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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

É o que é

Almeirim de portas abertas a refugiados ucranianos

Vi há pouco, numa das televisões, imagens da recepção a duas crianças refugiadas ucranianas numa escola em Itália. Eram apenas duas, as crianças ucranianas e toda a comunidade dessa escola - de crianças a educadores - a recebê-las com palmas, numa manifestação impressionante.

Não faço ideia do que terá passado pela cabeça daquelas duas crianças, mas não me é difícil imaginar o conforto que terão sentido, depois da dolorosa experiência a que foram sujeitas, serem recebidas daquela forma, naquele local desconhecido a que acabavam de chegar, à entrada daquelas portas que cruzavam pela primeira vez. Será certamente uma imagem que jamais apagarão da sua memória, que provavelmente se sobreporá a tantas outras, de angústia e sofrimento, que as marcará para sempre.

São imagens que impressionam. Mais pelo tributo, pelo reconhecimento do estatuto de heróis a estes refugiados da guerra, já que a solidariedade com os ucranianos está a ser amplamente documentada todos os dias, por toda a Europa. Em contraste absoluto com tudo o que conhecemos do nosso comportamento colectivo perante a onda de refugiados que tem chegado doutras partes do mundo, em particular à Europa, na última década. Que são igualmente pessoas, e que igualmente fogem da guerra, do sofrimento, da impiedade e da tirania.

Um contraste que se tem tornado em mais um ponto de clivagem nas sociedades europeias, e particularmente em Portugal. Até aqui era fácil dividir as ideias políticas, as sociedades e, em última análise as pessoas - cada uma - entre universalistas e humanistas, por um lado, e xenófobos e racistas, por outro. Entre os que defendiam a abertura das fronteiras aos deserdados do mundo, e os que lhas fechavam. Entre os que lhes defendiam o acolhimento, e os que levantavam arame farpado para impedir a sua entrada.

A solidariedade e o acolhimento aos ucranianos rompeu com esta divisão. Desde logo a partir dos países fronteiriços, onde o arame farpado era mais leve de levantar. E, depois, no tabuleiro político nacionalista, e até no claramente xenófobo e racista. 

Se não deixou de ser claro que boa parte da esquerda não ficou lá muito confortável no seu posicionamento perante a invasão russa, e a guerra, também não deixa de ser claro o seu desconforto com rompimento daquela linha divisória. Custou-lhe a perceber um fenómeno que deixava do mesmo lado quem antes estava do outro, e procurou a explicação na cor da pele e dos olhos.

Alguns poderão ter ficado satisfeitos com a explicação. Mas acredito que tenham sido mais os que não ficaram convencidos, e que terão percebido que a História, a civilização, a cultura e tudo aquilo que faz o que somos, e como vivemos, conta mais que simplesmente a cor da pele, dos olhos ou do cabelo. 

Perceber isso não é aceitar o racismo, nem a xenofobia. É simplesmente perceber que há modos de vida que se chocam. E que, isso, é o que é. E não o que gostaríamos que fosse!

Queremos um país inviável?

Governo regulariza todos os imigrantes que tenham pedidos pendentes no SEF  - El Trapezio

Três agentes do SEF, nas instalações do aeroporto de Lisboa, espancaram até à morte um imigrante ucraniano, em Março do ano passado, num crime que, por omissão e conivência, envolveu ainda mais um conjunto de pessoas, entre seguranças privados e até um enfermeiro. Um dos participantes, orgulhoso do seu acto, disse que nesse dia já não precisava de ir ao ginásio... 

A cadeia de comando, até ao próprio ministério, tentou abafar tudo.

Há dois anos, mas só hoje chegando ao conhecimento público, sete militares da GNR do posto de Vila Nova de Mil Fontes, Odemira, espancaram, violentaram e humilharam vários imigrantes. Orgulhosos dos seus actos, filmaram-nos e divulgaram-nos por grupos privados nas redes sociais. Esses filmes foram então, em 2019, parar às mãos da Polícia Judiciária quando, para investigar actos idênticos ocorridos no ano anterior, apreendeu os telemóveis a cinco militares da GNR daquele posto. Identificou aí os sete, três dos quais reincidentes por terem já praticado os mesmos actos em 2018.

A cadeia de comando, incluindo o IGAI, tentou abafar tudo. Conhecidos os factos através de uma estação de televisão, a GNR veio hoje informar que dos sete militares acusados, dois tinham sido suspensos, e os restantes cinco se encontravam a trabalhar normalmente, quando à reportagem da televisão tinha dito que todos se encontravam suspensos.

