Em Las Vegas, a duas corridas do fim, Verstappen sagrou-se campeão do mundo de Fórmula 1, e assegurou o seu quarto título mundial. Longe, bem longe, do brilho dos dois últimos - porque o primeiro ... foi o que foi - e a confirmar a mudança dos ventos que se começaram a sentir há já algum tempo, e mais ainda a partir da primeira metade da temporada.
Não foi melhor que quinto na corrida, completamente dominada pelos Mercedes, com Russel (que partira da pole) e Hamilton (apenas oitavo na grelha de partida) a fazerem a dobradinha. E a Ferrari a colocar os dois carros a seguir, com Sainz (a fechar o pódio) e Leclerc de candeias às avessas.
Poderá não ser o fim do reinado de Verstappen, mesmo que pelo menos a interrupção pareça nesta altura inevitável, mas será certamente o fim de ciclo da Red Bull, com os motores Honda. Mesmo que matematicamente não se possa ainda dizer que já tenha perdido título de construtores, a verdade é que improvável, se não impossível, superar a Mclaren e a Ferrari. E já só fica à frente da Mercedes pelo que foi a primeira metade do campeonato.
A questão, na fórmula 1 actual, não é quem é primeiro. Verstappen e a Red Bull, não permitem discussão - faz a "pole", ganha, lidera as corridas da primeira à última volta, e faz o melhor tempo de volta. No fim, também não será quem é o segundo. Perez, mesmo alternando boas classificações com últimos lugares na classificação, contará sempre com a supremacia do carro da Red Bull para as mais surpreendentes recuperações em corrida.
A questão é, pois, quem se consegue entre-por na esmagadora superioridade da Red Bull. Com o melhor carro, a melhor estratégia de corrida, e a maior competência nas boxes.
Hoje, em Barcelona, no Grande Prémio de Espanha, não foi diferente. Aconteceu tudo isso, com Verstappen a apenas mudar de pneus quando tem garantida a saída, na mesma, na frente. A fazer a pole, a volta mais rápida, a seguir na frente do arranque até à bandeira de xadrez, a conquistar a 40ª vitória da carreira, a consolidar a liderança no campeonato, e a consolidar, a meio da temporada, o mais que anunciado terceiro título mundial consecutivo . E com Perez a sair dos últimos lugares da grelha para acabar em quarto.
A novidade foi a Mercedes, com Hamilton, a sair da quarta posição na grelha, a terminar em segundo, e Russel em terceiro, saído da 12ª posição, à partida. Na primeira vez em que outra equipa, que não a Red Bull, conseguiu dois lugares no pódio. Mercedes já é segunda no mundial de construtores, quando parecia já ter sido ultrapassada até por construtores há pouco tempo de segunda linha.
É verdade que a Ferrari continua a desiludir, como voltou hoje a fazer. Sainz tinha obtido o segundo melhor tempo na qualificação, e saiu na primeira linha da grelha. Mas nem isso lhe valeu mais que o quinto lugar no fim. E Leclerc que, penalizado, tal como Pierre Gasly, começou por partir das boxes, nem nos pontos acabou (11ª lugar).
Quando até a Maclaren (com Norris na terceira posição na grelha, mas a afundar-se na corrida) a ameaçava empurrar ainda mais para baixo, já depois de claramente ultrapassada pela Aston Martin, a Mercedes ressuscitou em Barcelona. A dúvida, agora, é se esta é a evolução normal do seu W14, ou se apenas um caso de especial apetência pela pista catalã. Seja o que for, a aproximação à Red Bull continua difícil!
Aos espanhóis, naturalmente figuras do cartaz, é que a sua corrida não correu nada bem. Sainz ainda fez figura na qualificação, com o segundo tempo, mas acabou em quinto. E Alonso ficou sempre atrás do seu colega Stroll. Na qualificação, onde não conseguiu melhor que o oitavo tempo, com Stroll em quinta. E na corrida, em sexto, mas ainda atrás do seu colega de equipa.
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