o adversário de terça-feira, a Portugal basta ganhar para assegurar o primeiro lugar no grupo de qualificação, e garantir desde já, sem os sobressaltos do play-off, a presença na Rússia.

 

Hoje, o mundo acordou mais perigoso!

 

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Não sei se hoje é o dia em que a política externa de Trump, se é que existia, mudou. Sei que o ataque americano desta madrugada na Síria é, mais que um enfrentamento, um afrontamento a Putin. Tido por aliado de Trump. Que, por sua vez, só apontava para a China quando lhe falavam de inimigos geo-estratégicos. E que acontece poucas horas antes de receber o líder chinês, com os olhos postos em Pyongyang...

Mas sei que o mundo hoje acordou mais perigoso!

Já vale tudo

Por Eduardo Louro

 

 

Poderia ter sido um acaso qualquer. Ou uma estranha conjugação de coincidências. Há três meses desapareceu um avião igual a este, desta mesma companhia, e com as mesmas três centenas de pessoas. Mas que esta parte do mundo está a ficar demasiado perigosa, está…  

Não é novidade nehuma. Adivinhava-se que rapidamente ali começaria a valer tudo!

Afinal há mesmo ameaça

Por Eduardo Louro

 

Quando há duas semanas aqui manifestei o meu receio pela ameaça que a crise ucraniana representava para a paz na Europa houve muita gente que achou que era um exagero. Quando, dias depois, o presidente ucraniano foi deposto e fugiu, logo se fez a festa. Os bons tinham ganho e os maus perdido, e tudo estava resolvido. Qual ameaça qual quê!

O mal não está em que opinadores e fazedores de opinião tenham achado isso. O mal está em que quem mais obrigação tem de velar pela paz na Europa tenha afinado pelo mesmo diapasão. O mal é que estes senhores que mandam na Europa não tenham percebido a gravidade do que estava a acontecer e que não havia nada para festejar. Que - apenas - essa ameaça crescia todos os dias a passos largos...

CONTRATEMPO A CAMINHO DO BRASIL

 Por Eduardo Louro

 

A selecção nacional poderá ter hoje complicado as contas do apuramento para o Mundial 2014. Ao perder na Rússia (0-1), com o adversário directo que tem marcado mais golos e que continua sem os sofrer, a selecção nacional começou a estreitar o caminho para o Brasil, que ameaça tornar-se mais apertado e difícil do que aquele que Pedro Álvares Cabral fez há 512 anos.

A equipa nacional não justificou no campo – um sintético a que os comentadores da RTP insistiram em chamar relvado – o estatuto de terceira selecção mundial que, sem que se perceba porquê, a FIFA lhe atribui. Dominou nas diversas variáveis estatísticas do jogo, com uma posse de bola à Barcelona (78%), mas em poucas ocasiões foi verdadeiramente superior ao adversário: uma Rússia muito italiana, que nada tem a ver com aquela equipa excitante – mas desequilibrada - que há pouco mais de três meses esteve no campeonato da Europa. É a diferença entre um Fábio Capello, velha raposa, e um Dick Advocaat à Jorge Jesus!

É certo que as coisas não correram de feição. Um golo sofrido logo no início, consequência do primeiro de muitos erros de Ruben Micael, e a lesão de Coentrão, revelaram-se decisivos. Até porque se a lesão de Meireles – substituído pelo desastrado Micael – já fora penalizadora, a de Coentrão, logo no início do jogo, foi-o ainda mais, com o Miguel Lopes a revelar-se uma completa nulidade a atacar e um susto permanente a defender. E com as substituições a não resultarem: o Varela, que habitualmente entra bem e muitas vezes até resolve, nunca se entendeu nem com o jogo nem com o resto da equipa, o Nani também não resultou no meio e o Ederzito será certamente uma história bonita, mas daí até ser jogador de selecção…

Cristiano Ronaldo, já se sabe, nunca será o mesmo do Real Madrid. Hoje teria sido necessário que andasse por lá perto, mas continuou bem longe. O Rui Patrício continua a complicar sempre que a bola lhe chega aos pés: hoje foi demais. Contribuiu para intranquilizar a equipa e reduziu-lhe, em muito, as opções. Muitas foram as ocasiões em que, passando a melhor opção por fazer a bola chegar ao guarda-redes, alguns jogadores – especialmente Pepe - evitaram atrasá-la, sentindo-se obrigados a abdicar desse instrumento, perdendo tempo ou perdendo a bola.