Os mais altos comandos das forças de segurança em questão, e os mais altos responsáveis do país - Presidente da República e Primeiro-Ministro - dizem-noa que isto não fazem delas instituições racistas. Como o caso dos militares na República Centro Africana também não atingem a instituição militar. Mas fazem, todos, deste, o país que é!

Os imigrantes que sofreram a brutalidade daqueles militares da GNR são os mesmos trabalhadores das estufas de Odemira, com que há meses o país se chocou.

Há poucos dias, um Relatório de peritos da ONU dava conta da "dimensão da brutalidade policial sobre afro-descendentes", num "país que nega o racismo e romantiza o passado colonialista", e denunciava formas de racismo, discriminação racial, xenofobia ou outras intolerâncias.

Ontem foram divulgados pelo INE os números provisórios dos Censos de 202. Em Portugal residem 10.344.802 pessoas. Nos últimos dez anos, desde o últimos Censo (2011), Portugal perdeu 2.1% da população. Foi a primeira vez, desde 1970, que o número de habitantes caiu.

A quebra foi resultado de um saldo natural negativo (diferença entre nascimentos e óbitos), que se traduziu numa perda de 250.066 pessoas. Os estrangeiros são agora 555.299, 5% da população. Mais  41% que há 10 anos. O número de estrangeiros a entrar em Portugal não foi suficiente para o compensar. Mas não é só isso. É a falta de mão de obra. É o envelhecimento da população. É a sustentabilidade da segurança social. É a assimetria demográfica. É "só" a viabilidade de um país!

Um país que tem nas suas instituições pessoas que tratam assim as pessoas que o podem viabilizar é, por si mesmo inviável. Seria bom que pensássemos nisto!

 

O copo a encher

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Há muito que Mamadou Ba se tornou no ódio de estimação da extrema-direita. Adianto que, pessoalmente, não nutro particular simpatia por este activista do SOS Racismo, associação que tem um papel fundamental na percepção e na denúncia do racismo. Não o achar simpático, não empatizar com ele, e entender até que muitas vezes é ele próprio que se põe a jeito, quando opta pelos caminhos mais propícios ao confronto, não limita a minha sintonia com as causas e os valores que estão por trás. Aí não tenho dúvidas nenhumas sobre qual é o meu lado.

Se, episódios como o da vandalização da estátua do Padre António Vieira, acabam por lhe rebentar nas próprias mãos, já a expressão "matar o homem branco", utilizada em contexto de aula como figura de estilo, acabou no aproveitamento abusivo e descontextualizado a que a própria expressão se presta.

A gota final no copo da extrema-direita, vertido na petição pública virtual que exige a sua deportação, caiu da sua reacção às manifestações pelo recente falecimento de Marcelino da Mota onde, na minha opinião, não disse nada mais que a verdade factual: Marcelino da Mata pode ser o militar mais condecorado (pelo Estado Novo, evidentemente) de sempre da tropa portuguesa, mas não deixa de ser a figura mais perversa do exército colonial, a expressão da propaganda colonialista, e uma personagem que falhou o banco do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para ser julgado por sucessivas violações da Convenção de Genebra.

Este é também um sinal dos tempos que vamos vivendo, onde também o copo do retrocesso, da intolerância e do ódio se está a encher a um ritmo há poucos anos impensável.

 

 

 

Cada vez que abre a boca...

Vídeo: Jorge Jesus - «Hoje qualquer coisa que se diga contra um negro é  racismo» - Visão de Mercado

 

O futebol ficou mais uma vez manchado por mais um episódio racista. Aconteceu no desafio entre o PSG e o Instanbul Basaksehir, e foi protagonizado por um elemento da equipa de arbitragem romena, tendo por alvo o treinador adjunto da equipa turca, o camaronês Pierre Webó.

Decorria o minuto treze de jogo, e os jogadores de ambas as equipa decidiram abandonar o relvado. O acontecimento correu mundo, a UEFA, condenou veementemente o acontecimento e marcou o jogo para esta tarde, com nova equipa de arbitragem. O PSG ganhou por 5-1 e apurou-se para os oitavos de final da Champions, empurrando o Manchester United para fora da competição.

Mas isso é o que menos importa nestas circunstâncias. O jogo de hoje iniciou-se com uma impressionante manifestação contra o racismo das três equipas em campo, e esse foi o tom de toda a gente do futebol mundial durante todo o dia. Com uma excepção - Jorge Jesus. Que, instado a comentar o sucedido na conferência de imprensa do pré-match relativo ao jogo de amanhã, na Bélgica, respondeu com uma série de chocantes alarvidades que me abstenho de reproduzir.

