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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O ranking do solstício

SIC Notícias on Twitter: "Depois de anos marcados pela pandemia em que as  escolas estiveram encerradas, o ano letivo de 2021/2022 traduziu-se numa  transição e adaptação à normalidade para milhares de alunos.

Nesta altura do ano, tão certo como o regresso do solstício é o regresso do ranking das escolas. O solstício chega na próxima quarta-feira, o ranking chegou hoje. E é uma festa!

Compara o incomparável, mas isso não importa nada. Compara escolas onde não há dinheiro, com colégios onde nada falta. Escolas onde não há professores, ou estão em greve, com colégios com quadros de docentes estabilizados, do primeiro ao último ano de escolaridade. Escolas com calendários escolares de meio dia, e ainda assim sujeitos às intermitências dos humores dos sindicatos e do ministério, com colégios com oito horas de ensino curricular, e pausas preenchidas com actividades extra-curriculares para todos os gostos e necessidades. Escolas com filhos da desgraça, e enteados de um país desigual, com colégios que disputam os alunos entre os filhos das melhores famílias. 

Mas é assim, e viva o ranking!

No deste ano, o primeiro é o Grande Colégio Universal, no Porto, que atingiu a média de 16,6 nos exames nacionais. Nada que, para o respectivo director, tenha alguma coisa a ver com assimetrias sociais e elitismos. Diz mesmo que “é preciso desconstruir a ideia de que o ensino privado é elitista”, e que "a diversidade social [no seu estabelecimento de ensino] é uma riqueza que sempre tivemos.”

A avaliar pelo valor da mensalidade, que informou não ir muito para além dos quatrocentos euros, percebe-se "a riqueza da diversidade social"...

 

A olhar para o fim-de-semana, com a devida vénia...

Resultado de imagem para ranking das escolas 2017

 

Para além do anunciado frio em todo o país, mais cortante pelo vento no Estoril ou mais amenizado pelo calor, em Lisboa, este foi um fim-de-semana de rankings, matéria muito apreciada cá pela paróquia. Não se discutiu outra coisa, nem nenhum jornal lhe passou ao lado. Por isso não resisti a trazer aqui "O romance do ranking", que o José Gabriel publicou no Aventar.

Com a devida vénia:

" “Estou muito satisfeito com as vossas notas, todos têm positiva na classificação final do ano”, dizia, aos seus alunos, o professor de Filosofia. Estes sorriam, satisfeitos.

“Então vamos todos a exame e fazer um figurão”, garantiam, felizes.
“Ah, isso é que não pode ser; o Colégio só leva a exame o Bernardo. Ele tem, de longe, a melhor nota de todos vós.”
” E- e então e nós, o que fazemos? Não é justo!”, espantavam-se os 24 alunos restantes, indignados com a situação que se desenhava.
“Vocês anulam a matrícula e vão ali à Escola Pública inscrever- se como autopropostos.”
Apesar da revolta dos alunos e, depois, dos seus pais, foi isso que aconteceu.
E foi assim que o Colégio de Sta. Miquelina obteve, mais uma vez, um dos primeiros lugares do ranking promovido pelo ME e patrocinado pela imprensa “de referência”. Há quem ache o método cruel – “canalha”, chamava-lhe um pai – mas a verdade é que o colégio não estava só. Todos os primeiros 15 classificados daquela disciplina tinham levado a exame apenas um aluno…

(Qualquer semelhança com factos reais não é pura coincidência…)"

 

VÍTOR GASPAR, O POLÍTICO

Por Eduardo Louro

 
O nosso ministro das finanças, Vítor Gaspar, ficou classificado em décimo lugar no ranking dos titulares da pasta em 19 países da União Europeia elaborado pelo Financial Times. A abrir a segunda metade da tabela encabeçada pelo alemão Schauble, que tanto o elogia!

A classificação decorre de três critérios: o político, o económico e o da credibilidade. Para se classificar neste modesto décimo lugar, o nosso Gaspar teve de arrasar no critério político – ficando em terceiro lugar, só atrás do sueco Anders Borg e do seu amigo Wolfgang Schauble, respectivamente o anterior e o actual primeiro classificado – porque nos critérios económico e credibilidade foi mesmo dos piores: 16º e 18º lugar, respectivamente. E no critério da credibilidade não entram as previsões económicas. Se entrassem…

Ficamos portanto a saber que o nosso menino-prodígio afinal se distingue pela sua capacidade política. É a pele de político que lhe assenta bem!

Bem desconfiava disso… Mas eu não lhe compraria um carro em segunda mão!

 

 

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