Ficou sempre a ideia que era jogo, se não de ganhar, pelo menos de não perder. Mas, bem vistas as coisas, a estratégia italiana agora ao serviço de uma selecção russa recheada de bons jogadores, foi sempre suficiente para controlar o jogo. Até parecia que eram os italianos – perdão, os russos – a alimentar a ideia de que o golo acabaria por surgir, como que a dizerem aos jogadores portugueses: vá lá, não ponham muita intensidade nisto porque não vale a pena. Está-se mesmo a ver que é uma questão de tempo, mais minuto menos minuto vocês vão marcar o golito que nos deixa, a todos, contentes!

Que manhosos...

 

EURO 2012 (VIII) - AFIRMAÇÃO DA POLÓNIA

Por Eduardo Louro

                                                                      

Grécia e República Checa abriram a segunda jornada desta fase inicial do euro, num jogo que muito prometeu e pouco cumpriu. Na verdade quem muito prometeu foi a selecção checa, a grega não prometeu nada, encontrou-se simplesmente à deriva no meio de uma tempestade com rajadas de vento a mais de 100 à hora do quadrante checo e chuvas torrenciais de erros no centro da sua defesa.

Bastaram dois minutos e doze segundos para os checos marcarem o primeiro golo, agora o mais rápido deste europeu. E, passados apenas 23 segundos dos 5 minutos, marcavam o segundo. Ambos em resultado daquelas condições climatéricas!

Pouco depois, a Grécia perdia o guarda redes Chalkias – com responsabilidades em ambos os golos, em especial no segundo – por lesão, carregando ainda mais de negro as nuvens daquele céu grego. Não se confirmariam as previsões mais pessimistas. A equipa checa foi baixando o ritmo de jogo e os gregos puderam começar a pôr a cabeça de fora.

Ao ponto de o jogo ir ficando equilibrado à medida que o intervalo se aproximava, com os gregos a marcarem, ao minuto 41, o golo que poderia marcar a viragem. Só que, pela segunda vez em dois jogos, a arbitragem invalidar-lhes-ia um golo. O árbitro francês – que arbitrara o jogo da selecção nacional – repetiu o que o espanhol já lhes havia feito, e assinalou um fora de jogo inexistente. Voltaria, mais tarde, a repetir um erro idêntico interrompendo uma jogada que bem poderia ter terminado em golo.

Ao intervalo a ideia que ficava era a de uma selecção grega infeliz e desafortunada, à imagem do país. Tudo aquilo repetia o primeiro jogo. E para que fosse assim, segunda parte foi diferente. Foi toda ela dos gregos!

Não que jogassem bem – decididamente não vale a pena esperar isso do futebol grego – e, muito menos, bonito. Mas porque põem em campo aquela vontade toda, aquela capacidade de disputar cada lance como se fosso o último. A estes gregos ninguém pode acusar preguiçosos, de pouco trabalhadores!

Mas também porque, ao intervalo, o seleccionador checo retirou Rosicky do jogo. Mais que o melhor jogador, o maestro. E a equipa ficou perdida no meio daquela turbulência que é o futebol da equipa grega.

Ainda na fase inicial da segunda parte, com 8 minutos jogados e cerca de 40 para jogar, a Grécia chegou ao golo, numa monumental fífia de Petr Chech – pareceu receoso de um choque com um companheiro, que nem seria violento, mas que eventualmente os antecedentes justificarão - aproveitada por Gekas, que entrara ao intervalo, a mostrar que, nas substituições, Fernando Santos não é tão infeliz como no resto. Não deu para mais!

E por aí se ficou um jogo que, prometendo muito, deu pouco. Não enfastiou, mas um jogo com 40 faltas e 6 amarelos, também não consegue entusiasmar ninguém!

A Grécia ainda não está fora do euro, mas tem a vida muito difícil. Como há muito se sabe, afinal!

O segundo foi um grande jogo. Com a Rússia a confirmar o perfume do seu futebol e a imagem de marca que trouxe para este europeu. E a Polónia, uma equipa de uma dimensão física extraordinária, mas com muitos bons jogadores, algo que não deixara perceber no jogo inaugural com a Grécia, apesar da primeira parte que então realizou.

Marcou primeiro a Rússia, aos 37 minutos da primeira parte - período em que foi francamente superior ao adversário e em que voltou a encantar – através de Dzagoev, que fez o terceiro golo que faz dele o melhor marcador. Empatou a Polónia aos 12 da segunda parte - período em que aproveitou a sua superior condição física para se colocar mais vezes por cima do jogo – num fantástico golo, porventura o melhor da competição até agora, de Kuba. Numa jogada que começa num passe falhado de Arshavin que, de alguma forma, revela a face mais notada da quebra da selecção russa na segunda parte: foi também por aí, pelo decréscimo do rigor de passe deste extraordinário jogador, de volta aos seus grandes dias, que a Rússia baixou de produção.