Não acredito que Jorge Jesus seja misógino, que disse nem saber o que é. Acredito que não saiba, e que isso nem conste do seu vocabulário. Talvez não saiba também o que é racismo, e mesmo assim acredito que não seja racista. É simplesmente um ignorante que não se sabe comportar. E burro, porque nunca aprende nada. Como é que lhe poderia ter passado pela cabeça alguma vez treinar uma equipa de um grande clube europeu, e ganhar a Champions?

Infelizmente é com as cores do Benfica no corpo que acontecem as mais graves manifestações da sua ignorância, e que mais expressão dá à sua dimensão troglodita. E não há nada que apague isso!

Acredito que, com um Presidente à altura do Benfica, à saída da conferência de imprensa teria um dedo a apontar-lhe a porta da rua.

Verdades e mentiras

Expresso | Caso Floyd. Milhares de pessoas nas ruas de Londres e ...

"Sempre que a esquerda sair à rua para dizer que Portugal é um país racista, nós sairemos à rua com o dobro da força para mostrar que Portugal não é racista". Foi com estas palavras que André Ventura justificou uma contra-manifestação de reacção aos protestos contra o assassínio de Bruno Candé, no passado sábado em Moscavide, agendados para sexta e sábado em várias cidades do país. 

É capaz de ter razão. Até aqui, em cada vez que tentou, deixou a ideia que Portugal não é um país racista. Com tão poucos apoiantes na rua, é verdade que deixou a ideia que nesta causa do racismo não tem muitos seguidores. A coisa já lhe corre menos bem quando garante que o fará com o dobro da força. Nas redes sociais, com anónimos e perfis falsos, onde facilmente cada um vale por mil, é fácil.  Na rua é um bocado mais difícil. Mas também já se sabe que declaração do Ventura sem mentira, não vale.

Não. Portugal não é um país racista porque o racismo é tabu em Portugal. Mas é um país onde há racismo. E onde há um racismo latente, de que se alimentam os Venturas desta vida. Essa é que é verdade!

 

Há racismo na sociedade portuguesa, sim senhor!

Racismo nas redes sociais portuguesas é sintoma social? | NOTÍCIAS ...

 

Não há dúvida que as manifestações de ódio racista se voltaram a instalar no nosso mundo ocidental, onde volta não volta se põem à vista coisas que não gostamos de ver. Mas que existem.

Não é por Rui Rio afirmar que não há racismo na sociedade portuguesa, que não constatamos todos os dias evidências que a descriminação étnica está enraizada em Portugal.  No último Eurobarómetro sobre racismo, 67% dos portugueses inquiridos indicavam isso mesmo, que a discriminação com base na origem étnica estava profundamente difundida na sociedade portuguesa.

Quando ouvimos responsáveis políticos, como Rui Rio, dizerem que não há racismo na sociedade portuguesa podemos sempre admitir que estão mesmo convencidos disso, ou que estão deliberadamente a desvalorizar o tema. na expectativa que, não lhe dando importância, se mantenha mais ou menos adormecido, e limitado a ocorrências mais mediáticas, que de vez em quando o tragam para o topo da actualidade.

Nenhuma das razões é boa. E se uma declaração não está suportada por boas razões, não vale para grande coisa. Se numa determinada declaração política o seu autor nega a existência problema, nunca poderá ter a solução. Ninguém procura soluções para o que não é problema. Se o quer manter adormecido, vai dar no mesmo: o problema existe, mas como se quer esconder, é como se não exista.

Há coisas que têm de ser enfrentadas com coragem. Esta, do racismo na sociedade portuguesa, é uma delas. Porque a Constituição, se não se fizer cumprir, não basta. E nem sempre se consegue escapar por entre os pingos da chuva...

 

Causas e coisas

Portugal juntou-se ao resto do mundo nas manifestações contra o ...

 

As manifestações pela morte de George Floyd, asfixiado aos joelhos de um polícia de Minneapolis, no Minnesota, espalharam-se pelas cidades de todos os estados americanos, voaram sobre o Atlântico e chegaram à Europa. E a Portugal, a Lisboa e ao Porto.

Lá, foi mais uma acha para a fogueira em que Trump transformou a América. Por cá foi, como não poderia deixar de ser, mais um foco de polémica à nossa maneira. Aquela maneira que sempre temos de tapar o fundamental com o circunstancial. 

Conciliar uma manifestação com as regras de distanciamento que a pandemia continua a requerer, mais a mais em Lisboa, onde ocorrem mais de 90% das contaminações, seria difícil. Isso só o PCP sabe fazer. Mas, ssperar de uma manifestação contra o racismo e a violência policial, outra coisa que não fosse gestos e palavras de animosidade para a polícia, nunca seria mais fácil.

 

O populismo não precisa de argumentos. Basta-lhe a atoarda!

Cigano7Online-->Dedicated To RICARDO QUARESMA

 

O sombrio André Ventura vai espalhando impunemente a sombra do racismo que apregoa pela sociedade portuguesa. Desta vez saiu-lhe ao caminho um cigano. Com voz, que é coisa que os ciganos não têm.

Chama-se Ricardo Quaresma, e é jogador de futebol. Internacional português. Tem voz e soube usá-la, o que não é menos meritório. E deixou o mais que tudo do Correio da Manhã sem argumentos de resposta. O discurso populista é assim, não tem argumentos. Não precisa, basta-lhe a atoarda.

Sem argumentos, o deputado, líder auto-suspenso do Chega, e candidato presidencial declarou "lamentável que um jogador da selecção nacional se envolva em política" e apelou às autoridades do futebol para não deixarem passar em claro um intromissão destas. Logo ele que fez do pior que o futebol tem o trampolim para a política. Naturalmente para o pior que a política tem...

 

Marega

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O racismo chegou oficialmente ao futebol português. Não é a primeira vez que manifestações racistas acontecem nos estádios portugueses. Nunca é à primeira que estas manifestações tomam a dimensão do que aconteceu hoje em Guimarães. 

Hoje, Marega pôs bem à vista a vergonha do racismo. E digo que pôs porque tomou corajosamente a decisão certa de abandonar o campo. E porque o fez expressando toda a sua indignação de uma forma que não permite mais que se continue a fingir que isto não acontece.

Pena que o árbitro, a quem competia agir, e que teve nas mãos a possibilidade de prestar um serviço que prestigiasse a arbitragem e limpasse, por um bocadinho que fosse, a imagem deste triste futebol português, tenha fingido que não percebia o que estava a acontecer.

Pena, já que o árbitro não cumpriu com a sua obrigação, que todos os jogadores, de ambas as equipas, em vez de tentar impedir a saída de Marega, não tenham abandonado o campo com ele.

Pena, muita pena, que da PGR não tenha saído uma ordem para que a Polícia de Guimarães não permitisse a saída de ninguém das bancadas sem primeiro ter identificado os autores do crime.

E pena que tudo continue na mesma, com o ódio a alastrar na sociedade portuguesa e em especial no futebol.

 

Não havia necessidade...

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No final do ano, no preciso espaço de uma semana, dois jovens, um cabo-verdeano e outro português, foram assassinados na rua.

O português, de 24 anos, a 28 de Dezembro, no Campo Grande, em Lisboa, por um grupo de três jovens guineenses, com idades entre os 16 e os 20 anos, apunhalado nas costas depois de ter reagido ao assalto que esteve na origem do crime.  Perdeu a vida no local e foi logo notícia nos jornais e televisões.

O cabo-verdeano, de 21 anos, a 21 de Dezembro, em Bragança, brutalmente agredido na cabeça à saída de um local de diversão nocturna, numa rixa em que, com mais dois amigos e compatriotas, se viu envolvido com um grupo de portugueses. No alarme dado aos bombeiros o jovem caído inanimado no chão foi referenciado como profundamente embriagado. Estava sim às portas da morte, já tapadas para a saída. Morreu a 31 de Dezembro, e foi então notícia nos jornais e nas televisões.

As duas lamentáveis ocorrências, bem como os crimes praticados, não têm qualquer relação entre si. As circunstâncias em que ocorreram são tão distintas como a geografia em que aconteceram. Em Lisboa, aconteceu um assalto numa zona em que acontecem todas as noites. Ao que se sabe, o jovem assaltado era praticante de karaté, e isso não deve ter ajudado nada... Em Bragança, os contornos do crime não estão ainda bem definidos, mas o que se conhece aponta para a futilidade de um simples encosto numa rapariga provocado por uma escorregadela na fila para a caixa, com uma "espera" na saída.

O que não impediu que rapidamente os activistas do costume corressem a rotular o crime de Bragança de racismo, em mais um "tiro no pé", ajudado também pelas autoridades de Cabo Verde que, esquecendo-se que o crime de Bragança só se tornou crime, e depois notícia, com a morte do jovem, a 31 de Dezembro, vieram apresentar críticas ao tratamento mediático do tema, em evidente contraponto com a relevância informativa dada ao crime do Campo Grande. 

A luta contra o racismo não é isto. Este tipo de reacções apenas contribuem para extremar posições, tornar mais difícil o combate ao preconceito, e engrossar as correntes xenófobas e racistas. Que - já se está a ver - ficam com mais uma "pérola" para usar: "há racismo quando brancos matam um preto, mas já não há quando são pretos a matar um branco". 

Não havia necessidade...

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