Depois da exibição de ontem da Ucrânia – e do fantástico apoio do seu público – a Polónia quis dizer que também era anfitriã. Que também joga em casa, que também tem um grande público para a empurrar para a qualificação para a fase seguinte e que nada fica a dever aos seus vizinhos e parceiros de organização.

Depois do que se viu neste jogo dificilmente deixará de acompanhar o seu adversário de hoje no apuramento para os quartos de final. Foi isso que, de forma eloquente, este jogo disse!

EURO 2012 (III) - RÚSSIA

Por Eduardo Louro

                                                                      

O primeiro dia do euro fechou a primeira jornada do grupo A, com a selecção da Rússia a golear a da República Checa (4-1), a confirmar o seu bom futebol e o favoritismo para o primeiro lugar de um grupo, onde os adversários estão a grande distância de qualidade.

Foi um bom jogo, este segundo. Aberto, jogado no campo todo e cheio de bom futebol…

O jogo até começou com inesperada superioridade dos checos, que dominaram no primeiro quarto de hora. Depois viria o festival de Arshavin e companhia, que se prolongaria pelo jogo todo, mercê de um colectivo bem oleado e recheado de individualidades de grande capacidade e maturidade, a maioria dos quais provavelmente a fazer a última fase final de uma grande competição.

Juntando jogadores que actuam no campeonato indígena - a Rússia é hoje dos poucos países com condições para garantir os seus melhores jogadores nas suas competições - com sete do Zenite no onze titular - a selecção russa revelou automatismos e um entrosamento que não estará ao alcance de muitas outras selecções.

Há grupos abertos e outros bem fechados. Abertos porque são constituídos por equipas de valia muito semelhante e fechados pela razão inversa, por integrarem equipas muito divergentes. Este grupo A era tido como um dos mais abertos. Poderá continuar a sê-lo, mas apenas para o apuramento da segunda selecção!  

A Rússia não confirmou apenas ser a melhor equipa do grupo. Confirmou o favoritismo que inicialmente lhe atribuí, que nem a forte probabilidade de encontrar o segundo classificado do terrível grupo B (da nossa selecção nacional) nos quartos de final minimamente belisca.

 

 

DEMOCRACIA E LIMITAÇÃO DE MANDATOS

Por Eduardo Louro 

 

Quando a Madeira já chegou à Madeira discute-se a falta de uma disposição de limitação de mandatos. Houvesse limitação de mandatos e há muito que Jardim teria deixado de brincar connosco, diz-se. Ou teria ido pregar para uma outra qualquer freguesia, eventualmente com muito menos brinquedos!  

Num país que foi outrora pátria de amanhãs que cantam há uma democracia com limitação de mandatos. A presidência daquela República está limitada a dois mandatos de quatro anos, como mandam as boas regras da democracia!

Alguém neste país terá provavelmente entendido que os mandatos eram curtos, que quatro anos é pouco tempo para executar obra e construir a felicidade do povo. Foi decidido aumentá-los para seis anos, a nova periodicidade do próximo mandato. É aceitável e já assim é nalguns países, que não são menos democráticos por isso.

Este país de que vos falo é, como já terá dado para perceber, a Rússia. Que vai a eleições presidenciais em Março do próximo ano, que também já foi o país dos czares, e que, desde a queda do império soviético, descobriu uma democracia muito particular: a czardemocracia!

É simples: o czar é primeiro entronado e depois eleito. A seguir escolhe um secretário e, como bom czar que é, nomeia-o primeiro-ministro. Esgota os seus mandatos e troca com o secretário: passa ele a primeiro-ministro e manda votar no secretário para a presidência que, esgotados os dois mandatos, lhe devolve de novo a presidência, entretanto com mandatos constitucionalmente mais alargados. Tudo constitucional. Tudo democrático, tudo decidido pelo povo eleitor!

Houvesse limitação de mandatos nas regiões autónomas e teria sido o Alberto João a descobrir esta fórmula mágica da democracia, roubando a patente a Putin. O Mr Dupont e o Mr Dupond seriam Vladimir Alberto João Putin e Dimitri Jaime Ramos Medvedev!

Quando as coisas são como são e o povo é como é, isso da limitação de mandatos, como diria a outra, não interessa nada!

 

 

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